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RUA MAJOR SÓLON


MAJOR SÓLON – UM CAMINHO DE ÁGUAS CANALIZADAS SOB O ASFALTO


Rua Major Sólon - 1968

Quem passa diariamente pela Rua Major Sólon não imagina a quantidade de água que passa por baixo do asfalto e das casas da região.

Onde hoje existe um posto de gasolina, na esquina com a Avenida Anchieta, havia uma bica, que era conhecida como “Bica do Juca Aleijado”. Na época, a água da bica era utilizada para o abastecimento diário das moradias da vila.

Atualmente, a água ainda passa por lá, mas canalizada. “Se você cavar meio metro de qualquer ponto do chão aqui, sai muita água”, conta Arquimedes dos Santos, funcionário do posto há cinquenta anos.

A maioria da rua é tomada por prédios e casas. O hotel Cambuí Hotel Residence é procurado pela tranquilidade e fácil localização. “Os hóspedes gostam daqui porque é perto do Centro, além de ser calmo”, conta o recepcionista Adriano, que trabalha há sete anos na Rua Major Sólon.

Hoje, a rua liga pontos do Centro de Campinas, atravessando o bairro Cambuí. Entre o final do século XVIII e o início do século XIX, ela era conhecida por ligar Campinas às cidades e vilas vizinhas, pelo caminho dos Goiases.

Com o passar do tempo, a via já teve pelo menos cinco nomes. Começou com Rua de Mogi, por conduzir os moradores para a Vila de Mogi Mirim.



Depois, com o desenvolvimento do Largo Santa Cruz e a implantação do comércio na região, a via começou a ser usada pelos trabalhadores da região.

Para alcançar o largo, as pessoas precisavam atravessar o riacho do Tanquinho (que hoje segue o direcionamento da Avenida Anchieta). Por esse motivo, a rua ficou conhecida como Rua do Rio.

Em meados do século XIX, uma ponte foi construída com pranchões de madeira no local da travessia do riacho, exatamente onde se cruzam a Rua Major Sólon e a Avenida Anchieta. A rua ficou então conhecida como Rua da Ponte do Rio, e a ponte como “Ponte de Santa Cruz”.

Em 1846, Campinas despontava no cenário nacional, pela alta produção de café. O Imperador Dom Pedro II veio então visitar a cidade. Em 1848, a Câmara de Vereadores resolveu batizar a via como Rua do Imperador, em homenagem a essa visita. Um mês depois, quando foi confirmado que Dom Pedro nem sequer passou por lá, o nome da rua mudou para Rua da Ponte.



O nome oficial de Rua Major Sólon veio em homenagem aos serviços que ele prestou à nação brasileira. Na época, Frederico Sólon de Sampaio Ribeiro, natural de Porto Alegre (RS), fazia parte da campanha republicana.

Como tenente do exército imperial brasileiro, ele participou da Guerra do Paraguai. Com o advento da República, Sólon ficou responsável por intimar Dom Pedro II a deixar o país com toda a família imperial.

Em 25 de novembro de 1889, a rua recebeu seu nome. Ele ainda estava vivo para receber a homenagem.


MONUMENTO AOS HERÓIS DA LAGUNA



Na Rua Major Sólon fica a homenagem de Campinas aos soldados que passaram por aqui antes de ir para a guerra. Ao lado da praça XV de Novembro, que fica no Largo Santa Cruz, pode ser visto um monumento (uma pedra) que marca o lugar exato onde acamparam cerca de 1700 soldados, por volta de 1865.

Na época, Brasil, Argentina e Uruguai se uniram para combater o Paraguai, na guerra que ficou conhecida como Guerra da Tríplice Aliança. Quando o estado do Mato Grosso do Sul foi invadido pelos paraguaios, o governo brasileiro enviou o exército para expulsá-los.

Parte do exército saiu de Santos e acampou em Campinas. Chegando ao seu destino, a tropa se deparou com falta de alimentos, clima instável e doenças, além da própria batalha. Então, o exército decidiu se retirar de lá, para salvar o máximo de vidas possíveis – o episódio ficou conhecido como “retirada da Laguna”.

A homenagem feita na praça chama os soldados de “Heróis de Laguna” por tudo que enfrentaram.

Apoio à Pesquisa: Wagner Paulo dos Santos

Autor: Marília Varoni


Fonte: www.emdec.com.br

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