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Auto-Imune-Hemoterapia


INCRÍVEL! A AUTO-HEMOTERAPIA E OS BENEFÍCIOS À SAÚDE

Fonte: http://www.editora-opcao.com.br/


Muitas doenças auto-imunes, doenças infecciosas e alérgicas (como a asma),  a hipertensão, dores e processos inflamatórios como a bursite, a sinusite, a rinite e muitas outras doenças têm sido curadas por essa técnica chamada de Auto-Hemoterapia, que também previne o surgimento de outras doenças, pois melhora o sistema imunológico. É uma técnica simples que consiste em retirar 5 ml do sangue da veia da própria pessoa e sem nada acrescentar ao sangue, aplicá-lo no músculo, alternando a cada 7 dias, braços e nádegas.

A Auto-Hemoterapia é um estímulo imunológico poderoso que melhora a saúde em todos os sentidos,  afetando positivamente as células e órgãos, acelerando o tempo de cura das doenças. Com esse método o sistema imunológico das pessoas fica ativado constantemente e atua sobre as doenças, com resultados incríveis. Seu custo é baixíssimo, pois somente irá utilizar uma seringa para retirar os 5 ml do sangue e injetá-lo no músculo. Não tem contra-indicações e nenhum risco à saúde, segundo o Dr. Luiz Moura, do Rio de Janeiro que utiliza essa técnica há mais de 30 anos e é pioneiro no Brasil na divulgação deste método. Segundo ele o sangue, tecido orgânico, em contato com o músculo, tecido extra-vascular, desencadeia uma reação de rejeição do mesmo, estimulando assim o Sistema Retículo Endotelial. A medula óssea produz mais monócitos que vão colonizar os tecidos orgânicos e recebem então a denominação de “macrófagos”. Antes da aplicação do sangue, em média a contagem dos macrófagos gira em torno de 5%. Após a aplicação a taxa sobe e, ao fim de 8 horas, chega a 22%. Durante 5 dias permanece entre 20 e 22% para voltar aos 5% ao fim de 7 dias a partir a aplicação da Auto-hemoterapia. A volta aos 5% ocorre quando não há sangue no músculo, por isso se faz nova aplicação no 7º dia. As doenças infecciosas, alérgicas, auto-imunes, os corpos estranhos como os cistos ovarianos, miomas, as obstruções de vasos sangüíneos são combatidas pelos macrófagos que, quadruplicados, conseguem assim vencer estes estados patológicos ou pelo menos, abrandá-los.

E o Dr. Moura informa que a dosagem da auto-hemoterapia varia conforme a gravidade da doença. O normal é retirar 5 ml do sangue e injetá-lo no músculo (alternando braços e glúteos) a cada 7 dias. Nos casos de doenças graves é utilizado 10 ml, para se obter uma resposta imunológica mais rápida. A Auto-hemoterapia pode ser utilizada indefinidamente, com benefícios à saúde, mantendo o sistema imunológico da pessoa sempre ativado. Não há limite de uso, pode-se utilizar a vida inteira – diz o Dr. Luiz Moura, que utiliza  nele mesmo e na esposa e seus familiares, além de utilizar essa técnica em seus pacientes. Essa técnica também pode ser utilizada por veterinários e ele cita uma sua amiga veterinária que com o uso dessa técnica conseguiu curar as verrugas que uma vaca tinha.

Dr. Luiz Moura nos anos em que utiliza a técnica  com seus pacientes, tem obtido resultados que impressionam. Ele cita alguns casos:

. Uma mulher que recuperou 80% da visão com o uso da auto-hemoterapia.

. Uma adolescente que tinha o rosto cheio de espinhas e nenhum tratamento dermatológico resolvia, começou a utilizar a auto-hemoterapia e em 3 meses seu rosto estava livre das espinhas.

. Uma pessoa tinha dormência em uma perna e com exames médicos constatou uma obstrução de 10 cm na artéria da perna. Em vez de operar começou a usar a Auto-hemoterapia a cada 7 dias. No fim de 4 meses estava curada, constatado por novo exame, tendo sido constatado que a artéria esta livre, desobstruída, desentupida.

