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04º dia: ESPÍRITO SANTO DO DOURADO a SILVIANÓPOLIS – 19 quilômetros


04º dia: ESPÍRITO SANTO DO DOURADO a SILVIANÓPOLIS – 19 quilômetros

Com a nossa autoridade apostólica, concedemos que a Venerável Serva de Deus Francisca de Paula de Jesus, conhecida como 'Nhá Chica', leiga, virgem, mulher de assídua oração, perspicaz testemunha da misericórdia de Cristo para com os necessitados do corpo e do espírito, doravante seja chamada Beata e que se possa celebrar sua festa, todos os anos, no dia 14 de junho, dia de seu nascimento ao céu, nos lugares e segundo as regras estabelecidas pelo direito. Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo. Amém.” (Cardeal Ângelo Amato, Prefeito da Congregação para a Causa dos Santos)




Deixamos o local de pernoite às 6 h depois de ingerir um saboroso café da manhã que, gentilmente, o Adão nos preparou.

Lentamente, o dia foi clareando e, após vencer 2 quilômetros por locais de esplendorosa beleza, teve início um forte ascenso que, depois de percorrermos 4.500 m, nos levou a 1.146 m de altitude; então, principiamos a descender.

Caminhamos algum tempo num platô, depois, principiamos a ascender novamente até atingirmos no 7º quilômetro a altura de 1.245 m, o ponto de maior altimetria dessa etapa.

Dali detínhamos uma visão extasiante de todo o horizonte, onde inumeráveis serras se elevavam até onde nossa visão alcançava.

Também, podíamos avistar imensas plantações de café e bananais a perder de vista.

Então, teve início fortíssima declividade que perdurou por 3 quilômetros morro abaixo, até que, finalmente, o trajeto se estabilizou e assim seguiu por um bom tempo, sempre em meio a grandes pastagens.

Depois de percorrer 12 quilômetros, ultrapassamos a rodovia MG-179, que provinha de São João da Mata.

Já do outro lado, passamos a ascender novamente, contudo, desta vez, sob farta e fresca cobertura arbórea proporcionada pela mata nativa.

Superado esse pequeno obstáculo, voltamos a descender, desabaladamente, até acessar uma rodovia vicinal asfaltada, pela qual caminhamos 3 quilômetros, até adentrar em zona urbana.

Como não podia deixar de ser, o centro de Silvianópolis está localizado no topo de um outeiro e precisamos vencer outra forte aclividade para alcançar o local de pernoite desse dia.

Diga-se de passagem que a Luciana e o Luís, os proprietários do Hotel Luciana, são pessoas extremamente prestativas e tudo fizeram para nos agradar, com um acolhimento impecável, nota dez!

À tarde, após um lauto almoço realizado no famoso Restaurante do Cleso, que nos recebeu muito bem, pudemos fotografar a belíssima igreja matriz da cidade, cuja padroeira é Sant'Ana.

Algumas fotos do percurso desse dia:


Em forte ascenso pela primeira serra.


Vista de Espírito Santo do Dourado e de um bairro próximo, desde o topo da primeira serra.


Em leve descenso. A Sônia caminha à minha retaguarda.


Em ascenso rumo ao cume da segunda serra.


Vista desde o topo da segunda serra.


Em forte descenso. trecho arejado.


Ao fundo, a serra de onde nós descendemos nesse dia.


Flores no caminho..


Sinalização (à esquerda), excelente!


Outro longo trecho em descenso.


"Amigos" do Caminho...


Em leve ascenso, já na parte final da jornada.


Vistas incríveis a nos ladear...

A fundação da cidade de Silvianópolis, a antiga Sant'Ana do Sapucaí, aconteceu em 30 de outubro de 1746, por bandeirantes paulistas.

Seu desenvolvimento teve várias fases, e diversas denominações lhe foram atribuídas: Descoberto do Ouro do Sapucaí, Arraial do Ouro, Freguesia de Sant'Ana, Vila de Silvianópolis, e hoje Silvianópolis.

A pequena Silvianópolis possui grande passado e fascinante história, marcada por lances heroicos de bandeirantes paulistas em lutas com autoridades mineiras.

Eles disputavam as minas de ouro, desde a Serra do Coroado até a Serra das Folhetas.

Em 30 de agosto de 1911, a antiga Sant'Ana do Sapucaí foi emancipada e passou a se chamar Silvianópolis, em homenagem a seu ilustre filho, Silviano Brandão, ex-governador de Minas Gerais e Vice-Presidente de República, cargo que não chegou a ocupar devido ao seu falecimento.

Sant'Ana, a soberana de ontem, ou Silvianópolis, a princesinha de hoje.

Os bandeirantes paulistas, que procuraram ouro durante quase um século, adquiriram as minas do precioso metal, que deslumbravam os olhos e o coração dos ambiciosos.

Após o período de mineração, que foi de 1746 a 1835, a fase do ouro entrou em decadência e começou o período agropastoril, que vigora até hoje.

Do período da mineração, restam apenas grandes catas (escavações mais ou menos profundas onde houve mineração) em alguns pontos do município e em dois lagos - Velho e Novo.

O primeiro é conhecido como Lago do Alvarenga e, o outro, por Lago dos Bandeirantes.

Dos casarões coloniais, resta o da família Furtado Teixeira.

Os fundadores da cidade foram: o português Francisco Martins Lustosa, aventureiro inteligente, que tudo fez para que esta região ficasse com o governo paulista, mas não conseguiu; o bandeirante Veríssimo João de Carvalho, paulista de Cruzes do Mogi, grande amigo de Lustosa; e José Pires Monteiro, descobridor do ouro no Ribeirão Santa Bárbara.

População: Aproximadamente, 6 mil pessoas.

Fonte: http://www.silvianopolis.mg.gov.br/ 


A igreja matriz da cidade.


Com o Cleso, proprietário do Restaurante onde almoçamos nesse dia.


Com a Luciana e o Luís, gente boa demais! Nota dez!


Vista do entardecer, desde janela de meu quarto...

RESUMO DO DIA - Clima: Nebuloso no início, depois, ensolarado, variando a temperatura entre 7 e 17 graus.

Pernoite: Hotel Luciana – Cêntrico – Apartamento individual excelente - Preço: R$60,00;

Almoço: Restaurante do Cleso – Ótimo! Preço: por R$17,00 pode-se comer à vontade no sistema self-service.


AVALIAÇÃO PESSOAL – Uma jornada de pequena extensão, que apresenta duas serras a serem sobrelevadas, no entanto, de pequena monta. O descenso pelo lado oposto se revelou bastante técnico, pois o risco de uma queda sempre esteve presente. O trajeto sequente, todo plano, nos proporcionou transitar entre grandes fazendas e por locais umbrosos e frescos. Os derradeiros três quilômetros percorridos sobre piso asfáltico, nos levaram à bela Silvianópolis, para mim, uma grata surpresa. No global, uma etapa relativamente fácil e, como as anteriores, dotada de paisagens deslumbrantes, bem como de locais desertos e silenciosos.