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9ª etapa: TAPIRATIBA/SP a CACONDE/SP– 19 QUILÔMETROS


9ª etapa: TAPIRATIBA/SP a CACONDE/SP– 19 QUILÔMETROS

Como alcançar uma meta? Sem pressa, mas sem parar.” (Goeth)” 




A jornada seria de pequena extensão, assim, sem pressa, deixei o local de pernoite às 6 h, quando o dia já estava claro, depois de ingerir o café da manhã na companhia do Sr. Onofre, o afável proprietário do hotel.

A sinalização dentro da cidade de Tapiratiba está excelente, de forma que não tive dificuldade em encontrar meu rumo.

Depois de deixar a zona urbana e percorrer 2.500 m, eu acessei a rodovia SP-253, que segue em direção à cidade de Caconde, e prossegui caminhando pelo seu acostamento.

Na verdade, ao lado do asfalto, existe uma grande faixa de terra e foi sobre ela que segui nesse primeiro tramo.

Percorridos, exatos 5.300 m, obedecendo à sinalização, eu acessei uma larga estrada de terra, localizada do meu lado direito e, então, tudo ficou melhor.

Como em algumas etapas anteriores, também nessa, eu transitei entre cafezais, além de atravessar grandes nichos de mata nativa.

E, salvo raríssimas exceções, onde permeiam ascensos e descensos leves, essa jornada não apresenta obstáculos altimétricos dignos de nota.

O forte nesse trajeto são as pastagens, onde avistei cavalos e inúmeros rebanhos de gado leiteiro.

O dia permaneceu ventoso, sol fraco, clima hidratado, facilitando, sobremaneira, o meu deslocamento.

No ponto de maior altimetria do caminho, voltei-me para a direita e fiquei admirando um pasto, absolutamente verde, iluminado, contrastando com o azul profundo do céu.

Algumas vacas avermelhadas pastavam tranquilamente me trazendo lembranças de outras travessias.

Um turbilhão de recordações passou em minha mente, como num filme.

Prosseguindo, agora em franco descenso, o caminho atravessou o interior de uma imensa plantação de eucaliptos e, repentinamente, a estrada ficou perfumada.

No global, foi um trajeto deserto até quase a chegada, mas no trecho derradeiro o trânsito de veículos recrudesceu, porém, por pouco tempo.

Já na zona urbana de Caconde, segui caminhando, tranquilamente, até aportar ao hotel onde havia feito reserva, localizado na praça central da cidade.

Algumas fotos do trajeto desse dia:


Pelo interior de um fresco ninho de mata nativa.


Tudo verde! Clima agradável.


Caminhando em direção ao único ascenso do dia.


Do alto do morro... paisagens espetaculares!


Em descenso sob fresca sombra...


A marca dos 400 quilômetros já ficou na saudade..


Muita sombra nesse dia.. o peregrino agradece!


Trecho final arejado e sob sol forte.

Caconde, distante 290 quilômetros da Capital Paulista, na região nordeste do estado, vem se destacando como polo receptivo de turistas, chegando a ser considerada uma das 30 mais belas pequenas cidades do Brasil.

Encravada na encosta oeste da Mantiqueira, oferece além de um dos climas mais amenos do estado, um relevo acidentado com muitas matas, cachoeiras, rios, lagos e riachos, que formam belezas naturais incomparáveis, enche os olhos e apaixonam quem as conhece.

Com importância ímpar em sua região, Caconde destaca-se não só por suas belezas naturais, mas também por suas riquezas históricas, culturais e religiosas que se manifestam, atualmente, em diversos eventos como: Festviola, Festa das nações, Queima do Alho e o Carnaval considerado um dos melhores do interior paulista, além, é claro, das atividades religiosas realizadas pela Basílica Santuário de Nossa Senhora da Conceição.

Tendo como principal fonte econômica a agricultura, onde se especializou em produzir café de qualidade, Caconde orgulha-se de ter importantes áreas preservadas, apresentando como testemunha uma vasta fauna silvestre e uma vegetação caracterizada como Mata Atlântica de Clima Tropical.

Além da Agricultura, o Turismo vem se transformando em importante fonte de renda, com diversos pontos turísticos: Praça da Matriz, Praça do Rosário, Aquário, Praça do Mirante, Usina Velha, Cachoeira da Santa Quitéria e a Prainha (parque municipal localizado às margens da Represa Caconde é excelente ponto de encontro para um happy hour, passeios de lancha, jetsky, além de um excelente ponto de partida para uma boa pescaria).

Caconde conta também com respeitável infraestrutura turística, tendo belas e aconchegantes pousadas e excelentes restaurantes, que mesclam a comida caipira regional, com as influências mineira e italiana muito presentes em seus pratos.

Com tudo isso Caconde vem se destacando pela diversidade de seus atrativos, além, é claro, do turismo de Aventuras que com atividades como: Trekking, Cavalgada, Rapel, Tirolesa, Cascading, Bóia-Cross e o Rafting realizadas no Rio Pardo, com corredeiras que vão dos níveis I ao V e fluxo ideal de água durante o ano todo, transformam Caconde em referência para os aventureiros de todo o Brasil e até do exterior.

*Por Luís Felipe Firmino (Fonte: www.caminhodafe.com.br)


A igreja matriz e a praça central de Caconde/SP.


Placa alusiva à inauguração do Caminho da Fé na cidade.




RESUMO DO DIA: Clima: Frio de manhã, depois ensolarado, variando a temperatura entre 17 e 22 graus.

Pernoite no Hotel Alvorada- Apartamento individual bom! Preço: R$70,00;

Almoço no Restaurante Alvorada: Ótimo! – Preço: Por R$23,00 pode-se comer à vontade no sistema self-service.


IMPRESSÃO PESSOAL: Uma etapa de pequena extensão e que apresenta apenas um obstáculo altimétrico a ser superado no 13º quilômetro, mas de pequena relevância. No entanto, cumprida entre inúmeras fazendas, onde a tônica é a criação de gado leiteiro, e com muita mata nativa nas laterais da estrada, o que proporciona frescor ao caminhante. No global, uma etapa belíssima, fácil e extremamente verdejante, uma das mais aprazíveis de todo o trajeto percorrido até aqui.


10ª etapa: CACONDE/SP a DIVINOLÂNDIA/SP – 24 QUILÔMETROS