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7º dia: CALDAS DA RAINHA a ALCOBAÇA – 34 quilômetros


7º dia: CALDAS DA RAINHA a ALCOBAÇA – 34 quilômetros

Rezai o Terço todos os dias. Rezai, rezai muito! E fazei sacrifícios pelos pecadores, que vão muitas almas para o Inferno, por não haver quem se sacrifique e peça por elas. Quando rezardes o Terço, dizei depois de cada mistério: Ó meu bom Jesus, perdoai-nos e livrai-nos do fogo do Inferno. Levai as almas todas para o Céu, principalmente as que mais precisarem.




A jornada seria longa, por isso, às 6 h da manhã eu deixei o local de pernoite e segui por ruas ventosas e geladas.

Rapidamente, fui me afastando da povoação e quando a iluminação urbana findou, eu prossegui caminhando por uma estrada vicinal asfaltada que, um quilômetro adiante, me proporcionou a passagem sob a Autoestrada Nacional.

Logo transitei por Casais do Vau, Tornada e, percorridos 7 quilômetros, por um túnel eu transpus novamente a Autoestrada Nacional e, já do outro lado, girei à esquerda e prossegui caminhando paralelo à rodovia, por uma larga e plana estrada de terra, num trajeto arejado, que perdurou por 2 quilômetros.

Então, novamente, por outro túnel, eu passei sob a Autoestrada Nacional e prossegui caminhando por asfalto.

Logo transitei por Vale de Maceira, Casal da Ponte, depois cheguei em Alfeizerão, uma povoação de razoável tamanho, onde havia comércio em funcionamento, então, num bar, fiz uma pausa para ingerir uma xícara de café acompanhada de tostadas.

Prosseguindo, eu transitei por um caminho ermo e silencioso, pleno de verde, por onde segui extremamente animado.

Quando este se findou e eu retornei ao piso asfáltico, passei, sucessivamente, por Macarca, Robolo, Mouchinha e Famalicão, essa, outra povoação de razoável dimensão.

Então, caminhei um quilômetro pelo interior de eucaliptal, passei por Mala da Torre e cheguei a Cela Velha.

Nesse local, eu girei à direita e prossegui caminhando por asfalto, tendo as vias férreas pelo meu lado direito e imensas plantações frutíferas e agrícolas do meu lado esquerdo a perder de vista.

Trata-se de um vale ubérrimo, onde observei culturas de milho, uva, maçã, pera, repolho, cebola, dentre tantas outras.

Percorridos 25 quilômetros, por um túnel, eu passei sob as linhas do trem, transitei por Lagoreira, onde girei bruscamente à direita e logo passei diante do Your Hotel & Spa, um local de paradisíaca beleza.

Então, depois de caminhar 30 quilômetros, próximo da Sunset Disco Bar, as flechas me fizeram fletir, bruscamente, à direita e, em seguida, enfrentei o único ascenso desse dia que, em sua maior parte, transcorreu sob frondosa mata nativa.

Depois de alcançar o cume do morro, passei a descender, bruscamente, sempre sobre piso asfáltico, passei próximo das ruínas no Castelo de Alcobaça e logo chegava ao meu destino do dia.

À tarde, fiz profícua visita ao Mosteiro de Santa Maria de Alcobaça, também conhecido como Real Abadia de Santa Maria de Alcobaça ou, simplesmente, como Mosteiro de Alcobaça, um mosteiro situado na cidade de Alcobaça, a primeira obra plenamente gótica erguida em solo português.

Foi iniciado em 1178, pelos monges da Ordem de Cister, e está classificado como Patrimônio da Humanidade pela UNESCO e Monumento Nacional Português, desde 1910, sendo que em 7 de julho de 2007, ele foi eleito como uma das Sete Maravilhas de Portugal.

Algumas fotos dessa etapa:


Caminho plano à beira da Autovia Nacional.


Ainda caminhando do lado direito da Autoestrada.


Trecho boscoso e ermo, extremamente agradável.


Caminho plano e silencioso.


Trecho arenoso, mas foi de pequena extensão.


Em descenso, sob neblina.


Caminho depois de Cela Velha. Tudo plano..


Plantações a perder de vista do lado esquerdo.


Reta sem fim... vale ubérrimo!


Ainda no plano e caminho retilíneo.


Vencendo o único ascenso do dia... chegando ao topo do morro.


Ruínas do Castelo de Alcobaça.


O Mosteiro de Alcobaça, uma obra portentosa!

Alcobaça é uma imponente cidade medieval ideal para uma visita de um dia.

Ostenta o maior complexo do país com uma catedral e mosteiro, tendo ficado imortalizada pela história de amor de Dom Pedro e Inês – um romance semelhante ao trágico amor de Romeu e Julieta.

O austero Mosteiro de Santa Maria de Alcobaça foi construído em 1153 e consta da lista de locais classificados pela UNESCO como Patrimônio da Humanidade. O Mosteiro está associado aos monges de Cister e ao nascimento da nação portuguesa.

D. Afonso Henriques, primeiro rei de Portugal, conquistou a cidade de Santarém aos Mouros em 1147 e, como sinal de gratidão, fundou este mosteiro para os monges de Cister, obras estas oficialmente concluídas em 1223.

Hoje, os visitantes podem admirar a sacristia ornamentada em estilo manuelino, o claustro de Dom Dinis e os túmulos de Dom Pedro e de sua esposa Dona Inês de Castro, imortalizados pelo trágico amor que os uniu e que serviu de inspiração a inúmeras obras literárias, teatrais e cinematográficas.

População: 57 mil habitantes.


Interior da igreja existente no Mosteiro de Alcobaça.


Túmulo de Inês de Castro.


Placa explicativa.


O fabuloso Mosteiro de Alcobaça, de outro ângulo.

RESUMO DO DIA - Clima: Nublado no início, depois, ensolarado, variando a temperatura entre 11 e 20 graus.

Pernoite: Hotel Santa Maria – Apartamento individual espetacular! - Preço: 32 Euros;

Almoço: Restaurante A Casa – Ótimo! Preço: 10 Euros o “menu do dia”.

AVALIAÇÃO PESSOAL – Uma jornada de grande extensão e, afora o ascenso localizado em sua parte final, toda plana. Infelizmente, o piso duro predominou nessa etapa e cheguei bastante dolorido ao meu destino. No entanto, o trajeto mostrou-se belíssimo em alguns trechos, mormente, após a passagem por Cela Velha, quando eu já havia percorrido 22 quilômetros. No geral, um percurso agradável, quase sempre arejado e que apresenta comércio em várias povoações. No global, um itinerário de grande superação, face a sua dimensão elevada, contudo, por sorte, a sinalização esteve excelente!