2º dia: DUMONT a CRAVINHOS - 36 quilômetros


2º dia: DUMONT a CRAVINHOS - 36 quilômetros

"Querida Mãe Nossa Senhora Aparecida, Vós que nos amais e nos guiais todos os dias, vós que sois a mais bela das Mães, a quem eu amo de todo o meu coração. Eu vos peço mais uma vez que me ajudeis a alcançar uma graça. Sei que me ajudareis e sei que me acompanhareis sempre, até a hora da minha morte.


O percurso seria de grande extensão, embora de ínfima variação altimétrica.

Mas, como estávamos num sábado, resolvi sair o mais cedo possível.

Depois das abluções matinais e a ingestão de frutas e chocolates, deixei o local de pernoite às 5 h 30 min, com a lanterna acesa na mão, visto que o dia só amanheceria uma hora depois.

Para subsídiar minha jornada, levava na mãos uma cópia xerox dessa etapa, extraída do Guia do Caminho da Fé, publicado pelo Olinto.

Como lá constava a metragem que eu deveria caminhar até a próxima mudança de direção, eu anotava tudo mentalmente, conferia o tempo no relógio e, como seguia num ritmo constante de 5 km/hora, tudo ficava mais fácil de controlar.

E não tive problemas no trajeto, embora a cana ainda não tivesse sido cortada nessa zona.


No caminho para Cravinhos - Mais um dia amanhecendo!

Lentamente, o dia principiou a clarear e logo eu pude desligar e guardar minha lanterna.

Com a luz matutina se infiltrando pelo entorno, pude caminhar com mais confiança e tranquilidade.

O silêncio era total e não fosse o pipilar dos pássaros que cruzavam os céus, diria que eu estava em outro mundo.

Com isso, curti bons momentos de grande introspecção interior, onde tentei me conectar com o infinito.


Outra jornada cumprida entre extensos canaviais.

Sobre o tema, o pensador Augusto Vicente, assim se manifestou:

“A introspecção, de alguma maneira, renova a esperança da busca incessante pelo nosso verdadeiro eu. É a partir dessa ferramenta poderosa que o nosso reflexo se mostra nítido. Agora, de frente ao espelho, ocorre que, se olhares em teus olhos, vais sorrir e escutar o som privilegiado da paz. Lágrimas com sabor de sinceridade. O infinito se fazendo mensurável. Para isso ocorrer, deves estar próximo (ou pensando) em quem, ou, em que, tu amas.”

Depois de seis quilômetros percorridos, um fusca amarelo me alcançou, o seu motorista diminuiu a velocidade do veículo, me cumprimentou e ofereceu uma carona, pois ele seguia na mesma direção que eu.

Agradeci-lhe efusivamente, mas recusei sua proposta, utilizando a desculpa de que estava pagando uma promessa.


O dia finalmente amanhece...

O sol finalmente apontou no céu e deixou tudo mais claro e bonito.

E depois de 8 quilômetros percorridos em bom ritmo, passei diante da Parada Zé Goleiro, um local que serve bebidas e porções.

Ali 4 cães vira-latas me receberam com estridente alarido, mas logo percebi que eram amigos e não ofereciam perigo.


No caminho para Cravinhos - Parada Zé Goleiro, que estava fechada no momento em que lá passei.


“O bar do Zé Goleiro surgiu em 1937, em uma casa centenária localizada a 20 quilômetros de Ribeirão Preto.

A casa foi adquirida pelo casal Alice e José Nunes, sogros de José Carlos, e funcionava como um armazém.

O nome Zé Goleiro surgiu devido às partidas de futebol que aconteciam na fazenda Bela Vista e com o tempo foram se popularizando

Venda do Zé Goleiro

No meio do canavial, próximo à Cruz do Pedro, fica a tradicional venda. O bar do Zé Goleiro é ponto de encontro de trilheiros e cavaleiros.

