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VIA EXPRESSA AQUIDABAN


TRANSFORMAÇÕES NA AQUIDABAN AMPLIARAM A IMPORTÂNCIA DA AVENIDA



Originada da língua tupi-guarani, aquidaban significa “entre rios, terras férteis e aguadas”. Por esse motivo, a palavra passou a denominar diversas cidades do país, empresas comerciais e um rio que banha o Paraguai, este último com grande importância histórica para o continente latino.

O destaque do Rio Aquidaban, localizado entre a cidade de Concepción (no Paraguai) e o estado do Mato Grosso, está relacionado com a Guerra do Paraguai. Nele, aconteceu a última grande batalha entre os guerrilheiros, em 1870.

A Guerra do Paraguai foi travada entre o Paraguai e a Tríplice Aliança, composta por Brasil, Argentina e Uruguai. Com início em 1864, foi o maior conflito armado internacional ocorrido na América do Sul.

Em Campinas, em homenagem ao fim da guerra, os vereadores determinaram que a pequena via próxima ao Largo do Tanquinho, no Centro, até então sem qualquer denominação, passaria a ser chamada como Rua Aquidaban.

Sem calçamento, estreita e pouco extensa, a Aquidaban só começou a ganhar importância com a chegada da ferrovia na cidade. Influenciada pela Estação Ferroviária, a via cresceu no sentido do Bosque dos Jequitibás, principalmente a partir de 1893, após a epidemia de febre amarela.

A Aquidaban, no entanto, não tinha uma importância viária significativa para a cidade. Um dos motivos foi a criação da Rua Proença e o crescimento da atual Avenida Moraes Sales.

Segundo o historiador Wagner Paulo dos Santos, a via não tinha uma função específica à população. “A Aquidaban conduzia o povo do nada a lugar nenhum”, conta Wagner.


A REMODELAÇÃO DA AQUIDABAN


Construção da Via Expressa - 1973

A falta de importância da Rua Aquidaban, que até então estava limitada entre o muro da Companhia Paulista de Estradas de Ferro e o Bosque dos Jequitibás, durou até a década de 1970.

Nesse período, o Plano de Remodelação da cidade previa transformar a Aquidaban em uma grande avenida.

Além do duplo sentido de circulação, em seu interior seria criada uma via expressa, denominada como Via Expressa Waldemar Paschoal, destinada à circulação e fluxo dos veículos.


OS PRÓS E CONTRAS


Construção da Via Expressa - 1974

Com os novos planos previstos para a Aquidaban, aumentaram a expectativa de alguns setores da cidade e, ao mesmo tempo, as reclamações em torno das mudanças que as novidades trariam.

A primeira delas estava relacionada com a possível destruição do Bosque dos Jequitibás para as obras de extensão da via.

Diante da possibilidade, um movimento ecológico contra a construção da Avenida teve início.

Após diversos acordos, o Plano de Remodelação foi alterado e, felizmente, não houve qualquer alteração na mata.

Além do problema ecológico, as obras previam a desapropriação e a demolição de centenas de imóveis, já que a Aquidaban se transformaria na avenida mais larga da cidade.

Luís Otávio Oliveira, 54, tem lembranças dessa época. Seu avô, Sebastião Oliveira, estava entre os moradores que corriam risco de perder suas casas.

Morador da Rua Regente Feijó, Luís relembra dos passeios que fazia com o avô, pela região. “Eu lembro que tinha um ponto de táxi onde hoje é a via expressa. Enquanto meu avô conversava com alguns amigos, eu brincava no Largo do Pará”, relembra.

Ele conta que apesar de ter escapado da desapropriação, seu avô ficou triste pela perda dos vizinhos. Por esse motivo, logo após o início das obras, decidiu pela venda da casa. “Era muito gostoso morar ali, mas depois das demolições a casa do meu avô ficou isolada, já que foi uma das únicas a permanecer em pé.”

Apesar dos receios, diversos estabelecimentos comerciais se interessaram pelo local, antes mesmo da conclusão das obras.

Em registros históricos, como livros e reportagens de jornais da época, a nova avenida ofereceria condições adequadas para a construção de vários edifícios, dos mais variados tipos de comércio.

Entre as organizações interessadas, estavam restaurantes, agências de turismo, agências bancários, butiques, farmácias, institutos de beleza e mercearias.

Segundo planejavam, os prédios não poderiam ter mais do que dez andares e as áreas verdes deveriam ser valorizadas.


PLANO CONCRETIZADO


Via Expressa Waldemar Paschoal- 1991

Apesar dos impasses iniciais, as obras de abertura da Avenida Aquidaban terminaram em 1975. A partir daí, a Via Expressa Waldemar Paschoal passou a ter grande importância no cenário urbano da cidade.

Responsável por ligar a região central da cidade e o bairro Cambuí, a Avenida é, também, a principal ligação entre a região próxima ao Bosque dos Jequitibás e o Complexo Viário Joá Penteado.

Ao contrário da falta de importância antes da remodelação, a Aquidaban passou a receber cerca de 20 mil carros/ dia. A Via Expressa, por sua vez, passou a ter, nos dias úteis, um fluxo diário de 32 mil carros.

Segundo dados da Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas (EMDEC) de 2007, a Via Expressa Waldemar Paschoal é uma das mais movimentadas da cidade, ultrapassando, inclusive, as grandes avenidas centrais, como a Moraes Salles e a Francisco Glicério.

Outro destaque da via é a facilidade no acesso ao Aeroporto de Viracopos e ao Terminal Rodoviário Ramos de Azevedo, as duas principais portas de entrada à cidade. Tal fato beneficiou a instalação de importantes empresas do setor hoteleiro.

Instalados em toda a extensão da Aquidaban, os hotéis são reconhecidos mundialmente. Em Campinas, o fácil acesso atraem turistas, sejam em viagens de negócios ou passeio.


ESPAÇO DAS BICICLETAS



As mudanças e as novidades na Aquidaban não pararam apenas com a sua abertura. A última delas aconteceu no início de 2011 com a inauguração da Ciclofaixa de lazer de Campinas.

Denominada como Ciclofaixa Campinas – Cidadania em Movimento, os campineiros passaram a contar com 18km de faixas exclusivas aos ciclistas.

No caso da Aquidaban, a ciclofaixa está presente em ambos os sentidos, seja para quem vem do Centro pela Avenida Francisco Glicério; ou do Bosque dos Jequitibás, pela Rua Coronel Quirino.

Com funcionamento aos domingos e feriados, das 7 às 13 horas, a ciclofaixa liga importantes pontos turísticos da cidade. Segundo dados da EMDEC, ela recebe cerca de 4 mil ciclistas por domingo. Sozinhos ou reunidos em grupos, a ciclofaixa já se tornou uma das mais importantes opções de lazer dos campineiros.


Fonte: www.emdec.com.br

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