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RUA CONCEIÇÃO


RUA CONCEIÇÃO, UMA VIA COM MUITA HISTÓRIA



Formosa”. Esse foi o primeiro nome dado à Rua Conceição, por sua localização e aparência. A rua era considerada por todos muito bonita, e acabou sendo batizada com o adjetivo.

Anos depois, passou a denominar-se Boaventura do Amaral.

Em 1883, uma festa para comemorar a inauguração do templo de Nossa Senhora da Conceição estava programada para 8 de dezembro.

Às vésperas das festividades, um grupo de 58 pessoas, todas proprietárias de residências naquela rua, encaminharam um requerimento à Câmara Municipal, solicitando que o nome da via mudasse para Rua Conceição.

Os moradores justificaram o pedido com o argumento de que, já que ela começava em frente à igreja, ambas deveriam ter o mesmo nome.



Entre os anos de 1842 e 1845, abriu-se o quarteirão no trecho entre as ruas Luzitana e Irmã Serafina.

Com o plano de urbanismo desenvolvido na cidade, a rua sofreu várias desapropriações, perdendo a característica residencial que a identificava.

Atualmente, a Conceição concentra um importante polo comercial e até um shopping, no trecho da Francisco Glicério até o cruzamento com a Irmã Serafina.

A partir daí, da Praça Carlos Gomes até a Praça Imprensa Fluminense (mais conhecida como Centro de Convivência Cultural), prevalecem os prédios residenciais, até o seu ponto final na conhecida Figueira do Cambuí.


CATEDRAL – PRINCIPAL VISÃO



Apesar de instalada na Praça José Bonifácio, a melhor visão da Catedral Metropolitana pode ser contemplada da Rua Conceição.

Considerada uma das sete maravilhas de Campinas, a igreja começou a ser levantada em 1807; e só foi concluída em 1883, portanto, 76 anos depois.

Já a Diocese de Campinas se tornou realidade no ano de 1908, quando foi empossado o primeiro bispo, Dom João Batista Corrêa Nery. Por coincidência, Dom Nery nasceu na Rua Conceição, no prédio número 16.


CRUZAMENTO COM A RUA BARÃO DE JAGUARA, ANTIGO CINE RINK



Inaugurado em 1878 como um rinque de patinação, passatempo preferido pela elite cafeeira da época, o prédio ainda serviu para apresentações de circo, lutas, bailes e teatros, até se transformar em cinema.

No dia 12 de abril de 1930, o Rink foi cenário de uma das primeiras apresentações de cinema sonoro em Campinas.

No entanto, no dia 16 de setembro de 1951, o teto do prédio começou a desabar quando os espectadores assistiam à matinê dupla, com os filmes “Os Salteadores” e “Amar foi minha ruína”.

Com capacidade para 1200 pessoas, o Cine Rink estava lotado.

Em poucos minutos, a tragédia deixou 40 mortos e mais de 400 feridos, sendo que muitos deles foram retirados somente na manhã do dia seguinte.

Naquele dia, as atenções estavam voltadas para a partida entre Ponte Preta e XV de Novembro de Piracicaba, no Estádio Moisés Lucarelli.

No intervalo da partida, o sistema de som anunciou o pedido de comparecimento aos portões de saída de médicos que estivessem no estádio.

Campinas ficou paralisada e o comércio não funcionou durante uma semana.

Os alunos das escolas de Campinas que estavam no cinema e se salvaram, mas perderam vários dias de aula, foram beneficiados pela iniciativa do prefeito Miguel Vicente Cury, que determinou que todos fossem aprovados.


CRUZAMENTO COM A RUA DOUTOR QUIRINO, PRINCIPAL JORNAL DA CIDADE



O Edifício Correio Popular, projetado e construído pelo engenheiro e arquiteto Lix da Cunha, foi o sétimo prédio de Campinas e o primeiro da Rua Conceição.

Localizado no cruzamento com a Rua Doutor Quirino, o prédio possui cinco andares, sendo, inicialmente, apenas o 1° pertencente ao jornal.

Adenir Costa Leite trabalha há 50 anos como Analista Contábil no Correio Popular. Ele conta que muitas mudanças aconteceram no local. “O trânsito era muito diferente. A rua era mais estreita e o semáforo que existe no cruzamento com a Rua Luzitana é recente”.

Em 1982, foi inaugurado o Parque Gráfico do jornal na Avenida José de Souza Campos (conhecida como via Norte-Sul), onde passam a funcionar a Redação e o Setor Industrial, que antes estavam instalados no prédio da Rua Conceição.

Nessa via (a Conceição), continuam a funcionar a parte administrativa e comercial do jornal.


NA MESMA QUADRA, OPÇÃO PARA ALMOÇO E DIVERSÃO



Com uma decoração baseada em botequins do Rio de Janeiro e de Minas Gerais, o Bar e Restaurante Facca é um dos preferidos na área central, tanto em horário de almoço, quanto em “esticadinhas” após o horário de trabalho.

Antônio Vicente dos Santos é gerente há 4 anos. Ele afirma que a decoração é um resgate aos antigos botequins cariocas e mineiros. “Esse é o nosso diferencial”.

Na Rua Conceição há 62 anos, o Bar e Restaurante Facca permaneceu fechado por 17 anos e foi reaberto em 2005. O que mais chama atenção, no entanto, é a sua história.

O gerente conta que a iniciativa de abrir o bar foi de um grupo de amigos médicos após a demissão de três funcionários de um outro bar que frequentavam na mesma rua, porém, na quadra anterior, cruzamento com a Rua Barão de Jaguara.

Conhecidos como Faca, Tota e Moçoró, os ex-funcionários, aceitaram o presente e abriram o estabelecimento no mesmo local.


PERTO DA RUA LUZITANA

Outra referência na Rua Conceição é o Shopping Jaraguá, que foi inaugurado em dezembro de 1996, e recebe um fluxo mensal de 60 mil pessoas, contando com 460 vagas de estacionamento.

Logo em cima, o prédio Centro Empresarial Conceição, com 28 andares, é destaque na paisagem central e abriga salas para serviços diversos como advocacia e consultórios médicos e odontológicos.


A HISTÓRIA DA FIGUEIRA



Alguns contam que, numa época em que o final da Rua Conceição ainda era formado só de chácaras e caminhos de terra batida, um homem plantou uma figueira, inconformado com a perda prematura de seu filho.

O pai a regava todos os dias, admirando o crescimento da árvore como se ela representasse seu filho vivo, que estava também crescendo a seu lado.



Hoje, a figueira secular está no coração do bairro Cambuí, no cruzamento das ruas Conceição, Maria Monteiro e Emílio Ribas, e representa um dos pontos turísticos da cidade, pois na época do Natal ela é ornamentada para a festa por empresas da região.

A VIA EM NÚMEROS

Por ligar dois importantes bairros de Campinas, o Centro e o Cambuí, a Rua Conceição tem um fluxo diário de 8 mil carros.

Além disso, ela concentra três pontos de ônibus que recebe 11 linhas do Sistema InterCamp, atendendo 39 mil passageiros/dia.


Fonte: www.emdec.com.br

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