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Rota da Revolução -1932


2019 – ROTA DA REVOLUÇÃO DE 1932 – JACUTINGA/MG - 33 QUILÔMETROS

"A Revolução Constitucionalista de 1932 (podemos chamar também de Revolução de 1932 ou Guerra Paulista) foi um movimento ocorrido no Estado de São Paulo. Em meio a armas, os revolucionários tinham como meta derrubar o governo ativo na época, o governo de Getúlio Vargas."


Diante do "Marco Zero" e "Ponto Final" da Rota da Revolução - 1932, em Jacutinga/MG.

Durante o ano de 1932, o descontentamento dos políticos e da elite paulista com o governo provisório instaurado por Getúlio Vargas, através da chamada “Revolução de 1930”, provocou, no dia 9 de julho, o levante patrocinado pelo Estado de São Paulo.

Intensos combates se seguiram na divisa dos Estado de São Paulo com Minas Gerais, mormente, na região abrangida pelos municípios de Itapira/SP e Jacutinga/MG, onde muitas baixas ocorreram.

Essa aprazível cidade mineira possui fazendas, sítios, estações, casarões e igrejas que ajudam a contar essa história.

Assim, animado em conhecer “ao vivo” tais relíquias de nosso passado recente, retornei a essa simpática urbe, que tão bem acolhe seus visitantes.

Quando ali cheguei, tive o prazer de rever o Vinícius Souza que, novamente, seria o meu companheiro na caminhada. 


O Vinícius, meu grande "Companheiro de Jornada".

Após as necessárias e sinceras festividades inerentes ao aguardado reencontro, nos hospedamos no Hotel Ghandi, onde me foi disponibilizado um excelente quarto individual, ao preço de R$70,00/dia. 


Festejando na casa do Polly, com os amigos Nelson, Benedito, Ely e Vinícius.

À noite, atendendo ao amável convite do amigo Polly Ferreira, seguimos até a sua residência, onde aconteceu uma animada confraternização. 


Momentos gratificantes de confraternização. Hora de matar saudades dos amigos...

Nessa oportunidade, tive a alegria de reencontrar pessoas especiais, que não via a algum tempo, como o Nelson Costa e o Ely Prado, amigos do mais alto gabarito.


Benedito, Polly, Ely e Nelson, grandes amigos residentes na cidade de Jacutinga/MG.

Contudo, nos recolhemos cedo, pois o dia seguinte seria bastante movimentado.


Ely e Polly, meus "Irmãos de Fé", a quem muito prezo e admiro!


UM POUCO DA HISTÓRIA DESSE CONFLITO


A Revolução Constitucionalista de 1932 foi o movimento iniciado por São Paulo, entre julho e outubro daquele ano, com a intenção de derrubar o governo provisório de Getúlio Vargas.

Na divisa entre São Paulo e Minas Gerais, Jacutinga foi palco importante dessa revolta armada.

Na cidade passava a única linha férrea a ligar o leste paulista com a região da Mogiana e havia uma linha de telégrafo importante para permitir o contato do comando federalista em Minas com o Rio de Janeiro, então capital do país.

Não houve combates na área urbana, mas o comando e as tropas do governo federal ficaram ali sediados.

Porém, os exércitos paulista e federalista combateram na zona rural de Jacutinga.

Fazendas, casarões, trincheiras, igrejas, pontos de artilharia e estações ferroviárias, assim como lugares de passagem, de combate e de acantonamento de tropas —tudo isso hoje faz parte da Rota da Revolução, criada em 2016 pelas secretarias de Cultura de Itapira e de Jacutinga, para incrementar o turismo na região.

As prefeituras demarcaram o roteiro histórico em toda sua extensão, com placas indicando os pontos importantes na rota, que hoje é operada por uma empresa privada.

São 65 quilômetros, saindo da antiga estação ferroviária no centro de Jacutinga e passando, em Minas, pelos bairros rurais de São Luiz, Machado e Sapucaí, e, em São Paulo, pelo bairro Eleutério, Barão Ataliba Nogueira e Fazenda Malheiros. 


