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Campinas a Morungaba



2021 – CAMPINAS/SP a MORUNGABA/SP – 34 quilômetros

"Algo que aprendemos rapidamente no caminho é a inutilidade das previsões. Estamos carregados de expectativas, porém o dia a dia vai exigindo que mudemos nossos hábitos; nos ensina a viver o presente, sem mais pretensões que desfrutar o que temos. No cotidiano tentamos monitorar tudo, estamos continuamente querendo antever o que irá acontecer, planificar o futuro. Estabelecemos uma meta para nossas vidas e não podemos permitir que os acontecimentos nos prejudiquem. Porém, a lógica da previsão é inútil, nada se sucede como planejamos. Temos a sensação de sermos arrastados pela vida, em vez de poder controlar. Assim também ocorre no caminho, então, devemos estar providos de uma grande dose de flexibilidade, pois muitas coisas que se manifestam não dependem de fatores que estão em nossas mãos." (Web)




O mês de abril estava se findando e eu, dias após completar novas primaveras, buscava um desafio para meus enferrujados músculos, desde que ele contemplasse caminhar longas distâncias junto à natureza.

Dessa forma, convidei meu afilhado Rafael para um “trekking” até a cidade de Morungaba/SP, utilizando, em determinados trechos, na primeira parte do trajeto, o antigo leito por onde trafegavam, primeiramente, os trens, depois, os bondes, que ligavam Campinas ao simpático distrito de Joaquim Egídio.

Posteriormente, prosseguiríamos um bom tempo sobre piso asfáltico, pela rodovia SP-081, nominada de José Bonifácio Coutinho Nogueira, que segue em direção ao Pico das Cabras e à Fazenda Bonfim.

Animados, partimos bem cedinho, e um pouco do que vivenciamos no trajeto, conto a seguir.




A NOSSA CAMINHADA

O Rafael chegou no horário aprazado, deixou seu veículo estacionado defronte à minha residência, depois, juntos, fizemos uma rápida conferência dos equipamentos que carregaríamos nessa longa travessia, incluindo alimentação e água.

Então, findos os aprestos necessários, partimos exatamente às 4 h 20 min, primeiramente, rumo ao distrito de Sousas.

Assim, caminhamos uns 700 m e passamos diante do prédio da FEAC, localizado no número 2.300 da Avenida José Bonifácio.

Na sequência, transitamos diante do Shopping Center Iguatemi, depois, prosseguimos pela Avenida Makenzie e, mais abaixo, passamos sob a rodovia Dom Pedro e acessamos a alça que dá acesso à rua Egberto Ferreira de Arruda Camargo, localizada no bairro Parque da Hípica.

O clima estava frio, nublado e hidratado, temperatura na casa dos 15°C, excelente para caminhar, assim, animados, seguimos transitando diante de inúmeros condomínios que existem nessa via plana e sossegada.

Então, com o dia clareando, passamos diante da Escola Comunitária de Campinas, em seguida, transitamos defronte à Escola Notre Dame e, logo à frente, desaguamos na Rodovia Heitor Penteado, onde dobramos à esquerda e seguimos na direção do vetusto distrito de Sousas, cuja fundação data o longínquo ano de 1796.

Quando ali chegamos, depois de percorrer 8 quilômetros, numa bifurcação, abandonamos a via principal, adentramos à esquerda, na rua dos Expedicionários e prosseguimos sobre terra por, aproximadamente, mais 2 quilômetros.

O dia estava claro, o tempo excelente e prosseguimos rememorando fatos pretéritos, num clima de descontração e júbilo, onde as risadas se sucediam, amiúde, num ambiente de intensa concórdia e alegria.

Então, logo adiante, ultrapassamos o rio Atibaia por uma ponte metálica, depois, acessamos outra larga estrada de terra arborizada, que margeia o ribeirão das Cabras, por onde, antigamente, seguia o Ramal Férreo Campineiro em direção à Fazenda das Cabras.

Depois de percorrer 11 quilômetros, voltamos a confluir com a rodovia, por onde seguimos mais 1.000 m, até adentrar à esquerda, num local extremamente arborizado, nominado de “Estrada do Bonde”, que já pertence ao distrito de Joaquim Egídio.


