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RUA CORONEL QUIRINO


RUA CORONEL QUIRINO ABRIGA RESERVA FLORESTAL EM MEIO À SELVA DE PEDRA



A história da Rua Coronel Quirino tem início com as constantes inundações no caminho que acompanhava o leito do Córrego do Proença, o mais utilizado pelo povoado local quando a cidade era conhecida, ainda, como Freguesia de Nossa Senhora da Conceição das Campinas do Mato Grosso.

Rodeada por sítios e fazendas, a via era pouco frequentada.

Com as chuvas e o alagamento do caminho principal, onde hoje se encontra a tradicional Norte-Sul, a população passou a desviar da rota inundada, encontrando um caminho mais sólido e paralelo ao que normalmente percorria.

Foi então que aquela pequena estrada de chão de terra batida começou a ser mais utilizada. O progresso do bairro Cambuisal (hoje, Cambuí) tornava o caminho cada vez mais interessante e seguro, servindo, também, às pequenas propriedades rurais.

A oficialização, por sua vez, só aconteceu em 1881. Como denominação, foi proposto, primeiramente, Rua Coronel Quirino Amador Bueno.

No entanto, a Comissão de Obras Públicas foi contrária à escolha e sugeriu a homenagem ao Coronel Joaquim Quirino dos Santos – surgia a Rua Coronel Quirino.

A partir daí, a via passou a receber construções residenciais.

O poder financeiro dos fazendeiros e industriários da cidade transformou o Cambuí em um bairro da elite, com casas de alto padrão em grandes terrenos, característica presente, também, na Coronel Quirino.

Ao longo dos anos, a via ganhou importância no dia a dia da cidade.

No início do século XX, fez parte do itinerário dos bondes em linhas que atendiam ao bairro Cambuí e recebeu alguns estabelecimentos comerciais, como escritórios e consultórios.

Hoje, apesar de contar com importantes áreas de lazer e recreação da cidade, a Rua Coronel Quirino ainda preserva as características iniciais.

No entanto, alguns dos grandes terrenos do passado facilitaram a construção de edifícios e estabelecimentos de maior porte, como bancos e restaurantes.



OS TRADICIONAIS CLUBES DE CAMPINAS

A Rua Coronel Quirino é endereço, ainda, de clubes com longa tradição na cidade.

O primeiro deles é o Clube Campineiro Regatas e Natação.



Fundado em 1918 por um grupo de amigos, o Clube Regatas teve sua primeira sede em Sousas, conhecida como Praça Tio Quim, em homenagem ao primeiro presidente da instituição.

Diferente do que acontece atualmente, o Clube oferecia somente o remo e a natação. Com o passar do tempo, estendeu-se, também, ao basquete, atletismo, vôlei, tênis, futebol e bocha.

Somente em 1935, a diretoria conseguiu, por arrendamento, o terreno no quarteirão das ruas Coronel Silva Teles, Maria Monteiro, Guilherme da Silva e Coronel Quirino, local onde se encontra atualmente.



Bem ao lado, dessa vez com entrada principal pela própria Coronel Quirino, está o Tênis Clube de Campinas, que também faz parte da história da cidade, principalmente com a ideia pioneira de divulgação da prática do “esporte da raquete”.

Com sede, inicialmente, no bairro Bonfim, desde 1913, recebeu a denominação Lawn Tennis Club. A transferência para o Cambuí aconteceu em 1924, já com o atual nome, mas com o mesmo objetivo: difundir a prática do tênis de campo.

O tênis hoje é praticado na Sede Social e na Sede de Campo, contando com quadras, instrutores e professores para os interessados em praticar o esporte.



UMA RESERVA FLORESTAL EM MEIO À SELVA DE PEDRA



O Bosque dos Jequitibás é uma das maiores e mais antigas áreas de lazer da cidade e recebe, anualmente, um milhão de visitantes. Com uma área de lazer com cerca de 100 mil metros quadrados, foi adquirido pelo poder público municipal em 1915. O espaço, porém, já se constituía numa área de banhos e passeios.

Atualmente, o Bosque possui reserva florestal nativa e um zoológico com 300 espécies de aves, répteis e mamíferos (como leões, tigres, lobo guará, arara azul, onça pintada), uma pista de corrida, trenzinho, quiosques, lanchonetes e playground, a casa do Caboclo (réplica em pau a pique de moradia rural), o Museu de História Natural, o Aquário Municipal e o Teatro Carlos Maia.



Priscila Cipriano, 28 anos, costuma passear pelo Bosque com a filha de um ano. “Cansa andar nos shoppings e tem muito sol na Lagoa (do Taquaral). Em dias de muito calor, gosto de passear por aqui para me refrescar”, conta Priscila.

Com a trajetória de espaço de lazer, o Bosque dos Jequitibás recebeu do Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arquitetônico, Artístico e Turístico do Estado de São Paulo (Condephat) o tombamento de seu zoológico, em 1970; do Conselho de Defesa do Patrimônio Artístico e Cultural de Campinas (Condepacc), em 1993, o tombamento de todo o conjunto; e do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (IBAMA), o reconhecimento de seu zoológico, em 1995.



DENTRO DO BOSQUE, O MUSEU DE HISTÓRIA NATURAL



Localizado no Bosque dos Jequitibás, o Museu de História Natural recebe, anualmente, cerca de 100 mil visitantes e é o museu mais frequentado da cidade.

Aberto à visitação pública desde 1939, passou por uma grande reformulação em 1987, com o apoio técnico do Departamento de Zoologia da Unicamp, que modernizou a expografia do espaço.

Com o objetivo de difundir conhecimentos sobre a fauna e a flora e promover a sua conservação, o Museu desenvolve programas de Educação Ambiental, com projetos voltados a crianças, professores e ao público em geral.

O acervo conta com mais de 2000 peças, incluindo mamíferos, aves, répteis, peixes, invertebrados, anfíbios, fósseis e minerais. O local é aberto de terça a domingo, além de feriados, sempre das 9 h ao meio dia e das 13 h às 17 h 30 min.



QUEM FOI CORONEL QUIRINO?



Joaquim Quirino dos Santos nasceu em Campinas, em 1820. Era irmão de Bento Quirino dos Santos e de Francisco Quirino dos Santos, que também denominam praças e ruas da cidade.

Além de comerciante junto com os irmãos, Coronel Quirino ocupou cargos públicos e se destacou durante a epidemia de varíola que assolou a cidade em 1873. Por iniciativa e despesa própria, criou um estabelecimento apropriado para a guarda e cuidados aos contagiados pela doença e a Escola Corrêa de Melo, destinada às crianças carentes, localizada onde hoje está o Terminal Mercado.

Uma curiosidade é que o Coronel foi o introdutor do carnaval na cidade. Para as festividades, promovia bailes e festas em sua própria casa, que ficava na esquina das Ruas Dr. Quirino, naquela época denominada Rua do Comércio, com a Rua Barreto Leme, ainda denominada Rua da Matriz Velha. Nos dias mais movimentados, chegava a jogar jatos de água nos participantes.

Fontes: www.tcc.com.br/home / www.cluberegatas.com.br / www.campinas.sp.gov.br / 

Autor: Juliana Ferreira


Fonte: www.emdec.com.br

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