2008 - Cam.de Santiago-III - "Via de La Plata" -‎ > ‎Breve história‎ > ‎1ª Jornada‎ > ‎2ª Jornada‎ > ‎3ª Jornada‎ > ‎4ª Jornada‎ > ‎5ª Jornada‎ > ‎6ª Jornada‎ > ‎7ª Jornada‎ > ‎8ª Jornada‎ > ‎9ª Jornada‎ > ‎10ª Jornada‎ > ‎11ª Jornada‎ > ‎12ª Jornada‎ > ‎13ª Jornada‎ > ‎14ª Jornada‎ > ‎15ª Jornada‎ > ‎16ª Jornada‎ > ‎17ª Jornada‎ > ‎18ª Jornada‎ > ‎19ª Jornada‎ > ‎20ª Jornada‎ > ‎21ª Jornada‎ > ‎22ª Jornada‎ > ‎23ª Jornada‎ > ‎24ª Jornada‎ > ‎25ª Jornada‎ > ‎26ª Jornada‎ > ‎27ª Jornada‎ > ‎28ª Jornada‎ > ‎29ª Jornada‎ > ‎

CONCLUSÕES FINAIS

CONCLUSÕES FINAIS



       Aportar à Santiago de Compostela pela terceira vez, a pé, evidenciou em meu interior um misto de orgulho, superação e imensa satisfação pessoal, posto que necessitei conjugar o vocábulo “obstinação” por diversas vezes, durante o curso de minha caminhada.
        Porquanto, o percurso além de extenso foi extremamente difícil, agreste e solitário. 
Aliás, peregrinos anteriores que descreveram suas aventuras por essa Via, nominaram-na de “O Caminho da Solidão”.
        Por outro lado, os contrastes encontrados nesse roteiro são espetaculares, embora sua rudeza traduza-se em inadequação para os inexperientes no mister.
        Visto que, conquanto praticamente todo plano até o 430º quilômetro, por volta de 30% de seu traçado global é asfaltado.    
        Há de se realçar que um dos maiores empecilhos é o calor, na época do verão, visto que praticamente não há sombras no percurso.
        Certamente, a primavera ou o outono são as estações mais apropriadas para intentar tal desafio, já que no inverno, a partir da cidade de Puebla de Sanabria, é possível enfrentar nevascas.



Também, as distâncias entre algumas cidades faz com algumas etapas sejam extremante largas.
Para melhor clarificar tais assertivas, inevitável fazer-se rápida comparação com o Caminho Francês.
Assim, naquele roteiro, o tramo entre Carrión de los Condes e Calzadilla de la Cueza, com 17 quilômetros é, talvez, o trecho mais preocupante pela inexistência de água e provisões no trajeto.
Já na Via de la Plata, tais dimensões são freqüentes. Por exemplo, existem 10 ocasiões em que se enfrenta de 15 a 20 quilômetros entre as povoações.
Ainda, há outras 5 vezes em que as distâncias alcançam entre 20 e 30 quilômetros. 
Uma, 34 quilômetros e, finalmente, a etapa "Rainha-Mãe", quase 40 quilômetros de longitude.
Oportuno ressaltar que, no geral, a Via de la Plata está muito bem sinalizada e as setas amarelas, símbolos aliados do peregrino, proporcionam a segurança de que seguimos em um roteiro idôneo.
Porém, em certas ocasiões pode-se titubear em locais onde ela desaparece ou nunca existiu uma flecha.
Contudo, é de relevo salientar, que poucas vezes, tais intercorrências me sobrevieram.

 

                                                                      

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