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7º dia - CUNHA/SP ao HOTEL FAZENDA UEMURA (CUNHA/SP) - 34 quilômetros


7º dia - CUNHA/SP ao HOTEL FAZENDA UEMURA (CUNHA/SP) - 34 quilômetros


"Sou um pouco de todos que conheci, um pouco dos lugares que fui, um pouco das saudades que deixei e sou muito das coisas que gostei." (Antoine de Saint-Exupéry)





A jornada seria bastante longa, mas agradável, porquanto, quase toda vivenciada junto à natureza.

Embora já soubesse pelos mapas altimétricos que salvara no meu aparelho celular, o trajeto seria bastante rude, pois pleno de ascensos e longos descensos.

No entanto, nada disso me assustava, vez que após seis jornadas, meu corpo e pernas já se encontrava habituado a defrontar longas e cansativas distâncias.


Pronto para partir...

Dessa forma, deixei o local de pernoite às 5 h 30 min.

Antes, porém, na cozinha da pousada, pude ingerir um café cheiroso e espesso, feito especialmente pela minha anfitriã, dona Maria Aparecida, que fez questão de levantar de madrugada, apenas, para me servir.

O primeiro trecho, integralmente urbano, me levou a caminhar por bairros periféricos, na direção da Cachoeira do Pimenta, a principal atração da cidade.

Até lá seriam 10 quilômetros de agradável caminhada e eu, de pronto, curtia cada momento naquela memorável manhã invernal.

Como de hábito, em todas as estradas que demandam à cidade, os aclives e declives principais foram asfaltados, de modo a favorecer o tráfego de veículos que em época de férias escolares costuma ser frequente nesse caminho.

Um trabalhador caminhava a minha frente e logo o alcancei.

Tratava-se do sr. Justino que labutava numa fazenda localizada a 4 quilômetros do centro da urbe, onde ordenharia reses.

Diariamente cumpria aquele percurso, tanto ida quando volta, sempre a pé.

Daí, talvez, explicar seu tipo físico longilíneo e esguio.

Fazia frio naquela manhã, mas estávamos bem agasalhados.

Afinal, Cunha está situada a quase 1000 metros de altitude e sua temperatura no auge do inverno chega a ser negativa.


Mais um dia amanhece... ao fundo a serra do Mar.

A conversa rendeu momentos gratificantes enquanto, lentamente, superávamos distâncias e nos distanciávamos da povoação.

Em determinado local, ultrapassamos um riacho por uma ponte e, em seguida, giramos à direita, já na estrada do Monjolo.

Teve início então um longo ascenso, cujo piso fora recentemente asfaltado.

Próximo de atingir o ápice da serra, numa bifurcação, meu amigo se despediu e adentrou em uma fazenda localizada do lado esquerdo da estrada.


Esse totem caiu do barranco... infiltração, certamente.

Escoteiro novamente, logo passei a caminhar sobre terra e, um pouco mais acima, encontrei um totem da ER caído ao chão e, pelo que pude deduzir, é o de número 1338.

Teve início, então, um longo descenso e, nesse trecho, fui ultrapassado por dois ônibus que transportavam “Rurais” para trabalhar em alguma propriedade.

A parte mais íngreme do declive também se encontrava asfaltada como forma de favorecer o trânsito de veículos em época de chuva, porque essa estrada conta com expressivo tráfego no verão pelas atrações que oferece, mormente, em termos de cachoeiras.


Caminho asfaltado no cume das serras.

O visual passou a mostrar inúmeras elevações a pontificar no horizonte por onde em breve eu transitaria, afinal, eu escalaria parte da serra do Mar nessa etapa.

Em alguns trechos, mais agudos em termos de inclinação, encontrei o piso coberto por bloquetes de cimento, como forma de auxiliar a tração dos veículos que ali transitam.


Descenso forte. Paisagens surreais, caminho deserto.

O caminho finalmente se aplainou e caminhei um bom tempo entre belíssimas propriedades, onde o forte seguiu sendo o gado leiteiro.


Fazendas de gado leiteiro.

Extensas pastagens, a perder de vista, me acompanhavam em ambos os lados do caminho.

O clima se apresentava fresco, o sol ainda não havia “dado as caras”, e havia previsão de chuvas para aquele dia.


O caminho avança serpeante por um lindo vale.