O antigo armazém ganhou fama na década de 90, quando o Zé Goleiro, que de fato era goleiro do time da fazenda, assumiu o comando e passou a vender porções. Até hoje, tudo é mantido como Zé Goleiro deixou, os objetos pendurados no teto, o velho balcão de madeira, os tachos para preparo das porções. Torresmo e a caipirinha de vinho, servida no vidro de palmito, são os destaques deste bar que é uma tradição da cidade.

A arquitetura do local é característica do final do século XIX. Grandes árvores proporcionam uma agradável sombra num ambiente rural que nos faz lembrar o passado. No interior do bar, balcões e prateleiras de madeira, bem antigos, dão o ar de pitoresco no local. Vê-se muitos objetos pendurados no teto.

Boteco indicado para quem busca um local diferente entre amigos, não espere o mínimo de luxo, pois saladas são servidas em bacias, e bebidas em vidros de palmito. Mas o negócio é entrar no clima e curtir.

José Carlos Gonçalves, o Zé Goleiro, faleceu em janeiro de 2009 com 65 anos de idade.

Hoje quem toma conta do local é Maria José, sua filha.

Rua Municipal, 492, em meio a um canavial, na região da antiga estrada entre Ribeirão Preto e Guatapará.”

Fonte: http://emribeirao.com/turismo/


No caminho para Cravinhos - A Parada Zé Goleiro ficou para trás, depois da curva.

Tudo ali estava fechado e silencioso, de forma que fiz breve parada no local para me hidratar, utilizando, para tanto, um dos vários bancos de madeira, existentes sob o copado arvoredo.

Aproveitei, ainda, para dividir um pedaço do pão que eu levava, com meus 4 amigos peludos.

Depois, segui adiante, e logo fleti radicalmente à esquerda.

Mais abaixo, ultrapassei um riacho por uma ponte de concreto, depois segui em leve ascendência.

Um quilômetro acima, passei ao lado da Cruz do Pedro, um local emblemático, onde existe uma capela e outras duas pequenas construções adjacentes.

Eu logo percebi uma estranha energia emanando do lugar e não quis adentrar ao ambiente para visitação, de forma que fiz apenas fotos e segui adiante.

Posteriormente, pela internet, tomei conhecimento do que houve ali.


A famosa "Cruz do Pedro".

“Uma história muito triste ronda o lugar. Foi no ano de 1889, um garoto de 8 anos, Pedro, foi espancado até a morte por um carreiro, conhecido na localidade por ser muito mal. Após matar o garoto o carreiro o pendurou numa árvore para simular um suicídio. Quando a mãe do garoto encontra o corpo, faz um juramento: as mãos do assassino haveriam de secar. E foi o que aconteceu. Na próxima fase da lua as mãos do carreiro estavam totalmente secas.

Diz a história que a mãe de Pedro fincou uma cruz bem onde encontrou o corpo do seu filho. Nesse local começou uma peregrinação. Posteriormente foi construída uma capela com um local para atender os devotos. Ali pode se notar vários objetos deixados pelos fiéis, numa demonstração de fé e devoção.

O local é adaptado para festas que ocorrem todos nos dias 28 e 29 de junho, com grande programação, incluindo visitação a capela, leilão e música ao vivo.

A história até já ganhou um curta-metragem e o local está inserto no município de Guatapará.”

Fonte: http://cidadeselugares.blogspot.com.br/


Prosseguindo, sempre entre canaviais.

A estrada seguiu sempre muito bem sinalizada e entre extensos canaviais, novamente, a tônica dessa etapa.

Passei por alguns cruzamentos, porém a ordem era prosseguir sempre pela estrada maior e mais batida.


Uma frondosa e solitária árvore que restou nesse trecho.

Sem problemas, mais acima, num trevo que dá acesso à Fazenda São Sebastião, eu prossegui à esquerda, agora em ascenso.


No caminho para Cravinhos - Um velho tronco dá o tom nesse trecho da estrada.

No entanto, ainda ladeado por imensos pés de cana-de-açúcar.

Mais acima, contudo, passei a caminhar entre fazendas de criação de gado, o que meus olhos agradeceram.


No caminho para Cravinhos - paisagens mágicas!

