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3º dia: ITAPEMA a ITAJAÍ - 37 quilômetros


3º dia: ITAPEMA a ITAJAÍ – 37 quilômetros 

Não é que se muda, é que você começa a olhar com olhos diferentes muitas coisas.” 




Novamente, o percurso seria longo, de forma que parti às 5 h, temperatura na casa dos 14 graus, extremamente agradável para caminhar.

O percurso inicial foi percorrido ao lado da perigosa rodovia BR-101, sendo que na primeira parte do itinerário eu caminhei sobre um calçadão lateral, mas a trecho final foi pelo acostamento da via, num trajeto tenso e perigoso.

Finalmente, depois de caminhar 5 quilômetros, adentrei à direita, e acessei a rodovia Interpraias, que me levou a transitar, primeiramente, na Ponta da Malta, até a praia Ponta do Estaleirinho, depois, passei por Mato Camboriú, Ponta do Coqueiro, e cheguei à praia do Estaleiro.

Na sequência, já em descenso, passei diante da entrada para a praia do Pinho, que é considerada a primeira Praia de Naturismo do Brasil.

Nela, inclusive, há áreas de adaptação, onde o visitante que não é naturista pode permanecer com roupas.

Em seguida, após forte baixada, transitei pela praia das Taquaras.

A praia de Taquaras, uma das mais desertas e tranquilas de Balneário Camboriú, pois fica longe do agito da praia Central e da urbanização da cidade. Trata-se de uma vila de pescadores, onde o tempo parece passar mais devagar para os visitantes poderem apreciar todas as belezas locais. E estas não são poucas. A vegetação mais nativa emoldura a bela praia, de águas com boas ondas e larga faixa de areia dourada, fazendo do cenário um pequeno paraíso. Muitas pedras estão na beira-mar, tornando o mar bastante agitado, sendo que o banho deve ser evitado nestas áreas, principalmente na maré alta. Já em horários de maré baixa, as rochas propiciam a formação de deliciosas piscinas naturais, onde o relax fica total.

Na sequência, transitei diante da praia das Taquarinhas, um local integralmente deserto, onde não avistei vivalma.

Mesmo com seu atraente mar de águas agitadas, a Praia de Taquarinhas é pouco frequentada, sendo alvo principalmente de pescadores por ser propícia a pesca de arremesso. Dessa forma, Taquarinhas é um cenário totalmente lindo e deserto, uma praia em formato de concha cercada pela vasta Mata atlântica e com águas cristalinas. Totalmente agreste, a Praia de Taquarinhas não conta sequer com construções ao longo de sua orla, preservando ainda mais sua beleza natural.

Após breve descenso, passei pela bela praia de Laranjeiras, onde há um teleférico.

Depois de um brusco descenso, pela Passarela da Barra eu transpus o rio Camboriú, depois acessei a orla do Balneário Camboriú, que percorri em toda a sua extensão: aproximadamente, 7 quilômetros.

Transitei, em seguida, pela praia do Canto, passei próximo da praia do Buraco, ao lado da entrada para o morro do Careca e, depois de íngremes ascenso e descenso, fui sair na praia Brava, cujo nome é autoexplicativo, pois seu mar possui ondas bem formadas e fortes, o que propicia um ambiente dos sonhos para os surfistas.

A Brava é a mais famosa e movimentada praia de Itajaí. Um dos grandes encantos da Brava são as suas belezas naturais. Boa parte do seu cenário ainda possui natureza preservada: morros cobertos por Mata Atlântica ajudam a compor a paisagem desta belíssima praia. As águas da Brava são conhecidas por serem claras e refrescantes. As suas ondas fazem com que esta seja uma região bastante frequentada por surfistas. Não faltam opções de lazer na Praia Brava. Além do surf, outros esportes aquáticos podem ser feitos no seu mar aberto – jet-ski e kite-surf, por exemplo. Frequentemente, o local é palco de campeonatos internacionais de surf e jet-ski. Não podemos deixar de citar as opções de baladas localizadas na Brava. Três famosos beach clubs atraem turistas de diferentes partes do Brasil e até do mundo: Kiwi, Galeras – que funcionam durante o dia – e Warung. Este último abre apenas durante a noite e já foi considerado um dos melhores clubs do planeta pela revista inglesa Mix Mag.”

Depois de ascender e descender por uma via vicinal, situada no interior de mata nativa, transitei pela famosa praia de Cabeçudas.

