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RUA GENERAL OSORIO


VIA, NO CENTRO, HOMENAGEIA GENERAL “QUE NÃO COCHILAVA EM SERVIÇO”



O sucesso e o bom desempenho do Brasil na Guerra do Paraguai renderam diversas homenagens aos guerrilheiros e aos nomes dados às batalhas em todo o país.

O mesmo aconteceu em Campinas, uma dessas homenagens está na área central da cidade, com a denominação da Rua General Osório.

Desde 1816, a via era conhecida como Rua das Casinhas por abrigar, na esquina com a Rua Barão de Jaguara, um minimercado municipal com vários boxes, onde era vendido todo tipo de alimento.

No entanto, logo após as festas em comemoração ao término da Guerra do Paraguai, em 1870, a via recebeu a atual denominação. A homenagem foi feita em vida ao general.


QUEM FOI GENERAL OSÓRIO?



Manoel Luís Osório ingressou no Exército em 1824. Passando pelos cargos de tenente, capitão, major, coronel e brigadeiro. Foi, também, deputado provincial, senador do Império, Marechal de Exército e ministro da guerra.

Dentre as batalhas, General Osório participou da Guerra da Tríplice Aliança, da Revolução Farroupilha (1835-1845) e do Exército Brasileiro que participou da Guerra do Paraguai (1865-1870).

Uma história curiosa sobre General Osório aconteceu em um evento da corte. Ao perceber que D. Pedro II cochilava e não prestava atenção nos discursos dos ministros, deixou sua arma cair no chão. O imperador, assustando com o barulho disse: “Acredito que o senhor não deixava cair suas armas quando estava no Paraguai, marechal”. General Osório, por sua vez, retrucou: “Não, majestade, mesmo porque lá nós não cochilávamos em serviço.”


DO PASSADO AOS DIAS ATUAIS


Rua General Osório - 1902

Em seus 2300 metros de extensão, a General Osório tem, atualmente, um fluxo de 8 mil veículos/dia em horários de pico, recebendo 34 linhas do Sistema InterCamp. Com início na Rua Doutor Ricardo e seguindo até a Rua Maria Monteiro, a via já passou por diversas modificações.

Durante o Plano de Urbanismo Prestes Maia, a área central da cidade passou a ter ruas ampliadas para melhorar o trânsito de pedestres e veículos. Em 1956, foram demolidos 66 prédios e a Igreja do Rosário.

Na General Osório não foi diferente. Apesar do alargamento ter acontecido apenas em alguns trechos da via, prédios históricos, como a sede da Associação Campineira de Imprensa, tiveram algumas alas destruídas.


PALÁCIO DA MOGIANA

Localizado no quarteirão composto pela Rua Visconde do Rio Branco, Avenida Campos Salles e Rua General Osório, o Palácio da Mogiana foi construído no final do século XIX para servir de sede à Companhia Mogiana de Estrada de Ferro.

Em estilo neoclássico, o prédio não mantém as características originais. Com o Plano Prestes Maia, em 1953, uma das alas do Palácio foi demolida para o alargamento da Avenida Campos Salles. Em 1998, o prédio foi tombado pelo Condepacc e pelo Condephaat.

Como a Companhia Mogiana de Estrada de Ferro ficou instalada até a década de 1960, o prédio já foi utilizado, também, pelo museu Histórico-Pedagógico Campos Salles, Delegacia Regional de Cultura, Rádio e Televisão Cultura, o Museu Campos Sales e o Museu Puc-Campinas.

Após passar por um processo de restauração, em uma parceria entre o poder público e a iniciativa privada, o prédio abriga hoje a Secretaria de Trabalho e Renda da Prefeitura de Campinas.


AS VELHAS SALAS DE CINEMA NO CENTRO


Cine Voga

A Rua General Osório já recebeu importantes espaços para o lazer da população. Na esquina com a Avenida Anchieta, o Cine Voga era utilizado, principalmente, pelos estudantes da Escola Carlos Gomes.

Inaugurado em 1941, o cinema passou por reformas e, para “inovar” mudou a denominação para Cine Jequitibá, em 1969. Com as mesmas características iniciais, funcionou até 2004.

Já na esquina com a Regente Feijó, instalou-se o último cinema a ser construído na área central e o último a ser demolido. O Cine Windsor foi construído na década de 1950 e, por sua grande imponência, era frequentado pela elite da cidade.

Com um saguão em mármore e carpetes vermelhos, o cinema já chegou a ter 1,8 poltronas. Era ali que aconteciam grandes lançamentos cinematográficos da época. Nele, as pessoas iam para ver e serem vistas.

De propriedade da Irmandade de Misericórdia de Campinas, o cinema mudava suas características principais com a troca na administração. Em 2006, o prédio foi lacrado pela Prefeitura.


TRADIÇÃO: A BANCA DO ALEMÃO



Uma das principais referências localizada no Largo do Rosário, a Banca do Alemão está na General Osório desde 1959.

Ademir Falsarella, 57, conta que o pai veio para Campinas com 19 anos. Após trabalhar de vendedor de jornais e revistas dentro do trem, Alemão (apelido que ganhou por suas características físicas) ganhou a banca do ex-patrão.

Falsarella, que ajudou o pai no comércio desde os sete anos, continuou com a tradição da família. Morador da Avenida Francisco Glicério, Falsarella vai até a banca, todos os dias, a pé. “Pelo tempo que estou aqui, todos já me conhecem. Passo pela rua brincando e conversando com o pessoal.”, afirma.

Hoje, Falsarella tem a ajuda dos três filhos. A Banca do Alemão funciona de segunda à sexta-feira, das 5 às 23 horas; e, aos domingos, das 5 às 21 horas.


HOMENAGEM: O BUSTO DE LEOPOLDO DO AMARAL



Já na Praça Imprensa Fluminense, conhecida, também, como Centro de Convivência, está o busto de Leopoldo de Amaral, desde 1956, bem próximo à General Osório.

Campineiro, Leopoldo foi historiador e jornalista. E teve sua obra reconhecida em razão dos inúmeros artigos e crônicas escritos para jornais e diversos livros publicados, principalmente, relacionados à história da cidade.

Apoio à Pesquisa: Wagner Paulo dos Santos

Fontes: / http://www.centrodememoria.unicamp.br/ http://www.historiabrasileira.com/biografias/general-osorio/

Autor: Juliana Ferreira


Fonte: www.emdec.com.br

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