Transitando diante da antiga Estação Primavera, em Joaquim Egídio. O dia está amanhecendo...

Então, por esse local privilegiado, onde encontramos algumas pessoas caminhando em sentido inverso, percorremos mais 1.700 m, até chegar à Estação Primavera, depois de percorrer 14 quilômetros.

Após uma breve pausa para fotos, hidratação e ingestão de uma banana, prosseguimos sobre asfalto pela rodovia José Bonifácio Coutinho Nogueira, que segue em direção à cidade de Morungaba/SP.

Nesse primeiro tramo nós passamos diante de inúmeras e bem-cuidadas chácaras, fazendas e quintas, num trajeto silencioso e hidratado.

Nos quilômetros iniciais nós cruzamos com vários veículos motorizados que demandavam à cidade e, a lamentar, apenas, que a estrada por onde nós caminhávamos não possui acostamento, portanto, se transforma num grande risco para pedestres desatentos.

De se ressaltar, no entanto, que embora o percurso inaugural seja feito sobre piso asfáltico, o entorno é iminentemente rural, pleno de ar puro e ermosidade, além de conter alguns trechos sombreados.

Sem maiores problemas, em ótimo ritmo e sempre em lento ascenso, depois de percorrer 22 quilômetros, passamos diante da estrada da Bocaina, que segue à direita, sobre terra, e se encerra na cidade de Itatiba/SP.


O Rafael diante do restaurante "Feijão com Tranqueira".

Seguindo em frente, vencidos mais 500 m, transitamos diante do restaurante Feijão com Tranqueira, um ícone na região, pois, trata-se de um local único, que serve comida mineira em casa, com velhas paredes sem reboco, decoração campestre, jardins e animais de fazenda, contudo, integralmente vazio e silencioso naquele horário.

Depois de outra breve pausa para fotos e hidratação, prosseguimos adiante, então, no 27º quilômetro da rodovia, quando o piso asfáltico se findou, numa bifurcação, nós prosseguimos à esquerda, em direção à centenária e belíssima Fazenda Bonfim, um marco na história da cidade de Campinas, cuja fundação remonta ao ano de 1820.


Transitando diante da centenária Fazenda Bonfim.

Ela configura-se como exemplar registro de patrimônio técnico-arquitetônico do apogeu da produção do café na cidade de Campinas.

Após transitarmos diante de sua portaria, enfrentamos o derradeiro e íngreme ascenso que, em seu final, nos levou ao topo da serra das Cabras, situado a 1.030 m, num local arejado, situado junto a uma portentosa torre da Embratel hoje, infelizmente, desativada.

Ali, percorridos 30 quilômetros, fizemos outra pausa para hidratação e fotos da cidade de Campinas, situada a, aproximadamente, 20 quilômetros em linha reta.


Desde a Torre da Embratel, vista da cidade de Campinas, situada a uns 20 quilômetros de distância.

Então, prosseguimos em frente determinados, agora em franco descenso e esse trecho derradeiro é sempre em forte declivência e agrega muitas chácaras nas laterais da estrada, por isso e se tratando de um feriado, nós encontramos um expressivo trânsito de veículos e ciclistas.

Faltando 2.500 m para a chegada, nós passamos diante do Cruzeiro fincado em um dos morros da Serra das Cabras, onde está a imagem do Cristo Crucificado, de cinco metros de altura, e as figuras da Mãe Dolorosa e de São João Evangelista, assentadas sobre duas pedras ali existentes.

Segundo os antigos moradores, à época da sua inauguração, era um local estratégico, visível de todos os pontos do então distrito de Morungaba.

Do belvedere privilegiado, pode-se observar a conformação geograficamente denominada “mar de morros” movimentando a paisagem, ora verdejante de pastagens, ora densamente verde do arvoredo remanescente da Mata Atlântica, criando recantos pitorescos, e entre essas montanhas desliza o rio Jaguari, com corredeiras e remansos.

A partir desse local nós passamos a caminhar sobre piso asfáltico, já em zona urbana.

