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RUA REGENTE FEIJÓ


REGENTE FEIJÓ: VIA FOI ENDEREÇO DE ILUSTRES COMO CARLOS GOMES



Regente Feijó nomeia a rua do centro da cidade de Campinas há mais de 140 anos. Em 1871, Ricardo Gumbleton Daunt, personalidade influente e religiosa, propôs, à Câmara Municipal, a homenagem ao padre e político Diogo Antônio Feijó, por seu alto mérito cívico e por ter morado na via.

O padre residiu durante muitos anos naquela rua, no trecho entre as vias General Osório e Bernardino de Campos, no atual número 1201, onde hoje funciona um estacionamento.

Carlos Gomes, famoso músico campineiro, também nasceu nesta rua, onde atualmente se encontra o número 1251. Hoje, fica no local um prédio com escritórios de advocacia, engenharia e de outras áreas.



Com 1,6 metros de extensão, a rua, antes ser batizada com o nome do padre, era chamada de Rua da Matriz Nova, por causa da nova catedral construída ali e inaugurada em 1883; a antiga ficava na Rua Barreto Leme.

Até 1941, a Rua Regente Feijó terminava na Rua Marechal Deodoro, porque nela ficava o quartel da Força Pública. O muro que cercava o pátio do prédio impedia sua continuação. Mais tarde, com a mudança do quartel para a Avenida João Jorge, a via foi prolongada até a Rua Delfino Cintra.

No início do Século 20, a cidade tinha, aproximadamente, 38 mil habitantes e cinco mil prédios. A Rua Regente Feijó era uma das mais importantes porque tinha a maior quantidade de prédios na época.


PALÁCIO DOS AZULEJOS



Na via fica o Palácio dos Azulejos, construído em 1878 por Joaquim Ferreira Penteado. O prédio, com azulejos portugueses, cristais belgas, lustres franceses e mármores italianos, também conhecido como Solar do Barão de Itatiba.

Em 1908, com a saída dos herdeiros do Barão, o Palácio dos Azulejos foi utilizado como sede oficial da Prefeitura Municipal de Campinas até 1969.

O Palácio dos Azulejos é uma edificação considerada patrimônio nacional, tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), em 1967. Também reconhecido como patrimônio estadual e municipal, foi tombado pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico (CONDEPHAAT) em 1981; e pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Artístico e Cultural de Campinas (CONDEPACC) em 1988.

Desde 1996, funciona no local o Museu da Imagem e do Som (MIS), que foi viabilizado pelo poder público municipal em 1975, a partir da idealização de intelectuais e artistas da região, envolvidos na produção de difusão dos diversos tipos de arte.



O objetivo do local é preservar e reunir arquivos históricos audiovisuais de Campinas e região que eram guardados em vários museus espalhados pela cidade ou integrando coleções particulares.

Inês Beraldo é colecionadora de música infantil brasileira e possui mais de três mil discos. Ela é frequentadora assídua do MIS, visita o local aproximadamente três vezes por semana para pesquisar no acervo musical do museu.

O MIS tem porta aberta para todo mundo. É um ponto cultural muito importante e gratuito”, destaca. Outro diferencial que a gente tem é o atendimento. Temos acesso a todos os funcionários que trabalham aqui. A linguagem é diferente dos outros museus” completa.

A programação cultural do museu envolve seminários, cursos nas mais variadas modalidades de arte, discussões sobre a produção cultural, exposições, oficinas entre outras atividades.

É bom saber que o trabalho chega em algumas pessoas. Infelizmente o acesso ainda é pequeno, mas está melhorando. Os encontros são instrutivos e informativos, então quando as pessoas descobrem o MIS, gostam e acabam voltando”, diz a professora de orquestra e responsável pelo setor de música do MIS, Flávia Lodi.


QUEM FOI REGENTE FEIJÓ?



Diogo Antônio Feijó, conhecido como o Regente Feijó se tornou padre em 1809, exercendo o sacerdócio nas cidades de Parnaíba, Guaratinguetá e Campinas.

Foi professor de história, geografia e francês. Mais tarde, se mudou para Itu, onde exerceu seu primeiro cargo político como vereador.

Em 1821, foi eleito deputado junto às Cortes Gerais e Extraordinárias de Lisboa. No entanto, por defender ideias separatistas, foi perseguido pela Coroa Portuguesa e acabou se exilando na Inglaterra.

Após a Proclamação da Independência voltou ao Brasil e assumiu o cargo de deputado geral por São Paulo nos anos de 1826 e, mais tarde, em 1830. O padre se destacou no cargo por sua defesa ao fim do celibato para os padres e por suas críticas ao governo de Dom Pedro 1°.

Depois foi senador pelo Estado do Rio de Janeiro até 1839, quando uma paralisia do lado esquerdo do corpo obrigou-o a permanecer em São Paulo para tratamento, tendo voltado ao Rio de Janeiro para assistir à coroação de D. Pedro 2o.

Participante da articulação da Revolução Liberal de 1842, foi preso em Sorocaba e levado para Vitória (ES). Libertado após poucos meses, apresentou sua defesa no Senado em 1843.

Faleceu em São Paulo, em novembro do mesmo ano, aos 59 anos, antes da promulgação da sentença no processo movido contra ele no Senado.

O município do Estado de São Paulo, Regente Feijó, foi assim batizado em homenagem ao primeiro regente uno do Império, e seus restos mortais encontram-se na cripta da Sé de São Paulo.

Fontes: http://pro-memoria-de-campinas-sp.blogspot.com/ http://educacao.uol.com.br

Autor: Hugo Xavier


Fonte: www.emdec.com.br

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