4º dia – BORDA DA MATA/MG à ESTIVA/MG – 40 quilômetros


4º dia – BORDA DA MATA/MG a ESTIVA/MG – 40 quilômetros


A felicidade não está no final da jornada, e sim em cada curva do caminho que percorremos para encontrá-la.” (Martha Medeiros)



Mãe Aparecida, peço a vossa benção e proteção, sempre!

Seria uma jornada longa e desafiadora, pois, já, na minha peregrinação inicial pelo Caminho da Fé, em 2.005, avaliei-a como mais difícil de todas.

Na verdade, nem tinha certeza se conseguiria concluí-la a bom termo, de forma que, em princípio, pensava pernoitar em Tocos do Moji, mas deixei para melhor avaliar quando lá chegasse: se ficava ou seguia em frente.

Eu havia pensado em sair às 5 h e, para tanto, me levantei às 4 h.

E, no horário avençado, eu deixei o local de pernoite, e segui à esquerda.

Logo eu saí na praça central, passei ao lado da igreja matriz e, mais acima, junto ao cemitério, virei à esquerda e adentrei em larga estrada de terra, bastante neblinosa naquele horário.

Com a lanterna na mão, prossegui caminhando, em ritmo uniforme, por um longo planalto levemente ascendente, em meio a inúmeras chácaras.

Em seguia um tanto apreensivo e ressabiado, vez que soubera de um fato ocorrido dez dias antes, quando uma onça-parda ou suçuarana fora capturada num bairro periférico dessa cidade.

Para amplificar minha apreensão, soubera também que na semana anterior a esse caso, outra ocorrência havia sido registrada na zona rural da cidade de Maria da Fé (MG), quando um rapaz de 23 anos fora atacado por um animal da mesma espécie, ficando bastante ferido nos braços, pernas, rosto e barriga.

Pelo que eu havia lido, esse tipo de onça raramente enfrenta o homem, mas, como bem diz o ditado: “Seguro morreu de velho”.

Por isso, eu caminhava tenso e atento no entorno, vez que a escuridão era total e o dia demoraria a raiar.

Seguia, ainda, extremamente concentrado nos sons que captava, porquanto, ao contrário de outros grandes felinos, a suçuarana não urra, visto que sua vocalização está muito mais próxima dum miado do gato doméstico.

Soubera, também, pela internet, que quando ela está sozinha, geralmente, não oferece risco aos seres humanos, contudo, quando com filhotes, qualquer contato deve ser evitado.

Isto me deixava mais tranquilo, pois estávamos longe da primavera, estação em que prorrompem suas crias.

Ela também nunca deve ser acuada e aconselha-se aos ecoturistas, caso aviste algum exemplar durante uma caminhada, afastar-se muito lentamente, sem dar as costas para o animal.

Posto que, o pensamento básico é: se evadir, ela pode lhe atacar por instinto, pois a caça sempre foge da onça; em caso de aproximação excessiva o animal poderá se sentir ameaçado e atacar para defender-se.

Eu deveria evitar, ainda, o contato olho a olho, pois é uma forma de intimidação, mas como impedir isto no escuro, pensava eu.

Essas dúvidas e incertezas deambulavam pela minha cabeça, enquanto eu seguia em frente, em bom ritmo, como a parodiar o dístico: “Pernas pra que te quero!”


Mais um dia amanhecendo...

Em determinando local, aproximadamente, 3 quilômetros à frente, cruzei com uma pessoa que também portava uma lanterna nas mãos.

Para minha surpresa, constatei ser uma senhora, com a qual troquei breves palavras.

Disse-me a pobre mulher que ia trabalhar em Borda, e todos os dias fazia aquele percurso a pé, tanto na ida quanto na volta.

Fiquei a pensar se ela teria conhecimento do risco que corria, diariamente.

Por volta das 6 h 30 min, no Bairro das Palmas, 8 quilômetros à frente, iniciou-se uma longa subida.

E, para meu alívio, o dia principiou a raiar, espancando de vez as sombras da noite.


Água potável oferecida pela família Xavier, onde fiz uma pausa para hidratação.

