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Trilha na Irlanda


2016 – TRILHA NA IRLANDA

"Há muitas pessoas de visão perfeita que nada veem... O ato de ver não é coisa natural. Precisa ser aprendido!" (Rubem Alves)

Caminho arejado, situado em meio a imensas pastagens e mágicas montanhas.

A Irlanda é um país de uma plasticidade estupenda e, o melhor de tudo: não é necessário se deslocar muito longe de sua capital para conhecer lugares fantásticos, com paisagens incríveis e cenários de filmes.

Nesse sentido, o decantado Vale de Glendalough está situado à cerca de 60 quilômetros do centro de Dublin, localizado no condado de Wicklow.

E no Wicklow Park, existem várias trilhas sinalizadas, sendo a mais famosa a “Wicklow Way”, com 127 quilômetros de extensão.

Animado em desvendar mais uma parte dessa magnífica ilha, viajei com a família em direção a Glendalough, para percorrer uma pequena senda demarcada, como forma de desfrutar e conhecer esse aprazível complexo turístico.


A HISTÓRIA DE GLENDALOUGH



Glendalough (do irlandês: Gleann Dá Loch, que significa “Glen dos dois lagos”) é um vale localizado no Condado de Wicklow, conhecido pelas construções monásticas do começo da idade média, fundadas no século XI por São Kevin, um sacerdote ermitão, e destruídas em 1398 por tropas inglesas.

Kevin era um descendente de uma família poderosa de Leinster (uma região da Irlanda) e enquanto crescia foi instruído por três homens religiosos – Eoghan, Lochan e Eanna, em Glendalough.

Pouco tempo depois ele retornou ao lugar com um pequeno grupo de monges e fundou um monastério, onde “dois rios se encontram para formar uma confluência”.


Abaixo, os dois lagos: o “Lower Lake” (o úlimo), e o “Upper Lake”.

Ele deixou alguns manuscritos que descrevem sua luta com um “monstro” – estudiosos acreditam ser referências ao processo de autoanálise, confrontando tentações.

Sua fama religiosa se espalhou, atraindo muitos seguidores.

Kevin faleceu em 618.

Hoje, as ruínas são uma pequena parte da história, pois antigamente o monastério apresentava salas para a escritura, quartos para hóspedes, enfermaria, acomodação para monges e para grande parte da população da área.

Nesse local também foram filmadas partes dos filmes “Excalibur”, “Rei Arthur” e “Coração Valente”.


NOSSA VISITA


A entrada para o cemitério medieval.

Na primeira parada que fizemos ao lugar, nós avistamos um “campo-santo”, onde há uma centena de lápides, algumas tão antigas que nem é possível mais ver o que há escrito nelas.

Hoje em ruínas, o monastério que ali existia, apresenta uma torre antiga com mais de 30 metros de altura e que na época servia de proteção a ataques vikings, além da igreja de St. Mary e a igreja de St. Kevin, que são construções em estilo românico e datadas do século XII.


A antiga torre defensiva, com mais de 30 metros de altura.

Tudo situado dentro de um grande cemitério medieval, onde até hoje algumas famílias enterram seus mortos.


OS LAGOS DE GLENDALOUGH


Descrito como "o mais magnífico" por Brian Ó Cuív, Glendalough é sem dúvida um lugar especial, na verdade, um vale cortado pelo rio Poulanass que vem do sul e forma dois exuberantes lagos pertencentes ao Wicklow Mountains National Park. 


Abaixo, os dois lagos: o “Lower Lake” (o úlimo), e o “Upper Lake”.

O parque garantiu ao lugar excelente infraestrutura, com trilhas bem sinalizadas e espaçosas para uma boa caminhada, além do estacionamento gratuito, banheiros e alguns estabelecimentos comerciais que vendem souvenirs, água, bebidas, 
mantimentos e lanches.

Em Glendalough existem 2 lagos, o “Lower Lake”, e o “Upper Lake”, sendo que o segundo está situado na parte mais alta do vale, além de ser o maior e o mais belo.


O CAMINHO DE WICKLOW (Wicklow Way)


A Irlanda é composta por várias paisagens rústicas, naturais e épicas.

