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SETE ANOS NO TIBET – Autor: Heinrich Harrer


SETE ANOS NO TIBET – Autor: Heinrich Harrer


“Estamos falando da maior e mais incrível história de aventura jamais escrita. Os ingredientes são infalíveis: fugas de prisões militares, escaladas de montanhas, sob as piores condições, perigos constantes, o Tibet proibido e a descoberta de um povo extraordinário.” 



Depois de fugir do campo de prisioneiros na Índia, atravessaram as montanhas do Himalaia enfrentando a rejeição das autoridades tibetanas, as baixas temperaturas e todos os perigos imagináveis. Ao fim de dois anos de uma árdua travessia, chegaram às portas de Lhasa, a Cidade Proibida, famintos, maltrapilhos e quase mortos de frio. Diante do estado lamentável em que se encontravam, foram recolhidos e acolhidos pelas autoridades tibetanas. Devido aos seus conhecimentos de ciências em geral Heirich Harrer, depois de conquistar a confiança dos monges e nobres tibetanos, foi contratado para ser o preceptor e professor do Dalai Lama – a encarnação do Buda na terra. Nesta convivência de sete anos, Harrer vive uma profunda amizade com o jovem Dalai Lama que o desperta para um mundo completamente diferente daquele que conhecia. Ele permanece no Tibet até 1950, quando os chineses invadem o país expulsando milhares de cidadãos e o líder Dalai Lama.


Sinopse/Análise feita pelo site: http://www.lpm.com.br/ 

Sete anos no Tibet, de Heinrich Harrer, é o mais célebre e mais completo documento sobre a vida no Tibet, às vésperas da última invasão chinesa de 1950. O livro trata em detalhes também da formação do 14º. Dalai Lama, dirigente máximo espiritual e político do povo tibetano. Precioso documento sobre a vida no Tibet e nas montanhas do Himalaia, este livro foi traduzido para dezenas de línguas, sendo adaptado para o cinema com enorme sucesso internacional tendo Brad Pitt vivendo o papel do autor.

Em 1959, portanto há 50 anos, com o intento de separar o Tibet da China, o 14.º Dalai Lama – Tenzin Gyatso (líder ao mesmo tempo religioso e político, que tinha apenas 14 anos) – começou uma rebelião armada. Com o fracasso do levante, Dalai Lama e milhares de fiéis retiraram-se para o norte da Índia, onde instalou na cidade de Dharamsala um governo de exílio.

Nove anos antes, em 1950, os chineses tinham entrado no Tibet porque a descolonização britânica havia quebrado o equilíbrio de influências (os ingleses apoiavam o Dalai Lama, enquanto os chineses outra facção, identificada com o Panchen Lama, educado na China). O tempo entre a invasão inicial e a fuga do 14.º Dalai Lama foi marcado por um processo sistemático de aculturação levado a cabo pelos chineses, a par de tentativas de erradicação do budismo, matriz identitária dos tibetanos.

Os conflitos ocorreram por uma questão histórica. A China diz que o Tibet faz parte de seu território desde meados do século XIII e deve ficar sob o comando de Pequim. Muitos tibetanos afirmam que a região do Himalaia ficou independente durante vários séculos e o domínio chinês nem sempre foi uma constante.

Em 1963, o Tibet ganhou status de Região Autônoma. Em 1989, a causa da independência do Tibet ganhou força no Ocidente após o massacre de manifestantes pelo Exército chinês na Praça da Paz Celestial e a entrega do Nobel da Paz ao Dalai Lama.

Desde o final dos anos 1990, a China tenta legitimar sua presença no Tibet por meio do crescimento econômico – a partir de 1999, a economia local cresceu 12% ao ano. O governo chinês também tenta dominar o país através da presença de chineses da etnia majoritária han e do controle da sucessão religiosa.

A China diz que os tibetanos no exílio, liderados pelo Dalai Lama, só estão interessados em separar o Tibet da terra-mãe. O Dalai Lama diz querer nada mais do que a autonomia da região.

O registro real deste conflito está em Sete anos no Tibet, livro escrito pelo alpinista austríaco Heinrich Harrer que relata sua experiência na região. Em 1943, após decidir escalar um dos picos mais altos do Himalaia, Harrer e seu companheiro Peter Aufschnaiter, engajados no exército alemão, foram presos pelos ingleses.



Opinião Pessoal: Um livro emocionante, um dos dez melhores que já li em minha vida.

Minha Avaliação: Imperdível!

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