À minha direita, e bem na direção do mar, grossas nuvens toldavam o horizonte, mas eu levara minha capa de chuva, então, nada temia.


Locais ermos e silenciosos.

Depois de dez quilômetros vencidos em bom ritmo, passei diante da entrada para a Cachoeira do Desterro, mas ela está localizada bem distante da estrada, assim, não consegui avistá-la e nem mesmo ouvir o clangor de sua queda d'água.


Muitas pastagens no entorno.

Um quilômetro depois, passei diante da entrada para a Cachoeira do Pimenta, porém suas instalações principais estavam fechadas, pois estávamos numa segunda-feira, dia de folga do pessoal que ali trabalha.


A famosa Cachoeira do Pimenta.

De qualquer forma, pude fotografá-la à distância e admirar sua beleza.

Localizada a 15 quilômetros do Portal da cidade, sendo 4 quilômetros de estrada asfaltada e 11 quilômetros de estrada de terra, com calçamento nos trechos mais íngremes, a cachoeira é uma das mais belas de toda a região. 


Entrada para a cachoeira.

Possuindo um desnível de 70 metros, ela se desdobra em várias quedas.

Prosseguindo, logo passei diante da barragem onde é captada a água que abastece Cunha e, no passado, as águas moviam as turbinas da usina que gerava a energia elétrica na cidade. 


Local de captação da água que abastece Cunha.

O local foi transformado em Mirante Ambiental e Museu da Energia e dispõe de trilha que vai até a cachoeira do Pimenta e à antiga Usina Hidrelétrica, sem necessidade de guia.

Existe um bar no local, mas também se encontrava fechado.

Logo em seguida, passei diante da entrada para a luxuosa Pousada Quinta da Serra, que é mencionada, inclusive, no Guia Quatro Rodas.

Instalada num local com 300.000 metros quadrados, em meio a uma vista extraordinária das montanhas, onde a exuberância da natureza e o verde da Serra do Mar arrebatam os olhares dos hóspedes, o estabelecimento abiscoitou o prêmio “Travellers' Choice”, no ano de 2013.


Mata nativa.

Prosseguindo, logo encontrei uma bifurcação.


Dois cavalos "fofocando" à minha frente.

Se seguisse à esquerda, chegaria ao Camping Curupira, que se encontra instalado num local de paradisíaca beleza, com exuberante vegetação e rodeado de belíssimas serras.

Mas a estrada segue à direita e, logo adiante, defronte uma igrejinha, encontrei 3 senhores conversando e aguardando uma condução que os levaria ao trabalho.


Mais adiante, eu adentrei à direita.

Conversamos um pouco e um deles, ao saber que eu estava percorrendo a ER, proveu-me de informações interessantes sobre o trajeto, posto que é nativo da região.

Então, principiei a ascender por uma estrada situada, como de praxe, entre grandes campos de pastagens.


Abaixo, o local onde fica o Camping Curupira.

Quanto mais subia, melhor visão eu tinha dos locais situados nos vales e planícies por onde eu havia transitado recentemente.

O aclive foi longo e, quase sempre, sem tréguas.


Árvore típica da serra do Mar.

Mas o clima frio e o vento que soprava no alto da montanha ajudaram bastante e consegui atingir o topo da elevação.


O caminho gira e segue em ascensão pela direita.

Meu aparelho celular que se encontra mudo desde a minha partida de Cunha, imediatamente deu sinal de uma ligação telefônica perdida, mas quando tentei retorná-la, não consegui por falta de sinal, a tônica em toda a etapa.


Chegando, finalmente, ao topo da serra.

O descenso que se seguiu foi extremamente agradável, porque situado entre muita vegetação.


Descenso fresco e arborizado.

Passei por locais belíssimos e várias entradas para sítios e chácaras nesse percurso bastante arborizado.


O declive prossegue infinito.

Por sinal, um dos mais ermos e silenciosos desse trecho, pois nenhum veículo me ultrapassou e nem cruzei com pessoas por mais de uma hora.


Aqui houve queimada recente..

De qualquer forma, inevitavelmente, eu me aproximava da civilização e dei conta disso, mais abaixo, quando transitei diante da Fazenda Santa Bárbara, onde está localizada a Pousada Samana.

Observei intensa movimentação na propriedade, sinal de que havia um grupo de pessoas ali hospedado.