Mapa descritivo do percurso integral.

O retorno é pelos bairros mineiros, atravessando as fazendas da Mata e Bom Café e o bairro dos Stecca.

O percurso pode ser feito a pé, de bicicleta ou de ônibus, sendo que em cada parada, as pessoas ouvem as histórias do conflito.

O Marechal Eurico Gaspar Dutra, que viria a ser presidente do Brasil entre 1946 e 1951, ainda era major e comandava as tropas federalistas de Minas Gerais, que acamparam na Fazenda da Mata, um dos pontos do roteiro.

Netos e bisnetos de pessoas que viveram naquele tempo recontam as memórias de seus antepassados.

Em homenagem aos desconhecidos que pereceram na guerra erigiu-se, em terras da Fazenda Malheiros, o memorial Túmulo do Soldado, que guarda os restos mortais de um combatente cuja identidade se perdeu com o passar do tempo.

É um roteiro em permanente construção: outras cidades de Minas e São Paulo se interessaram por participar da iniciativa.

Assim, levantamentos serão feitos, novos lugares acrescentados e mais histórias serão contadas.

Fonte: www.asasdejacutinga.com.br


A NOSSA CAMINHADA

O traçado demarcado desse Circuito possui 65 quilômetros de extensão, porém, de comum acordo, o Vinícius e eu, optamos por percorrer apenas a faixa localizada no Estado de Minas Gerais, aquela que está restrita ao município de Jacutinga, nominada de ROTA 10 - Revolução 1932 (Versão Curta)

Posto que a outra área abrangida e que está situada no Estado de São Paulo, inserta no município de Itapira, engloba muitos trechos sobre asfalto e por rodovias de expressivo tráfego, um perigo para o caminhante.

Isto decidido, resolvemos sair bem cedo, como forma de aproveitar melhor a manhã daquela sexta-feira de agosto, pois a previsão para aquele dia era sol forte e calor intenso após às 10 h da manhã. 


Diante do "Marco Zero", partindo para a aventura..

Depois de ingerir um saboroso café da manhã, gentilmente, preparado pelo funcionário da Pousada, já no ponto “zero” do roteiro, nos postamos diante da estação ferroviária da antiga Rede Mineira de Viação, um prédio de 1886, em cujo interior há um galpão que, à época, alojou as tropas pernambucanas que viajaram para combater os paulistas.

Então, após nos cumprimentarmos e desejarmos boa sorte, mutuamente, demos início ao nosso giro e, logo à frente, visualizamos um sobrado, datado de 1820, pertencente à família Viotti, que abrigou oficiais das tropas getulistas no início do conflito, entre eles, o comandante Juarez Távora.

Ainda transitando pela área urbana, passamos próximo do Colégio Júlio Brandão, que foi requisitado pelas tropas federais e transformado em hospital de campanha, pois ficava ao lado da linha férrea.

Seguimos sob o conforto da iluminação urbana em bom passo até que, percorridos 2.500 m, acessamos uma estrada de terra e prosseguimos com nossas lanternas de mão ligadas, pois o dia só clarearia dali a 30 minutos. 


Igrejinha existente no bairro São Luiz.

Percorridos 5 quilômetros, transitamos pelo bairro São Luiz, local de passagem de tropas legalistas em 1932 e onde ocorreram intensos bombardeios aéreos.
 

Caminhando por locais desertos e hidratados..

Logo adiante, acessamos uma estrada asfaltada que segue em direção à cidade de Espírito Santo do Pinhal, contudo, percorridos mais 1.600 m, adentramos à esquerda, numa larga estrada de terra. 


Um encontro inesperado... mas alguém precisa trabalhar!

Então, como num passe de mágica, tudo ficou silencioso e bucólico. 


Muito verde a nos rodear nesse trecho.

Prosseguindo, após vencermos 9.500 m, atingimos 929 m de altitude e do topo do morro, pudemos avistar, abaixo e ao longe, terras pertencentes a São Paulo, pois a divisa dos Estados se encontrava muito próxima daquele local. 


Abaixo e ao longe, terras pertencentes ao Estado de São Paulo.