. Um outro caso citado pelo Dr. Moura conta de uma moça que descobriu que estava com Esclerodermia, uma doença auto-imune que impedia que a pessoa andasse. Ela começou a fazer Auto-hemoterapia por recomendação do seu médico, que devido ao caso grave recomendou a utilização, em cada 7 dias, a aplicação de  20 ml do sangue dela, 5 ml em cada braço e nádegas. A melhora dela foi incrível e em 30 dias a paciente já andava.

. Dr. Moura cita também a melhora impressionante que ocorre nas pessoas com alergias, como é o caso da asma, e com doenças infecciosas, como lupus, artrite reumatóide e outras. Uma de suas pacientes tinha asma, com crises fortíssimas e começou a usar a Auto-hemoterapia e ficou livre das crises de asma, não precisando mais de internação como antes ocorria. Suas crises de asma acabaram. 

. O Dr. Moura conta o caso que ocorreu em sua própria família. Em 1978, sua filha que vivia na Espanha tinha ovários policísticos, não ovulava, era estéril. Seu médico ginecologista e obstetra, começou a fazer a auto-hemoterapia com aplicação de  10 ml semanais. Após 6 meses ela engravidou, e repetido o exame com insuflação tubária, já não havia mais cistos. Ele diz que também os miomas podem ser eliminados com a Auto-hemoterapia.

. Um outro caso que o Dr. Moura conta é de uma mulher que estava com  um problema sério de saúde, ela tinha púrpura e teria que amputar uma perna. Começou a usar a Auto-hemoterapia e no fim de alguns meses ela estava sem nenhum problema de saúde. Outra mulher tinha sido picada por uma aranha venenosa e estava começando a ter gangrena na perna e teria que amputar a perna. Começou a utilizar a Auto-hemoterapia e passar na perna uma solução de 20 grs de cloreto de magnésio diluído em 2 litros de água, um poderoso desinfetante muito utilizado durante as guerras e em 2 semanas estava com a perna curada.

. Ele conta também que há mais de 30 anos tem utilizado com seus pacientes que vão passar por cirurgia, que uns dias antes faz uma aplicação da auto-hemoterapia e após a operação, cinco dias depois, faz outra aplicação e diz que nenhum de seus pacientes teve infecção hospitalar pós-operatória. E ele conta também que pacientes com Esclerose Múltipla, uma doença degenerativa que acomete mais as mulheres do que os homens, ao utilizarem a Auto-hemoterapia podem fazer com que a doença estacione, não evolua.

Dr. Moura diz que não só ele mas outros médicos estão utilizando e recomendando com êxito, o uso da auto-hemoterapia. Ele cita o Dr. Ricardo Veronese da Universidade de Santos, SP, que em 1976 publicou um importante trabalho sobre a auto-hemoterapia intitulado “Imunoterapia: o impacto médico do século”, no qual refere-se à limpeza de células e do sangue, evitando enfarte pois remove obstruções nas artérias, agindo nas alergias, na remoção do colesterol e das proteínas desnaturadas, atuando positivamente nos processos mórbidos e auto-imunes.

Dr. Moura é pioneiro no Brasil no uso e na divulgação dessa técnica e recentemente gravou uma palestra de 2 horas e 40 minutos onde conta os resultados do uso dessa técnica. Dr. Luiz Moura tem Consultório na Rua Conde de Bonfim, 377 s/803 - Tijuca/Rio de Janeiro Tels.: (21)2572-5902/8817-6012 (Janilde)



Fontes: 

Na internet, no Google ou outro portal de busca, pesquise digitando:

https://biologiaecologia1globalwarming.wordpress.com/2010/01/10/a-cura-pelo-proprio-sangue-auto-hemoterapia-segredos-e-motivos-que-ainda-e-desconhecida-para-leigos/

www.eaglestv.com  Neste site você poderá encontrar muito mais informações, inclusive o vídeo da palestra do Dr. Luiz Moura



