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17ª Jornada

17ª Jornada - El Cubo de la Tierra del Vino a Zamora – 33 quilômetros: “Um pérola chamada rio Duero”!


 

Acordei às 6 h e, conforme havia combinado no dia anterior, às 6 h 45 min, dona Carmen serviu-me um proveitoso café da manhã que tomei na cozinha da habitação.

O dia se apresentava frio, com temperatura próxima a zero grau e imensa cerração cobria toda a cidade.

Bem alimentado, iniciei minha caminhada às 7 h, por uma rodovia vicinal asfaltada que segue em direção à Casaseca de Campeán. 

Porém, logo à frente, após, atravessar a ponte sobre o “Arroyo San Cristóbal”, as flechas me direcionaram para larga e plana estrada de terra, à esquerda.

Segui, então, tendo pelo lado esquerdo, grandes plantações de trigo e uva, e pela direita, em paralelo, a via férrea, atualmente desativada.




Nessa zona a paisagem está inundada pelo cultivo de cereais, porém, de quando em vez, pequenos bosques de álamos e encinas rompem a monotonia do liso horizonte, onde os raios do sol começaram a despontar, exatamente, às 8 h.

Depois de 5 quilômetros, numa agradável toada, girei à esquerda e, em seguida, à direita, continuando por larga e agradável estrada de terra, até chegar, às 9 h 45 min, em Villanueva de Campeán.

Parei num bar para tomar café, depois, retemperado, prossegui por outra larga e plana estrada de terra, tendo por ambos os lados, imensas plantações de uva.    

Um senhor fazia sua caminhada matinal, tendo partido de San Marcial, cidade que via à minha frente.





Paramos para conversar um pouco e ele se apresentou como Sr. Nicolau. 

Contou-me que antigamente a cultura principal da região era a uva, no entanto, atualmente a tônica ali é plantar trigo.     

Explicou-me que as vindimas necessitam de muita mão de obra, pois, as podas, amarrações e colheitas são todas feitas manualmente, enquanto que nas outras culturas, tudo é altamente mecanizado, minorizando os custos.

Depois das despedidas, prossegui e, logo após, ao acessar pequena elevação, pude contemplar a cidade de Zamora, ao longe, distante ainda 13 quilômetros. 

Porém, o trajeto seguiu fácil, sempre em descenso e por estradas rurais muito bem sinalizadas.


Próximo de um cruzamento campestre, assustei um bando de perdizes. 

Muitas voaram de imediato, no entanto, algumas, lépidas, ainda dispararam em meio ao milharal antes de alçarem vôo, com seu zumbido característico.

Já no bairro de San Frontis, têm-se a visão de sua famosa catedral de cúpula bizantina, construída no cimo de uma elevação, tendo em torno uma grande muralha. 

É uma imagem única desta pequena cidade de “Castela Y León”, uma jóia rara, sobretudo pelas inúmeras construções romanas que ainda preserva.

Às 13 h 20 min, atravessei enorme “puente medieval” construída no século XII, sobre o belíssimo rio Duero, que banha a cidade.




A faustosa edificação possui 16 arcos que suportam o tráfego diário de centenas de veículos e, devido sua largura limitada, existem semáforos colocados em suas extremidades para regular o trânsito que se movimenta num sentido e, ao cabo de alguns minutos, a direção de fluxo se inverte.

No final dessa magnífica obra, dobrei à direita e logo acima cheguei à Plaza Mayor da belíssima e inesquecível Zamora, exatamente, às 13 h  30 min.

Ali fiquei hospedado no Hotel Dona Urraca, 4 estrelas de luxo (46 Euros). 

Para almoçar utilizei os serviços do excelente bar Jarama (8 Euros), localizado próximo dali.





A cidade é conhecida por suas 19 igrejas, numa das quais, nominada de Santiago de los Caballeros, construída em estilo romântico, no século XI, foi sagrado cavaleiro “El Cid”, cultuado herói espanhol.

Mais tarde, após descansar, dei uma volta pelas adjacências e pude conhecer, então, a soberba Catedral da urbe, cuja construção data do século XII, além da Casa del Cid, do século XI, situada junto à muralha da “Puerta de Olivares”, onde se descortina uma impressionante visão do rio Duero.

A jornada que enfrentaria a seguir já me preocupava, assim, optei por fazer um leve lanche no quarto do hotel e deitar cedo, pois, o dia seguinte prometia ser extremamente desgastante.

    

 

                                                                         

    

                                                                        
Resumo: Tempo gasto: 6 h 30 m - Sinalização: Excelente, praticamente impossível se perder nessa etapa - Clima: Ensolarado, com temperatura variando entre zero e 15 graus.

 

Impressão pessoal: Um percurso fácil e plano, feito todo ele por estradas rurais em meio a imensos vinhedos, sempre em leve descenso, uma das etapas mais tranqüilas e agradáveis de todo o Caminho.



Subpáginas (1): 18ª Jornada