Considerada uma das praias mais movimentadas da cidade, é também uma das mais urbanizadas do lugar. Costuma receber um grande número de turistas durante a alta temporada, que encontram nela a oportunidade de descansar e desfrutar de um ótimo dia. É de grande beleza, com uma boa faixa de areia dourada e grossa, o mar possui boas ondas, próprias para o surf. É um bom lugar para relaxar, fazer uma caminhada e tomar um refrescante banho de mar. Conta com boa infraestrutura, com quiosques, bares, restaurantes e pousadas nas imediações. No verão, alguns visitantes aproveitam para jogar futebol, vôlei e frescobol, além de surfar. À noite, o calçadão fica iluminado, e essa praia ainda conta com movimento, principalmente na alta temporada.

Quando esta se findou, andei num pedaço deserto e logo passei diante da famosa Pedra do Bico do Papagaio.

Localizada na praia de Geremias, representa uma exótica formação rochosa de quatro metros e meio de altura. Quando foi feita a abertura da estrada que faz a ligação do centro de Itajaí ate o bairro de cabeçudas, houve a necessidade de implodir rochas, e uma dessas implosões resultou a formação que hoje conhecemos por bico do papagaio, com um interessante formato de uma ave. Por esse motivo, a atração ficou conhecida como Bico do Papagaio e nos dias de hoje é um dos cartões-postais da cidade.

Descendendo, logo adentrei na orla de Itajaí, local onde pernoitei nesse dia.

Algumas fotos dessa etapa: 


Orla da praia do Estaleirinho.


Uma placa enigmática afixada no muro de uma casa em Estaleirinho.


Praia do Estaleiro.


Praia de Taquaras.


À frente, praia de Taquarinhas.


Desde o cimo do morro, vista da orla de Balneário Camboriú.


Transitando pela orla de Balneário Camboriú.


Calçadão na Praia Brava.


Pela mata nativa, antes de sair na praia de Cabeçudas.


Orla da praia de Cabeçudas.


A famosa Pedra do Bico do Papagaio.


Caminhando por ciclovias dentro de Itajaí.


A baía de Itajaí.

Itajaí localiza-se no litoral centro-norte do Estado de Santa Catarina junto à foz do Rio Itajaí-Açu.

A cidade encontra-se em uma região estratégica do território catarinense sob o ponto de vista geográfico da logística atual.

Itajaí é propensa à acessibilidade; localizada na margem direita do maior rio do estado, integra um eixo de ligação com as principais rodovias e aeroportos do Brasil.

O município encontra na atividade portuária seu maior expoente econômico, mas concilia o ritmo às atividades industriais, comerciais, acadêmicas e turísticas com suas praias e belezas naturais.

Com mais de 200 mil habitantes, Itajaí é também uma cidade de riquezas históricas, culturais e tradicionais.

Parte da história ficou preservada nos traços da arquitetura trazida pelos imigrantes portugueses, alemães e italianos que aqui colonizaram.

A cidade mantém a tradição das festas típicas, que durante o ano oferecem gastronomia, cultura e entretenimento aos habitantes e também aos turistas.

Itajaí conta ainda com belas paisagens naturais, do meio rural às praias, coroadas por pontos turísticos como o Bico do Papagaio, Parque Natural da Atalaia, Molhe, entre outros.

Com tanta beleza natural, não faltam esportes de aventura para todos os gostos: caminhadas, surfe, cicloturismo, voo ao ar livre, trilhas, rapel…

Como investimento turístico o município ergueu o único píer da região Sul do Brasil com estrutura de alfândega e para atracação de cruzeiros marítimos internacionais.

Nele, o turista desembarca diretamente no centro da cidade, podendo aproveitar o que ela oferece de melhor.

População: 206 mil habitantes.


A igreja de Nossa Senhora da Conceição, de 1823, em Itajaí/SC.

RESUMO DO DIA - Clima: Nublado, depois ensolarado, variando a temperatura entre 15 e 20 graus.

Pernoite: Hotel Valerim – Apartamento individual: Excelente!

Almoço: Restaurante De Gustare – Ótimo! Preço: Por R$18,00 pode-se comer à vontade no sistema self-service.


AVALIAÇÃO PESSOAL – Outra jornada de grande extensão, mas tirante o perigoso trecho inicial, ao lado da rodovia BR-101, propiciou-me intensa introspecção diante de sua imensa beleza paisagística e talvez tenha sido a etapa mais bonita que percorri no Circuito. Porquanto, ela transcorre ao lado de várias, famosas e formosas praias. Além disso, o percurso pela orla de Balneário Camboriú também proporciona uma emoção diferente. No global, uma etapa agradável e plena de belíssimos atrativos naturais.