E, sem maiores atropelos, aportamos diante da igreja matriz da cidade, cuja padroeira é Nossa Senhora da Conceição Aparecida onde, compenetrados, adentramos em seu interior para visita, fotos e orações de agradecimentos pela “maviosa” caminhada, completada sem intercorrências ou percalços de qualquer natureza.

E ali, demos por encerrada nossa bem-sucedida “travessia”, então, após bater algumas fotos do local, adentramos em um táxi e retornamos aos nossos lares.

Finalizando, meu agradecimento ao meu afilhado Rafael, parceiro nota ‘DEZ”, pelo apoio, confiança e gargalhadas proporcionadas durante o percurso, na certeza de que, em breve, nos reuniremos para outra inesquecível caminhada, pois, como sempre afirmo: Os bons amigos conhecem todas as nossas histórias. Os melhores amigos fazem parte delas.


Momento da chegada diante da igreja matriz de Morungaba/SP, ponto final de nossa caminhada.


FINAL

Agradeça à vida, porque cada dia é um milagre. Agradeça ao momento, porque é tudo que você tem. Agradeça o que vem, porque é um presente. Agradeça o que vai embora, porque fez seu trabalho. Agradeça ao universo, porque você faz parte dele.” (Web)


O interior da bela igreja matriz de Morungaba/SP.


CÓDIGO DE ÉTICA DOS ÍNDIOS NORTE – AMERICANOS: 20 PRINCÍPIOS DE SABEDORIA QUE PODEM SER APLICADOS A SUA VIDA PESSOAL

01. Levante-se com o sol para orar. Ore sozinho. Ore frequentemente. O Grande Espírito vai ouvir, se você apenas falar.

02. Seja tolerante com aqueles que estão perdidos em seu caminho. Ignorância, vaidade, raiva, ciúme e ganância vêm de uma alma perdida. Ore para que encontrem orientação.

03. Procure por si mesmo, sozinho. Não deixe que outros façam seu caminho para você. É do seu jeito, e só do seu. Outros podem andar com você, mas ninguém pode andar por você.

04. Trate os convidados em sua casa com grande consideração. Sirva-lhes a melhor comida, dê-lhes a melhor cama e trate-os com respeito e honra.

05. Não tire o que não é seu de uma pessoa, comunidade, deserto ou cultura. Não foi ganho ou dado, não é seu.

06. Respeite todas as coisas que são colocadas nesta terra, sejam elas pessoas ou plantas.

07. Respeite os pensamentos, desejos e palavras dos outros. Nunca interrompa o outro, não zombe dele ou o imite abruptamente. Permita a todos o direito à expressão pessoal.

08. Nunca fale negativamente sobre os outros. A energia negativa que você coloca no universo se multiplicará quando voltar para você.

09. Todas as pessoas cometem erros. E todos os erros podem ser perdoados.

10. Os pensamentos ruins causam doenças da mente, corpo e espírito. Pratique o otimismo.

11. A natureza não é para nós, é uma parte de nós. Faz parte da sua família.

12. As crianças são a semente do nosso futuro. Plante amor em seus corações e regue-os com sabedoria e lições de vida. Quando eles crescerem, dê-lhes espaço para crescer.

13. Evite ferir o coração de outras pessoas. O veneno da sua dor voltará para você.

14. Seja sempre honesto. A honestidade é prova de vontade dentro deste universo.

15. Mantenha-se equilibrado. Seu eu mental, espiritual, emocional e físico - todos devem ser fortes, puros e saudáveis. Treine seu corpo para fortalecer sua mente. Torne-se rico em espírito para curar distúrbios emocionais.

16. Tome decisões informadas sobre quem você será e como reagirá. Seja responsável por suas ações.

17. Respeite a vida e o espaço pessoal dos outros. Não toque na propriedade de terceiros, especialmente em objetos sagrados e religiosos. Isso é proibido.

18. Seja verdadeiro consigo mesmo primeiro. Você não pode alimentar e ajudar os outros se não puder se alimentar e ajudar a si mesmo primeiro.

19. Respeite outras crenças religiosas. Não force sua fé nos outros.

20. Compartilhe sua fortuna com outras pessoas.


Bom Caminho a todos!

Abril/2021