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FINAL


FINAL

A paz que você procura muitas vezes está no silêncio que você não faz”.


CAMINHO DA PAZ



COMO FAZER


Se faz necessário, o peregrino manter contato com o Projeto Semente, antes de fazer o Caminho. e-Mail: projetosemente@projetosemente.com.br

O primeiro passo antes de iniciar a peregrinação pelo Caminho da Paz é adquirir sua credencial. Será a sua identificação durante todo o percurso.

Na cidade de Amargosa, 240 quilômetros de Salvador, na Pousada do Bosque (75) 3634-2663, primeiro ponto de apoio do Caminho, você adquire a credencial e todas as informações necessárias: Nomes de Pousadas e contatos em cada localidade, pontos de apoio, agências bancárias e horários de funcionamento, quilometragem de cada trecho, etc.


Seta pintada numa pedra, em algum local da etapa Mutuípe à Jiquiriçá.

Todo o Caminho está demarcado com setas amarelas.

Fonte: http://www.projetosemente.com.br/

COMO COMEÇOU


No dia 09 de Novembro de 2003, Domingo, Antônio Presidio (44 anos) e Maria de Lourdes (64 anos), e mais 6 peregrinos, abriram o Caminho da Paz. A humanidade estava recebendo das montanhas do Vale do Jiquiriçá, a mais nova intenção de Amor, Paz e Fraternidade. Maria de Lourdes, ao lado de Presidio, comandou toda a demarcação e contatos com as comunidades, era a alegria em pessoa.

Com pincéis e tinta amarela, os peregrinos: José Antônio (62 anos), Welington Muller (48 anos), Roberto (45 anos), Lourdinha (66 anos), Jussara (44 anos) e Benedito (64 anos), além de Maria e Presidio, partiram de Amargosa em direção ao primeiro pouso, no Alto da Lagoinha. Ao longo dos 165 quilômetros, de extensão do Caminho da Paz, as setas eram colocadas. em estacas, postes, árvores, pedras, etc.

OBS: Em 2011 o Caminho da Paz sofre uma alteração no seu trecho final.


Projeto Semente e Pousada, um espaço maravilhoso.

O trecho Ubaíra / Santa Inês / Projeto Semente, sai do roteiro.

É um percurso muito árido, de pouco apoio e pouco abastecimento. Torna-se mais sofrido que prazeroso.

De Ubaíra, partimos direto para o Projeto Semente.

O Caminho da Paz passa a ser percorrido em 6 dias e sua extensão passa a ter 127 km.

Fonte: http://www.projetosemente.com.br/


DICAS


1) Poucas vendas com Água Mineral, ao longo de todo o percurso.

2) O valor das diárias negociadas com os proprietários de cada pousada, fica entre R$ 25,00 e R$ 50,00 com café da manhã.

3) O nome das pousadas ou a quem procurar, você recebe junto com a Credencial.

4) As setas foram pintadas na cor amarela, em Estacas de cercas, Árvores, Postes e Pedras. Fique atento!


Seta pintada num poste, em algum lugar da etapa Jiquiriçá à Ubaíra.

5) O custo por dia da jornada, fica em média, R$80,00 (hospedagem, alimentação e extras). Fazendo o Caminho em 6 dias, você gastará aproximadamente R$ 480,00.

6) Em média se anda 4 quilômetros por hora. Lembrar que existem ladeiras e mochila nas costas.

7) Agências do Banco do Brasil nas cidades de Amargosa, Mutuípe, Jiquiriçá e Ubaíra. O horário de funcionamento, por ser no interior do estado, é das 08 h às 13 h.

8) Sugerimos que saiam cedo, para evitar o sol por muito tempo.

9) Dicas mais específicas, na Credencial do Peregrino.

Fonte: http://www.projetosemente.com.br/


QUEM FAZ O CAMINHO DA PAZ


A peregrinação é uma constante na vida dos homens, haja vista que pessoas como Moisés, Abraão, Sidarta, Jesus Cristo, Tarso e outros, através dela consolidaram suas ideias e pensamentos.

Em vários trechos da bíblia se lê relatos sobre essa atividade.

É também, fazendo uma caminhada que às vezes, entre outras coisas e acontecimentos bem refletidos, se vê, se comprova e convive com a simplicidade, a pureza, a solidariedade, fraternidade que existem e são preservadas na vida do homem do campo.

Fonte: http://www.projetosemente.com.br/


EPÍLOGO


Foto do Livro de Visitas de Alto de Alagoinha, que fica sob a guarda do Sr. Edson.

Alto da Lagoinha – 09/11/2003

Na abertura deste livro, o primeiro registro não poderia deixar de ser a emoção da chegada, neste lugar sagrado, chamado Alto da Lagoinha.

