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6º dia: BOMBARRAL a CALDAS DA RAINHA – 21 quilômetros


6º dia: BOMBARRAL a CALDAS DA RAINHA – 21 quilômetros

Rezai o Terço todos os dias. Rezai, rezai muito! E fazei sacrifícios pelos pecadores, que vão muitas almas para o Inferno, por não haver quem se sacrifique e peça por elas. Quando rezardes o Terço, dizei depois de cada mistério: Ó meu bom Jesus, perdoai-nos e livrai-nos do fogo do Inferno. Levai as almas todas para o Céu, principalmente as que mais precisarem.




A jornada desse dia seria de pequena extensão, assim, não havia pressa em partir e somente o fiz, após ingerir o café da manhã no hotel.

Bem alimentado, deixei o local às 7 h e, rapidamente, após superar o trecho urbano, acabei por me embrenhar num caminho silencioso e embarreado, situado entre enormes plantações frutíferas.

Três quilômetros à frente, passei próximo do povoado de Baracais, descendi à direita e acessei um caminho plano e largo, situado ao lado das vias férreas, por onde caminhei um bom tempo.

Mais adiante, passei ao lado de uma portentosa plantação de maçãs, onde havia algumas no pé, e pude ingerir, ao menos, 3 frutas dessa espécie, que serviram para me refortalecer.

Um pouco à frente, eu girei à esquerda, transpus o rio Real, mas um quilômetro adiante, obedecendo à sinalização, voltei a caminhar novamente ao lado dos trilhos da estrada de ferro, em outro percurso deserto e extremamente hidratado.

Percorridos 10 quilômetros, por um túnel, eu passei sob a Autovia Nacional, depois, lentamente, fui derivando à esquerda e logo transitei pela simpática vila de A-da-Gorda, onde avistei comércio em funcionamento.

Por um caminho rural eu passei em Monte da Canasta e percorridos 13 quilômetros, cheguei ao Castelo de Óbidos, uma portentosa construção do século VIII, cuja primeira referência documental data o ano de 1153.

Infelizmente, além de inúmeros veículos, existiam mais de 10 ônibus estacionados no local e, consequentemente, encontrei o ambiente repleto de turistas, o que inibiu uma visita mais profícua ao local, visto que o acesso ao complexo se dá por ruas medievais e estreitas, onde minha locomoção se mostrou inviável, de forma que resolvi seguir em frente.

Então, prossegui sobre uma rodovia asfaltada, em franco descenso, até uma bifurcação, onde segui à direita, depois, transitei por bosques e eucaliptais, passei sob a Autovia Nacional e logo adentrava em zona urbana, sendo que a sinalização nesse tramo final se mostrou excelente.

Algumas fotos dessa etapa:


Trecho plano e arejado, situado junto às vias férreas.


Locais desertos e arejados...


Uma plantação de maçãs. Das que estavam ainda no pé, ingeri 3 exemplares. Uma delícia!


Trecho boscoso e silencioso.


Ainda ao lado das vias férreas... desta vez, sobre asfalto.


O antigo aqueduto que servia o Castelo de Óbidos.


O fabuloso Castelo de Óbidos.


Escultura existente no interior do castelo.


Seguindo em frente, com o castelo à esquerda.


Trecho final sobre piso asfáltico e entre eucaliptais.


Sinalização existente próximo da cidade de Caldas da Rainha.

Esta animada e vibrante cidade do distrito de Leiria, situada na Costa de Prata, em plena Estremadura, tornou-se um popular destino turístico, sendo o local favorito para ter uma casa de férias.

A sua localização, a apenas 8 quilômetros de algumas das melhores praias da região e somente 1 hora de distância de Lisboa, transformam-na no local perfeito para se fixar e explorar algumas das vilas medievais e aldeias piscatórias dos arredores.

Acredita-se que, em 1484, durante uma viagem de Óbidos à Batalha, a rainha D. Leonor, esposa de João II de Portugal, e a sua corte, tenham passado por um local onde várias pessoas do povo se banhavam em águas de odor intenso.

Fazendo alto, a rainha indagou-lhes por que razão o faziam, uma vez que, naquele tempo, o banho não era comum, muito menos em águas de odor tão acentuado, sendo-lhe respondido que eram doentes, e que aquelas águas possuíam poderes curativos.

A rainha quis comprovar a veracidade da informação e banhou-se também naquelas águas, de vez que também ela era doente (não existe unanimidade entre os autores com relação à natureza do mal: alguns autores afirmam que a rainha padecia de uma úlcera no peito, outros, problemas de pele, e outros ainda, que tinha apenas uma ferida no braço).

De qualquer modo, de acordo com a lenda, a soberana curou-se e, no ano seguinte, determinou erguer naquele lugar um hospital termal para atender todos aqueles que nele se quisessem tratar.

Na atualidade, ela oferece não só magníficas casas de turismo rural, mas também excelentes oportunidades de compras e desportos aquáticos, como passeios de balão, asa-delta, windsurf, jet ski e passeios a cavalo.

Situada no chamado “Jardim de Portugal”, a cidade possui as maravilhosas lagoas da Praia da Foz do Arelho e de Salir do Porto, com os seus extensos areais, perfeitas para desfrutar férias em família.

Na Praça da República (conhecida popularmente como "Praça da Fruta") realiza-se todos os dias, da parte da manhã, ao ar livre, o único mercado diário horto-frutícola do país, praticamente inalterável desde o final do século XIX.

O malogrado "Levantamento das Caldas", em 16 de Março de 1974, foi precursor da Revolução dos Cravos.

População: 52 mil habitantes


A igreja matriz de Caldas da Rainha.


Vista do interior da igreja matriz de Caldas da Rainha.


A sinalização existente numa das ruas centrais de Caldas da Rainha.

RESUMO DO DIA - Clima: Nublado no início, depois, ensolarado, variando a temperatura entre 14 e 18 graus.

Pernoite: Residencial Dom Carlos – Apartamento individual bom - Preço: 22 Euros;

Almoço: Restaurante Gordão – Ótimo! Preço: 12 Euros o “menu do dia”.

AVALIAÇÃO PESSOAL – Uma jornada de pequena dimensão e, praticamente, toda plana. Infelizmente, face a forte chuva que caiu na noite do dia anterior, encontrei os caminhos de terra extremamente lisos e embarreados. A visita ao fantástico Castelo de Óbidos seria o ponto de destaque nessa jornada, mas, infelizmente, ficará para outra ocasião. No global, um percurso agradável, que mesclou piso asfáltico com terra. E onde, novamente, encontrei deficiências na sinalização, notadamente, em seu trecho inicial.