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6º dia: ILHOTA a CAMBORIÚ – 36 quilômetros


6º dia: ILHOTA a CAMBORIÚ – 38 quilômetros


O ato de persistir em algo também é um encorajamento, para não desistir em alcançar o êxito da conquista.” 




Seria a derradeira etapa em meu giro solitário, de maneira que, para não perder o hábito, parti às 5 h, temperatura na casa dos 15°C e sob um vento gelado que soprava do sul.

Inicialmente, caminhei 2.500 à beira da rodovia, tendo o rio Itajaí-Açu pelo lado direito; depois, entrei à esquerda e acessei uma larga e plana estrada de terra, que seguiu entre chácaras e imensos arrozais, a tônica nessa região.

O percurso prosseguiu ermo, com leves ascensos e descensos, perpassando por trechos de infinita beleza.

Treze quilômetros percorridos sem maiores entraves, num cruzamento, para a minha agradável surpresa, passei diante de uma bela igrejinha pintada de azul, fincada no alto de um morro, num local ermo e desabitado.

O percurso seguinte seguiu plano e depois de percorrer 15 quilômetros, eu ultrapassei a rodovia SC-486, que liga Brusque a Itajaí.

O trecho sequente foi sobre uma rodovia asfaltada e alguns quilômetros adiante, transitei pelo bairro Quilômetro Doze, onde fotografei uma bela igrejinha dedicada a Nossa Senhora do Carmo.

Mil metros à frente, num supermercado, comprei bananas e água, depois segui adiante.

Logo passei a caminhar sobre terra, porém, 4 quilômetros depois, voltei a transitar sobre piso asfáltico, até chegar ao distrito do Rio do Meio, onde notei intensas festividades, talvez por ser um domingo.

No trecho restante engoli e aspirei muita poeira, face ao intenso tráfego de veículos que encontrei na estrada.

Mas, seguindo em frente, com coragem e persistência, mais à frente, adentrei em zona urbana, depois, por uma ponte eu atravessei o rio Camboriú, e logo chegava ao meu destino final: a praça central da cidade de Camboriú.

Algumas fotos dessa etapa:


Nessa erma bifurcação, o caminho segue à direita.


Caminho plano e reto, a perder de vista...


Locais belíssimos..


Nichos de mata nativa..


Uma belíssima igrejinha situada no meio do nada...


Imensos arrozais... ao fundo, a capelinha vai ficando na saudade...


Igreja de NS do Carmo, na Comunidade Quilômetro Doze.


Outro trecho ermo e plano..


Igrejinha edificada próximo ao bairro de Rio do Meio.


Quase chegando...


Finalmente, de volta ao local de partida: a praça central de Camboriú/SC


Outra imagem da praça central de Camboriú/SC.

CAMBORIÚ: De origem indígena tupi, há várias citações como: Camboriasu em 1779, Cambarigua-ssu em 1797, Camborigu-assu em 1816, até chegar a uma referência de Henrique Boiteux como Camborihu, que significa: Rio de muito robalo ou criadouro de robalo, peixe muito comum nesta região.

CAMBORIÚ – BALNEÁRIO DE CAMBORIÚ – BALNEÁRIO CAMBORIÚ

Quando através da Lei n.º 1.076 de 05 de abril de 1884, o município de Camboriú foi criado com sede na localidade da Barra.

Seu território era de 1.200 Km², tendo como limite ao sul Tijucas, a oeste Brusque, ao norte Itajaí ao leste o Oceano Atlântico.

Em 20 de outubro de 1954 foi criado o Distrito da Praia de Camboriú, mas somente cinco anos depois, através de uma resolução, foi aprovado pela Câmara Municipal de Vereadores, em 04 de novembro de 1959.

Com o avançado crescimento populacional e grande importância econômica, o distrito da praia consegue eleger 03 vereadores nas eleições de 1961 e 03 anos mais tarde é pedido, através de projeto de Lei, a criação do município.

Com 05 votos a favor e 02 contra, a criação foi aprovada.

E em 08 de abril de 1964, com território de 50 Km² e com instalação para 20 de julho do mesmo ano foi criado o Município de Balneário de Camboriú.

Quatro anos após a instalação do município a Câmara de Vereadores, através a Resolução n.º 11, de 13 de agosto de 1968, resolve suprir o “de” de Balneário de Camboriú e o município passa a chamar-se Balneário Camboriú.



Camboriú: Também, gostei muito dessa cidade!

RESUMO DO DIA - Clima: Ensolarado e ventoso, variando a temperatura entre 15 e 22 graus.

Pernoite: Arco do Sol Park Hotel – Apartamento individual: Ótimo! Preço: R$90,00

Almoço: Restaurante Brasa Grill – Ótimo! Preço: Por R$25,00 pode-se comer à vontade no sistema self-service.


AVALIAÇÃO PESSOAL - Trata-se de uma etapa integralmente plana, com grande alternância de pisos de terra e calçamento nas inúmeras comunidades que perpassei pelo caminho. Também, cruzei inúmeras pontes edificadas sobre rios que vertem em direção ao litoral. Os morros cobertos de vegetação nativa, mata atlântica, ao redor das plantações de arroz, formam um cenário bastante bucólico, principalmente, quando transitei diante de casas de madeira, com quintais floridos e bem cuidados. No global, uma etapa de rara beleza e grande extensão, mas sem maiores entraves altimétricos.