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AVENIDA OROSIMBO MAIA


AVENIDA OROSIMBO MAIA – UMA DAS GIGANTES DE CAMPINAS



A Avenida Orosimbo Maia é uma das maiores da cidade e, com 2.850 metros de extensão, representa bem a grandiosidade do personagem que a nomeia. Membro do Partido Republicano Paulista, Orosimbo Maia tomou posse em janeiro de 1908; e foi prefeito de Campinas por três mandatos.

A Orosimbo Maia tem como limite a oeste, a Avenida Senador Saraiva; e como limite a leste, a Avenida José de Sousa Campos; a via é dividida pelo Córrego do Serafim que foi, durante muito tempo, o limite do centro urbano. Atualmente ele é mais conhecido como Córrego da Orosimbo.

De acordo com a Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas (EMDEC), circulam na Orosimbo cerca de 30 mil veículos/dia; além disso, há também a movimentação dos usuários do Sistema InterCamp, já que a Avenida integra o Corredor Central.

Para garantir a melhoria da infraestrutura do transporte na região e, consequentemente, mais conforto aos usuários, a EMDEC revitalizou os pontos de parada das ruas Barata Ribeiro, Jorge Miranda, Sacramento e do Hospital da Maternidade, que cortam a Avenida.



Os pontos ganharam novos abrigos, plataformas para facilitar o embarque, tratamento e alargamento de calçadas em alguns pontos, piso podotátil e rampas para ampliar a acessibilidade.

A doméstica, Solange Costa Marques, 43; e o aposentado, Marcos Santos, 67, usuários do transporte público, aprovaram os novos pontos de parada da Orosimbo. “Melhorou muito e está mais confortável. Além disso, com o Corredor Central, passam mais ônibus aqui e a gente espera menos”, afirma Solange.

Marcos concorda e afirma, “circular por aqui ficou mais rápido”.



O atendente da Banca Sacramento, Willian Santana Silva, 15, comemora a revitalização. “Depois da reforma do ponto, o movimento aumentou muito e a vista ficou mais bonita. Isso agradou a população”, disse.

Mas um dos mais importantes polos geradores de tráfego na Avenida é a Maternidade de Campinas. O Hospital, atualmente com 198 leitos, 740 funcionários e 546 médicos, é responsável por mais de 40% dos nascimentos da cidade e região, sendo que destes nascimentos mais de 60% são pacientes do Sistema Único de Saúde-SUS.


O BERÇO DA CIDADE



A construção da Maternidade foi iniciada em 1911, graças aos esforços de autoridades da época, entre eles, Thomaz Alves, José Barbosa de Barros, Francisco Betin Paes Leme, Celso Silveira Rezende, Mário Gatti, Antonio Pompeu de Camargo e Armando Rocha Brito. Sua fundação data de 12 de outubro de 1913.

No início, a Maternidade foi instalada na Avenida Andrade Neves, onde permaneceu até 1965, transferindo-se posteriormente para a Avenida Orosimbo Maia; quando, também nesta mesma época, a Maternidade contribuiu com a UNICAMP, permitindo que a mesma funcionasse em seu prédio provisoriamente.

A tradição garante que muitas mães se sintam seguras em optar pela Maternidade de Campinas. É o caso de Renata Silva, 30, que está no sétimo mês de gestação de seu primeiro filho. “Eu nasci aqui e agora, depois de trinta anos, meu filho vai nascer também”, afirma Renata.


UMA ESCOLA CENTENÁRIA



Além da Maternidade, a Avenida abriga a Escola Técnica Estadual Bento Quirino (o Bentão), que funcionava, inicialmente (por volta dos anos 1917) em uma chácara na região do Culto à Ciência (atual Colégio Técnico da Unicamp), com oficinas para os cursos de Mecânica e de Marcenaria, na seção masculina, de Flores e Bordados e de Corte e Costura, na seção feminina.


AFINAL, QUAL A HISTÓRIA DE OROSIMBO?



Orosimbo Maia (campineiro, nascido em 1862) fundador do Colégio Progresso Campineiro e com passagens pela Câmara Municipal como vereador; foi grande incentivador das reformas urbanas, através das quais tentou imprimir uma marca na história da cidade.

Dono de um espírito inovador, era um homem muito avançado para sua época, sendo o primeiro cidadão de Campinas a instalar luz elétrica em sua casa, uma nobre mansão situada na Rua General Osório.

Membro do Partido Republicano Paulista, Orosimbo Maia (Membro do Partido Republicano Paulista ) foi o primeiro prefeito de Campinas ao tomar posse em janeiro de 1908. Com espírito inovador, Orosimbo Maia inaugurou o Mercado Municipal em 12/04/1908, numa época em que a cidade tinha 35 mil habitantes e 5 mil edificações.

Nos relatórios anuais publicados pela Prefeitura notou-se uma crescente preocupação, a partir da década de 1920, em controlar o crescimento urbano da cidade, bem como, em proporcionar sua modernização, para que estivesse compatível com a intensificação da vida urbana.

Para isso, uma série de medidas foi tomada, especialmente na gestão do prefeito Orosimbo Maia (segundo mandato em 1926 a 1930) – também grande incentivador do plano de urbanismo.

Reorganizou e ampliou a então denominada Repartição de Obras que passou a chamar-se Repartição de Obras e Viação.

Orosimbo Maia é destituído após a capitulação do movimento revolucionário de 1932 e substituído por algumas horas pelo tenente-coronel Elias Coelho Cintra em 1/10/1932 e nesse mesmo dia por Alberto Cerqueira Lima que permaneceu até 7/9/1933.

É nome de importante avenida em Campinas onde existe um busto em sua homenagem e que foi inaugurado em 1950.



Faleceu em 19/04/1939 e foi enterrado no túmulo, da foto acima, no Cemitério da Saudade.


MERCADO MUNICIPAL



Uma das importantes obras realizadas por Orosimbo Maia foi o Mercado Municipal, inaugurado em 12 de Abril de 1908. O “Mercadão” fica localizado na Praça Carlos Botelho, na área central de Campinas.

O edifício foi construído inicialmente para servir como armazém de estocagem, pois, na época, passava pelo local a antiga estrada de ferro Funilense, transportando sacas de açúcar mascavo, fardos de arroz e feijão entre outros produtos.

Comprado pela Prefeitura, o edifício foi reformado e transformado em Mercado Municipal. Ramos de Azevedo, arquiteto ímpar da cidade de Campinas, projetou o mercado em um criativo estilo neomourisco (estilo neo-islâmico).

Sua área total é de, aproximadamente, 7 mil m², tendo mais de 3 mil m² de área construída, estacionamento e 143 boxes para venda dos mais diversos produtos. Em 1982, o Mercadão foi tombado pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Artístico e Cultural de Campinas – CONDEPACC - como patrimônio histórico e cultural da cidade de Campinas; e, atualmente, faz parte das sete maravilhas da nossa cidade.


Fonte: www.emdec.com.br

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