Após uns 2 quilômetros, numa casa desabitada, pertencente a família Xavier, visualizei uma tabuleta oferecendo água potável.

Ante dádiva tentadora, não resisti e fiz uma pausa para me hidratar, aproveitando, também, para completar minha garrafa d’água.

Ao retornar à trilha, visualizei outra placa colocada defronte ao local, informando que restavam 9 quilômetros até Tocos do Moji.

Em seguida, após atravessar uma porteira, iniciou-se penosa e inclinada ladeira: estava eu escalando a escarpada Serra do Jacu.


No topo do morro, a 1.200 m de altitude, placa que marca o local da divisa entre as cidades de Borda da Mata e Tocos do Moji.

E, às 7 h, 9 quilômetros percorridos, já no seu topo, a 1.188 metros de altitude, pude contemplar um mar de morros ao meu redor, conjuntamente, com uma visão extasiante de toda a região.

Naquele local privilegiado também se localiza a divisa dos municípios, de forma que estava deixando Borda da Mata para adentrar ao de Tocos de Moji.

Fiz uma pausa restauradora para hidratação, ingerir uma banana e observar o horizonte, pois o local é de expressiva beleza.


O sol finalmente aparece...

O sol finalmente apareceu, deixando tudo mais claro e brilhante ao meu redor.

Em seguida, bastante animado, literalmente, despenquei em direção a um riacho encachoeirado.


Descidão..

E o fiz pela estrada em ziguezague, feliz com o silêncio e a solidão.

Já no plano, parei diante da casa da família Rodrigues, onde também existe uma fonte de água potável, convidando o peregrino a saciar sua sede.

Acima da torneira, dentro de um nicho, existe uma imagem de Nossa Senhora Aparecida, onde aproveitei para pedir proteção.

Mais abaixo, eu fleti à esquerda, seguindo a beira de um riacho, em meio à belíssima paisagem. 


Caminho dourado...

Ali está localizado o Bairro Capinzal, onde as propriedades rurais se dedicam, basicamente, à produção de morangos e criação de gado.

Num determinado sítio, sempre subindo, me encontrei com um senhor que estava colhendo morangos em sua plantação e me ofereceu alguns.

Eu escolhi apenas três frutas, porque não queria abusar de sua boa vontade, afinal aquele era seu meio de vida, no entanto, deixei para ingeri-las mais tarde, porque necessitava lavá-las.

Porquanto, juntamente com o tomate, o pepino e as uvas, o morango é uma das culturas que mais sofre pulverização tóxica, visando à proteção das pragas que infestam essas lavouras.

Prossegui subindo, agora em meio a frondoso bosque de eucaliptos, até que no ápice do morro, alcancei a altitude de 1.210 metros, o primeiro ponto culminante dessa jornada.


Trecho plano, já no bairro Capinzal.

Então, iniciou-se brusco e acentuado declive, que perdurou por uns 2 quilômetros.

Nesse trecho, o forte são as pastagens apascentadas por gado de leite, e pude ver em vários pontos o caminhão que recolhe os latões.

Por isso é chamado de “caminhão de leite”.

Passou nos dois sentidos de direção, pois entrava aqui e acolá, nos sítios, para fazer a coleta.


Igreja dedicada a São Francisco de Assis, no bairro Capinzal.

Já no plano, eu atravessei uma porteira e logo passei defronte à capelinha dedicada a São Francisco de Assis, que também está situada no Bairro Capinzal.

A partir daí, iniciou-se outra série de elevações e descensos, até que num cruzamento ultrapassei uma placa anunciando que eu estava distante 200 quilômetros da Basílica de Aparecida, o que muito me alegrou.


 Placa indicativa de que restam 200 quilômetros até Aparecida.

O caminho prosseguiu inconstante, às vezes subindo, outras descendo, minando qualquer tentativa de manter um ritmo.

Numa bifurcação abaixo, seguindo as flechas, fleti à esquerda e enfrentei mais uma vigorosa ascensão.


Caminho arejado.

