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09 – PONTE DO ABADE a MOIMENTA DA BEIRA – 22 quilômetros


09 – PONTE DO ABADE a MOIMENTA DA BEIRA – 22 quilômetros

Não perca seu tempo olhando para o que você perdeu. Siga em frente, pois a vida não é destinada a ser percorrida ao contrário.




Em princípio, eu deveria retroceder sobre meus passos, até me enlaçar novamente com o traçado desse roteiro, em Ponte do Abade, seguindo, então, direção à cidade de Sernancelhe.

Essa providência, no entanto, iria acrescer perto de 10 quilômetros à minha jornada, de forma que tomei informações no local de pernoite e resolvi seguir pelo acostamento da rodovia N-229, até a cidade de Vila da Ponte, onde reencontraria as flechas amarelas, já que o Caminho Torres passa por aquela localidade.

Assim, às 7 h, quando deixei o local de pernoite, garoava e fazia um frio terrível, algo próximo de 3 °C.

Porém, caminhando com grande disposição, logo meus músculos se aqueceram e pude seguir em frente com tranquilidade.

E sem grandes novidades, percorridos 8 quilômetros, cheguei Vila da Ponte, onde, novamente, e pela ultima vez, reencontrei o rio Távora, pois ali ele é represado pela Barragem do Vilar.

Prossegui por um caminho empedrado até Penso, onde me surpreenderam algumas casas senhoriais e sua igreja matriz do século XVII, dedicada a São Sebastião.

Em seguida, esquivando-me do asfalto, segui por um caminho à esquerda até sair na Casa de Adbarros, onde fica o Solar dos Noronhas, local onde esteve alojado o rei Dom Dinís.

Na sequência passei por A de Barros, depois por Prados de Cima, aldeias singelas, mas muito bonitas.

Mais à frente, já em Rua, me surpreendeu seu belo conjunto monumental composto pelo Pelourinho, a Mansão Coelho e, situada pouco abaixo, sua igreja Matriz.

Prosseguindo, ainda passei pelas belas aldeias de Arcozelo da Torre e Arcozelo do Cabo, onde um agradável caminho de terra me conduziu até Moimenta da Beira, minha meta para esse dia.

Depois de me alojar, almoçar e descansar um pouco, saí para conhecer a cidade, porém, logo retrocedi, pois começou a chover forte e a intempérie seguiu noite adentro.

Algumas fotos do percurso desse dia:


O rio Távora represando.


Fonte à beira do Caminho.


Aviso bem claro...


Trecho ermo, mas em piso duro..


Trânsito à beira da rodovia..


Prosseguindo, sempre à beira da rodovia.


Igrejinha em Rua.


Trecho final, no campo.


Quase lá... trajeto ermo...


Chegando ao centro da cidade. O tempo está se fechando...

Situada numa zona granítica de transição e paisagem tipicamente beiraltina, o concelho de Moimenta da Beira confronta a norte com Armamar e Tabuaço, a sul com Sátão, Sernancelhe a leste e, a poente, Tarouca e Vila Nova de Paiva.
O concelho estende-se por uma área aproximada de 219 quilômetros quadrados e engloba vinte freguesias.

É relativamente recente a história da municipalidade moimentense mas não as origens do território que constitui o atual concelho. Vestígios pré-históricos são abundantes e dispersos: dólmen no planalto da Nave, castro de Caria (desaparecidos), castro lusitano--romano de Sanfins (Paçô), sobranceiro a Mondim da Beira, e outros, como os restos do castro amuralhado de Peravelha, a sudoeste da sede do município.


A igreja matriz de Moimenta.

Nos fins do séc. X, Almansor arrasou a região e os seus exércitos destruíram a povoação e o Castelo de Caria que a dama goda D. Chama deixara ao Mosteiro de Guimarães. De acordo com documento do Mosteiro de S. João de Tarouca, o convento pré-nacional das Arcas (lugar da freguesia de Sever) foi destruído e as monjas (beneditinas) degoladas, incluindo a abadessa Comba Osores. A extensa e importante honra de Caria, com papel decisivo (a par do couto de Leomil) no repovoamento da região, foi doado — por D. Afonso Henriques — a Egas Moniz e a Mem Moniz.Caria, no tempo dos godos, foi uma das seis igrejas matriz do episcopado lamecense.

Caria e Leomil elevaram-se, então, em importância, podendo atribuir-se-lhes, com segurança, as origens de Moimenta que, ou não existia, ou seria povoação insignificante nessa altura. Aliás, tinham municipalidade própria no séc. XIII, embora com subordinação ao julgado de Castro Rei (Hoje Tarouca).

Mais tarde, a vila da Rua herdou a sede do concelho de Caria, aparecendo Moimenta, com município próprio, desligado deste último no século XV.


Praça central de Moimenta.

Refira-se, a propósito da freguesia de Rua, que aqui existiu um convento de S. Francisco onde reza a tradição que S. Francisco de Assis parou na vinda de Assis, Itália, e em honra do qual se mandou construir tal mosteiro.

No liberalismo, o concelho englobava a sede, Baldos, Cabaços e Paradinha. Havia, para além dele, mais sete municípios na área do atual, eliminados a favor de Moimenta, que deve às reformas de 1834 a promoção, em desfavor de outras cabeças de concelho bem mais antigas e reduzidas à categoria de freguesias.”

População: 10.200 pessoas

Fonte: http://moimentananet.blogspot.com/2008/03/um-pouco-da-histria-do-concelho.html


Moimenta: cidade bonita, limpa e extremamente agradável. Uma grata surpresa para mim!

RESUMO DO DIA: Clima: Frio de manhã, depois nublado, variando a temperatura entre 3 e 13 graus.

Pernoite no Residencial Pico de Meio Dia - Apartamento individual excelente! Preço: 17,50 Euros.

Almoço no Restaurante próprio Residencial: Ótimo! – Preço: 10 Euros o “menu del dia”.


IMPRESSÃO PESSOAL: Uma etapa de pequena extensão, cujo único entrave foram os 8 quilômetros iniciais, trilhados em asfalto, pelo acostamento da rodovia. No trajeto sequente, passei por várias vilas, onde vi bares e “tiendas”. Talvez tenha sido essa a etapa mais urbana que percorri, pois ela segue sempre à beira da rodovia N-229. No global, uma jornada fácil, porém, com excesso de piso duro.


10 – MOIMENTA DA BEIRA a LAMEGO – 28 quilômetros