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PARATII – ENTRE DOIS POLOS – Autor: Amyr Klink


PARATII – ENTRE DOIS POLOS – Autor: Amyr Klink 


“Relato da viagem de 642 dias entre a Antártida e o Ártico a bordo do veleiro Paratii no período de 1989 a 1991.” 




Amyr Klink é sempre surpreendente. Depois de cruzar o Atlântico em um minúsculo barco a remo - travessia relatada em Cem dias entre céu e mar -, lançou-se em outro projeto assombroso: passar um ano inteiro na Antártica, dos quais seis meses imobilizado no gelo, em companhia apenas de pinguins e leões-marinhos. Para realizar esse sonho, no final de 1989 partiu no veleiro Paratii para uma viagem que iria durar 22 meses. Navegando solitário por mais de 50.000 quilômetros, alcançou não apenas o continente gelado do Sul, mas também as geleiras do pólo Norte. E trouxe na bagagem dois punhados de pedrinhas, um da Antártica e outro do Ártico: símbolos da misteriosa matéria de que são feitos os mais belos e ousados sonhos.

Texto da orelha do livro, escrito por Juca Kfouri
: "Bem-vindo a bordo. Você vai começar a fazer uma viagem inesquecível. Aliás, duas viagens. Uma, calma, saborosa, sem sobressaltos ou tédio. A outra, plena de aventuras, repleta de emoções, rumo ao desconhecido.

Ambas têm como comandante uma figura rara. Alguém capaz de navegar com rara competência pelo mundo das letras e pelos oceanos do mundo. Amyr Klink é mesmo um brasileiro notável. Como poucos sabe viver experiências incomuns, o que por si só justifica uma existência. Além disso, é também extremamente talentoso para contar sua epopéia.

A primeira viagem você faz ao saborear este Paratii: entre dois pólos. A segunda será feita dentro do barco, sem enjoar.

Quinhentos anos depois que os europeus e suas caravelas chegaram à América, um brasileiro relata a expedição que o levou à Antártida, tendo como companhia apenas os albatrozes e os pinguins. E dormindo só 45 minutos por vez, o tempo exato de cada período de um jogo de futebol.

O navegante solitário, livre por natureza, percorreu milhas e milhas para...ficar preso. Preso pelo gelo e por opção. Solto para sonhar diante da imensidão, entre o céu e o mar, o sol e as estrelas. Treze meses absolutamente ímpares nos quais nunca um dia foi igual ao outro, no continente branco que é multicolorido, tão árido e tão vivo simultaneamente.

Amyr Klink se encontra no mar. O nosso encontro é no livro. Amyr no mar é como sereio, meio homem, meio peixe. No livro é um sábio, poeta das melhores histórias do século XX, quando o homem domou o espaço sem perder o fascínio que as ondas não param de despertar.

Icebergs, tempestades, leões-marinhos, dias longos, noites curtas, reflexões sem fim. Visitas humanas aqui e ali, mais ali do que aqui.

Cristóvão Colombo há de desculpar. Mas é inegável a vantagem de Amyr Klink. Mais que um continente, Amyr descobre a vida e não causa polêmicas. Ele é uma unanimidade como navegador e escritor."



Opinião Pessoal: Trata-se de Aventura pura! Simplesmente aventura de grande superação pessoal, o livro que nasceu do diário de bordo de Amyr Klink retrata e ilustra as emoções vividas pelo famoso velejador. A história leva o leitor, com um odisseia de tirar o fôlego, para conhecer junto com o autor os polos. 

Minha Avaliação: Imperdível! Excelente!

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