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AVENIDA ANCHIETA


ANCHIETA É PALCO DA HISTÓRIA DA CIDADE



Quem viu essa avenida antes, não a reconhece hoje”. É assim que a funcionária pública, Edi Aparecida de Oliveira, resume a transformação da Avenida Anchieta. Edi brincava de casinha ali, quando as árvores eram maioria na paisagem.

A Anchieta tinha casas com quintais grandes e algumas chácaras. O responsável pela divisão da via era o córrego do Tanquinho, que nascia onde é a Praça Carlos Gomes; e seguia o caminho da avenida.


Construção do Paço Municipal

Ela conta que na área da Prefeitura havia um grande pomar. “Eu lembro que tinha manga, jabuticabeira; e foi uma tristeza quando começaram a construir a Prefeitura nesta área.”

Funcionária municipal há 31 anos, hoje, Edi vê a Avenida Anchieta da janela do trabalho. “Sinto muita saudade do passado, mas tudo mudou para melhor. A cidade cresceu muito”, conclui.

O fotógrafo Luiz Granzotto também presenciou muitas mudanças na via. Mais do que isso - documentou a maioria delas. Ele trabalha como fotógrafo da Prefeitura há 38 anos.


Paço Municipal

Quando eu comecei a trabalhar aqui, Campinas tinha 200 mil habitantes. Atualmente, a cidade tem um milhão a mais de pessoas”, destaca.

Ao acompanhar a agenda oficial e fotografar todos os acontecimentos públicos, Granzotto se sente responsável por documentar tudo e mostrar a realidade para a população.

A Avenida Anchieta já foi palco de eventos muito importantes. Granzotto se lembra de visitas de presidentes da República a inaugurações, como a do monumento do Bicentenário.


LARGO DAS ANDORINHAS


Mercado das Hortaliças

Essa praça acompanhou a história de Campinas no final do período imperial. O Largo das Andorinhas tem esse nome por causa da Casa das Andorinhas, um mercado de hortaliças, construído em 1886, que perdeu seu uso comercial. O prédio desativado foi demolido. Então, muitas andorinhas tomaram conta do local e passaram a viver ali.

Com a revitalização da praça, ela recebeu uma obra representando um grupo de andorinhas em pleno voo, em bronze sobre granito. Em 1974, essa obra foi transferida para o Palácio dos Jequitibás, a cerca de 30 metros de seu local original.

A transferência das andorinhas aconteceu porque aquele era o ano de comemoração do Bicentenário de Campinas.



Para a data, o escultor Lélio Coluccini projetou um monumento com base em um número dois, alusivo ao Bicentenário, e com uma grande extensão indicando o crescimento vertiginoso de Campinas nos últimos anos. A obra é executada em concreto, com 28 metros de altura, 7 metros de largura e 7,5 de comprimento.



Na frente está uma figura em bronze de uma mulher coroada com quatro metros de altura, que representa a Princesa D´Oeste. A estátua tem uma área vazada no peito e segura o Brasão de Campinas, simbolizando o coração aberto a quantos procurarem a cidade. No pilar, está a data de fundação e a do bicentenário da cidade.

Na época da escravidão, o tronco para castigos dos escravos ficava a aproximadamente 200 metros do Lardo das Andorinhas. Por esse motivo, ele já foi conhecido também como Largo do Pelourinho.


MUDANÇAS NA MOBILIDADE

No âmbito da mobilidade, podemos destacar duas mudanças importantes na Avenida Anchieta. A primeira foi quando a via mudou de mão dupla para mão única. Essa alteração aconteceu em julho de 1996, e deu mais fluidez ao trânsito.

A segunda foi a instalação de duas estações de transferência em 2009 (miniterminais, que complementam os corredores do Sistema InterCamp), para oferecer segurança e conforto aos usuários do transporte coletivo municipal. Nelas, o passageiro pode usar o Bilhete Único e transferir para outras linhas, sem custo adicional.

Na Estação Anchieta, passam, aproximadamente, 24 mil usuários/dia. Ali são atendidas 34 linhas do transporte público pela pista interna e 12 linhas pela pista externa.

Já na Estação Dona Libânia, são 30 linhas pela pista interna e 12 pela pista externa, recebendo o mesmo número de passageiros.


DE VOLTA À HISTÓRIA

A criação do Mercado Grande, em 1861, abriu um novo caminho na região – o primeiro percurso da atual Avenida Anchieta, no trecho entre a Rua General Osório e a Avenida Benjamin Constant.

Esse caminho era a continuação da Rua da Bica Grande (atual Rua Irmã Serafina). Tempos depois, os serviços de saneamento básico drenaram o córrego existente no local. Então, a Rua da Bica Grande foi aumentada com o pedaço que hoje é a pista interna do Corredor Central.

Em 1934, ficou determinado que a Rua Irmã Serafina ficaria do trecho entre a Rua General Osório e a Rua Uruguaiana. O restante seria a Avenida Anchieta, que nessa data ganhou mais uma pista.

Na época em que a rua foi denominada, fez-se questão de ressaltar que a homenagem estava sendo feita ao Padre Anchieta pelo seu trabalho como educador, e não como religioso.

Existe um busto em homenagem a ele no cruzamento da Avenida Anchieta com a Rua General Osório.


Colégio Carlos Gomes

Outro local que faz parte da história dessa via é o Colégio Carlos Gomes. Criado em 1902, como Escola Complementar de Campinas, teve a primeira turma com 100 alunos.

No centenário do compositor campineiro Carlos Gomes, em maio de 1936, a escola passou a se chamar Escola Normal Carlos Gomes, em sua homenagem.

Em dezembro de 1951, foi chamado de Instituto de Educação Carlos Gomes, sendo assim o segundo Instituto criado no estado de São Paulo.

O prédio foi tombado pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico – CONDEPHAAT, em 1982, em virtude do valor histórico e cultural.

A escola teve como alunas as atrizes Cláudia Raia e Regina Duarte, entre outras personalidades.

Atualmente, oferece turmas para Ensino Fundamental, Ensino Médio, Ensino Profissional – Normal e Ensino Especial.

Também merece destaque um dos estabelecimentos mais antigos da Avenida Anchieta: uma tradicional pastelaria. Ela existe desde a década de 1940, e vende cerca de 1500 unidades do famoso pastel por dia.

Apoio à Pesquisa: Wagner Paulo dos Santos


Fonte: www.emdec.com.br

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