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RUA SACRAMENTO


SINO DENOMINA VIA NA ÁREA CENTRAL



Muita gente se pergunta por que a Rua Sacramento é denominada com esse nome. A resposta não é tão óbvia: já que não há uma homenagem a nenhum ilustre, nem uma data comemorativa ou um fato histórico.

Sacramento tem origem na referência ao sino instalado na Basílica do Carmo. Esse nome foi oficializado em 1848. Mas em relação ao sino, a história conta que foi fundido em 1847, doado à Irmandade do Santíssimo Sacramento; e, então, colocado na torre em frente da primeira Igreja Matriz de Campinas, hoje a Basílica do Carmo, junto ao canto esquerdo de sua fachada, bem próximo à via.

Em 1848, a Rua Sacramento era composta por apenas duas quadras. Somente em 1869 é que se estendeu até a “Rua dos Alecrins”, hoje Rua 14 de Dezembro.

No entanto, em 1870, o sino foi removido da torre e só voltou a ser utilizado, novamente, em 1883. Dessa vez, na atual Catedral Metropolitana de Campinas, depois de sua inauguração.



Com 1200 metros de extensão, a Rua Sacramento tem início no Centro, na Praça Antônio Pompeu, passando em pontos conhecidos como a Basílica do Carmo e o SENAC, e chega até a Avenida Barão de Itapura, já no bairro Vila Itapura.

Eduardo Rufino é taxista e trabalha há 30 anos no ponto de táxi da via. Ele afirma que tanto a rua, quanto o ponto podem ser considerados movimentados. “A Sacramento mudou muito do tempo. Até o sentido de direção na quadra já foi invertido”. Para ele, passar informações sobre lugares, ruas e ônibus acontece frequentemente. “Sempre tem alguém perdido que pede ajuda para nós, mas eu gosto e me sinto orgulhoso em poder atender a todos, de jovens a idosos”.

Maria Glória Marcolino Carlos, servente há 25 anos na Escola Municipal de Educação Infantil Dr. Perseu Leite de Barros, também assegura que a via já foi muito diferente. “Hoje a rua tem mais opções para atender à população. Quando comecei a trabalhar aqui, não tinha tantos restaurantes e padarias. Com certeza, essas mudanças mudaram o perfil da via.”

Para chegar ao trabalho, Maria Glória utiliza o Sistema do InterCamp e é usuária do Bilhete Único. “Eu me sinto muito mais segura desde a implantação do cartão, porque agora não preciso mais ficar carregando dinheiro. Ainda tem a vantagem de ser mais prático, já que não tenho que esperar troco do cobrador. É só passar o cartão e rodar a roleta”, afirma.


FEIRA DE ARTESANATO



A Praça Antônio Pompeo conta, ainda, com feiras livres todas as quintas e sextas-feiras, das 8 às 18 horas. No local, há mais de 10 anos, a feira teve início, junto com o projeto Cinema na Praça, que exibia gratuitamente filmes durante a noite. Para exibição, eram instalados um telão logo em frente ao monumento de Carlos Gomes e diversas cadeiras para o público.

Mesmo com o fim do projeto, a feira continuou com suas atividades. Marilza Aparecido Melo Geremias é coordenadora há 8 anos e conta que já passou pelas mais diversas situações. “Nós começamos com apenas 5 barracas e já chegamos ao número máximo de 150. Já tentaram acabar com a feira, mas com muito esforço, conseguimos continuar aqui.”

Atualmente, a praça conta em média com 50 barracas dos mais diversos tipos de artesanatos e comidas típicas. Luís Henrique de Camargo Barros é um dos feirantes mais antigos. “Eu comecei quando a feira foi inaugurada e estou no mesmo cantinho desde o início”. Barros é apicultor e mantém a tradição da família. A produção e a embalagem ficam por conta do pai, em um sítio no interior de São Paulo. “Eu faço a distribuição para toda a região e vendo aqui, na feira, com o apoio de toda a minha família”, afirma.

Conhecida por todos como tia Maria, Maria Aparecida da Silva M. Gonçalves tem a tradicional e mais antiga barraca de pastel da feira. “O pastel é minha fonte de renda. Eu já vendi na Feira Hippie, 18 anos atrás; mas eu preferi ficar só aqui. Além dos finais de semana livre, o ambiente é agradável e o público grande.”


BASÍLICA DO CARMO



A paróquia Nossa Senhora do Carmo, no Centro de Campinas, foi criada em 1870, pela Lei Provincial de 18 de abril do mesmo ano, resultando do desmembramento da paróquia da Conceição e recebendo a denominação de Santa Cruz e, posteriormente, foi denominada paróquia Nossa Senhora do Carmo.