Áreas montanhosas e vales estão espalhados pelo país e convidam ao turismo de aventura.

Não por acaso a maioria das atrações turísticas envolvem caminhadas orientadas, trilhas e passeios de bicicleta para exploração das belezas naturais da ilha.

A primeira trilha oficialmente criada foi o Caminho de Wicklow (Wicklow Way) e consiste em um percurso de 127 quilômetros, situado dentro das montanhas preservadas do condado Wicklow.

Além de popularmente conhecida, a trilha criada em 1980 pode ser feita em uma jornada curta ou levar até sete dias, seguindo um “pacote turístico” que inclui conhecer as vilas e cidades do condado. 


Trilha em família: muita emoção e adrenalina!

Acessível, o trajeto não requer muitos recursos ou equipamentos específicos.
 
O caminho reserva vista de lagos, vales, montanhas e uma floresta típica com pinheiros e vegetação local.

Não raro, é possível encontrar as clássicas ovelhas com caras pretas que são o cartão-postal do país.

As propriedades privadas no entorno da trilha limitam um pouco a área a ser explorada, mas o caminho é integralmente sinalizado.

O Wicklow Way começa no subúrbio sul de Dublin, chamado Rathfarnham, e segue até o condado de Carlow de Clonegal, passando pelo sul e oeste das altas terras de Wicklow. 


Trilha em família: uma experiência instigante!

Os destaques são o vale Glendalough e o Lough Tay, também conhecido como Guinness Lake (Lago Guinness).

Não exatamente parte das atrações da trilha, por ser uma propriedade privada da família Guinness, o lago com cor semelhante a tradicional cerveja preta irlandesa está acessível aos visitantes em caminhos específicos fora da trilha.

Esse caminho é famoso pela observação de aves – não se surpreenda se você avistar uma cotovia – e, segundo a lenda, os homens que construíram a catedral original de Glendalough fizeram votos para “acordar com a cotovia e deitar com o cordeiro”, mas logo se cansaram pois a cotovia acordava cedo demais.

São Kevin rezou por uma solução e, desse dia em diante, a cotovia deixou de cantar no vale encantado.

Mas foi o pássaro quem ficou perdendo, não é mesmo?


HISTÓRIA


O Parque Nacional das Montanhas de Wicklow foi inaugurado em 1991 pelo governo irlandês, tendo uma área inicial de 37 quilômetros quadrados.

Essa área contemplava a reserva de Glendalough e o Vale de Glencalo, ambos estabelecidos em 1988.

Sua administração passou por várias mãos até começar a ser gerenciado pelo Ministério de Arte, Patrimônio e Gaeltacht.


Entrada para a trilha ao redor do 
“Upper Lake”.

O parque é de fácil acesso para cadeirantes, apesar de, em certas áreas, as trilhas serem mais íngremes e o solo bastante irregular.

Atrás do Centro de Informações, foi construído em 2003 o Jardim dos Sentidos, um local que tinha como ideia complementar o trabalho do Centro de Educação do parque para introduzir a natureza às crianças através dos sentidos (olfato, visão e tato).

Coincidentemente, 2003 foi o Ano dos Dependentes Físicos, e por esse motivo, o jardim veio a calhar e a oferecer uma oportunidade a mais às pessoas que não teriam a chance de desbravar o parque em sua totalidade.


GEOLOGIA


As montanhas de Wicklow foram formadas há mais de 400 milhões de anos.

Muito granito foi gerado através de erupção de magma para a superfície da terra.

Além disso, as altas temperaturas colaboraram para a alteração das rochas pré existentes, transformando-as em Mica-Xisto. 


Ruínas de uma antiga área de mineração.

Há uma evidente diferença geológica no vale das montanhas de Wicklow, indo de norte a sul no lado oeste do lago superior do parque.

O lado oeste dessa região é rico em granito enquanto o lado leste é rico em Mica-Xisto.

A divisa entre essas duas formações geológicas contém muito chumbo, ferro e zinco, local onde funcionou uma mina por mais de 150 anos.