Vídeo com a entrevista com o Dr. Luiz Moura sobre auto-hemoterapia: https://www.youtube.com/watch?v=DxnrKY3TtIo  e  https://www.youtube.com/watch?v=TMRuNacKddw


Críticas da comunidade médica: 

Autohemoterapia - porque não fazer! -

http://www.saudepress.com/v2/lista_artigos-ver.asp?ART_id=42

 

Depoimentos de usuários:

 

Auto-hemoterapia (relate sua experiência):    


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Mais informações sobre a Auto-Hemoterapia:

Histórico da Auto-hemoterapia:

Em 1911, F. Ravaut registra: modo de tratamento auto (uno mismo, haima - sangra) empregado em diversas enfermidades infecciosas, em particular na febre tifóide e em diversas dermatoses. Ravaut usa a auto-hemoterapia em certos casos de asma, urticária e estados anafiláticos (dicionário enciclopédico de medicina, T.1 de L. Braier).

Em 1941 o Dr. Leopoldo Cea, no Dicionário de Términos Y Expressiones Hematológica, pg 37, cita: auto-hemoterapia, método de tratamento que consiste em injetar a um indivíduo cierta cantidad de sangre total (suero Y glóbules) tomada de este mismo indivíduo.

H. DOUSSET - AUTO-HEMOTERAPIA - Técnicas indispensáveis. É útil em certos casos para dessensibilizações - 1941.

Stedman - Dicionário Médico - 25ª edição - 1976 - pág 129 - Auto-hemotherapy - auto-hemoterapia - tratamento da doença pela retirada e reinjeção do sangue do próprio paciente.

1977 - Index Clínico - Alain Blacove Belair - auto-hemoterapia - terapêutica de dessensibilização não específica.

Entretanto foi o professor Jessé Teixeira que provou que o Sistema Reticulo Endotelial era ativado pela auto-hemoterapia em seu trabalho publicado e premiado em 1940 na Revista Brasil - Cirúrgico, no mês de Março. Jessé Teixeira provocou a formação de uma bolha na coxa de pacientes, com cantárida, substancia irritante. Fez a contagem dos macrófagos antes da auto-hemoterapia, a cifra foi de 5%. Após a auto-hemoterapia a cifra subiu a partir da 1ª hora chegando após 8 horas a 22%. Manteve-se em 22% durante 5 dias e finalmente declinou para 5% no 7º dia após a aplicação.


Detalhamento da Ação Terapêutica, relatado pelo Dr. Luiz Moura:

Entre 1943 e 1947, quando cursava a Faculdade Nacional de Medicina apliquei a auto-hemoterapia cumprindo ordem de meu pai, Professor Pedro Moura, nos pacientes que ele operava na Casa de Saúde S. José no Rio de Janeiro. A primeira aplicação era feita na residência do paciente e a 2ª, 5 dias depois na Casa de Saúde no quarto do paciente e era sempre de 10ml.  A finalidade da aplicação era evitar infecção ou outra complicação infecciosa pulmonar, já que a anestesia na época era em geral com éter que irritava bastante os pulmões. O cirurgião geral, Dr. Pedro Moura adotou este método face ao sucesso do Professor Jesse Teixeira que registrou em 150 cirurgias as mais variadas, 0% de complicações infecciosas post-operatórias em 1940. Depois de formado continuei a aplicar a auto-hemoterapia apenas em casos de acne juvenil e algumas dermatoses de fundo alérgico.