Ali fizemos uma pausa para hidratação e fotos, pois nossa vista abrangia um horizonte infinito onde se destacavam verdes colinas, pastagens e cafezais.

Mil metros adiante, pudemos visualizar a “Cruz do Soldado”, um monumento erigido em homenagem aos que perderam a vida nesse conflito e, percorridos 11.300 metros, passamos diante da Fazenda São José, no bairro Machados, local utilizado, à época, como ponto de concentração das tropas da Brigada Militar do Rio Grande do Sul. 


Portão de entrada da famosa Fazenda São José.

No 14º quilômetro, transitamos diante do estabelecimento Zé da Rã - Restaurante, onde é possível degustar petiscos desse anfíbio. 


14º quilômetro: Restaurante Zé da Rã.

Naquele local estávamos situados a 50 m, se tanto, da divisa dos Estados.

Mais mil metros superados, fotografamos um grande vale, situado abaixo e ao fundo, também pertencente ao Estado de São Paulo. 


Nesse local, estávamos situados a 100 m da divisa dos Estados.

Quinhentos metros à frente, encontramos uma torneira que jorrava água potável, localizada ao lado direito da estrada, e fizemos uma pausa para hidratação e reposição de nosso estoque do precioso líquido.

Seguindo em frente, percorridos 16 quilômetros, transitamos pelo bairro Sapucaí-Velho, local onde ocorreram intensos combates entre as tropas rivais. 


A Igreja de Imaculada Conceição, bairro Sapucaí-Velho.

Ali, defronte à igreja da Imaculada Conceição, que esteve na linha de tiro das tropas paulistas, há um monumento que homenageia o oficial Alkindar, morto em combate.  


Flores belíssimas no caminho...

Superados 17.800 m, passamos diante prédio da antiga estação ferroviária da Rede Mineira de Viação, atualmente, em completo estado de abandono, mas com promessas de que será futuramente revitalizado.

Historicamente, a estação de Sapucaí, construída em 1929, era o fim da linha da Mogiana e o início da ferrovia mineira, sendo que os trens paulistas entravam pelo lado esquerdo, e os mineiros, do lado oposto.

Quando a revolução eclodiu, um trem blindado foi a última composição paulista a chegar ao fim da linha, pois, com o conflito, a divisa entre os dois Estados foi fechada.
Diga-se, por relevante, que essa Estação recebeu centenas de soldados que se colocavam no “front” de batalha.

Em 2016, o prédio estava na mão de particulares, porém, atualmente, dele só restam os escombros.


A antiga estação de Sapucaí, hoje em ruínas.

A estação de Sapucaí foi inaugurada pela E. F. Sapucaí em 01/07/1898.

Era o ponto final do ramal de Itapira, e também o entroncamento do ramal com a E.F. Sapucaí, depois Rede Mineira de Viação (RMV), encampada depois pela RFFSA, e fica a menos de um quilômetro da divisa São Paulo-Minas, já em Minas Gerais.

A estação original foi construída às pressas - a construção havia começado em abril - porque a Mogiana não autorizaria o tráfego nos 3 km entre a ponte sobre o rio Eleutério e a sua estação do mesmo nome, enquanto a Cia. Sapucaí não construísse a estação no ponto em que as linhas das duas ferrovias se juntassem.

Aberta a estação, em 01/07, um mês depois, a Mogiana autorizou o tráfego e, então, a estação passou a servir as duas estradas, tendo, porém, compartimentos independentes.

A Mogiana pagava à E. F. Sapucaí um aluguel mensal de 80$000 pelo uso da estação, escritório, armazém e cômodos de moradia, e pelo uso dos desvios e girador.

Ali se fazia a baldeação de um trem para outro, cada um de uma empresa (A estrada de Ferro Sul de Minas, 1894-1934, de Vasco de Castro Lima). 


O antigo prédio da estação de Sapucaí, de outro plano.

Em 5 de março de 1926, a estação foi arrasada por um incêndio causado por um vagão de gasolina que pegou fogo em sua plataforma.

