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COMPLEXO VIÁRIO JOÁ PENTEADO


JOÁ PENTEADO: EMPRESÁRIO DE SUCESSO NOMEIA COMPLEXO VIÁRIO



Um dos maiores empresários da cidade, Joaquim Gabriel Penteado nasceu em Campinas e ganhou reconhecimento com o sucesso nos negócios. Sem qualquer diploma ou formação, “Seo Joá”, como era popularmente conhecido, foi o fundador de diversas indústrias em Campinas.

Através de uma sociedade com Adalberto Maia, fundou a primeira fábrica de lápis do país, em 1926. Após trazer o maquinário da Alemanha, os sócios abriram uma indústria na Rua Major Sólon. Alguns anos depois, a companhia iniciou a fabricação com a marca John Faber, sendo denominada, posteriormente, como Faber-Castell.



Já em 1935, “Seo Joá” adquiriu a conhecida fábrica de fogões Dako que, na época, estava praticamente desativada, em São Paulo. Durante a década de 40, a indústria foi transferida para Campinas, encontrando condições ideais para seu desenvolvimento.

Dentre as atividades favoritas, Joaquim Penteado gostava de pilotar aviões. Aos finais de semana, fazia questão de visitar, com seu teco-teco, todos os pontos de revenda de suas indústrias.

Com tantas conquistas, o campineiro recebeu homenagem em sua cidade natal. Diferente do que acontece com centenas de outros homenageados, que denominam as vias da cidade, Joá Penteado foi escolhido para nomear o Túnel de ligação entre o Centro e a Vila Industrial.


A HISTÓRIA DO TÚNEL



O Complexo Viário Joá Penteado foi idealizado em 1983, com um custo estimado em R$ 128 milhões. As obras previam a construção de dois túneis, porém, em 1992, apenas um deles foi concluído.

O segundo túnel, por sua vez, teve os serviços paralisados em 1988, faltando a escavação de um trecho de 130 metros do total de 300 metros de sua extensão.

Dessa forma, o Túnel 1 funcionou com sentido duplo de circulação. Como o objetivo principal de desafogar o trânsito da área central ainda não era atingido, as obras para conclusão completa do Complexo Viário foram retomadas em 2007.


A CONCLUSÃO DAS OBRAS



O Complexo Viário Joá Penteado foi idealizado em 1983, com um custo estimado em R$ 128 milhões. As obras previam a construção de dois túneis, porém, em 1992, apenas um deles foi concluído.

Por meio de um acordo judicial entre a Prefeitura Municipal de Campinas e a Odebrecht (empresa sucessora da CBPO, que vencera a licitação original e que foi remunerada com recursos municipais e federais), foi resolvido um dos maiores impasses para a conclusão do projeto.

Em 2007, foi determinado a retomada na execução das obras, já que o projeto inacabado era um desperdício do dinheiro público e impedia a viabilização do circuito viário integrado entre Campinas e a Região Metropolitana.

Após algumas paralisações e retomadas, o Túnel 2 foi entregue à circulação em novembro de 2009.


O COMPLEXO VIÁRIO



O Complexo Viário Joá Penteado, a partir de 2009, passou a ser formado por dois túneis com 370 e 450 metros de comprimento, respectivamente. Ligando o Centro à Vila Industrial, se tornou um dos principais trajetos entre a Região Central e os bairros próximos à Rodovia Anhanguera.

Com a nova opção de percurso, as pistas do Túnel 1 levam os motoristas, pela Avenida Ruy de Almeida Barbosa, para a Lix da Cunha e Avenida Campos Salles. Enquanto o Túnel 2 dá acesso à Vila Industrial, à Marginal do Piçarrão e à Avenida Prestes Maia.

A mudança viabilizou o fluxo de veículos para o Anel Viário Engenheiro Rebouças, permitindo acesso às diversas regiões da cidade sem passagem pelo Centro.

Hoje, o Complexo Viário Joá Penteado tem capacidade para receber fluxo diário de 60 mil veículos em seus dois túneis. No entanto, cerca de 40 mil veículos trafegam diariamente pelo local.


ANEL VIÁRIO ENGENHEIRO REBOUÇAS

O projeto do Anel Viário Engenheiro Rebouças foi idealizado para desafogar o trânsito do Centro e interligar bairros periféricos de Campinas sem que o motorista precise passar pela área central da cidade.

As obras complementares do anel são avaliadas em R$ 7,6 milhões e incluem a construção de mais uma pista na marginal do Córrego Piçarrão e a instalação de um acesso direto da Avenida Prestes Maia (uma das principais entradas do município) para o Complexo Viário Joá Penteado.

Além de criar uma nova opção de interligação viária entre os bairros, a Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas (EMDEC) calcula que o uso alternativo do Anel Rebouças resulte na retirada de, pelo menos, 7 mil veículos por dia da região central.

O Anel Rebouças atravessa diversos bairros que circundam a área central. O trajeto completo começa na Vila Industrial e segue pelos bairros Bonfim, Castelo, Taquaral, Cambuí, Jardim Guarani, Jardim Proença, Ponte Preta, Vila Marieta,Vila João Jorge e volta à Vila Industrial.

A maior parte das avenidas já está pronta. Elas formarão um grande corredor, com a Marginal Piçarrão, Avenida Norte-Sul e as vias Luiz Smânio e Alberto Sarmento, entre outras.


CONHEÇA AS VIAS QUE INTEGRAM O ANEL INTERMEDIÁRIO

O Anel da Integração Engenheiro Rebouças, também conhecido como anel intermediário, é composto pela Avenida Abelardo Pompeu do Amaral, Rua Barão de Monte Alegre, Rua Joaquim Vilac, Avenida Alberto Sarmento, Avenida Andrade Neves, Avenida Luís Smânio, Avenida Theodureto de Almeida Camargo, Avenida Dr. Heitor Penteado, Avenida Júlio Prestes, Avenida José de Souza Campos, Avenida Princesa D'Oeste, Avenida Ayrton Senna da Silva, Avenida Monte Castelo, Avenida Ângelo Simões e Marginal do Piçarrão.

Apoio à Pesquisa: Wagner Paulo dos Santos

Fontes: www.fec.unicamp.br

Autor: Juliana Ferreira


Fonte: www.emdec.com.br

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