HIDRATAÇÃO


HIDRATAÇÃO

Os preparativos para fazer uma boa peregrinação são muitos. Sempre é bom lembrar que, além do equipamento, é fundamental um bom preparo físico e plena consciência do que irá enfrentar, principalmente, numa investida de aproximadamente 30 dias de caminhada – caso pretenda percorrer o Caminho Francês desde Saint Jean Pied Port.

Um ponto, porém, depois de tudo listado e organizado para a viagem, muitas vezes escapa de uma atenção mais rigorosa: a água, este líquido precioso e vital para a manutenção de tudo que é vivo na face da terra.

Algumas das perguntas mais comuns que alguém faz ao se propor a peregrinar até Santiago de Compostela é:

•  Existe água potável no caminho que vou seguir?

•  Quanto levo de água?

•  Levo esterilizador, cloro, etc..?

•  Quanto tempo vou andar sem encontrar água?

Essas são perguntas comuns para quem não conhece o percurso. A melhor forma de resolver isso é perguntar para quem já fez, ou identificar nos guias que existem no mercado ou na internet.

Mesmo assim, dependendo da época do ano e o grau de degradação ambiental da região, fontes podem estar secas. Por isso, recorra sempre às informações mais recentes.

Verificado tudo isso, vamos ao que interessa: beber água.

Você não deve beber pouca água durante um percurso longo, pode ser uma exceção, mas geralmente isso causa problemas à pessoa e pior, dará trabalho a outros peregrinos. A falta de líquido no organismo pode causar inúmeros danos ao mesmo e quando isso ocorre em locais isolados como, por exemplo, nas mesetas, qualquer socorro se torna extremamente difícil.

Outras atividades esportivas podem ocasionar perdas maiores e mais rápidas de água pelo organismo, como a maratona e o triatlon, mas tem a vantagem da proximidade com equipes de socorro especializadas que acompanham estas provas. Ao chegar num estado crítico de desidratação não adianta a simples ingestão de água, pois neste estágio outros problemas estão associados, como febre, fadiga crônica, disenteria, podendo chegar ao estado de choque.

Para nunca faltar água para você é necessário um planejamento, que começa com o já citado conhecimento do caminho a percorrer, pois em muitos deles será impossível levar toda água necessária de uma só vez. Na maioria dos povoados sempre tem uma fonte ou uma “tienda” onde você poderá fazer o seu ressuprimento de água.

Mesmo assim dependendo do grau de dificuldade das trilhas, o calor e seu preparo físico esta quantia estará aquém daquilo que seu organismo realmente necessita. Em média, um adulto deve ter disponível pelo menos 2 litros e meio por dia de água, somando o que se bebe de líquidos, presente nos alimentos e no metabolismo dos mesmos.

Fique atento aos sintomas do tipo cansaço anormal para o esforço que está fazendo, garganta e boca muito secas com impossibilidade de cuspir, sensação de calor intenso na face e pontas dos membros “adormecidos” ou formigando. Chegando a esse ponto, o melhor é parar o esforço, descansar e pedir ajuda a um outro peregrino que poderá lhe oferecer um pouco de água. Para beber água quando se está com muita sede e com início de desidratação, nunca o faça de uma vez, principalmente se a água estiver gelada, pois isso pode ocasionar uma congestão. Beba gole por gole e no máximo meio litro na primeira meia hora.

Vale lembrar sempre a importância de se beber água mesmo sem sentir sede. Dê preferência aos alimentos úmidos e preparados à base de água.

Colaborador: Tácio Renato (AACS-Brasil)

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