Igrejinha edificada ao lado da Pousada Samana. Não dizer de qual religião é.

O caminho passou a ser uma grande reta e, logo adiante, passei diante da entrada para a Pousada Candeias, que se encontra edificada num sítio com 8 alqueires, rodeada por bosques de araucárias, candeias e, também por uma reserva de Mata Atlântica.

Segundo li em seu site, ela foi idealizada de forma a preservar a vegetação ao seu redor e por esse motivo tornou-se um lugar tranquilo e relaxante, simples e natural, ideal para os amantes da natureza e pessoas que desejam fugir da agitação das grandes cidades.


Quase chegando ao asfalto, longos retões.

E sem maiores novidades, a não ser o recrudescimento do trânsito de motos e automóveis nesse trecho final, depois de caminhar 23 quilômetros, acabei por sair na rodovia SP-171 que liga Cunha a Paraty.


Acesso à rodovia Paulo Virgínio.

Próximo dali eu localizei um abrigo existente junto a um ponto de ônibus e fiz ali uma pausa restauradora para ingestão de frutas e hidratação.

Garoava levemente, então deixei minha capa de chuva à mão, para utilização emergencial.

Seguindo adiante, constatei que, infelizmente, a estrada nesse trecho derradeiro não contém acostamento, então segui caminhando pela borda da faixa contrária.

Os motoristas ao meu encontro costumavam, gentilmente, desviar um pouco.


Estrada linda mas sem acostamento.

Alguns, entretanto, passavam raspando, muito próximo mesmo, em alta velocidade, o que me punha em alerta total para não ser atropelado.

Na verdade, não se tratava de falta de educação, imagino, mas de pessoas sem presença de espírito, suficientemente embotadas para perceber rapidamente a inusitada oportunidade de praticar um gesto simpático.

Ora, mesmo as pessoas más, se é que existem, praticam a cordialidade, desde que nada lhes custem, como era o caso.


Entrada da Pousada Terra Viva, que também acolhe caminhantes.

A paisagem circundante se mostrou belíssima, fresca e plena de muito verde.

Mais acima, passei diante da entrada para a Pousada Terra Viva, que também acolhe caminhantes da Estrada Real.

No entanto, eu tinha outros planos para aquele dia, assim prossegui adiante.

O trajeto foi de desníveis constantes, um sobe-e-desce sem fim, curvas que não acabam mais, mas é uma marcha equilibrada, porquanto, não creio que haja mais ascensos que declives.

E o trecho é belíssimo, coberto por montanhas, araucárias e nichos de Mata Atlântica, onde pude observar a tranquila atividade das pessoas no campo.

Os fusquinhas e outros humildes veículos que me ultrapassaram nesse intermeio, deixaram claro quem são os donos das pequenas estradas de terra que cortam toda a região.

A garoa prosseguiu insistente, mas não a ponto de me molhar com intensidade, de forma que preferi não vestir minha capa de chuva, pois ela esquenta em demasia e me faria transpirar abundantemente.


Outra pousada no caminho.

Depois de breve descenso, passei por um vale belíssimo, onde está edificada a Pousada e Restaurante Antigo Caminho do Ouro.

Mais acima, transitei diante da entrada para o Pico da Macela, um dos grandes atrativos da região.


Um pouco de chuva nesse trecho.

Com 1.840 metros de altitude, ele está situado na divisa dos estados de São Paulo e Rio de Janeiro,

De seu cume tem-se uma visão panorâmica da Bahia de Ilha Grande (Angra dos Reis, Paraty, Cunha e toda a serra da Bocaina).

O pico está localizado na zona rural de Cunha, a aproximadamente 27 quilômetros do centro do município.

São percorridos cerca de 22 quilômetros na Rodovia Cunha – Parati, trecho asfaltado em bom estado e sinalizado, e mais 5 quilômetros de estrada de terra, de acesso regular no período da seca e difícil na época de chuvas.

Os automóveis podem ser deixados no estacionamento na base do Pico, já que a subida só pode ser feita a pé.

Para chegar até o topo, percorrem-se 2 quilômetros em estrada asfaltada e bastante íngreme, com duração de 40 minutos a 1 hora.

Com exceção da área de estacionamento, não há nenhum tipo de equipamento de apoio turístico, como banheiros, alimentação ou cestos de lixo.