GLACIAIS


A paisagem de Glendalough deve muito à ação do gelo, que vem desde a Era do Gelo, 10 mil anos atrás.

No lado oeste do vale, o rio Glencalo formou, ao longo dos anos, um layout em forma de V (delta) antes de adentrar ao lago superior. 


Pedras de granito localizadas junto ao lago.

Grande quantidade de granito pode ser encontrado no fundo do vale, possivelmente arrastado pelas geleiras descongeladas.

Se quiser ter uma visão geral do glacial, você pode subir cerca de 600 degraus de escada ao longo da cachoeira Poulanass até o Spink Boardwalk (Rotas Branca, Azul e Vermelha) ou até um mirante (um banco) ao lado da montanha Derrybawn (Rota Laranja).


RIOS E LAGOS


O Parque Nacional das Montanhas de Wicklow possui seis grandes rios e um grande número de lagos dentro de seus limites e nas regiões de fronteiras, sendo menores nas altitudes mais elevadas e maiores nas áreas mais baixas do vale.

A exemplo, há o Upper Lough Bray, Lough Nahanagan, Lough Ouler, Lough Firrib e o Arts Lough.


O rio Poulanass que corta o parque.

A formação de muitos dos lagos superiores aconteceu na Era do Gelo, quando pedaços das montanhas eram arrancados pelas geleiras, formando fissuras e vales no relevo, que foram posteriormente preenchidos com água das chuvas.

No entanto, os dois lagos de Glendalough, tanto o “Lower Lake” quanto o “Upper Lake”, não foram formados exclusivamente por ação das geleiras.

Eles eram originalmente unidos até que rio Lugduff Brook começou a desaguar e depor detritos no meio dele, dividindo-o em dois.

Bem a propósito do assunto, o estacionamento e os gramados do lago superior estão situados exatamente sobre esse depósito de sedimentos.


A TRILHA


O parque garantiu ao lugar excelente infraestrutura para os visitantes, oferecendo trilhas espaçosas e bem sinalizadas, que contribuem para o bem-estar e segurança dos caminhantes.

Em Glendalough você pode escolher uma entre 9 trilhas, dos mais variados tamanhos e graus de dificuldade.


Croquis representativo da trilha branca, que percorremos nesse dia.

Poderíamos optar pela marcação de cor vermelha, a mais longa, de maior altimetria e com classificação máxima de dificuldade, posto que são apenas onze quilômetros de caminhada, chegando até quatrocentos e noventa metros de altitude.

Entretanto, nós estávamos numa família de 6 pessoas, 4 adultos e mais duas crianças, minhas netas Luíza e Lívia, que possuem 8 e 5 anos.


Com as netas Lívia e Luíza, no marco inicial, prontos para a partida.

Dessa forma, elegemos seguir um caminho mais fácil e optamos pela trilha azul inicialmente.

Depois, já no alto do morro, prosseguimos pela trilha branca, que nos permitiu caminhar por locais exóticos e de encantadora beleza.


Antes, uma foto do lago “Upper Lake”.

Iniciamos nossa caminhada às onze horas da manhã e antes de tomar nosso rumo, fomos conhecer o grandioso lago, famoso pelas lendas da existência de um monstro, que foi enfrentado por Santo Kevin e expulso dali, o que nos permitiu algumas fotos.


Um pequeno aclive inicial.

O início da trilha já é bem puxado, uma escadaria simpática ao lado de um córrego de água e pequenas quedas d'água. 


Uma linda cachoeira situada ao lado da trilha.

Num patamar superior encontramos uma trifurcação de possibilidades e decidimos seguir à direita, pelo caminho que se situava mais próximo do lago que iríamos contornar.


Caminho verde e em leve ascenso.

O roteiro, sempre em leve ascenso, nos permitiu caminhar por locais mágicos, plenos de muito verde, num dia nublado e frio, que proporcionou uma caminhada agradável e sem maiores inconvenientes.


O pessoal caminha animado e agrupado... senda maravilhosa!


As meninas caminham ouvindo histórias de lobos e raposas...

Prosseguimos em ascenso, por local de excelsa beleza e com bastante sombra, vez que todo cercado por bosques de mata nativa e pinheirais.