Entretanto, devo ao Dr. Floramante Garófalo, em 1976, quando este tinha então 71 anos, o conhecimento que resultou em mais abrangência da ação terapêutica da auto-hemoterapia. Em março de 1976 o Dr. Garófalo queixou-se de fortes câimbras em sua perna direita quando caminhava mais de 100 metros. Sugeri ao colega que procurasse o angiologista, Dr. Antonio Vieira de Melo. Este decidiu fazer arteriografia da femural direita sendo constatada obstrução de cerca de 10cm ao nível do terço médio da coxa direita. O angiologista disse ao Dr. Garófalo que resolveria o problema com uma prótese que substituiria o segmento da artéria femural obstruída. O Dr. Garófalo disse ao angiologista que "não quero me tornar um homem biônico, amanhã terei outra artéria obstruída e terei que colocar novas próteses". Vou resolver o problema com a auto-hemoterapia. Eu então me ofereci para fazer as aplicações. Durante 4 meses, de 7 em 7 dias aplicava 10ml de sangue no Dr. Garófalo que então decidiu se submeter à nova arteriografia de femural direita, já que podia caminhar normalmente, porém o Dr. Antonio Vieira de Melo acreditava que era impossível que a artéria estivesse livre da obstrução atribuindo a melhora à sugestão. Repetida a arteriografia, não havia mais nenhuma obstrução na femural direita. Foi então que o Dr. Garófalo me presenteou com os trabalhos de Jesse Teixeira, de 1940 e de Ricardo Veronesi, de 1976. O estímulo do S.R.E comprovado por Jessé Teixeira e as ações deste bem explicados no trabalho de Ricardo Veronesi explicavam a desobstrução da artéria femural de Garófalo e abriam um enorme campo no tratamento das doenças auto-imunes. Em setembro de 1976 internou-se na Clínica Médica do Hospital Cardoso Fontes uma paciente cujo diagnóstico foi esclarecido pela consultora dermatológica da Clínica, Dra. Ryssia Alvares Florião. Feitas as biópsias nas mamas, abdômen e coxa de A.S.O. (F) - 52 anos, encaminhadas estas à patologista do Hospital, Dra. Glória de Morais Patello, o diagnóstico foi: esclerodermia, fase final. A Dra. Ryssia que tinha sido residente em Clínica Dermatológica nos Estados Unidos da América, em Nova York para onde convergiam os pacientes com E.S.P., disse que pouco podia fazer pela paciente, pois aquela Clínica era nada mais que um depósito de esclerodérmicos" Iniciei o tratamento da paciente com E.S.P., no dia 10/09/1976. Para provocar o desvio imunológico e assim aliviar a paciente apliquei 5ml de sangue em cada deltóide e 5ml em cada glúteo, de 5 em 5 dias. A paciente já não caminhava há 8 meses e não deglutia sólidos, só líquidos, devido a estenose do esôfago. Dia 10/10/1976 a paciente saía andando do Hospital, com alta melhorada assinada pela Dra. Ryssia. A paciente continuou o tratamento com a dose reduzida para 10ml de sangue por semana. Em maio de 1977 a paciente A.S.O. foi reinternada para avaliação, sendo constatada grande melhora em relação ao dia 10/10/1976 quando teve alta no ano anterior. Surgiu na ocasião um concurso patrocinado pelo Laboratório Roche - Hospital Central da Aeronáutica. Redigimos então um trabalho minuciosamente documentado tanto com exames complementares como também com fotografias em slides da paciente em setembro de 1976 e maio de 1977. O concurso cujo tema era originalidade não publicou o trabalho.

A partir deste caso em que a auto-hemoterapia comprovou ser poderosa arma terapêutica em doenças auto-imunes passei a aplicá-la também em doenças alérgicas com excelente resultado. Apresentarei resumidamente alguns casos que merecem destaque:

• 1980 - M. das G.S. - 28 anos, funcionária da Petrobrás. Diagnóstico esclerodermia sistêmica progressiva - Decisão da chefia médica da Petrobrás - aposentar a paciente. Há 22 anos vem se tratando com a auto-hemoterapia. Está assintomática e deve ter se aposentado em 2005 por tempo de serviço.

• 1980 - G.S.C (F) 55 anos - Diagnóstico - MIASTENIA GRAVE pelo Instituto de Neurologia - Av. Pasteur - RJ. A paciente atualmente, embora com a doença, vive normalmente, toma ônibus. É a única paciente que sobrevive entre aquelas diagnosticadas em 1980 como miastenia gravis, no Instituto de Neurologia.

