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3º dia: SANTO ANTONIO DA POSSE/SP a AMPARO/SP - 26 quilômetros


3º dia: SANTO ANTONIO DA POSSE/SP a AMPARO/SP - 27 quilômetros

Ó Virgem dolorosíssima! as Vossas lágrimas derrubaram o império infernal.




A jornada seria de média extensão, assim, tomamos o café da manhã, gentilmente, preparado pelo Sr. Otávio, e deixamos o local de pernoite às 5 h 30 min.

O primeiro trecho, de aproximadamente 2 quilômetros, foi percorrido sobre piso asfáltico, pelo acostamento da rodovia SP-107, que segue em direção ao distrito de Arcadas, cuja sede é Amparo.

Depois, fletimos à esquerda, acessamos uma larga estrada de terra e por ela seguimos calmamente, enquanto o dia raiava.

Nesse intermeio, encontramos ainda muitos canaviais e laranjais, mas houve uma mescla com grandes pastagens, onde observamos rebanhos leiteiros.

Depois de percorrer 7 quilômetros, transitamos diante da belíssima Fazenda Santo Antônio, de onde vários tratores, com seus respectivos motoristas, saíam para a lida do dia.

Então, logo após ultrapassarmos a Fazenda Santo Expedito, enfrentamos o único ascenso importante dessa etapa, mas que vencemos com calma e obstinação.

O trajeto sequente nos levou a caminhar sobre o alto de uma montanha, com amplas visões de ambos os lados da estrada, num dos trechos mais belos desse caminho.

Pelo lado direito, pudemos avistar uma grande serra a nos ladear, no entanto, não consegui descobrir seu nome.

Depois de enfrentamos ríspido descenso, acabamos por desaguar na rodovia SP-352, que liga as cidades de Itapira e Amparo.

Até ali já havíamos percorrido 16 quilômetros.

Então, seguimos caminhando à beira da pista asfaltada onde, por sorte, havia um bom espaço para tal, pois a rodovia não possui acostamento.

Esse trecho derradeiro foi difícil e monótono, agravado pela tensão e o risco de atropelamento, pois a via apresentou expressivo tráfego de veículos leves e pesados.

Mas, não há mal que dure eternamente e, assim, depois de muito labutar e caminhar mais duríssimos 11 quilômetros, conseguimos atingir o nosso objetivo do dia.

Algumas fotos dessa etapa:


O sol ainda não saiu, mas já estamos firmes na trilha.


Paisagens belíssimas nesse dia.


Estrada em descenso, protegida e sem pó.


Passagem diante da belíssima Fazenda Santo Antônio.


Trecho sombreado..


Grandes retões. O sol já brilha no céu.


Uma grande serra nos acompanha pelo lado direito.


Trecho mágico!


Quase chegando ao asfalto, caminho sem sombras e sol forte.


Trecho final, à beira da rodovia...

No início do século XIX, famílias de Atibaia, Bragança e Nazaré fixaram-se num bairro chamado Camanducaia, na região do Sertão de Bragança, possivelmente atraídos pela fertilidade das terras da região.

Por volta de 1824, os moradores do retiro, com autorização do vigário capitular, constroem uma capela dedicada a Nossa Senhora do Amparo, que acabaria por dar nome à cidade.

Em 8 de abril de 1829, o bairro da capela de Nossa Senhora do Amparo ganha a condição de capela curada, data que é oficialmente considerada a fundação de Amparo. Com o crescimento dos anos seguintes, o aglomerado é elevado a condição de freguesia (1839).


Interior da igreja matriz de Amparo/SP.

1850 marca o início das lavouras de café, ciclo que impulsionaria a elevação da vila Nossa Senhora do Amparo à categoria de cidade em 1863.

Quando da sagração da Igreja Matriz no ano de 1878, foi entronizada a imagem de Nossa Senhora do Amparo, trazida da cidade portuguesa do Porto, sob o patronato da Baronesa de Campinas, Da. Anna Cintra.

Nas décadas seguintes, a cidade prosperou com o café, ganhou serviço de correios, inaugurou um jornal ("Tribuna Amparense"), iluminação com lampiões a querosene e a Companhia Mogiana de Estradas de Ferro, para escoar sua crescente produção de cafeeira rumo ao porto de Santos.

Em 1878, Amparo recebeu a visita de Dom Pedro II, que é hospedado pelo Barão de Campinas, cidade já considerada a maior produtora de café do Brasil Império.


Imagem de Nossa Senhora do Amparo, vinda da cidade do Porto/Portugal.

Durante os anos 20, a então Igreja Matriz, agora Catedral Nossa Senhora do Amparo, consoante projeto do engenheiro civil amparense Dr. Amador Cintra do Prado, neto do Barão de Campinas, foi radicalmente reformada, tendo suas paredes reforçadas e suas torres finalizadas.

Tal projeção manteve-se até a segunda década do século XX, quando então a grave crise do café (1929) trouxe crise e estagnação econômica à cidade. E foi neste mesmo ano que o Secretário de Justiça do Estado de São Paulo, Artur Piqueroby de Aguiar Whitaker, em discurso, designou a cidade como a "Flor da Montanha".

Somente a partir de 1940, a estagnação econômica provocada pela crise do café começou a se reverter, com o surgimento, ainda tímido, da atividade industrial.

Amparo é um dos 11 municípios paulistas considerados estâncias hidrominerais pelo Estado de São Paulo, por cumprirem determinados pré-requisitos definidos por Lei Estadual. Tal status garante a esses municípios uma verba maior por parte do Estado para a promoção do turismo regional. Também, o município adquire o direito de agregar junto a seu nome o título de Estância Hidromineral, termo pelo qual passa a ser designado tanto pelo expediente municipal oficial quanto pelas referências estaduais.

População atual: 70 mil pessoas – Altitude: 674 m. - (Fonte: Wikipédia.)



Ao fundo, a igreja matriz de Amparo/SP.

RESUMO DO DIA - Tempo gasto, computado desde o Ciluzzo´s Restaurante e Pousada, em Santo Antônio da Passe/SP, até o Ancona Center Hotel, em Amparo/SP: 5 h 40 min.

Clima: Ensolarado, variando a temperatura entre 15 e 25 graus.

Pernoite: Ancona Center Hotel: Apartamento individual excelente, com café da manhã - Preço: R$90,00.

Almoço: Restaurante Paiol: Excelente! – Preço: R$19,00, pode-se comer à vontade no sistema self-service.

Para visualizar essa trilha, gravada no aplicativo Wikiloc, acesse: https://pt.wikiloc.com/trilhas-trekking/santo-antonio-da-posse-a-amparo-25957895


AVALIAÇÃO PESSOAL: Uma jornada de belas paisagens e de certa facilidade, não fossem os derradeiros 11 quilômetros trilhados à beira do asfalto e, quase sempre, em perene ascenso. O forte nessa etapa foram as grandes fazendas de criação de gado, aliada a algumas outras, onde sobressaiam culturas de cana-de-açúcar e laranja. No geral, uma etapa de média extensão, onde já começaram a se destacar algumas elevações importantes, sinal de que o Estado de Minas Gerais estava cada vez mais próximo.