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5º dia: PINHALZINHO/SP a TOLEDO/SP - 34 quilômetros


5º dia: PINHALZINHO/SP a TOLEDO/SP - 35 quilômetros

Mater mea, Fidúcia mea, Regina pacis, ora pro nobis.




Seria uma jornada longa e estávamos num sábado, assim, resolvemos agilizar nosso trâmite campestre e deixamos o local de pernoite às 4 h 45 min.

Depois de atravessar toda a cidadezinha que ainda dormia, adentramos à esquerda na Estrada dos Cunhas que nos levou, depois de 4 quilômetros percorridos sobre ótimo piso, a transitar pela rodovia Capitão Bardoíno.

Por sorte, caminhamos apenas 500 m pelo acostamento dessa via, depois, adentramos à direita e passamos pelo bairro Rosa Mendes, onde pude fotografar uma capelinha dedicada a Nossa Senhora de Fátima.

Com o dia claro, pude observar que transitávamos entre pequenas chácaras e algumas fazendas de gado leiteiro.

Seguimos sem problemas, por uma estrada larga, ladeados por belas paisagens, mas sempre em leve ascendência.

Depois de percorrer 11 quilômetros, num cruzamento, tomamos à direita, ultrapassamos uma porteira fechada, depois nos embrenhamos em um grande eucaliptal, num trajeto totalmente deserto e silencioso.

Mais adiante, atravessamos outra porteira, depois prosseguimos caminhando por uma senda situada dentro de grandes pastagens.

Foram 2.500 m percorridos por locais ermos, até que nos enlaçamos novamente com a civilização, quando passamos diante da sede de uma fazenda, onde crianças brincavam no terreiro.

Prosseguimos por estradas bem delimitadas e já com expressivo tráfego de veículos, até que, depois de forte ascensão, transitamos ao lado da Pedra do Santuário, um local místico, onde existe uma igreja dedicada a Nossa Senhora Aparecida, erigida no topo de um grande rochedo, cuja acesso se faz por escadarias metálicas.

A partir desse ponto, sempre sobre asfalto, enfrentamos ríspida e perigosa declividade que, em seu final, nos levou a transitar pela cidade de Pedra Bela, na verdade, um pequeno povoado com, aproximadamente, 6 mil habitantes.

Até ali havíamos percorridos 22.500 m e ainda nos encontrávamos animados, pois o dia se mantinha nublado, com clima fresco e ventoso.

Na verdade, o roteiro do Caminho da Providência não adentra a essa localidade, apenas a ladeamos por bairros periféricos, depois tomamos à esquerda e logo estávamos caminhando sobre terra novamente.

Essa segunda parte do roteiro é bastante erma e silenciosa, e foi um refresco na etapa desse dia, pois atravessamos vários bosques nativos e imensos eucaliptais.

Depois, transitamos entre grandes pastagens, onde o forte era o gado leiteiro e o de corte.

Esse oásis, infelizmente, se findou quando restavam 3 quilômetros para atingirmos nosso objetivo, posto que acessamos uma larga e movimentada estrada de terra, onde o trânsito de veículos era expressivo e, por conta disso, aspiramos muita poeira.

Já na zona urbana de Toledo, ultrapassamos a divisa dos Estados, deixando São Paulo e adentrando em Minas Gerais.

À noite, a Sônia, terrivelmente gripada e com acessos de tosse, me comunicou que não caminharia no dia seguinte, já que tinha a intenção de tomar um táxi e seguir com as mochilas para Camanducaia, nossa próxima parada, onde ela pretendia passar o dia descansando.

Algumas fotos dessa etapa:


Bairro Rosa Mendes. O dia ainda não clareou.


Muita cerração no horizonte..


Trilha selvagem, por um bosque de eucaliptos.


Aqui o caminho segue por pastagens; tudo deserto e silencioso.


O caminho prossegue ao longe e abaixo, em direção a outro eucaliptal.


Mais um silencioso bosque de eucaliptos.


Estrada larga e retorno à civilização.


Nesse trecho, o caminho ascende com rispidez.


A famosa Pedra do Santuário.


Portal de acesso a Pedra do Santuário.


À direita, a Pedra do Santuário; Ao longe e abaixo, a cidade de Pedra Bela/SP.


Depois de Pedra Bela, o caminho volta a ascender com violência. A Sônia me segue a uns 100 m de distância.


Descenso forte e perigoso.


Outro descenso sem fim... tudo deserto no horizonte.


Trecho belíssimo, entre mata nativa.


No final da etapa, o caminho se abre e aspiramos muita poeira.

Toledo é um município brasileiro do Estado de Minas Gerais, situado na microrregião de Pouso Alegre.

Trata-se de uma cidade pequena, muito aconchegante e harmoniosa, um ótimo lugar para passear e morar.

Ela faz parte da região descoberta por Simão Toledo Pizza e que foi motivo de discórdia entre Minas Gerais e São Paulo, já que os estados reivindicavam sua jurisdição.


A igreja matriz de Toledo/MG.

Ficou então decidido que a porção norte seria de Minas Gerais e a porção sul pertenceria a São Paulo.

A Capela de São José foi construída, e em seu entorno cresceu a cidade, que possui várias cachoeiras, de diferentes tamanhos, além de matas com trilhas que podem ser feitas a pé ou a cavalo.

As Cachoeiras do Tamanduá e do Pinhal Grande, a Caverna do Dito Inocêncio e a Pedra Limpa, são alguns dos atrativos do município.

Na fauna possui espécies exóticas e raras de aves que sobrevoam a região.


Interior da igreja matriz de Toledo/MG.

Todos os turistas que visitam Toledo podem apreciar na praça central as maritacas que alegram o local com sua cantoria.

Atualmente, a cidade de Toledo conta com acesso por estradas pavimentadas para a Rodovia Fernão Dias (BR-381), Extrema(MG), Munhoz(MG) e Pedra Bela(SP).

População atual: 6 mil pessoas. Altitude: 1.128 m.



Escultura da Sagrada Família existente no interior da igreja matriz de Toledo/MG.

RESUMO DO DIA - Tempo gasto, computado desde a Pousada Madri, em Pinhalzinho/SP, até o Hotel e Pousada J e D, em Toledo/MG: 7 h 30 min.

Clima: Ensolarado, depois nublado, variando a temperatura entre 14 e 24 graus.

Pernoite: Hotel e Pousada J e D: Apartamento cêntrico e simples, com café da manhã - Preço: R$50,00.

Almoço: Restaurante Delícia e Sabor: Excelente! – Preço: R$16,00, pode-se comer à vontade no sistema self-service.


Para visualizar essa trilha, gravada no aplicativo Wikiloc, acesse: https://pt.wikiloc.com/trilhas-trekking/pinhalzinho-a-toledo-mg-26015662


AVALIAÇÃO PESSOAL: Outra etapa de grande superação, pela quilometragem percorrida, onde enfrentamos, ainda, dois pronunciados ascensos para serem escalados. No entanto, a tônica em praticamente toda a jornada, foram caminhos de terra, bucólicos e, quase sempre, silenciosos. De se ressaltar da erma trilha que existe entre o 11º e 14º quilômetro desse trajeto. No global, uma etapa difícil, com vários ascensos e descensos, sinal de estávamos adentrando ao Estado de Minas Gerais. De se enaltecer o carinho dispensado pela dona Maria Olinda, a proprietária da Pousada onde nos hospedamos, pela atenção e deferência com que nos tratou.