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AVENIDA CORONEL SILVA TELLES


CORONEL SILVA TELLES JÁ TEVE O NOME DE AVENIDA GERMÂNIA



Avenida Coronel Silva Telles. A via, que começa na Avenida Júlio de Mesquita e termina na Avenida José de Sousa Campos, possui 1,1 km de extensão. O chão, em alguns trechos, ainda é de paralelepípedo. É uma via comercial, onde os estabelecimentos vendem os mais diversos produtos e serviços.

A avenida não tinha essas características em 1872. Nessa época, ela foi arborizada com Flamboyants, árvores que atingem entre sete a dez metros de altura, e dão flores vermelho-alaranjadas ou amarelas. Atualmente, essas árvores são raridade na via.

O nome dado à Avenida homenageia Antônio Carlos da Silva Telles, republicano que participou da Convenção de Itu. A Convenção foi a primeira republicana do Brasil; e foi realizada em 1873.



No evento, foi aprovada a criação de uma comissão de republicanos para gerenciar os negócios do partido. Participaram 133 convencionais, sendo 78 cafeicultores e 55 de outras profissões, representando os republicanos de várias cidades paulistas.

Antes de ser nomeada com o nome atual, a via era chamada, popularmente, como avenida Germânia, por causa dos irmãos Bierrenbach que tinham origem germânica.

A avenida, portanto, foi denominada, em 1923, como Coronel Silva Telles em homenagem a um dos principais republicanos do século XIX.


COLÉGIO MADRE CECÍLIA



O número 700 da Avenida Coronel Silva Telles abriga, desde 1965, o Colégio Madre Cecília. A escola atende, hoje, aproximadamente 300 alunos dos ensinos infantil ao médio. A escola é particular, mas nem sempre foi assim.

Quando foi fundado, o local se chamava Lar Escola Nossa Senhora do Calvário e tinha o objetivo de atender crianças do sexo feminino com idade entre quatro e 15 anos em situação de vulnerabilidade social. As meninas eram mantidas em regime de internato e recebiam assistência em relação a roupas, saúde, educação e formação cristã.

Dirigida e orientada por Madre Cecília; que foi muito atuante na Congregação das Irmãs Calvarianas e deu origem ao projeto assistencial, a entidade passava por dificuldades financeiras para manter-se ativa.

Madre Cecília faleceu em 1956, após ver seu sonho realizado com a ajuda do engenheiro e empresário Lix da Cunha, que ajudou a construir o novo prédio do Lar Escola Nossa Senhora do Calvário.

Depois que as obras foram concluídas, o fundador da Congregação das Irmãs Calvarianas, Padre Pedro Bonhomme, implantou junto à diretoria a abertura de um curso infantil para as crianças do Cambuí. A partir deste momento, ano após ano, a entidade acrescentou séries para acompanhar o crescimento dos alunos, em boa parte por pedidos recebidos dos próprios pais.



Tereza Maria Duarte da Conceição, 65, trabalha no colégio desde sua fundação. “O colégio é parte integral da minha vida, me dediquei o tempo todo a ele. Logo que me formei no magistério vim pra cá”, lembra.

Depois de concluir o magistério e dar aulas para as crianças do ensino infantil, cursou pedagogia e ciências físicas e biológicas, ministrando, posteriormente aulas das duas disciplinas. Hoje, Maria é professora aposentada pelo estado e coordenadora do Colégio Madre Cecília.

Durante a entrevista, Tereza citou um famoso aluno do colégio, o jornalista da TV Globo, José Roberto Burnier. E lembrou, também, outros alunos com quem mantém contato até hoje.

Fico satisfeita de ver os frutos que deram os nossos alunos. Em muitas escolas, eles saem e não voltam mais; mas aqui tenho contato com os alunos para quem dei aula e hoje estão casados. Assim, vejo como foi importante a educação dada aqui”, se orgulha.


CAFÉ EUROPEU



Um local que se tornou ponto de referência na avenida é a Confeitaria Romana, localizada no cruzamento com a Rua Maria Monteiro.

O estabelecimento chegou à Campinas em 1996, com a primeira loja na Avenida Coronel Silva Telles. Quando completou 10 anos o prédio foi ampliado. Atualmente, existem mais duas Romana’s: uma no Parque Dom Pedro Shopping e outra em Barão Geraldo. O público do local é formada, em sua maioria, por consumidores das classes A e B. E os produtos mais vendidos são os servidos no buffet, seguidos pelos pães e doces.

A Romana foi uma nova proposta de padaria na cidade, a começar pelas cores verde, azul e laranja das paredes e mobílias, que foram importadas da Itália. É um conceito europeu de padaria”, explica o gerente Pedro Sacanferla, que trabalha na loja há 15 anos.

Rosileide Messias Santos, 36, trabalha há 13 anos como balconista na padaria. Com tanto tempo de casa e atendendo clientes que frequentam diariamente o local, fez muitas amizades.

É legal estar aqui e ter contato com as pessoas. Com alguns clientes eu tenho mais amizade, mas todos eles são especiais”, confessa a balconista.

Fontes: www.madrececilia.com.br

Ruas da Época Imperial – Edmo Goulart


Fonte: www.emdec.com.br

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