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RUA JOSÉ DE ALENCAR


RUA JOSÉ DE ALENCAR RECEBIA CONVIDADOS ILUSTRES NO FINAL DO SÉCULO 19



A Rua José de Alencar fica localizada na área central da cidade, onde se concentra um grande polo de comércio popular. A via cruza a principal rua deste tipo de comércio, a Treze de Maio.

Com 850 metros de extensão, a José de Alencar começa na Avenida Prefeito José Nicolau Ludgero Maselli; e termina na Rua Costa Aguiar.

Antes de ter o nome atual, a rua era conhecida popularmente como “Rua do Teatro”, por causa do Teatro São Carlos, que ali estava desde 1847. O local era ponto de encontro da sociedade campineira.

Campinas, na época, já era uma importante cidade do Estado. Portanto, tudo o que estava em evidência na capital, chegava à cidade tempos depois. Com as peças de teatro não era diferente. O Teatro São Carlos possuía recursos para manter companhias teatrais durante longas temporadas.

A peça teatral “A Dama das Camélias” é um exemplo de espetáculo que foi apresentado em São Paulo; e, depois, veio para Campinas. Este evento em particular causou uma grande repercussão na cidade, sendo o principal assunto dos cavalheiros da época. Isso aconteceu porque a peça era estrelada pela atriz francesa Sarah Bernhardt, que era tida como um exemplo de talento e beleza. O acolhimento da artista no Brasil teve grande repercussão mundial.

A famosa atriz veio de São Paulo em um trem especial; e apresentou a peça de Alexandre Dumas Filho, em francês.



Em 1922, o teatro foi demolido para que fosse construído outro em seu lugar: o Teatro Municipal, o mais rico e mais amplo do interior paulista. Em 1965, no entanto, também foi demolido.

Com a construção do novo teatro, a rua ficou dividida em duas partes: a de cima continuou com o mesmo nome (José de Alencar, popular Rua do Teatro); e a parte de baixo passou a se chamar Dr. Ernesto Kuhlmann.

O nome foi dado à via em 1884 por sugestão de um vereador da época. O objetivo era, além de homenagear José de Alencar, fazer uma ligação entre o nome dado à rua e o teatro que havia ali. Vale lembrar que José de Alencar também escreveu peças, que em diversas ocasiões foram encenadas no palco do Teatro São Carlos.


QUEM FOI JOSÉ DE ALENCAR?



Um dos principais nomes do romantismo brasileiro, José Martiniano Alencar é considerado o fundador do romance de temática nacional. Nasceu no Ceará, na cidade de Macejana, em 1° de maio de 1829. Cursou direito em São Paulo e em Olinda, entre 1845 e 1850. Ainda estudante, publicou os primeiros trabalhos literários.

Sua família se mudou para o Rio de Janeiro, capital do país na época. Depois de concluir o ensino básico na capital e cursar Direito em São Paulo, se fixou no Rio de Janeiro, onde atuou como advogado e jornalista. Em 1856, publicou o primeiro romance, “Cinco Minutos”, seguido de “A Viuvinha”. No entanto, foi com o “O Guarani” que alcançou notoriedade. Esses romances foram publicados primeiramente em jornais; e só depois viraram livros.

José de Alencar, filho de ministro, também exerceu cargo político. Em 1859, se tornou chefe da Secretaria do Ministério da Justiça; e, depois, consultor do mesmo órgão. Em 1860 ingressou na política, como deputado estadual no Ceará, sempre militando pelo Partido Conservador (Brasil Império). Em 1868, foi ministro da Justiça, ocupando o cargo até janeiro de 1870. Um ano antes, se candidatou ao Senado do Império, mas o Imperador D. Pedro II não o escolheu por ser muito jovem ainda.

Embora tenha exercido importantes cargos políticos, foi como escritor que mais se destacou. Sua obra traça um perfil da sociedade da época e dá uma personalidade mais brasileira aos textos produzidos no país, que antes possuíam uma aura mais lusitana. Sua literatura tinha a preocupação de buscar uma identidade nacional, seja quando descreve a sociedade burguesa do Rio de Janeiro, seja quando se volta para temas relacionados aos índios e aos sertanejos.

Tuberculoso, José de Alencar foi para e Europa em busca de tratamento; mas não obteve resultado. Em 1877 morreu, no Rio de Janeiro, aos 48 anos.

Fontes: Livro: Ruas da Época Imperial – Edmo Goulart / educacao.uol.com.br/biografias/ guiadoestudante.abril.com.br/


Fonte: www.emdec.com.br

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