Quando as subidas e descidas pareciam nunca mais ter mais fim... Surge em meio a belíssima paisagem do vale, a imagem de um pequeno povoado.

Misturada a essa paisagem, e vindo em nossa direção, 20... 30... 40... 50... pessoas. Impossível calcular o número, pela quantidade de amor que traziam.

A princípio a dúvida...

Será mesmo que estão vindo em nossa direção?

Estavam vindo sim. A dúvida era minha e não delas. Eles traziam a forma simples de amar. E assim nos receberam.

Carregaram nossas mochilas, tomaram chuva, olhavam para nós como se fossemos especiais; mas nem de longe desconfiavam que a maior riqueza estavam neles.

Nos deram afeto, colo, casa, comida, toalha de banho...

Mais de 22 residências estavam a nossa disposição.

A vila simplesmente parou para nos receber. Fomos “disputados” pelos moradores.

8 peregrinos foi pouco. Seria pouco também se fossem 15, ou 20, ou 30. Tantos viessem... tantos seriam abrigados.

Por fim, uma festa surpresa, com banquete, música e apresentação de uma peça por crianças e adolescentes do povoado.

Lágrimas não faltaram.

Todo vilarejo celebrando a paz.

A energia do amor, por todos os cantos.

Fomos muito mais que recebidos... FOMOS ACOLHIDOS!

10.11.2003 - Presídio”

(Transcrito do Livro de Visitas de Peregrinos de Alto de Lagoinha, que fica sob a guarda do Sr. Édson)


FINALIZANDO...


Não é em todo lugar que se pode ir de carro, e há lugares fantásticos aonde só se chega praticando uma atividade física natural ao ser humano – a caminhada – e que pode transformar qualquer passeio em uma descoberta prazerosa.

A caminhada por trilhas em chapadas, serras, florestas e bosques é considerada uma modalidade esportiva e, portanto, classificada por graus de dificuldade.

Nesse sentido, iniciar um novo Caminho é sempre um grande desafio, posto que nem sempre conhecemos o “terreno” a ser percorrido.

Para se lançar nessa empreitada, os requisitos principais são disposição, roupas confortáveis, botas adequadas e muita força de vontade.

Afinal, o peregrino é um ser inquieto, que ama a vida e a liberdade.


Mais um diploma conquistado com muito suor e alegria!

Porém, há momentos que percebemos nossas forças vacilarem, vez que somos humanos e limitados, mas certo é que todo “novo caminho” nos transforma.

Por essa razão, só quem sentiu o cheiro do mato e a poeira da estrada, lavou os pés doloridos nas águas dos mansos regatos, cheirou a flor do campo, que enfeitou a margem do caminho, saberá qualificar o amor e a beleza da natureza que palpita, ainda mais forte, nos sonhos dos que caminham. 

O caminho é feito pelos pés do peregrino, posto que as pegadas que ficaram pelas estradas, serão itinerários para outros, em novo amanhecer. 

Também serão provas de que por ali passaram pés cansados mas, também, ousados, que teimaram em pensar e desvendar a arte de bem viver. 

Quem caminha percebe que na vida, todos somos peregrinos, passantes, pequeninos grãos de areia, quase nem percebidos nessa imensidão do existir. 

Todos sabemos que a felicidade não está no fim do caminho e, sim, no caminho que se faz ao caminhar. 

Nesse sentido, diria que percorrer o Caminho da Paz se mostrou uma experiência maravilhosa, pontilhada de imorredouras paisagens, pleno de momentos maravilhosos e lembranças inesquecíveis.

Seu trajeto é marcado por inúmeros ascensos e declives, natureza intensa, animais variados, sons e cores.

Nele, caminhamos em estradas e trilhas por onde já passaram milhares de índios, desbravadores, catequizadores, tropeiros e tantos outros, que evocam em nosso espírito uma sensação de imponência, magnitude e irradiante energia.

As pessoas simples das roças são um capítulo à parte: amáveis, hospitaleiras, sempre têm algo a oferecer, seja uma fruta ou um copo d'água, um banquinho para um descanso, às vezes, até um abraço e, invariavelmente, um desejo de: “vai em paz e que Deus te acompanhe”! 


No Projeto Semente, com a Marlene, comemorando o final do Caminho da Paz! 
(Créditos: Marlene Araújo Arruda)

Foi também uma lição de vida, porque pude compartilhar vários dias da amizade de minha amiga Marlene, a quem agradeço pelos momentos inesquecíveis de convivência. 

Por isso mesmo, o Caminho da Paz transfigurou-se, para mim, numa experiência única e imorredoura, que recomendo com efusão!


Bom Caminho a todos!



Agosto/2015
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