Seguiu-se um formoso e fresco bosque, por onde segui a salvo do sol, e pude respirar a plenos pulmões o fresco ar que dali se desprendia.

Num entremeio da mata, pude observar do lado direito a imensa sede de uma fazenda, infelizmente, em ruínas.


No caminho para Cravinhos - transitando por um ref
rescante bosque.

Havia também inúmeras casas situadas à beira da estrada, também abandonadas, possivelmente, uma antiga colônia de trabalhadores rurais.

Certamente, aquela propriedade fora grande produtora de café e com o final dessa cultura, seus empregados precisaram emigrar para outras localidades.


Caminho arejado, mas sem sobras.

Prosseguindo, em determinado local eu fiz um giro à esquerda e prossegui indefinidamente entre canaviais novamente.

Nesse local o silêncio reinante foi abruptamente quebrado pelo forte barulho de máquinas e caminhões.

Mais acima, eu passei ao lado do local onde a safra de cana estava sendo colhida e pude observar atentamente como ela se opera.

O processo todo é mecanizado e utiliza cortadores de cana e carretas de transbordo, empregando somente mão de obra especializada como operadores de máquinas e tratoristas, sem a necessidade do emprego de trabalhadores braçais. 


A ceifa da cana em curso.

Sua principal vantagem foi rapidez na execução do trabalho, bem como a desnecessidade de atear fogo aos canaviais antes da colheita.

O Protocolo Agroambiental de São Paulo se traduziu em medida legal em defesa do meio ambiente, já que a queima da palha da cana-de-açúcar é uma das grandes responsáveis pela emissão de dióxido de carbono (CO2) na atmosfera.

Além disso, seria um caso de saúde pública, visto que há um aumento substancial no número de doenças respiratórias entre crianças e idosos, principalmente, nas cidades limítrofes da produção canavieira, o que teria gerado infindáveis processos na justiça contra as usinas.


No caminho para Cravinhos - Ainda os canaviais.

O barulho das máquinas e a intensa atividade dos “treminhões”, imensos veículos que transportam o produto às usinas, estava solapando meu bom humor, de forma que rapidamente prossegui em frente.

Dois quilômetros à frente, já descendendo, adentrei num caminho sombreado e com belas vistas do entorno.


A paisagem mudou, finalmente..

A paisagem tornou-se bucólica e arejada, visto que a cana já não era a principal planta nesse trecho.

Um renque de árvores me acompanhava pelo lado esquerdo e, embora não me propiciassem sombras pela posição do sol naquele horário, ao menos davam uma conotação diferenciada ao entorno.


Descendendo forte..

Mais dois quilômetros percorridos em bom ritmo e adentrei em asfalto, transitando defronte a imensos condomínios do Residencial Alphaville.

O local é de paradisíaca beleza, com grandes avenidas arborizadas e extensos gramados no entorno.

Como o tráfego era inexpressivo, muitas pessoas se movimentavam naquele enclave, uns correndo, outros caminhando e, a grande maioria pedalando bicicletas.


O belíssimo Residencial Alphaville de Bonfim Paulista.

O dia estava claro, sol ameno, temperatura na casa dos 15 graus, extremamente favorável à saudável prática da atividade física.

Eu segui sempre por um calçadão lateral e muitas pessoas, reconhecendo-me peregrino, deram saudações de bom dia e desejaram boa viagem.


Caminho agradável, por extenso calçadão lateral.

Mais dois quilômetros percorridos, numa grande rotatória, eu adentrei à direita, num sombreado caminho de terra, depois prossegui por ruas asfaltadas, mas periféricas à zona urbana.

Na verdade, eu estava transitando pelo distrito de Bonfim Paulista, que dista 16 quilômetros de Ribeirão Preto, sua sede.

Sua população atual beira os 12 mil habitantes e até ali eu já havia percorrido próximo de 20 quilômetros.

No centro da povoação existem supermercados, farmácias, restaurantes, lanchonetes, padarias, além do Santuário de Nosso Senhor do Bonfim.