• 1982 - J da SR (M) 30 anos - diagnóstico - Doença de CROHN - Tratou-se com a auto-hemoterapia de 10ml semanais durante 1 ano. Até a data atual nenhum sintoma teve da moléstia que o acometeu em 1982.

• 1982 - M - (F) - A paciente aluga cavalos para turistas em Visconde de Mauá. Foi picada por uma aranha armadeira em sua perna direita, que gangrenou, ficando exposta a tíbia. Foi internada na Sta. Casa de Rezende onde foi decidida a amputação. Já na mesa de cirurgia a paciente decidiu que não aceitava a amputação da perna, como preconizava o Instituto Butantã para estes casos. Assinou termo de responsabilidade e foi liberada. Ela me procurou e eu institui a auto-hemoterapia e a lavagem da ferida com solução de cloreto de magnésio como fazia Pierre Delbet, cirurgião na guerra de 1914 a 1918. Em 20 dias a paciente estava curada, trabalhando com sua perna até hoje.

• 1990 - M.D.C. - 24 anos (F) - A paciente começou a apresentar petequias e epistaxis freqüentes. Quando apresentou otorragia foi encaminhada a um hematologista que diagnosticou como púrpura trombocitopênica. Durante 6 meses foi tratada com corticoesteróides em altas doses, até que estes não mais surtiram efeito e as plaquetas baixaram para 10.000mm3 de sangue. O hematologista decidiu usar quimioterápico conseguindo a elevação das plaquetas para níveis quase normais durante 2 meses. Os quimioterápicos não surtiram mais efeito e a paciente foi encaminhada para um cirurgião para se submeter à esplenectomia. A paciente se recusou quando o cirurgião não garantiu que o fígado assumiria a função do baço.
A paciente me procurou e eu mandei aplicar a auto-hemoterapia. As plaquetas se normalizaram, a paciente depois teve mais 2 filhos, e vive vida normal com o seu baço.

• 1990 - M. da RS (M) 22 anos - Doença de CROHN - Curiosamente a moléstia começou após o paciente ser assaltado, quando na ocasião fazia o vestibular para Odontologia. Prescrevi a auto-hemoterapia que foi aplicada pelo próprio pai do paciente. Até hoje assintomático.

• 1997 - RS (F) 35 anos - Diagnóstico - L.E.S - A auto-hemoterapia permitiu à paciente ter vida normal, viajando para o exterior com crianças de rua que ela ensina a bailar.

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A AUTO-HEMOTERAPIA E A DESCONSTRUÇÃO DA CIÊNCIA

 

Autor: Dr. Alessandro Loiola  -  http://www.dralessandroloiola.blogspot.com/ 

 

Um saudoso professor costumava nos dizer, enquanto fazia sua corrida matinal de leitos:

 

- Vocês um dia estarão lá fora, clinicando e tratando seus pacientes, e devem saber o quanto antes que a medicina não é, nem nunca pretendeu ser, uma ciência exata, isenta de falhas. Assim que receberem seus carimbos, vocês verão que nossa vida profissional é uma eterna alternância entre 3 grandes categorias de médicos.

 

Ele fazia uma pausa, segurando um prontuário qualquer, como o bom ator que espera sua deixa, e então alguém perguntava:

 

- Quais categorias, professor?

 

Levantando as sobrancelhas e olhando por cima dos óculos, sem largar o prontuário, ele concluía solenemente:

 

- Os que erram muito, os que erram pouco e os que só erram.

 

Essa história me veio à cabeça quando, durante um intervalo no hospital, uma auxiliar de enfermagem veio me perguntar assim, na surdina, como quem conta um segredo terrível ou uma infidelidade digna da Santa Inquisição:  

 

- Doutor, o que o senhor acha da auto-hemoterapia?