A partir desse local, passamos a caminhar sobre mourões.

Em determinado ponto, observando à sinalização, adentramos num bosque e prosseguimos agora sobre mourões de madeira bem amarrados, que ali foram especialmente colocados para proporcionar segurança aos caminhantes.


Observe-se os "cravos" neles inseridos, para facilitar a aderência dos calçados.

Por sinal, contém cravos em sua parte superior, objetivando oferecer melhor sustentação e aderência aos calçados e botas.


Visão fantástica do “Upper Lake”.

A ascenso prosseguiu íngreme e, no alto do morro, após deixarmos a mata, pudemos avistar abaixo e ao longe, os dois lagos: o “Lower Lake”, e o “Upper Lake”, aquele que estávamos contornando.

Nesse local, depois de percorridos apenas 3.200 metros, minha neta Lívia se mostrava cansada e faminta, assim, de comum acordo, optou por regressar ao local de partida com sua mãe, Fernanda, ainda através da trilha azul, que nesse ponto, retorna à direita, em contínuo descenso.

Depois de uma pausa para descanso, fotos e contemplação, giramos à esquerda, e prosseguimos nossa caminhada pela trilha branca, novamente, em forte ascensão.


Caminho em ascenso. Minha neta Luíza segue à frente, com inesgotável energia, apesar de seus 8 anos.

Nesse trecho mais agudo, minha neta Luíza seguiu capitaneando o grupo com imensa energia e sempre em alto-astral.


No ponto de maior altimetria da jornada, outra visão do “Upper Lake”. Do outro lado, a trilha branca, por onde passaríamos depois.

Finalmente, chegamos ao limite da montanha e fomos recompensados com o visual fantástico lá de cima.


No topo do morro; estávamos a 563 metros de altitude.

Estávamos a 563 metros de altitude, num local amplo, de onde era possível confundir as pedras com as pessoas que seguiam pela continuação da trilha branca, situada junto ao rio Poulanass, já do outro lado do lago. 


Tranquilo descenso, em direção do fundo do vale..

O cenário era encantador, mas ventava bastante e precisávamos prosseguir, agora em tranquilo e prazeroso descenso.


Caminhando agora sobre piso empedrado..

Descemos todo o vale pelo mesmo tipo de trilha de madeira, até que, já no plano, o piso passou a ser empedrado.


Ultrapassando o rio Glencalo, por uma ponte.

Bem mais abaixo, ultrapassamos o rio por uma estilizada ponte de madeira, depois giramos à direita e prosseguimos em descenso, agora sobre um piso pétreo, com rochedos a nos ladear por ambos os lados.


O rio Glencalo, que alimenta o “Upper Lake”.

Descendendo junto ao rio, tínhamos do lado esquerdo um paredão cinza de pedra e pedregulhos, e à direita tons de verde-musgo, fruto da mata incrustada na montanha.


Declive forte e sobre pedras irregulares. à Luíza continua na frente, com ânimo redobrado..

No meio dessa parábola, conjuntos de pequenas cachoeiras, de várias formas e tamanhos, uma trilha feita das mesmas pedras e várias pequenas pontes, respeitando sempre a escolha da água. 


A trilha serpenteia ao baixar do morro, até o “Upper Lake”.

Dali tínhamos uma visão espetacular de todo o declive a ser enfrentado, bem como o lago ao fundo, por onde logo iríamos transitar.


Visão fantástica do  local, com o “Upper Lake” ao fundo.

Já quase no plano, passamos ao lado de ruínas de uma aldeia abandonada, onde em priscas eras residiam mineiros, atualmente, os lugares são acessíveis apenas a pé.


Ruínas de casas dos antigos mineiros.

Na verdade, a mineração de chumbo e granito ocorreu nesse lugar entre 1800 e 1963, e no auge de sua produção foram empregados ao redor de 2.000 mineiros.


Caminho ao lado do lago, dentro de agradável bosque de pinheiros.

Após ultrapassar esse histórico lugar, seguimos por um caminho plano de terra, margeando o lago e dois quilômetros abaixo, nos reencontramos com o local onde iniciamos a nossa trilha.


