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2ª etapa: PATROCÍNIO PAULISTA/SP a ITIRAPUÃ/SP – 20 QUILÔMETROS


2ª etapa: PATROCÍNIO PAULISTA/SP a ITIRAPUÃ/SP – 20 QUILÔMETROS

Minha força vem de um Deus que faz milagres!” 




O trajeto seria de pequena extensão, assim, como não havia urgência na partida, tranquilamente, ingeri um espesso copo de café que a copeira havia preparado e deixei o local de pernoite às 6 h, já com dia claro.

O trajeto inicial, em leve ascenso e sobre piso asfáltico, me levou a ultrapassar a movimentada rodovia SP-345 por uma passarela.

Já do outro lado, percorridos 3 quilômetros, eu acessei uma larga e plana estrada de terra, por onde segui, serenamente, transitando entre grandes pastagens, meditando sobre a vida, e quase, instantaneamente, me lembrei da frase que assim diz:

Olhe para o céu. Olhe para o rio. Olhe para as árvores. Sentir, tocar, cheirar. Tudo lhe pertence. Você é parte desta criação divina.” (Linda Macfarlane)

Mais à frente, passei a caminhar entre canaviais e percorridos uns 6 quilômetros, cruzei com 2 ciclistas de Itirapuã fazendo seu pedal matinal e que, simpaticamente, fizeram uma pausa para me cumprimentar pela jornada.

Um deles, o Cláudio Magela, me reconheceu como peregrino itinerante, assim, dialogamos alegremente, depois, fizemos uma foto juntos para eternizar o momento.

Prosseguindo, no 7º quilômetro eu acessei uma rodovia vicinal asfaltada onde, obedecendo à sinalização, fleti à esquerda e prossegui em desabalado descenso, desta vez, entre cafezais, enquanto me chamava a atenção, no horizonte, uma grande e verdejante elevação: o Morro do Alambari.

Mais abaixo, por uma ponte eu ultrapassei o rio Sapucaizinho e, do outro lado, já no bairro Alambari, prossegui caminhando entre chácaras e glebas de terra utilizadas para plantio de hortaliças, em grande escala.

Percorridos 12 quilômetros, por outra ponte, voltei a ultrapassar o mesmo ribeirão, desta vez em sentido oposto, depois, prossegui em forte ascenso para vencer o único obstáculo altimétrico do dia que, em seu topo, me levou a transitar a 831 m de altitude.

Então, depois de caminhar um breve espaço numa rodovia vicinal asfaltada, voltei a transitar sobre terra, desta vez por uma estrada de piso arenoso, situada entre grandes cafezais, já em franco descenso.

Mais abaixo, após transpor pequeno córrego por uma ponte, ultrapassei a divisa de municípios e passei ascender levemente, até ultrapassar, novamente, sob a rodovia SP-345, desta vez, no sentido inverso.

Na sequência e sem maiores dificuldades, adentrei em zona urbana e logo aportei ao local de pernoite.

Em verdade, um ambiente bastante precário, porém, o calor humano de seu proprietário, o Sr. Roberval, compensou qualquer sacrifício, pois ali eu fui recebido com muito carinho e atenção.

À tarde, após o almoço e a necessária soneca reparadora, fui conhecer a igreja matriz da cidade, cuja padroeira é Nossa Senhora Aparecida.

Porém, só pude fotografá-la pelo lado externo, posto que o templo se encontrava fechado para visitas.

De qualquer forma, fica aqui consignado meu agradecimento ao garrido povo itirapuanense, pela afeição e lhaneza com que fui distinguido nessa simpática localidade paulista.

Algumas fotos do trajeto desse dia:


Início do trecho em terra... entre pastagens.


De volta aos infindáveis canaviais...


Encontro com o amigo Cláudio, ciclista e peregrino de Itirapuã, a quem agradeço pela cessão da foto.


Em descenso... Ao fundo, o bairro Alambari.


Cultura de hortaliças no bairro Alambari.


Trecho arejado e sem sombras...


Em ascenso pelo outro lado. Vista que eu tinha à minha retaguarda..


Descendendo entre grandes cafezais..


Ultrapassando a divisa de municípios.


A igreja matriz de Itirapuã/SP.

Fundada em 28 de Março de 1952, Itirapuã está situada a 440 km da capital São Paulo.

O município faz parte da Microrregião de Franca.

Com uma população de 8.300 habitantes (estimativa para 2018 dados IBGE), a cidade teve como seus primeiros habitantes os mineiros, que vieram atrás da primeira atividade econômica praticada na região: o garimpo de diamantes.

Mas foi somente depois da abolição da escravatura que se intensificou a entrada de imigrantes na região.

Itirapuã surgiu por volta de 1890, em função da garimpagem praticada em Patrocínio do Sapucaí (atual Município Paulista), quando Antônio Joaquim do Carmo, conhecido por “Antônio Beltrudes”, por interesses comerciais, retirou-se seis quilômetros à leste daquela cidade, construindo no local algumas moradias.

O topônimo adotado, de origem indígena – ” ityra-puã”, significa morro em forma de dedo, com alusão às escarpas da Serra de Franca, ramificação da Mantiqueira, no limite leste de seu território.

O aparecimento de fazendas de café constituiu nova atração aos imigrantes estrangeiros, principalmente portugueses e espanhóis, que se integraram na sociedade, quase toda formada de mineiros.

Gentílico: Itirapuanense – Altitude: 885 metros

Fonte: www.caminhodafe.com.br


Com os grandes amigos Jordânio e Cláudio, ciclistas e peregrinos itirapuanenses.




RESUMO DO DIA: Clima: Frio de manhã, depois ensolarado, variando a temperatura entre 17 e 26 graus.

Pernoite na Pousada Casa Verde- Apartamento individual razoável! Preço: R$40,00;

Almoço no Restaurante da Dona Maria (Skina dos Amigos): Ótimo! – Preço: R$10,00 por um delicioso “Prato Feito”.


IMPRESSÃO PESSOAL: Uma jornada de pequena extensão e que apresenta apenas um obstáculo altimétrico a ser superado após o 12º quilômetro, mas de pequena amplitude. No entanto, cumprida entre inúmeras fazendas, onde a tônica é a criação de gado leiteiro, canaviais e cafezais, com belas vistas do morro que envolve o bairro do Alambari. No global, uma etapa tranquila e arejada.