Após atingir seu apogeu, iniciou-se violento e, mais à frente, gradual descenso, culminando com a transposição do Rio Moji Guaçu e chegada a Tocos do Moji.

Logo na entrada da cidade, passei diante de uma fonte situada à esquerda do caminho, a quarta existente nessa etapa, que disponibiliza água potável aos peregrinos.


Forte descenso em direção a Tocos do Moji.

O núcleo inicial dessa cidade surgiu aproximadamente no ano de 1.870, com a chegada dos primeiros habitantes.

A esta localidade deram o nome de Mogy dos Tócos numa singela referência ao rio Mogi-Guaçu que a banha.

Em 1.917 foi erguida a primeira capela a N. Sra. Aparecida, e em 1.995 criou-se o município de Tócos do Moji.

Situado numa altitude de 1.050 metros, conta atualmente com 3.830 habitantes.


Flores na praça central de Tocos do Moji.

Fiz um breve descanso na pracinha da cidade, bastante movimentada àquela hora, e aproveitei a pausa para me hidratar e repensar o futuro.

Enquanto ingeria uma barra de chocolate, palestrei rapidamente com dois senhores que estavam sentados num banco vizinho.

Animado e refortalecido, preparei-me para seguir em frente, embora soubesse que me aguardava outra duríssima etapa.

Ocorre que o dia mantinha-se ensolarado, mas a temperatura estava fresca e eu não me sentia cansado, ao revés, estava animado para enfrentar as dificuldades que por certo adviriam.


Igreja matriz de 
Tocos do Moji
.

Prosseguindo, depois de vencer rápido aclive, passei diante da igreja dedicada à Nossa Senhora Aparecida que, por sorte, estava aberta.

Então, pude adentrar e externar minhas preces.


Tocos do Moji vai ficando para trás...

Logo acima, acabou o piso em cimento e eu acessei uma larga estrada de terra, por onde prossegui alegre e escoteiro.

Dois quilômetros de caminhada, iniciou-se uma longa e escarpada ladeira, e no seu ápice a 1.323 m encontrava-me na 5ª maior altitude de todo o Caminho.

Depois, a estrada prosseguiu ainda em incessante ascenso, em meio a muitas árvores e campos de pastagens.


No caminho para Estiva/MG, início de forte ascenso.

Mais abaixo eu encontrei uma bifurcação e, obedecendo à sinalização, prossegui à direita por uns 500 metros, quando encontrei um abrigo num ponto de ônibus, onde fiz uma parada técnica, apenas para renovar meu protetor solar, pois o sol brilhava forte num céu azul e, praticamente, sem nuvens.

Ao longe, eu podia observar extensas plantações de morangos cobertas por lonas brancas que, contrastando com o verde da paisagem circundante, proporcionavam um belo colorido ao ambiente.

Essa fruta necessita de um período de baixas temperaturas durante o inverno, para medrar adequadamente.


No entorno, grandes plantações de morango.

Aliás, o ideal é que a temperatura não ultrapasse, em média, os 22°C durante sua frutificação.

Além disso, considera-se que dias ensolarados e noites frias levam a produção dos melhores morangos, coincidentemente, o clima predominante naquele enclave.


Imensos pés de araucárias.

No trecho sequente, encontrei também inúmeros pés de araucárias, também chamada de pinheiro-brasileiro.

São enormes e majestosas árvores que proliferam com facilidade em regiões onde preponderam temperaturas amenas.

Prosseguindo em frente, alguns minutos mais tarde, cruzei o distrito de Fazenda Velha, que embora esteja situado a, apenas, 8 quilômetros de Tocos, pertence ao município de Estiva. 


Simpática igrejinha existente no distrito de Fazenda Velha, que pertence à Estiva.

A pequena povoação possui 2 igrejas, conta com alguns bares e armazéns, e estava bastante movimentada e barulhenta naquela hora do dia, porque estávamos num sábado.

Eu adentrei num mercadinho, onde adquiri duas garrafas de água e dialoguei brevemente com um senhor que, curioso, indagou sobre a minha “viagem” em direção à Aparecida.


Mais um ascenso tem início a minha frente.

