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FINAL


FINAL

A peregrinação é a forma mais antiga de religiosidade, conhecida e praticada tanto pelos cristãos como por aqueles de outras religiões. Para a Igreja é um meio particularmente válido de promoção humana e de evangelização, pelo forte apelo que exerce também sobre os não praticantes.” (Obra de las peregrinaciones)




O propósito de toda peregrinação é abandonar as certezas do cotidiano e avançar na direção de Deus, porquanto, chega uma hora em que é fundamental deixar o conforto e o egoísmo de lado.

Assim, ao caminhar em busca do significado de sua própria existência, o peregrino passa a valorizar as coisas simples como a água de uma fonte ou a vela que ilumina uma pequena capela.

Em consonância, a peregrinação de ASSIS a ROMA faz parte do itinerário religioso de São Francisco, já que transcorre por locais importantes, onde o santo testificou sua vida e religiosidade: em suma, são mais de 200 quilômetros atravessando lugares sagrados para os cristãos. 


Vitória! Chegada à Praça de São Pedro, Vaticano!

Historicamente, também, é preciso ter em conta que este roteiro, em particular, foi percorrido por São Francisco quando ele, em princípios do ano 1.205, foi a Roma dialogar com o Papa Inocêncio III, visando obter aprovação para a Regra da ordem que fundara.

E, ainda hoje, salvo exceções perfeitamente compreensíveis, face ao progresso, seu trajeto percorre, primordialmente, estradas simples de terra, mas, às vezes, também, cruza e acompanha antigas rotas romanas de mercância como, por exemplo, a Via Salária.

De minha parte, posso dizer que ao completar o Caminho de Assis a Roma, foi possível vivenciar em meu interior um sentimento de intensa alegria e júbilo por mais essa vitória.

É certo que essa realização somente foi possível, porque Deus e São Francisco de Assis abençoaram meu sonho de conhecer esse itinerário, permitindo que ele se tornasse realidade. 


Adeus Roma ou, Deus permitindo, até um dia próximo...

Nesse sentido, posso afiançar que encontrei muito calor humano nos locais de pernoite, aprendi a me comunicar em italiano, fiz novas amizades, conheci cidades importantes, igrejas milenares e fotografei paisagens indescritíveis.

Nele, durante oito dias, apesar das chuvas que raramente deram tréguas, nutri uma saudável e metronômica rotina, qual seja: caminhar, desfazer e refazer a mochila, lavar roupas, curar dores, além de conhecer pessoas e lugares por onde dificilmente transitaria, não fosse o traçado do Caminho de Assis/Roma a me incentivar nesse gratificante desafio.

Certamente outras “pelejas” serão intentadas, pois existem novos roteiros a serem devassados, outras rotas a serem percorridas, vez que todo “Caminho” é uma excelente escola para se exercitar a tolerância e a fraternidade, bem como aspirar conquistas e realizações.

E, para merecê-las, é imprescindível ter audácia, disposição, persistência e disciplina. 


À amiga Maria Cristina Wu, minha gratidão eterna pela excelente companhia.

Por derradeiro, minha gratidão à irmã peregrina e companheira de trilha, Maria Cristina Wu, que me acompanhou em 6 etapas e, que, com sua pontualidade, correção, garra e vigor físico, muito contribuiu para que essa jornada de fé se tornasse intensamente aprazível e memorável.


Bom Caminho a todos!

Junho/2019