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O CAMINHO – Autora: Shirley MacLaine


98 – À DERIVA 76 DIAS PERDIDO NO MAR – Autor: Steven Callahan



Em um pequeno bote, o experiente navegador passou por extremas dificuldades até ser milagrosamente resgatado

Após naufrágio, Steven Callahan fica sozinho à deriva no Atlântico em numa balsa inflável de um pouco mais de 1 metro, com 1 kg e meio de comida e 1 litro e meio de água. Assim ele permaneceu por 76 dias, suportando as mais terríveis tempestades, sol escaldante e ataques de tubarões, até que encontra a terra.

O Livro À Deriva é muito mais do que um relato de sobrevivência. É um daqueles livros que nos colocam diante de incômodas questões acerca das nossas próprias escolhas em momentos dramáticos. Uma obra que transcende a imensidão do mar. Contém 248 páginas.


Sinopse: Perdido no mar Steve Callahan sobreviveu durante mais de um mês sozinho em alto-mar, num bote inflável. Em janeiro de 1982, ele zarpou das Ilhas Canárias num pequeno barco que ele mesmo fez. A embarcação afundou seis dias depois e Callahan ficou à deriva num bote salva-vidas de 1 metro e meio de extensão. Com apenas 1,5 kg de comida e quatro litros de água, um destilador solar e um arpão de pesca improvisado, ele conseguiu sobreviver até o resgate, 76 dias depois. Ele provavelmente não teria conseguido sem o destilador (que pode tornar a água do mar potável) e o arpão. Durante seus mais de dois meses no oceano, o bote em que estava viajou quase três mil quilômetros. Durante toda a provação, Callahan lutou constantemente contra a morte. Ele não apenas perdeu peso, o que o deixou em estado de desnutrição, mas também ficou muito bronzeado e volta e meia lutava contra os tubarões. Embora se sentisse praticamente invisível quando os barcos passavam sem notá-lo, a determinação de Callahan em continuar vivendo foi incrível. Ele comeu todo o tipo de peixe que podia e encontrou maneiras de ocupar sua mente. Seu raciocínio rápido salvou sua vida. Mesmo quando seu bote começou a dar sinais de vazamento, ele conseguiu mantê-lo flutuando por mais 33 dias, até seu resgate.


Opinião Pessoal: Dedicado às pessoas de todos os lugares que conhecem, ou conheceram ou irão conhecer sofrimento, desespero ou solidão. Publicado três anos depois do acidente, quando ondas de mais de sete metros de altura fizeram picadinho do pequeno Napoleon Solo, veleiro de 21 pés, construído por ele, que atravessava o Atlântico Norte em direção aos USA. Ele mal teve tempo de pegar os equipamentos de sobrevivência. Já na balsa, onde passaria míseros 76 dias, na mais prolongada agonia de um náufrago, construiu um sextante primitivo com um lápis. Pescava com arpão. Coletava água da chuva, e sua fibra jamais o deixou desistir. Foi selecionado pela insistência em sobreviver. No 71º dia, anotou: “…o último destilador solar desagregou-se completamente…” Durante o périplo, cruza com cinco navios mas, para seu desespero, não consegue avisá-los. Navegando como pode, 76 dias depois arriba em Guadalupe. Um “aula” de sobrevivência!


Minha Avaliação: Excelente! Um livro emocionante e muito bem escrito!