No trecho seguinte, voltei a avistar imensas plantações de morango, sendo que a maioria delas estava distribuída por toda a região montanhosa, o que exige um excelente preparo físico dos agricultores.

Numa pequena propriedade eu fiz uma pausa para experimentar o fruto, e o sabor era delicioso, pois estava doce e macio.

Agradeci a generosidade do sitiante, e pude perceber novamente, que essas pessoas simples e humildes que vivem no campo, à beira do caminho, estão sempre dispostas a auxiliar de alguma forma os peregrinos que por ali transitam.


Trecho bucólico e deserto.

Mais à frente, numa bifurcação, prossegui por uma via secundária à esquerda, e após vencer aguda ladeira, no topo, a 1.300 m de altitude, pude apreciar extasiado um lindo e profundo vale desenhado a minha frente.

O verde-gaio dos campos, aliado ao azul-escuro das montanhas projetadas ao longe encantavam a vista e repousavam meus olhos.

Talvez, pela perfeição e harmonia das formas que se delineavam no horizonte, essa foi uma das lembranças visuais mais imorredouras que apreciei ao longo de todo o Caminho, a qual guardo em minha mente.


 Início de violento descenso. Abaixo, o bairro de Pântano do Teodoro.

Depois disso, precipitei-me, literalmente, ladeira abaixo.

A descida é extremamente inclinada e abrupta, sucedendo que os dedos dos pés tocavam a ponta das botas, magoando sensivelmente minhas doloridas unhas.


Abaixo, o bairro de Pântano do Teodoro.

Em algumas curvas, o traçado é tão obtuso que, para melhor prover a segurança dos motoristas, o terreno foi calçado com bloquetes de cimento, evitando-se assim, que em épocas de chuvas os veículos derrapem ou resvalem.

O piso estava seco e acabei levando 3 grandes escorregões que, por sorte, não me derrubaram.

Na verdade, foi um susto atrás do outro, mas um acidente estava fora de cogitação e, por isso mesmo, a todo momento eu conversava comigo mesmo pregando calma e atenção.

Quase no final do extenso declive, passei por 3 peregrinos, dois jovens, o Renato e o Flávio, além de uma moça, com quem segui algum tempo conversando.


Igrejinha localizada no Pântano do Teodoro.

Mas eles caminhavam vagarosamente, fazendo pausas a todo instante para fotos, e eu preferi seguir escoteiro novamente, em meu ritmo normal.

A subida para travessia de outra serra levou-me a mudar de 900 m, onde eu me encontrava, a alcançar a altitude de 1.200 m, escalando violenta rampa.

Foi, possivelmente, em face do adiantado da hora, bem como pelo cansaço acumulado durante aquela etapa, o trecho de maior dificuldade que enfrentei em toda essa etapa.


Ascensão e vista do lado oposto ao Pântano do Teodoro.

Na metade do ascenso, alcancei 12 componentes de um grupo residente em Vinhedo/SP, que seguiam, como de praxe, capitaneados pelo incansável Donizeti Lopes, grato amigo que conhecera em minha peregrinação de 2013.

Eles também seguiam num passo bem cadenciado, de forma que prossegui solitário, vez que todos que estavam nessa etapa, pernoitariam, com eu, também em Estiva/MG.

Assim, forçosamente, nos confraternizaríamos lá de novo.


Primeira visão da cidade de Estiva, a 6 quilômetros de distância.

No cume do morro pude, enfim, avistar a cidade de Estiva, ao longe, a uma distância de 6 quilômetros.

Mergulhei novamente em tresloucado declive até atingir, no planalto, o Bairro da Olaria.

Depois de transitar um bom tempo numa planície, precisei vencer outra longa e acentuada ladeira calçada, em seu trecho final, por bloquetes, para, finalmente, no plano, visualizar meu objetivo do dia.

Restando 500 m para adentrar em zona urbana e com os telhados das casas mais altos já visíveis, parei alguns minutos para conter a ansiedade.

Na verdade, após a estiolante jornada, eu não queria pensar nos prêmios que minha mente propunha para a chegada.

