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RUA PROENÇA


PROENÇA HOMENAGEIA FAZENDEIRO ILUSTRE



A Proença faz parte da história da minha família. Já brinquei nesta rua, em um campinho, com meus vizinhos e amigos. Já atravessei, várias vezes, parte dela para chegar ao Bosque dos Jequitibás. Já vi muita coisa mudar”. Não muito diferente da história de outras vias da cidade, a Rua Proença também já passou por diversas alterações. Os principais observadores dessas mudanças são, obviamente, os moradores da via.

A frase é de Vera Regina Vasco Camilo, 48, uma moradora da Proença desde que nasceu. A família Vasco Camilo está no mesmo endereço há mais de 80 anos. “Minha avó, meu pai, eu, meus irmãos e meus filhos nascemos aqui e moramos na mesma casa desde o nascimento”, explica.

Por esse motivo, importantes momentos da história da família aconteceram na via. Alguns dos mais marcantes foram as festas de casamento. “A minha e a do meu irmão lotaram a rua de carros. Tinham mais de 80 pessoas em cada festa”.

Histórias, tradições e momentos marcantes podem se encaixar, também, na família de Olga Fábio Rodrigues, 86. Mineira, Olga veio para Campinas em 1963 e, desde então, a Rua Proença é seu endereço residencial.

Eu gosto muito daqui. Tivemos nosso filho. Hoje, tenho netos e não tenho vontade nenhuma de me mudar.” Ela conta que desde o falecimento do marido e o casamento do filho, passou a morar sozinha na casa instalada na via.

No entanto, apesar de todas as famílias que por ali passaram, estão ou ainda virão, um dos moradores mais importantes da via foi Antônio Manoel Proença, responsável pela atual nomenclatura da via.



Dono de uma fazenda que, hoje, ultrapassa o Estádio Brinco de Ouro e o Bosque São José, Antônio Proença cedeu algumas terras para a criação da via que hoje leva seu sobrenome.

Antônio Manoel Proença nasceu, em Santos, em 1833, e aqui, faleceu, em 1904. Entre os trabalhos realizados para a cidade, Proença foi diretor da Companhia Mogiana de Estradas de Ferro, da Companhia Campineira de Iluminação a gás e um dos responsáveis pela construção do Teatro São Carlos e do Hospital Irmãos Penteado.

A via e o transporte público: dos bondes aos ônibus

Com a necessidade de prolongar os limites da cidade, que estava restrito às ruas centrais, a Câmara Municipal decidiu, em 1884, criar uma nova via que partia da atual Rua Barão de Jaguara.

A partir daí, a Rua Proença passou a ter uma importância significativa para o fluxo de pessoas e veículos, já que ela é responsável por ligar o Centro a bairros tradicionais da cidade.

A via se transformou, consequentemente, em um ponto estratégico para o itinerário dos transportes públicos. A partir da década de 1930, a Proença fez parte da rota da linha n° 12 do bonde elétrico.

Denominado como “Proença” e depois “Bosque”, o veículo partia da Praça Visconde de Indaiatuba e seguia pelas vias General Osório, Boaventura do Amaral, Duque de Caxias, Padre Vieira, Proença; e descia pela Barão de Jaguara até à praça inicial.

Hoje, a Rua Proença faz parte do itinerário dos ônibus. Oito linhas passam pela via, levando os usuários do Sistema InterCamp ao Terminal Ramos de Azevedo e a bairros como Swift, Jardim São Fernando, Notre Dame e Castelo.


O CÓRREGO


Ao fundo, o estadio do Guarani.

Com a construção da malha viária e a sua pavimentação, a via deixou de ter, em seu cenário, o córrego Proença. Inicialmente conhecido como córrego dos Lava-pés, o riacho nasce bem próximo à Universidade Paulista – UNIP; e segue até a Avenida Norte-Sul.

Durante seu trajeto, o córrego descia pela Rua Proença e, ao lado do Estádio Brinco de Ouro, formava uma represa, conhecida como Tanque da Baronesa.

Assim como diversos outros córregos da cidade, o Proença teve suas águas canalizadas pelo acelerado crescimento urbano.


ASSISTÊNCIA AOS ADOLECENTES



A Rua Proença é, também, endereço de uma ONG destinada aos trabalhos com adolescentes infratores. Denominada como Centro de Orientação ao Adolescente de Campinas - Comec, a entidade possui duas unidades na via.

Fundado em 1980, o Comec realiza atividades com os adolescentes que cometeram delitos com programas como o Programa de Aprendizagem Profissional, que visa inserir os jovens no mercado de trabalho; e o de Prestação de Serviços à Comunidade, através de um acompanhamento dos adolescentes durante o período de cumprimento de medida sócio-educativa.

Conforme Marili Foltran, coordenadora geral da ONG, o Comec é essencial para a reabilitação dos jovens. “Além do trabalho com os adolescentes, nós acompanhamos e orientamos as famílias deles. Isso é extremamente importante para reintegrá-los no convívio familiar e social”, explica.

Fontes: http://pro-memoria-de-campinas-sp.blogspot.com / http://www.comec.org.br/

Autor: Juliana Ferreira


Fonte: www.emdec.com.br

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