Placa explicativa.

Prosseguindo em minha aventura, teve início forte ascenso, que fui vencendo lentamente, mas com galhardia, face ao adiantado da hora e ao cansaço acumulado na jornada.

Em determinado local, próximo de 1.500 metros de altitude, parei para fotografar a Cachoeira do Mato Limpo, de esplendorosa beleza.


Cachoeira do Mato Limpo.

Depois, prossegui em frente e, sem maiores atropelos ou novidades, quase no topo do morro, cheguei diante da entrada para o Hotel Fazenda Uemura, ponto final dessa etapa.

E nem mesmo nesse local, situado a quase 1600 m de altitude, meu aparelho celular ganhou vida, para minha decepção, pois pretendia fazer contato com o motorista que me buscaria.


Hotel Fazenda Uemura, ponto final dessa jornada.

Por sorte, quinze minutos mais tarde, o “Vitinho” que transporta passageiros no trecho Cunha a Paraty, apareceu para me resgatar.

E meia hora mais tarde, eu estava de volta à Pousada do Sossego, na cidade de Cunha.

No retorno, pela rodovia, passamos diante do local onde, após uma sessão de tortura, mataram o líder da revolução de 1932 nessa cidade.

Ele se chamava Paulo Virgínio, era paulista de Cunha e no local onde está o monumento em sua homenagem, ele e seus companheiros encontraram uma patrulha federal.

Esta pediu que todos renegassem o Estado de São Paulo e aderissem aos federais.

Os companheiros aceitaram a submissão, mas ele, não.

Obrigaram-no, então, a abrir uma sepultura, para onde o empurraram.

Atiraram-lhe água quente e novamente pediram para renegar seu Estado e aderir a eles.

Como a resposta foi negativa, quebraram-lhe as duas pernas e o enterraram até o pescoço.

No outro dia voltaram, na tentativa de conseguir seu intento.

Mesmo com todo o sofrimento, a resposta continuou sendo negativa.

Mataram-no a tiros, e o abandonaram ali, já semienterrado.


Cunha e suas histórias.

Considerada Estância Climática pelo ar puro das montanhas e baixas temperaturas em determinadas épocas do ano, Cunha se localiza no Alto Paraíba, a leste do Estado de São Paulo e próxima à divisa com o Rio de Janeiro e a cidade histórica de Paraty. A cidade, famosa por seu relevo bastante montanhoso, localiza-se entre as Serras do Mar, Bocaina e Quebra-Cangalha, possuindo clima seco e temperado e sua altitude fica entre 900 m a 1850 m. A temperatura varia de 2 a 12º C no inverno e de 12 a 28º C nas demais estações do ano.

A região da Estância Climática de Cunha possui diversos roteiros turísticos, com várias opções, tanto para os que gostam de aventura, como para os que preferem os passeios mais tranquilos. Em seu entorno, encontramos a Pedra da Macela, de onde se tem uma visão panorâmica da Bahia de Ilha Grande (Angra dos Reis, Paraty, Cunha e toda a serra da Bocaina), o Núcleo Cunha do Parque Estadual da Serra do Mar, com diversas trilhas e cachoeiras, além de outras cachoeiras fora do Parque, como a do Pimenta e Desterro, e faz parte da Estrada Real, antigo Caminho do Ouro.


A belíssima igreja matriz de Cunha.

A cidade de Cunha, também é reconhecida pela sua requintada e requisitada gastronomia. Tornou-se um roteiro gastronômico, com restaurantes especializados na cozinha italiana, francesa, outros em pratos a base de shitaque, shimejii e pinhão, além da culinária simples local, feita diretamente no fogão à lenha e as tradicionais casas de café e doces.

A cidade de Cunha tem sua origem por volta do século XVII, onde aventureiros traziam ouro e pedras preciosas das Minas Gerais, e seguindo pela antiga Trilha dos Guaianás, na Serra do Mar, chegavam até Paraty, de onde mandavam toda a riqueza recolhida para Portugal. A região de Cunha acabou se tornando um polo de comércio e descanso. Em vista disso, várias famílias se fixaram no local e o povoado foi crescendo tendo recebido o nome de Freguesia do Falcão. O desenvolvimento também atraiu saqueadores e bandidos, daí a necessidade de se criar uma vigilância que recebeu o nome Barreira do Taboão. Em 15 de setembro de 1785, foi criada a Vila de Nossa Senhora da Conceição de Cunha. As estradas foram pavimentadas e ampliadas para a passagem da nova riqueza da época – o café. Foi elevada à categoria de cidade em 1858 e tornou-se comarca em 1883. Também participou da Revolução Constitucionalista de 1932, onde os combates duraram três meses e deixaram um herói e mártir, Paulo Virgínio, até hoje reverenciado pela população local. A cidade passou a ser Estância Climática de Cunha em 28 de outubro de 1948.