Possivelmente, um farto almoço, acompanhado de uma geladíssima cerveja, dentre outros, mas não necessariamente nessa ordem...


Igreja matriz de Estiva/MG, dedicada a Nossa Senhora Aparecida.

Localizado na zona sul do Estado de Minas Gerais, o Município de Estiva apresenta uma topografia predominantemente montanhosa.

Seu nome provém da palavra estivado, que é um conjunto de varas ou paus lavrados ou roliços, com que se reveste um trecho acidentado de terreno, formando um leito ou esteira por onde passam as pessoas, os carros e os animais.

Ela é conhecida, também, como a “Terra do Morango”, pois é a maior produtora deste fruto em todo o país.

Conta atualmente com 11.000 habitantes, situando-se a 965 m de altitude.

O Pico do Carapuça, símbolo marcante da cidade, possui um visual especial de toda a região, sendo local de lazer da comunidade que o visita para acampar.


Praça principal de Estiva/MG.

Na cidade, fiquei hospedado na Pousada do Poka, onde os apartamentos são novos e bem equipados.

O estabelecimento situa-se defronte à praça central, sobre uma padaria.


Local onde almocei nesse dia.

Para fazer minhas refeições, utilizei os serviços do Restaurante Vó Geralda, um ambiente bastante simples, mas onde a comida é farta e, por R$15,00, pude me servir à vontade no self-service.

Depois de uma reparadora soneca, segui até a igreja matriz da cidade, cuja padroeira é Nossa Senhora de Aparecida, onde pude fazer minhas orações com calma e tranquilidade.

Depois, fui a um supermercado e, no retorno ao local de pernoite, encontrei com o Enilson e a Marineide, que haviam chegado mais tarde à cidade, bastante estafados, e combinamos nos rever às 19 horas.

No horário aprazado, descemos para lanchar na Padaria localizada abaixo da Pousada.


Com meus grandes amigos Enilson e Marineide, em Estiva/MG.

Foi uma refeição em clima de festa, mas com ares de despedida, porque eles no dia seguinte pernoitariam na cidade de Consolação, enquanto eu tinha a intenção de prosseguir adiante, até Paraisópolis.

Dessa forma, nosso adeus foi um quase silêncio impregnado de comoção, porquanto as palavras expressam pouco nessas ocasiões.

Certamente, nunca mais nos veremos, apesar da certeza de pertencermos à mesma família espiritual.

Para me consolar, lembrei como o roteiro é único para todos, a vida das pessoas continuamente converge e ocorre uma experiência periódica de caminhos cruzados e rostos familiares.

Como bem disse o escritor Antônio Curnetta: "O tempo apaga tudo, exceto as emoções. Porque só as emoções tornam-se memórias."

Assim, no final da refeição trocamos abraços emocionados, o derradeiro, e, tenho certeza que a cordialidade e a lhaneza desses dois excepcionais amigos potiguares concorreu, decisivamente, para deixar meu Caminho mais leve, belo e inesquecível.


Finalmente, em Estiva.

RESUMO DO DIA - Tempo gasto: 8 h 30 min- Clima: frio e com muito sol, variando a temperatura entre 8 e 21 graus.

Pernoite: Pousada do Poka: Excelente! – Apartamento individual – Preço R$60,00.

Almoço: Restaurante Mãe Geralda: Razoável – Preço: R$15,00, pode-se comer à vontade no Self-Service.


AVALIAÇÃO PESSOAL – Apesar das dificuldades enfrentadas em várias outras jornadas, considero esta a etapa mais difícil que vivenciei no Caminho. Não tanto pela primeira travessia, mas, principalmente, pelo fascinante e temido trecho entre Tocos do Moji e Estiva. Recomendo aos que pretendem desafiá-lo, que seja trilhado em separado, pela rudeza do percurso a ser enfrentado, em razão da necessidade de se transpor três duríssimas serras, em sequência. Há que se ressaltar, entretanto, a beleza incomum das paisagens com que somos brindados durante todo o trajeto em comento.


5º dia – ESTIVA/MG a PARAISÓPOLIS/MG – 42 quilômetros