Possivelmente, por causa desse acidente, que destruiu completamente o prédio, a estação e o armazém atual tenham sido construídos logo depois, estando já prontos em 1934.

De acordo com os guias de horários, os trens de passageiros pararam nesta estação de 1898 a 1976 (CM) e 1898 a 1984 - (RMV)

Estava em 2013 totalmente abandonada, ocupada externamente pelo mato e entulho e por famílias que nela moravam.

Diga-se, por oportuno, que ela é muito bonita, sendo um prédio de arquitetura diferenciada.

A seu lado, há uma pequena vila, situada a cerca de duzentos metros à esquerda da estrada que liga Itapira a Jacutinga, em Minas, e pode ser vista da estrada. 


Flores a nos alegrar no percurso...

Seguindo em frente, depois de vencer um pequeno ascenso, acabamos por sair na rodovia MG-290 que liga Itapira/SP a Jacutinga/MG e sobre ela caminhamos mil metros, utilizando o exíguo acostamento ali existente, num trajeto tenso e perigoso, pois essa estrada apresenta expressivo tráfego de veículos. 


Do outro lado da rodovia, caminho plano e arejado.

Então, percorridos 21 quilômetros, adentramos à direita e pouco mais adiante, transitamos diante da famosa Fazenda Bom Café que, segundo a história, serviu de hospital de campanha durante a revolução de 1932.

Atualmente, neste local, há também uma pousada, onde se pode desfrutar de saborosa comida, ótima hospedagem, trilhas ecológicas com visita a cachoeira, passeio de trator e tirolesa. 


Entrada da Pousada e Restaurante Caminhos do Bom Café.

Trata-se da Pousada e Restaurante Caminhos do Bom Café, cujo site assim se expressa sobre esse espaço ecológico:

Instalada em uma fazenda de café, a Pousada Caminhos do Bom Café acolhe os hospedes em um ambiente charmoso e elegante, sem perder os detalhes e a rusticidade de um ambiente típico do campo mineiro.

Os proprietários nunca abrem mão da atmosfera para que ninguém se sinta hospedado, e sim convidado!

Encontra-se à disposição dos hospedes acesso à internet, restaurante contemporâneo, com pratos leves, que podem ser servidos na piscina ou no salão.

Delicioso café da manhã, servido até às 10 h 30 min, com pães, pão de queijo, bolos e biscoitos confeccionados na própria pousada.

A presença e proteção de animais silvestres são motivos de orgulho da fazenda, que atende rigorosas análises e cuidados determinado pelas normas atuais de preservação ambiental.

A pousada está situada muito próxima de Jacutinga, a “Capital Nacional do Tricot”.

Com malharias para todos os gostos e uma moda conhecida internacionalmente, onde se destaca a “Fest Malhas” no inverno com turistas e compradores de todo o Brasil, além do tradicional encontro de Jipeiros, Festas Religiosas, Semana Italiana e encontros culturais diversos.

Com clima ameno, possui trilhas especiais, cachoeira e é um convite especial para um descontraído lazer.



Em forte ascenso, entre cafezais...

Prosseguindo, passamos diante da Fazenda Artur Pereira e após completarmos 26 quilômetros de percurso, atingimos o cume de um morro, situado a 961 m de altura, o ponto de maior altimetria desse histórico circuito.

Dali detínhamos uma maravilhosa visão de todo o entorno, bem como dos locais por onde havíamos transitado. 


Do topo do morro, olhando à nossa retaguarda, vista os locais por onde transitáramos...

A partir desse marco, já em franco descenso, passamos diante do Rancho Helton e, na sequência, pelo Camping ADJ, uma área de camping que possui uma excelente estrutura, com sanitários e energia elétrica, quando ainda restavam 4 quilômetros para finalizar o trajeto. 


As belíssimas instalações do Camping ADJ.

Percorridos um total de 29 quilômetros, nós ultrapassamos a rodovia MG-290, transitamos diante do portal da cidade de Jacutinga, adentramos em zona urbana e, caminhando tranquilamente, sob um sol brilhando forte num céu azul invernal, aportamos ao prédio da antiga Estação Ferroviária, exatamente, no local de onde partíramos de manhã.