 

E eu que achei que este assunto estava morto e enterrado. Mas não está. Graças a um posicionamento absolutamente precipitado das sociedades de especialistas, a auto-hemoterapia foi banida da prática médica.

 

Sob o pretexto de que “não existem evidências científicas favoráveis comprovando sua eficácia”, a auto-hemoterapia foi execrada ao limbo da charlatanice. De quebra, ao fazer propaganda da técnica, o médico carioca Dr. Luiz Moura terminou tendo seu registro cassado no Rio de Janeiro em 12 de dezembro de 2007. Mas isso não fez a auto-hemoterapia desaparecer – ela ainda acontece, na penumbra.  

 

Não sou defensor da auto-hemoterapia. Concordo com seus acusadores: realmente faltam evidências sólidas. Mas, pensando cá com meus botões, então não seria o caso de ir atrás destas evidências, sejam elas boas ou desfavoráveis? Bastaria seguir os mesmos protocolos de pesquisas clínicas utilizados há décadas para avaliar novos antiinflamatórios, novos antibióticos, novas próteses, novas tecnologias - vide desde a cirurgia videolaparoscópica até os recentes avanços nas pesquisas com células-tronco.  

 

Mas não, não houve racionalidade ao lidar com a auto-hemoterapia. Houve, sim, uma deterioração da ciência em prol de uma agenda obscura de intolerância com o novo. Curiosamente, uma agenda brandida com ares de indignação pelos mesmos bispos que deveriam defender o pensamento científico livre, leve e solto.  

 

Como seremos capazes de enxergar o novo se continuamos saindo de casa doutrinados para ver somente as mesmas coisas de sempre?  

 

Se você já estudou termodinâmica, certamente conhece a escala de Kelvin de temperaturas absolutas, batizada em nome do gênio William Thomson, brilhante matemático e físico irlandês também conhecido como Lorde Kelvin. Dentre as inegáveis contribuições deste homem à ciência, constam algumas bem embaraçosas.  

 

Apesar de ser um profundo conhecedor da engenharia e da eletricidade, em 1895 Lord Kelvin profetizou: “máquinas voadoras mais pesadas que o ar não são possíveis”. Em 1897, outra pérola: “o rádio não tem futuro e os raios-X são um embuste!”. E, na aurora do Século XX, encenou sua derradeira e mais célebre escorregadela ao dizer que “a física já descobriu praticamente tudo que havia para descobrir no Universo”. Um certo Albert Einstein mostraria alguns anos depois que o buraco era um pouco mais embaixo.  

 

A ciência biomédica está repleta de equívocos semelhantes, opiniões jogadas ao ar antes de serem submetidas ao escrutínio do método científico. Frases de efeito que mais parecem frases de defeito.  

 

"A teoria dos germes de Louis Pasteur é uma ficção ridícula", escreveu Pierre Pachet, Professor de Fisiologia em Toulouse, 1872.

”O abdome, o tórax e o cérebro permanecerão para sempre além do alcance de qualquer cirurgião humano”, disse, em 1873, Sir John Eric Ericksen, cirurgião da coroa britânica. 
"Não teremos artrite no ano 2000”, vaticinou o famoso reumatologista Dr. William S. Clark, em 1966. 
 

 

Ah, nada como o tempo para mostrar que o futuro não é mais aquilo que costumava ser...  

 

Enquanto a orgulhosa ciência médica torna-se ela própria uma forma religião, escravizada no apego irrestrito às normas e preceitos em detrimento da lógica, me pergunto: estamos construindo faculdades de medicina ou igrejas, templos e seitas que pregam não o amor à ciência e à curiosidade altruísta, mas uma louvação cega a dogmas empoeirados?  

 

Nesta fogueira tão antiga, onde o preconceito ainda reina como cultura, a auto-hemoterapia e o ex-Dr. Luiz Moura foram apenas os gravetos mais recentes. Outros virão. É preciso alimentar a chama. Valha-me Santo Prometeu, filho de Jápeto! Amém.