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UM SONHO CHAMADO K2 – Autor: Waldemar Niclevicz


UM SONHO CHAMADO K2 – Autor: Waldemar Niclevicz


“A conquista brasileira da montanha da morte.” 




Este livro foi escrito durante as tentativas de escalada do K2 feitas por Waldemar Niclevicz e seus companheiros. O livro conta passagens de outras aventuras de preparação do montanhista e não somente a escalada do K2 em si. Escrito em 2006 e publicado em 2007 pela editora Record o livro possui 402 páginas com direito a uma sessão de 43 fotos no meio da publicação (24 páginas com fotos coloridas), informações sobre a localização do K2 no verso da capa e um gráfico no verso da contra-capa mostrando os principais equipamentos para escalada em gelo e suas funções.

Por que o K2 é a montanha mais perigosa do mundo? por Gabriela Portilho

Por uma combinação de fatores como avalanches imprevisíveis e inclinação intensa. Com 8 611 metros, a segunda montanha mais alta do mundo - só perde para o Everest - é a campeã no quesito perigo. Para cada quatro alpinistas que chegam ao topo do K2, no Himalaia, um morre. "As condições são tão ruins que se passam anos sem que alguém chegue ao cume", diz Waldemar Niclevicz, único brasileiro a vencer o pedregulho.

O PICO DA MORTE: Avalanches, nevascas, paredões gigantescos, instabilidade climática: é o cardápio que espera os desbravadores do K2; 

Cara de mau: O visual do rochedo já dá dicas do que está por vir. "Encostas de gelo e rochas expostas, como as do K2, indicam trechos de alta inclinação, em que nem a neve consegue parar", diz Niclevicz. Não raro, os alpinistas têm que encarar blocos muito íngremes - como a Pirâmide Negra, um paredão de quase mil metros -, ou até com inclinações negativas! 

Abismos fatais: Pra quem viu o filme Limite Vertical, é fácil imaginar o drama de cair nas gretas, profundas e traiçoeiras rachaduras no gelo. Muitas dessas fendas são cobertas por neve, tornando-se legítimas arapucas. Para evitar surpresas, em alguns trechos, os alpinistas andam presos uns nos outros por cordas;

Na casa do chapéu: Para chegar à base da montanha, é preciso percorrer, por sete dias, quase cem quilômetros de trilha acidentada - detalhe: a pé. E, se o Everest é habitado até os 5 mil metros de altitude, no K2 as últimas vilas estão a 3 mil metros. Ou seja, na descida o caminho de volta à civilização é bem mais longo;

Deserto de neve: Diferentemente do Everest, que tem bosques e até algumas cachoeiras no percurso, o K2 é uma montanha muito árida. "Não há nem água potável. É um ambiente desolador, o que torna a subida psicologicamente ainda mais difícil", conta Niclevicz; 

Pra baixo nem todo santo ajuda...: Mesmo se o sujeito chega vivo ao cume, nada de comemorar, pois agora é que "começa" o perigo: a maioria dos acidentes ocorre na descida. Esgotado, o alpinista não tem os mesmos reflexos, a concentração está debilitada e a tomada de decisões torna-se um suplício;

Tempo ruim: O K2 está sujeito a seis frentes de ar diferentes, por isso o (mau) tempo muda a toda hora. Além da baixa temperatura - a sensação térmica pode chegar aos 50 ºC negativos -, o inferno meteorológico conta com nevascas, neblina e ventanias de até 100 km/h! Em 1995, seis pessoas morreram depois de serem lançadas no abismo por um vendaval;

Olha o pesado!: De cada quatro mortes ocorridas no K2, uma é provocada por avalanches: além de muito comuns - devido à alta inclinação da montanha -, são imprevisíveis. Não bastassem as avalanches, imensos blocos suspensos de gelo (os seracs) também podem se soltar da montanha e cair sobre os alpinistas; 

Zona letal: Nos 7 500 metros, cruza-se uma linha imaginária chamada "limite vertical". "A partir daí, sabemos que o corpo começa a morrer", diz Niclevicz. Para aproveitar melhor o oxigênio, o organismo produz mais glóbulos vermelhos, e o sangue fica mais denso. Como os vasos da ponta dos dedos são mais finos, o sangue custa a chegar a essas partes, que podem gangrenar;

Mal da montanha: Nas regiões mais altas, o ar é bastante rarefeito. É aí que começa a rolar o "mal da montanha", que pode provocar desde enjoos e dores de cabeça até edemas - inchaços no cérebro e no pulmão que levam à morte. E nem adianta gritar por socorro: o ar rarefeito dificulta muito a propagação do som 

DUELO DE GIGANTES: Everest é mais alto, mas o K2 é mais letal!


K2 - Altura - 8 611 m

Pessoas que chegaram ao cume - 299

Mortes - 77

Taxa de fatalidade - 25,75 %



Everest - Altura - 8 884 m

Pessoas que chegaram ao cume - 2 972

Mortes - 208

Taxa de fatalidade - 7%



Opinião Pessoal: Um livro tenso, pleno de emoções, com descrições belíssimas da paisagem que se descortina à medida que se escala o K2, essa mortal montanha, talvez, o maior desafio existente para os alpinistas.

Minha Avaliação: Imperdível! 

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