A belíssima igreja matriz de Cunha, de outro ângulo.

Dentre os atrativos na cidade destacamos o Museu e o Mercado Municipal que nos remetem às construções antigas, à história e objetos da Revolução Constitucionalista de 1932; os casarões do século XIX e o relógio de sol; as Igrejas de Nossa Senhora do Rosário e Nossa Senhora da Imaculada Conceição, do século XVIII; a Casa do Artesão, com os trabalhos da população local como crochê, tecelãs e a velha arte do desfio da lã, também fazem parte do visual da cidade. E os vários tipos de cerâmicas artesanais em altas temperaturas, algumas produzidas com técnicas japonesas (Noborigama e Raku) também são destaques pela qualidade e beleza. O calendário anual de eventos culturais inclui o Clube do Fusca, a Festa do Pinhão, Festival de Inverno “Acordes na Serra”, Festa do Divino e outros. Para completar o agradável passeio, podemos caminhar pelas ruas simples da cidade e confraternizar com seus moradores, simpáticos e calorosos com seus visitantes.


Visita ao Museu Municipal Francisco Veloso, em Cunha.

Mais tarde, após breve descanso, fui visitar o Museu Municipal Francisco Veloso, um local bem interessante para quem deseja conhecer melhor a história do lugar.

Instalado em um sobrado com acervo razoável e bem cuidado, a escada não favorece a acessibilidade de pessoas idosas com dificuldades de locomoção e cadeirantes.


Visita ao Museu Municipal Francisco Veloso, em Cunha.

Em seu pequeno acervo guarda alguns itens como máquinas de escrever, armas utilizadas na Revolução de 32, quadros de todos os prefeitos da cidade, alguns artigos de jornais em que a cidade foi citada, livros de autores da região, objetos de origem indígena, cartas, documentos, apetrechos utilizados pelos escravos e até mesmo material farmacêutico da época.

E, para mim, a surpreendente informação, de que o poeta Casemiro de Abreu foi prefeito de Cunha por 2 vezes!


Visita ao Museu Municipal Francisco Veloso, em Cunha.

De se ressaltar, ainda, que seus funcionários são muito atenciosos e prestativos.


Visita ao Museu Municipal Francisco Veloso, em Cunha.

Para finalizar, ainda sobre a cidade de Cunha, listaria mais 3 curiosidades que me surpreenderam:

1- Ela é a cidade do Brasil onde existem mais automóveis do tipo “Fusca”.

2- É, também, a maior produtora de pinhão do estado de São Paulo.

3- Por derradeiro, seus moradores não pagam a água que consomem, pois as casas não possuem hidrômetros, face à abundância desse “bem maior” no município.


Visita ao Museu Municipal Francisco Veloso, em Cunha.

AVALIAÇÃO PESSOAL – Uma etapa fresca e agradável, embora eu tenha caminhado 10 quilômetros sobre piso asfáltico no final da jornada. Mas o percurso inicial, até o aporte à rodovia, mostrou-se histórico, belo e, quase sempre, ermo e silencioso. Em termos altimétricos, as dificuldades maiores ficaram para o final do percurso, onde ultrapassei os 1.500 m de altitude. No global, uma das etapas mais belas de toda a Estrada Real.

RESUMO DO DIA:

Tempo gasto, computado desde a Pousada do Sossego em Cunha/SP até o Hotel Fazenda Uemura (Cunha/SP): 6 h 30 min;

Clima: Nublado no início, depois chuvoso até o final da jornada.

Pernoite na Pousada Sossego, em Cunha: Apartamento individual excelente – Preço: R$70,00, com café da manhã;

Almoço no Restaurante Jeca Grill: Excelente! – Preço: R$14,00, pode-se comer à vontade no sistema Self-Service.


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