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O RIO – Autor: Leonencio Nossa


O RIO – Autor: Leonencio Nossa


“Uma viagem pela alma da Amazonas.” 




SINOPSE: O Amazonas é a espinha dorsal de uma bacia de 6,8 milhões de quilômetros quadrados. Uma área equivalente ao Oriente Médio e que representa 16% do reservatório de água doce do planeta. A cada segundo, o colossal rio lança 24 milhões de litros no mar: apenas duas horas desse fluxo seriam suficientes para abastecer Nova York — ou São Paulo — por um ano. Mas a sete mil quilômetros antes de encontrar o Atlântico, o gigante é apenas um filete, jorrando de uma fonte subterrânea, abastecida pela geleira do monte Quehuisha, ao sul do Peru. O jornalista Leonencio Nossa e o repórter fotográfico Celso Júnior percorreram a extensão do rio, desde a nascente, entre cascalhos e pedras, até a foz, o incrível encontro das águas com o oceano, na pororoca. Em O rio, Leonencio relata o que vê ao descer a cordilheira dos Andes, atravessar povoados das selvas peruana e amazônica, até chegar à Macedônia – povoado mais próximo do deságue. Frio e ar rarefeito, poeira e queimaduras solares, foram muitos os desafios ao longo do trajeto. Um caminho marcado por afluentes, subafluentes, igarapés, paranás, lagos, água que não acaba mais. Mas, principalmente, por vários povos ribeirinhos, suas histórias, anseios, ambições e dificuldades. As denúncias de exploração sexual de crianças, poluição. “O importante é conhecer pessoas, ouvir histórias, trocar experiências. Aliás, qualquer debate sobre um rio nunca terá ponto final, especialmente um rio do tamanho e do tipo do Amazonas, considerado novo pelos especialistas, um curso que ainda está em formação”, explica Leonencio. Ao percorrer territórios peruanos e brasileiros, o autor comprova que observar o rio Amazonas não é apenas trazer informações hidrográficas ou turísticas aos leitores. Seguir essas águas, que assumem nomes diferentes ao longo do caminho, é também encontrar a alteridade dos povos, a memória de uma América entocada, culturas perdidas ou ainda desconhecidas. 


ANÁLISE PUBLICADA em: http://impressoesamazonicas.wordpress.com 

Recentemente tive o privilégio de percorrer o rio Amazonas de sua nascente, no Peru, até a sua foz, próximo a Macapá, capital do Amapá. O trajeto de meses foi feito em dois dias, em uma leitura rápida e muito agradável do livro O Rio, de Leonencio Nossa.

Recentemente tive o privilégio de percorrer o rio Amazonas de sua nascente, no Peru, até a sua foz, próximo a Macapá, capital do Amapá. O trajeto de meses foi feito em dois dias, em uma leitura rápida e muito agradável do livro O Rio, de Leonencio Nossa.

Se o rio – e a viagem = tem o ritmo lento de quem não tem pressa para chegar porque sabe que tem todo o tempo do mundo, não se pode dizer do que sentimos quando lemos o livro. Mergulhamos nas águas barrentas, dormimos em rede, navegamos, provamos frutos exóticos, espantamos carapanãs e conversamos com personagens que tornam a viagem, mais que folclórica, única e inesquecível.

Certos trechos do Rio deixei fluir mais lento e mergulhei no passado ao me descobrir de volta para o recreio que passa por Caballo Cocha no Peru, deslumbrado com a água verde no porto de Santarém ou dando risadas com o futelama em Macapá, quando a dança das águas faz o rio subir e descer com um ritmo que, mesmo que nós contemos, não se consegue entender sem vivenciar.

Em outros trechos o Rio, corria veloz ao percorrer os lugares que – ainda – não conheço: os Andes, peruanos, sonho distante e alto; Mamirauá, terra de jacarés-gigantes e ribeirinhos preservando a mata; Marajó, dos búfalos, palafitas e de moradores meio gente-meio peixe, verdadeiros anfíbios.

De quebra pegamos um afluente que nos conduz aos diversos autores que contam as histórias da Amazônia e de seus homens: ribeirinhos, imigrantes, indígenas. O livro deságua na foz, aonde uma extensa bibliografia nos conduz a novas navegações.

As fotos de Celso Junior permitem o deleite até daqueles que tem preguiçar de ler e nadar. De um jeito ou de outro o livro é um clássico para quem quer se aventurar pelo Amazonas...



Opinião Pessoal: Neste livro o autor relata o que vê ao descer a cordilheira dos Andes, atravessar povoados das selvas peruana e amazônica, até chegar à Macedônia - povoado mais próximo do deságue. Frio e ar rarefeito, poeira e queimaduras solares, foram muitos os desafios ao longo do trajeto.

Minha Avaliação: Excelente! Muito instrutivo!

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