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FINAL


FINAL




Oração pela beatificação de Nhá Chica:

Ó Pai, que mostrai a Bondade e a Sabedoria do Vosso Filho Jesus, naquelas pessoas que O procuram seguir, e ocultais as novidades do Reino aos sábios e inteligentes, e as revelais aos pequeninos, nós Vos pedimos que a Igreja possa reconhecer oficialmente as virtudes de Amor ao próximo, de Fé profunda e de grande Sabedoria de Vida que concedestes à Vossa Filha e Servidora. Francisca de Paula de Jesus Nhá Chica. Por ter sido de uma vida exemplar, fiel seguidora de Jesus Cristo, devota de Maria Santíssima, e de grande amor à Igreja, nós Vos pedimos que, pela sua valiosa intercessão, Vós nos concedais a graça de que mais temos necessidade. Concedei-nos também, ó Pai, que a seu exemplo, o nosso coração esteja cheio de ardente amor a Vós e ao nosso semelhante. Tudo isso Vos pedimos por intermédio de Jesus Cristo, Vosso Filho, em união com o Espírito Santo. 
Amém!




Oração à Imaculada Conceição feita por Nhá Chica

Virgem da Conceição, Vós fostes aquela Senhora que entrastes no céu vestida de sol, calçada de lua, coroada de estrelas e cercada de anjos...
Vós prometestes ao Anjo Gabriel que socorreríeis a todo aquele que invocasse Vosso Santo Nome. Agora é a ocasião. 
Valei-me, Senhora da Conceição! (3 vezes) (Faça seu pedido)
Salve Rainha, mãe de misericórdia...


EPÍLOGO


Às vezes, uma viagem nasce de uma mistura de esperança e instinto, da impetuosa convicção do seu dedo passeando sobre o mapa: Sim, aqui e aqui.. e depois, aqui. Essas são as terminações nervosas do mundo. 
Centenas de motivos incitam sua partida. Entrar em contato com novas identidades humanas, preencher um mapa em branco. A noção de que este é o coração do mundo. As buscas pelas formas multifacetadas da fé. Você viaja porque ainda é jovem e quer viver aventuras e ouvir o som das suas botas pisando na terra. Você viaja porque é velho e precisa entender alguma coisa antes que seja tarde demais. Você viaja para ver o que pode acontecer.” (Colin Thubron)


Momento sublime da chegada, final de mais um Caminho! Obrigador Senhor!

O Caminho de Nhá Chica poderia ser nominado como o “Caminho das Gerais” ou “O Caminho das Paisagens Deslumbrantes”, mas, também, poderia se chamar: “O Caminho da Fraternidade” ou “O Caminho do Amor ao Próximo”, tamanha solicitude, humildade e preocupação em nos agradar, eis o sentimento externado pelas pessoas que nos receberam em seus restaurantes/pousadas/comércio para almoço, atendimento ou alojamento.

Muito mais que uma Rota de Peregrinação, esse itinerário traz em sua concepção um profundo legado de simplicidade, despojamento e misticismo religioso, nos remetendo, diretamente, a Beata Francisca de Paula de Jesus, que também recebeu o título de “Mãe dos Pobres” por seus atos de caridade e sua humildade na forma de viver.

Nele, caminhamos em estradas por onde já passaram milhares de índios, desbravadores, bandeirantes, tropeiros, garimpeiros e tantos outros, que evocam em nosso espírito uma sensação de imponência, magnitude e irradiante energia.

Ainda, para mim, revestiu-se em um mergulho profundo no tempo, pois o contato diário com o pessoal simples da roça lembrou minha origem humilde, já que nasci e vivi até os sete anos numa fazenda de gado/café, em Itu (SP).

As emoções durante a caminhada foram muitas, porquanto, sobrou calor humano dessa gente pueril e trabalhadora que labuta de sol a sol, sob condições inóspitas, para ganhar o pão de cada dia.


À Sônia, minha "Companheira de Trilha", minha gratidão pela companhia.

Foi também uma lição de vida, porque pude compartilhar vários dias da amizade de pessoas especiais como a Sônia, minha companheira de caminhada, e, também, os “Anjos da Guarda” que encontrei nas estradas que percorri e nas cidades onde pernoitei.

São muitos, se os nominasse, incorreria em injustiça ao me olvidar de algum deles, aos quais agradeço pelos momentos inesquecíveis de convivência.

Acresço, ainda, que palmilhar esse traçado religioso foi uma maneira que encontrei para aplacar mente e corpo ainda ávidos e sedentos por emoções da espécie que vivenciei nas várias vezes que percorri, dentre outros, o Caminho da Fé e o Caminho da Prece, no Brasil, ou o Caminho de Santiago, na Espanha.

Nesse sentido, posso dizer que palmilhar o Caminho de Nhá Chica foi, para mim, uma emoção diferente, pois me proporcionou conhecer uma região das “Alterosas” também pungente e forte, habitada pelo mineiro autêntico, povo alegre e trabalhador, extremamente preocupado em cultuar suas tradições religiosas e manter vivas suas características próprias.




Finalizando, a certeza de que o Caminho de Nhá Chica, uma criação genial do Sr. Eraldo José Sarapu e amigos, contém os ingredientes necessários para se viver uma grande aventura de fé e uma opção imperdível para os amantes da caminhada ecológica, tendo tudo para se consolidar como mais uma Rota Esportiva, Turística, Cultural e Religiosa no Brasil, num local de privilegiada beleza, próximo aos grandes centros.

Por derradeiro, diria que:

“...Uma longa caminhada nos transporta, sempre, para outra dimensão, o que possibilita o autoconhecimento. Pois, vivi todos esses dias que passei no Caminho de Nhá Chica da forma mais simples possível, despojado de bens materiais e confortos usuais. No entanto, foi sempre a ocasião em que mais próximo estive de Deus e de mim mesmo. Simplesmente, feliz! Era como se a grande mãe terra, sentindo minha proximidade, quisesse me aconchegar. Nesses momentos, somos irmãos da montanha, da árvore que nos dá sombra, dos rios e das estrelas. Para isso, é preciso que estejamos em movimento, como os planetas. Afinal, somos filhos queridos do universo e ao relembrar tal metáfora, apaziguei meu coração....!”


Bom Caminho a todos!

Julho/2019