Pode-se dizer que, dos monumentos campineiros, a Basílica do Carmo é o mais campineiro. O prédio foi construído em estilo eclético ou, mais precisamente, neogótico. Na última década do século XIX, passou por uma significativa restauração.

Além do valor arquitetônico do edifício, com suas duas torres altaneiras, a igreja guarda os despojos de Barreto Leme, fundador de Campinas, ali sepultado em 1782.

Foram, ainda, batizados na Basílica importantes nomes conhecidos na história da cidade: Carlos Gomes, Júlio de Mesquita, Francisco Glicério, Campos Salles, Dr. Quirino, D. Nery e D. Barreto, entre outros.

A Basílica e a praça Bento Quirino constituem o berço natal de Campinas, marco de fundação da cidade. A imagem de Nossa Senhora do Carmo, produzida em Barcelona, Espanha, em 1871, foi esculpida em madeira, em bloco único, no final do século XIX e está centralizada no altar-mor. Já, os dois relógios, com mostruário de louça, que se encontram nas torres, pertenceram à antiga cadeia pública de Campinas.

A Basílica do Carmo, como pode ser vista hoje, foi reinaugurada em 1940, após ter sido reconstruída sob os fundamentos da matriz antiga de taipa de pilão. O projeto da igreja previa uma edificação mais alta, em legítimo estilo gótico, mas a crise do café, durante a construção, diminuiu os recursos, baixando a altura do templo.

A Basílica mede 18,50 m de frente e 52,20 m de fundo. A nave central mede 9 m e cada uma das naves laterais 4,5 m. Para a maioria dos campineiros, a Basílica do Carmo constitui não apenas um marco histórico e religioso, mas um santuário por excelência.


SENAC



Instalado também na Sacramento, desde 1947, o Senac Campinas funciona no número 490. A instituição de ensino abre suas portas de segunda a sexta-feira, nos períodos da manhã, tarde e noite; e, ainda aos sábados de manhã e à tarde.

Oferece cursos técnicos, pós-graduação, cursos livres e cursos de desenvolvimento social voltados á capacitação de jovens e adultos para o mercado de trabalho. Há cursos nas áreas de Administração e Negócios, Enfermagem, Finanças e Contabilidade, Fotografia, Hotelaria, Logística, Meio Ambiente, Moda, Tecnologia da Informação, Saúde e Bem-Estar, Comércio Exterior, entre outros.


CURIOSIDADES



- Marco Zero - Localizado entre as ruas Barreto Leme, Sacramento, Barão de Jaguara e Avenida Benjamin Constant, está o "Marco Zero" de Campinas.

Na atual Praça Bento Quirino é ainda possível ver dois monumentos importantes: o monumento-túmulo de Antônio Carlos Gomes (há uma cópia desse monumento em frente ao Teatro Municipal do Rio de Janeiro) e o monumento a Bento Quirino dos Santos. Ficando ao lado das praças está a Igreja do Carmo.


- Bondes - De 1879 a 1968, Campinas contou com a presença dos bondes como meio de transporte. Dentre as diversas linhas que circulavam pela cidade, duas tinham em seus itinerários a Rua Sacramento. Uma delas, denominada como Linha n° 4 – Taquaral. Ela partia da Praça Bento Quirino e passava pelas ruas Sacramento, Marechal Deodoro, Dr. Quirino, Major Sólon, Paula Bueno até a Amador Bueno, de onde retornava pelo mesmo percurso.

Já a Linha n° 10 – Castelo, também tinha como ponto de partida a Praça Bento Quirino, seguindo pelas ruas Sacramento, Marechal Deodoro, Dr. Quirino, Avenida Dona Libânia, Avenida Orosimbo Maia, Avenida Brasil, ruas Joana de Gusmão, Barros Monteiro, Pereira Tangerino e Oliveira Cardoso, próximo à Torre do Castelo. A volta era pelo mesmo itinerário.



- Homenagem - Durante a epidemia da febre amarela de 1889, Bento Quirino prestou diversos serviços à cidade. Como forma de reconhecimento, a população mandou colocar na fachada de seu estabelecimento e residência uma placa. Hoje, instalada no cruzamento da Rua Sacramento com a Avenida Benjamin Constant. Curiosamente ela passou pelos anos e século intacta em seu lugar.

Gratidão eterna do povo campineiro a Casa Santos, Irmão & Nogueira pelos relevantes e inolvidaveis serviços a elle prestados durante a epidemia de 1889” é o que se lê na placa colocada em 1889 para agradecer a ajuda dada.

Fontes: http://www.basilicadocarmocampinas.org.br/historico.htm

Assessoria de Imprensa SENAC

Autoras: Juliana Ferreira e Marília Varoni


Fonte: www.emdec.com.br

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