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FINAL


SANTA PAULINA

Fé, fé, alma minha! Para fazer somente a Vontade de Deus.




Na Praça de São Pedro, o Papa João Paulo II é o oficiante de uma longa, bela e concorrida cerimônia. O Vigário de Cristo afirma em sua homilia: Foi num Hospital que o seu “ser-para-os-outros” constituiu-se no pano de fundo de toda sua vida. “No serviço aos pobres e aos doentes, (essa santa) tornou-se a manifestação do Espírito Santo: consolador perfeito; doce hóspede da alma; suavíssimo refrigério”.

Milhares de fiéis vindos de todo o mundo se entusiasmam: eles aplaudem, emocionam-se, dão glórias a Deus. Era um domingo de sol da primavera romana, com um céu azul, lindo. Tudo muito diferente de como viveu Amabile Lúcia Visintaimer. Enquanto religiosa, sua vida teve características semelhantes às de um interminável inverno de céu cinzento, de uma noite escura e cheia de dificuldades, sacrifícios, humilhações, incompreensões…

Naquele domingo (19 de maio de 2002) a Igreja declarava,”com pompas e circunstancias”, –Urbi et Orbe– que Amabile tinha passado sua existência terrena praticando heroicamente todas as virtudes católicas. Seu modo de vida levou-a de um inverno momentâneo para a primavera sem fim; ela caminhou na noite para chegar à eterna luz; as humilhações lhe conduziram à glória. A mais alta das glórias.

Na Praça de São Pedro vivia-se uma ocasião memorável. Um dia providencialmente próprio para ser honrada e elevada às glórias dos altares aquela que, no país que a adotou como filha, foi chamada de Madre Paulina do Coração Agonizante de Jesus. Aquela que agora, em todo o mundo, passava a ser conhecida como Santa Paulina.


Recebendo meu Diploma Peregrino das mãos do Padre José Napoleão Laureano dos Santos, Reitor do Santuário de Santa Paulina.

Quem foi Madre Paulina? – A primeira Santa brasileira!

-Brasileira? Sim. Aqui ela é considerada brasileira. Na verdade, ela nasceu na Itália mas, vivendo quase 70 anos no Brasil, compreendeu as características da alma do povo brasileiro como poucos.

Amando e assimilando a vocação que a Divina Providencia colocou no coração do povo desse país enorme, ela adotou o Brasil como sua pátria e os brasileiros como irmãos… E foi por isso mesmo que ela compreendeu que o “próprio dos grandes é servir”, que “é a noite que é belo crer na luz” e viveu tendo como única alegria o seu “ser-para-os-outros” empregado no serviço aos irmãos.

Madre Paulina do Coração Agonizante de Jesus, nasceu em Vígolo Vattaro, Trento, na Itália, aos 16 de dezembro de 1865. Era a segunda filha de Antônio Napoleone Visintainer e Anna Domênica Pianezzer. No dia seguinte de seu nascimento, ela foi batizada com um nome cuja sonoridade lembra algo que tem em si uma luz afável e bondosa: Amabile Lúcia …continua...

Fonte: https://www.arautos.org/secoes/artigos/especiais/santa-paulina-143597 




FINAL

Vamos passo a passo, mas sempre em frente.” (Santa Paulina)


Já li bastante sobre rotas de peregrinação, não apenas no mundo cristão, mas também nas tradições budistas, hindus, judaicas e muçulmanas. 

Descobri que a ideia de que durante a viagem pode-se alcançar Deus, ou o Absoluto, é quase universal.

É significativo, por exemplo, que Iavé signifique “Deus do Caminho” e que o árabe Il-Rah, originalmente usada para significar uma rota de migração, mais tarde foi recolhida pelos místicos sufis para descrever “o Caminho para Deus”.

Cristo e seus apóstolos caminharam pelos montes e vales da Palestina.

A busca do zen também é chamada de angya ou “viajar a pé”.

Os antigos budistas eram “esmoleiros ambulantes” e as últimas palavras do mestre para seus seguidores foram, apropriadamente, “Continuem caminhando!”.

O peregrino em potencial dificilmente encontrará conselho melhor do que estas duas palavras.


O meu Diploma Peregrino.

Relativamente, ao Caminho de Santa Paulina, diria que foi um dos roteiros mais belos e seguros que já trilhei em minha vida peregrina.

No percurso, transitei por locais ermos, silenciosos e de excelsa beleza, onde a natureza está integralmente preservada.

Porquanto, nele há contemplação da geografia em torno da mata atlântica, com riachos, pássaros, montanhas verdes, belas estufas, pomares e a segurança de caminhar em vias rurais de escasso tráfego de veículos.

Também, conheci pessoas íntegras, que me acolheram com carinho e respeito, como se eu fizesse parte de suas famílias.

Por isso tudo, recomendo esse belíssimo roteiro com efusão!

Finalizando, uma frase de Santa Paulina que gosto muito: Nunca, jamais, desanimeis, embora sobrevenham ventos contrários!


Bom Caminho a todos!

Outubro/2019