Então, nos cumprimentamos efusivamente, depois, recebemos nossos Diplomas de Conclusão do Percurso das mãos do Sr. Newton José de Carvalho (Niuzinho), Secretário de Turismo da cidade, e do Odval Aparecido Bertolassi, o Coordenador de Turismo de Jacutinga. 


Recebendo nossos Diplomas. Com Odval Aparecido Bertolassi e Newton José de Carvalho (Niuzinho), a quem agradecemos pela hospitalidade e atenção.

Na sequência, felizes e realizados, nos dirigimos ao hotel e, mais tarde, após refrescante banho, saímos para um merecido almoço.


FINAL

Praticar turismo é a arte de eleger do mais belo ao mais simples, carícias inesquecíveis à alma.” (Odval Aparecido Bertolassi) 




Uma história que não pode ser esquecida, assim os paulistas tratam a Revolução Constitucionalista de 1932, que é considerada a maior revolta armada ocorrida no Brasil no século 20.

E, para ajudar a manter esse momento tão importante em evidência, é importante saber do que se tratou a “Guerra Paulista”.

Apesar de ter ocorrido, oficialmente, entre 9 de julho e 2 de outubro de 1932, o conflito teve seu princípio no dia 23 de maio, após a morte dos jovens Martins, Miragaia, Dráusio e Camargo, em um protesto contra o Governo Federal. 


Diploma de conclusão da Rota da Revolução - 1932, em Jacutinga/MG.

O movimento tinha como objetivo derrubar o governo provisório de Getúlio Vargas e a convocação de uma nova Assembleia Constituinte, já que Vargas havia cassado a Constituição em vigor na época.

A Revolução ocorreu em toda a divisa do estado de São Paulo e números não oficiais contam mais de dois mil mortos em combate, de ambos os lados.

Ao fim do embate, São Paulo acabou se rendendo, porém, as eleições para uma nova Assembléia Constituinte foi marcada para o ano seguinte.

A Rota Turística da Revolução de 1932 inaugurada, recentemente, em sua totalidade abrange 65 quilômetros de percurso, passando por fazendas, capelas, sítios, estações ferroviárias e outros lugares que foram cenários do maior conflito armado da história do Brasil no século XX. 


Como é saudável e gratificante caminhar junto à natureza...

Todos estes fatos históricos foram catalogados e mapeados dentro do cenário de guerra que ocorreu nos municípios de Jacutinga e Itapira, com destaque para a reunião de objetos como instrumentos e armas utilizadas durante os combates, e até as trincheiras construídas pelas tropas, transformando esta rota, que unificou Jacutinga e Itapira, em uma importante iniciativa para incrementar o turismo no município e na região.

No meu caso específico, percorrer esse roteiro a pé, ainda que apenas pelo lado mineiro, revestiu-se de um autêntico “banho cultural”, posto que pude vivenciar e visualizar, “in loco”, o palco das muitas batalhas fratricidas, envolvendo brasileiros de vários Estados.

Foi, também, um mergulho na exuberante natureza que cerca esses locais históricos, podendo auferir da umbrosidade de árvores centenárias, além de respirar o puro ar, oxigenado ao extremo, emanado pela maviosa serra da Mantiqueira.

Dessa forma, recomendo esse passeio, com efusão, pois além de sua fascinante paisagem, propõe resgatar um momento importantíssimo de nossa história recente. 

No global, o roteiro está muito bem sinalizado, com placas explicativas fincadas nos locais de maior relevância, permitindo ao caminhante ou cicloturista “navegar” com tranquilidade e absorver importantes acontecimentos de nosso passado não tão longínquo. 


Com meu parceiro Vinícius, estreando uniforme novo do Caminho da Prece.

Finalizando, um agradecimento especial ao Vinicius que, novamente, dividiu a trilha comigo e com seu vigor físico aliado a um eloquente otimismo, muito concorreu para deixar nossa imersiva e ecológica caminhada, mais festiva e agradável.


Bom Caminho da todos! 

Agosto/2019