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EM BUSCA DO MUNDO MAIA - Autor: Aírton Ortiz


EM BUSCA DO MUNDO MAIA - Autor: Aírton Ortiz

"Os maias desenvolveram um complexo sistema de escrita, aliado a um sistema numeral avançado (com o emprego do número zero). Em um território de mais de 300 mil quilômetros quadrados, que abrange cinco países da América Central, eles erigiram templos monumentais. Aírton Ortiz, aventureiro gaúcho, visitou a região tentando entender o motivo do colapso de uma civilização tão desenvolvida."



RESENHA PUBLICADA NO SITE: http://www.airtonortiz.com.br/

O jornalista Airton Ortiz percorreu o norte da América Central e a península do Yucatán, no México, especialmente as selvas onde viveu o povo maia, cujos traços culturais ainda são visíveis nas pequenas aldeias no interior da Guatemala e do Estado mexicano de Chiapas. Uma das civilizações mais avançadas do mundo acabou reduzida a vilarejos miseráveis formados por aldeões mais pobres ainda.
Ele visitou os sítios arqueológicos onde estão as ruínas das principais cidades maias para tentar descobrir por que eles desapareceram sem deixar rastros. Quando a Europa queimava gente por bruxaria, os maias tinham observatórios astronômicos capazes de prever eclipses com precisão e seus médicos faziam pequenas cirurgias. Por que a Europa acabou dominando a metade do mundo e a pujança do mundo maia desapareceu?
Há uma tendência entre os arqueólogos atuais em atribuir o colapso da civilização maia ao fato deles terem esgotado os recursos naturais onde viviam devido a superpopulação das suas cidades-estado. Esse problema se agravou graças a incapacidade dos governantes em perceber a tragédia que se aproximava. Alguns estudiosos afirmam que a nobreza sabia que a exaustão dos solos levaria ao desastre, mesmo assim ela não abria mão dos seus privilégios, exigindo cada vez mais tributos dos camponeses. Por isso, à medida que as lavouras sucumbiam, eles iam abandonando suas terras e construindo novas cidades em outros lugares. No final, isso gerou fome, guerra civil e o colapso da sociedade organizada.
Além de narrar suas peripécias por uma das regiões mais selvagens das Américas, o escritor gaúcho faz uma analogia com a realidade atual, pois o mundo moderno está marchando para o mesmo caminho que levou a extinção de uma das mais extraordinárias civilizações que a Antiguidade conheceu, sem dúvidas a maior da América pré-colombiana. “Se não é possível prever o futuro, talvez seja possível aprender com o passado”, explica o aventureiro.
Ele desembarcou em Manágua e seguiu por terra até o Estado mexicano de Chiapas, onde pegou o avião de volta para o Brasil. 
Aírton Ortiz percorreu cinco países: Nicarágua, Honduras, Guatemala, Belize e sul do México, uma jornada de cinco mil quilômetros por montanhas, vulcões em ampla atividade, vales, planícies, praias, rios caudalosos e selva tropical infestada por doenças, animais selvagens e guerrilheiros.
Foram 12 semanas de pura adrenalina por uma das regiões culturalmente mais coloridas do planeta, viajando sempre pelas pequenas comunidades do interior, um contato direto com a forma como vivem esses povos. Foi utilizado apenas transporte público e todas as necessidades foram supridas por meio da infra-estrutura local.


CONTRACAPA

Os maias desenvolveram um complexo código de escrita, aliado a um sistema numérico avançado (com o emprego do zero). Essa civilização pré-colombiana também era dotada de conhecimentos astronômicos extraordinários. Em um território de mais de 300 mil quilômetros quadrados, abrangendo cinco países da América Central, eles erigiram templos monumentais. Aírton Ortiz, aventureiro gaúcho, visitou a região, tentando entender os motivos do colapso de uma civilização tão desenvolvida. 

ORELHAS

Os maias são o elo entre as diversas histórias que o leitor vai conhecendo através deste livro, uma viagem cultural impressionante, desde a mais simples biboca às mais importantes cidades, descrito de forma agradável e gostosa de ler. Airton Ortiz, bem ao seu estilo, percorreu as selvas onde viveu o povo maia, cujos traços culturais ainda são visíveis em pequenas aldeias de alguns países da América Central e parte do México. O autor mostra que, ao contrário do que se pensa, essa nação colapsou, mas não desapareceu. Uma das civilizações mais avançadas do mundo acabou reduzida a vilarejos miseráveis formados por aldeões mais pobres ainda.
Ele desembarcou em Manágua e seguiu por terra até o Estado mexicano de Chiapas, percorrendo cinco países: Nicarágua, Honduras, Guatemala, Belize e sul do México, uma jornada de cinco mil quilômetros por montanhas, vulcões em ampla atividade, vales, planícies, praias, rios caudalosos e selva tropical infestada por doenças, animais selvagens, traficantes e guerrilheiros. Foram 12 semanas de pura adrenalina por uma das regiões culturalmente mais coloridas do planeta, viajando sempre pelas pequenas comunidades do interior, um contato direto com a forma como vivem esses povos.
Além de narrar suas peripécias por uma das regiões mais selvagens das Américas, o autor faz uma analogia com a realidade atual, pois o mundo moderno está marchando para o mesmo caminho que levou à extinção de uma das mais extraordinárias civilizações que a Antiguidade conheceu, sem dúvidas a maior da América pré-colombiana. “Se não é possível prever o futuro, talvez seja possível aprender com o passado”, explica o aventureiro.
Ao resgatar o Mundo Maia do fundão das selvas centro-americanas o autor acaba narrando uma história com um final surpreendente e ao mesmo tempo muito parecido com o atual estágio em que se encontra o nosso mundo, cujo desfecho é amedrontador.
Vera Janete Ribeiro – artista plástica e estudiosa da arte maia


Opinião Pessoal: Um livro bastante instrutivo sobre um tema por demais interessante. Gostei muito!

Minha Avaliação: Muito Bom! 


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