Aqueles que não se sentirem confortáveis para prosseguir em frente, têm a opção de se hospedar no Hotel Ibis Ribeirão Shopping, 15 minutos de ônibus urbano, a cada 20 minutos, ou serviços de Van.

Eu estava animado e segui adiante, sempre por asfalto e ruas periféricas.


Longo trecho em asfalto, por bairros periféricos de Bonfim Paulista.

Mais adiante, eu atravessei uma rodovia e segui em frente, indefinidamente, por asfalto.

Quatro quilômetros depois, por um pontilhão, eu atravessei sobre a rodovia que liga Ribeirão a Araraquara, ultrapassei uma rotatória e prossegui em frente.


Ainda em asfalto...

Todo esse trecho está muito bem sinalizado e em nenhum momento tive dúvidas quanto a minha trajetória.

Caminhei ainda algum tempo por asfalto, depois adentrei em terra novamente e meus pés, de plano, agradeceram.


Caminho sombreado nesse trecho.

Passei a transitar, então, entre chácaras, onde a vegetação era exuberante.

Atravessei um pequeno bosque, pleno de umbrosas árvores, num trajeto fresco e agradável, visto que o sol em seu giro celeste, já estava no ápice.

Passei ainda por fazendas de criação de gado leiteiro e, mais abaixo, ultrapassei rumorejante riacho por uma ponte de concreto.


No caminho para Cravinhos - Descendendo em direção a uma ponte.

No trecho seguinte, fui ultrapassado por um sem números de ciclistas que percorria essa etapa do caminho, mas apenas como esporte, pois nenhum deles era peregrino.

Iriam até Cravinhos, aproveitando a estrutura do caminho, depois retornariam.

Alguns me perguntaram se eu estava percorrendo o Caminho da Fé e, ante minha aquiescência, me externavam votos de boa viagem.


Entorno belíssimo, mas sem sombras.

Mais acima, voltei a transitar entre canaviais novamente.

Por pouco tempo, porque depois retornei às pastagens ou locais de ampla visão, onde a cana já havia sido cortada.

Foi um transcurso importante, pois, em breve, eu retornaria ao barulho da cidade e ao estresse dele advenientes.


No caminho para Cravinhos - Caminho retilíneo e orlado por eucaliptos.

Um caminho retilíneo, de excelente piso, me conduziu um bom tempo entre imensos eucaliptos.

As sombras serviram para refrigerar os passos e me deram novo ânimo.


No caminho para Cravinhos - O roteiro prosseguiu retilíneo e levemente ascendente.

Nesse trecho derradeiro, voltei a ser ultrapassado por vários grupos de ciclistas que, conforme me disse um, em sua gíria “baikista”: estamos “fazendo um pedal” para comemorar este belíssimo dia de sábado!

Aproximadamente 30 quilômetros caminhados, pude observar no horizonte um extenso conjunto habitacional recém-construído, por onde eu transitaria na sequência e isto abalou um pouco meu ânimo.


Ao longe, o novel Conjunto Habitacional de Cravinhos.

Quase no final do caminho de terra, debaixo de uma frondosa árvore, avistei e cumprimentei pela derradeira vez, naquele dia, a grande massa de ciclistas que tinha me ultrapassado, ali reunidos, conversando e descansando.

Depois de um ziguezague por ruas da periferia, acessei à Avenida Pedro Amoroso e por ela segui em direção ao centro da urbe.

Foi um trajeto tenso e barulhento, pois a cidade se encontrava bastante movimentada, e com intenso tráfego de veículos.

Finalmente, próximo ao Santuário de Santa Luzia, encontrei o Portal do Caminho da Fé.


Portal do Caminho da Fé em Cravinhos/SP

O monumento, formado por três grandes blocos de granito e incrustações em aço inox, é bastante sugestivo e foi inaugurado quando da abertura dessa Rota, em 09/07/2008.

Depois das necessárias fotos no local, eu segui em frente por 300 metros, depois girei à esquerda na rua Maestro Jorge da Fonseca, atravessei toda a cidade no sentido leste-oeste e, finalmente, aportei ao Hotel Girassol, onde me hospedei nesse dia.