Quase chegando ao ponto inicial. As duas pessoas que aparecem ao fundo são minha nora e a neta Lívia.

Com a família novamente reunida, no dirigimos ao local de comércio para adquirir água, lanches e utilizar banheiros.


Retorno ao ponto inicial, ao lado do“Upper Lake”.

Em seguida, iniciamos a volta à cidade, porém, face ao adiantado da hora e como nos encontrávamos extremamente famintos, fizemos uma pausa para almoçar no Restaurante Apple Green, localizado na Autovia Nacional, que segue em direção a Dublin.

Depois, satisfeitos e bem alimentados, retornamos para a casa de meu filho.


BENÇÃO IRLANDESA


“Que estrelas da sorte estejam sobre você.

Que a luz do sol esteja em seu caminho. 

Que muitos amigos te amem.

Que sorrisos valorizem cada cuidado.

Que haja sempre uma canção em seu coração.

Que a alegria esteja te esperando aonde você for.

Que o caminho seja brando a teus pés, o vento sopre leve em teus ombros. 

Que o sol brilhe cálido sobre tua face, as chuvas caiam serenas em teus campos. 

E até que eu de novo te veja, que Deus te guarde nas palmas de Suas mãos..."


FINAL


A vida é apenas uma visão momentânea das maravilhas deste assombroso universo, e é triste que tantos se desgastem sonhando com fantasias espirituais.” (Carl Sagan)


Essa trilha faz parte do Caminho de Wicklow, que pretendo percorrer numa próxima oportunidade.

Conhecer o lado agreste da Irlanda, caminhar em família por Glendalough e Wicklow Mountains, locais lindos, dotados de paisagens singulares e inspiradoras, foi um presente de influxo divino.

Além de seu belo cenário natural, o que dá um caráter especial a esse enclave é o grande número e densidade de edifícios monásticos, construídos há mais de doze séculos.

A excursão pelo Vale dos dois lagos é, portanto, um dos destinos mais interessantes de uma viagem pela ilha, posto que às ruínas deste importante centro monacal, também deve se adicionar seus magníficos arredores, com seus dois lagos de cor escura misteriosa, situados num profundo vale florestal.



Resumo da trilha desse dia.

Aliás, ficar de queixo caído nesse lugar não é um fenômeno recente, porquanto, palavras simpáticas de apreço entre os muitos visitantes têm chegado a esse vale glacial encantado durante centenas de anos.

“Se você está procurando o protótipo da Irlanda acidentada e romântica, você não conseguirá muito melhor do que Glendalough,” diz a badalada revista Lonely Planet.

“Somente a palavra 'especial' pode descrever os encantos desse lugar maravilhoso,” escreveu William Makepeace Thackeray, o romancista, 150 anos atrás.

“Uma vez visto, ele se torna seu amigo para sempre, e você ficará feliz cada vez que se lembrar dele.”


A alegria de dividir com meu filho André e família, momentos inesquecíveis na Irlanda.

E, apesar de sua popularidade, Glendalough é um lugar tranquilo e espiritual, por isso compreende-se muito bem as razões pelas quais os monges escolheram esta área para residir e meditar.

Se você tiver tempo e gostar de caminhar em um ambiente selvagem, eles são um excelente sítio para se passar um dia inteiro.

Mas, por outro lado, se você optar por um passeio tranquilo, sem muito esforço físico, é mais aconselhável não penetrar através das montanhas e apenas apreciar os lagos, coletando informações que podem ser obtidas no espaço destinado a Irlanda Monástica ou no Centro dos Visitantes do complexo.


Adeus Irlanda! E, um até breve... se Deus assim permitir! (na foto, segurando uma mini pint da Guiness)

Nesse sentido, mantenho o propósito de, quando retornar à Irlanda, numa próxima oportunidade, perfazer a trilha completa do Caminho de Wicklow (Wicklow Way) que, com seus 127 quilômetros, oferece aos caminhantes e amantes da natureza um percurso pleno de infinitas belezas naturais e grandes desafios.


BOM CAMINHO A TODOS!

Outubro/2016