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CEM DIAS ENTRE CÉU E MAR – Autor: Amyr Klink


CEM DIAS ENTRE CÉU E MAR – Autor: Amyr Klink


"Navegando ao lado dos peixes, entretendo conversas com gaivotas e tubarões, remando no meio de uma creche de baleias. Cem dias entre céu e mar é o relato de uma travessia absolutamente incomum: mais de 3500 milhas (cerca de 6500 quilômetros) desde o porto de Luderitz, no sul da África, até a praia da Espera no litoral baiano, a bordo de um minúsculo barco a remo. Verdadeira odisséia moderna, neste livro Amyr Klink transporta o leitor para a superfície ora cinzenta, ora azulada do Atlântico Sul, tornando-o cúmplice de suas alegrias e seus temores, ao mesmo tempo em que narra, passo a passo, os preparativos, as lutas, os obstáculos e os presságios que cercaram a extraordinária viagem."


 
SINOPSE PUBLICADA NO SITE: http://nucleodeestudosibericos.wordpress.com/

SOBRE O AUTOR: Amyr Klink nasceu em São Paulo no ano de 1955. Formado em Economia pela Universidade de São Paulo (USP) e pós-graduado em Administração de Empresas pela Universidade Mackenzie, Amyr Klink se destacou pelas suas longas expedições marítimas, que geralmente empreende sozinho. A primeira dessas viagens é relatada por Amyr no livro Cem dias entre céu e mar.

RESUMO: O relato descrito em Cem dias entre céu e mar por Amyr Klink, mostra a expedição feita por esse navegador e autor. A viagem iniciou-se no dia 10 de Junho e terminou no dia 18 de Setembro de 1984, e durante esse período Klink atravessou o Atlântico Sul, tendo como partida o porto de Lüderitz, na Namíbia, e como chegada Salvador, na Bahia.

FRASE DO NARRADOR – “… a natureza é infinitamente mais forte do que o homem…” (p. 17) 

TEXTO NARRATIVO: Durante o tempo que ficou no mar, entre a África e o Brasil, Amyr Klink escreveu sobre seu dia-a-dia no pequeno barco a remo, que percorreu cerca de 6500 quilômetros, os temores e sentimentos da vida em alto mar, os preparativos da viagem e os problemas que ocorreram durante a expedição.

No relato de sua viagem, que empreendeu sozinho, Klink escreveu muito sobre a sua relação com a natureza a sua volta e o respeito que tinha por ela. Peixes dourados que acompanharam o barco a remo por boa parte da viagem, a inesperada visita de baleias e até de tubarões no meio da noite, assim como as gaivotas e as ondas foram as únicas companhias do viajante durante cem dias: “E, assim, entre discussões e mal-entendidos com as ondas, passei a conviver suportavelmente com os seus humores. Senti que não deveriam ser xingadas quando me enfurecia, pois sempre respondiam à altura.” (p. 77).

Outra questão recorrente no livro é a da solidão. Amyr Klink escreveu seus temores com relação ao mau tempo do mar e ao esgotamento de provisões de viagem, mas, curiosamente, a solidão não faz parte desses temores: “E, isolado, também não estava. Ao redor, tudo era sinal de vida. Gaivotas e aves marinhas de todo tipo, as ondas com quem discutia, pilotos e fiéis dourados aumentando dia a dia. (…) Tudo, menos solidão!” (p. 108).

O relato de Amyr Klink mostra os novos medos e objetivos do viajante moderno em relação ao viajante dos séculos passados. Os temas abordados por Amyr Klink no livro Cem dias entre céu e mar e os caminhos percorridos pelo navegador colaboram para uma análise mais profunda do ato de viajar nos dias de hoje, além de proporcionar uma envolvente leitura.



Opinião Pessoal: Cem Dias é mega indicado. Gostei muito do que li e digo que é um livro que pode ensinar bastante sobre como o homem é diminuto em relação ao magnífico mundo que está a sua volta. Sobre como podemos atuar de forma melhor com o que está ao nosso redor. Sobre como devemos interagir melhor e entender melhor o mundo em que vivemos e sobre quem realmente somos. 

Minha Avaliação: Imperdível!

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