Ali, por R$55,00, pude dispor de um quarto individual, mas em péssimo estado de conservação.

Bem, chamar aquele estabelecimento de Hotel é uma grande aberração, pois o edifício precisaria passar por uma ampla reforma para fazer jus ao nome de Pensão e olha lá.

Para se ter uma ideia, das 4 luzes existentes no ambiente, só uma acendia; o ventilador de teto não funcionava, a bacia do banheiro estava entupida e não existia papel higiênico, toalha de banho ou sabonete disponível no quarto.

Como agora conheço o Caminho da Fé em toda a sua extensão e ramais agregados, diria que, de longe, esse é o pior local para pernoite em todo o roteiro.

Contudo, é necessário louvar a boa vontade do porteiro e demais funcionários, que de tudo fizeram para me agradar e minorizar meu desconforto, posto que eles não têm culpa do lastimável estado em que se encontram as dependências oferecidas aos hóspedes.

Para almoçar, utilizei os serviços de um restaurante localizado a cem metros do hotel, junto ao Posto Ipiranga, onde, por R$20,00, pude me servir à vontade de uma excelente comida caseira.

Depois, face à longa jornada vivenciada naquele dia, deitei para descansar.


Igreja matriz de Cravinhos.

A cidade de Cravinhos foi fundada em 1876 e elevada a distrito em 1.893, pertencendo à comarca de Ribeirão Preto, de onde dista 26 quilômetros.

Foi desmembrada de Ribeirão Preto em 1897, sendo instalada no ano seguinte como vilarejo de café.

Atualmente, possui 34 mil habitantes e seu nome teve origem na flor Cravina, pequenos cravos, que havia em grande quantidade nos canteiros da Fazenda Cravinhos e na região.

O município possui elevações rochosas e montanhosas, sendo que grande parte de seu solo é aproveitado para o cultivo. 


Fonte existente na praça central de Cravinhos.

Além disso, germinam excelentes pastagens, que por não serem muito íngremes, dão condições de fácil acesso ao gado.

As pequenas planícies, sempre com um pequeno decline alongado, são formadas de terras roxas, cujo solo fértil aceita qualquer tipo de cultura, inclusive, cana-de-açúcar, a maior riqueza da região.

Cravinhos também está despontando com um grande polo industrial do interior paulista, sendo que, as empresas de grande porte que anunciaram investimentos na cidade, são a Santal, a Frango Assado, o Grupo WTB Participações, a Ouro Fino Agronegócios, o grupo americano Dow AgroSciences Sementes, a ParexGroup e o laboratório PDT Pharma, dentre outras.


Igreja matriz de Cravinhos, fotografada de outro ângulo.

À tarde, já retemperado, fui fotografar a igreja matriz da cidade, cujo padroeiro é São José.

Tinha vivo interesse em visitá-la, porém, ela se encontrava fechada e só reabriria mais tarde, para a missa das 19 horas.


Praça central de Cravinhos.

Dei, então, uma volta pela praça matriz da cidade, depois fui rumo a um supermercado, para me prover de víveres para o lanche noturno e a trilha do dia sequente.

Fazia bastante frio naquele dia e como o vitro do banheiro se encontrava aberto e emperrado, precisei lançar mão de 3 cobertores para poder dormir.

Ainda assim, muito mal, pois o hotel se localiza a menos de 100 metros da Via Anhanguera onde, mesmo à noite, o tráfego prosseguiu intenso, mormente o de caminhões.


IMPRESSÃO PESSOAL – Uma etapa de grande amplitude, uma das mais longas de todo o Caminho da Fé, com um percurso quase todo plano, porém, com raríssimas sombras. A paisagem é praticamente imutável, onde a tônica são os extensos canaviais, sendo 26 quilômetros em terra e 10 quilômetros em asfalto. A lamentar ainda, o Hotel Girassol, em Cravinhos, de longe, o pior lugar que pernoitei em todo o Caminho da Fé até hoje.