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MINHA VIAGEM


MINHA VIAGEM

"Viajar nem sempre é bonito. Nem sempre é confortável. Às vezes dói, pode quebrar seu coração. Mas, tudo bem. A viagem muda você. Ela deixa marcas na sua memória, em sua consciência, em seu coração, e em seu corpo. Você leva uma lembrança. Com sorte, também deixa algo de bom para trás." (Anthony Bourdain)


Para qualquer coisa a ser feita, devemos tomar a atitude de iniciá-la e ter consciência de que queremos chegar a um final desejado.

Se não decidirmos dar o primeiro passo, estaremos construindo apenas sonhos que jamais se realizarão, pois nunca venceremos a inércia, a preguiça e, com efeito, nossos desejos não se concretizarão.

A coragem, que é uma grande virtude, deve ser cultivada dentro de nós, e tudo que nos propormos, em tendo um objetivo definido, devemos tomar a decisão de começar, tendo fé, resignação, paciência e coragem para chegarmos a bom termo.

Foi pensando no significado das linhas acima que deixei o conforto do meu lar e embarquei num ônibus em direção à São Paulo.

Minha chegada em Mogi das Cruzes se deu numa segunda-feira, na hora do almoço.

Lá, eu desembarquei na Estação Rodoviária, situada defronte ao local que sinaliza o início da Rota da Luz.

Rapidamente, em face do sol forte, percorri diversas ruas, até me registrar no Hotel Marbor, onde havia feito reserva.

Ali, por R$100,00, foi me disponibilizado um razoável quarto individual.

Já passava das 13 horas, então, fui almoçar e, para tanto, utilizei os serviços do restaurante Ebissu, localizado no centro da cidade, onde o quilo da refeição, servida no estilo self-service, custa R$32,90.


Catedral de Sant'Ana, em Mogi das Cruzes/SP.

Antes da fundação do povoado de Mogi das Cruzes, o bandeirante Braz Cubas, no ano de 1560, havia se embrenhado pelas matas do território mogiano, às margens do Rio Anhembi, hoje Tietê, à procura de ouro.

O bandeirante Gaspar Vaz abriu o primeiro caminho de acesso de São Paulo a Mogi, dando início ao povoado, que foi elevado à Vila em 17 de agosto de 1611 com o nome de Vila de Sant'Anna de Mogi Mirim.

A oficialização ocorreu em 1º de setembro, dia em que se comemora o aniversário da cidade.

Mogi é uma alteração de Boigy que, por sua vez, vem de M'Boigy, o que significa "Rio das Cobras", denominação que os índios davam a um trecho do Tietê.

Quando a Vila foi criada, devido ao costume de adotar o nome do padroeiro, passou a ser denominada "Sant'Anna de Mogy Mirim".

Na língua indígena, Mirim quer dizer pequeno.
 

Bandeira da cidade de Mogi das Cruzes/SP.

Provavelmente, uma referência ao riacho Mogi Mirim.

A linguagem popular tratou de acrescentar o termo "cruzes" ao nome oficial da Vila.

Era costume dos povoadores sinalizar com cruzes os marcos que indicavam os limites da Vila, de acordo com tese de Dom Duarte Leopoldo e Silva, confirmada pelo historiador e professor Jurandyr Ferraz de Campos.

Mogi das Cruzes possui potencial para o turismo rural, ecoturismo e o turismo de aventura, além de locais históricos, de uma cidade de 455 anos.

O município é o maior produtor de caquis, nêsperas, cogumelos, hortaliças e orquídeas do país e muitos produtores recebem os visitantes, que podem conhecer a produção.

População atual: 430 mil habitantes;

Suas principais atrações são: Casarão do Chá, Igreja da Ordem Terceira de Nossa Senhora do Carmo, Mesquita islâmica, Orquidário Oriental, Parque das Neblinas e Pico do Urubu.


Defronte à Catedral de Sant'Ana, em Mogi das Cruzes/SP.

O dia estava claro, sol forte, então, assim que o calor amainou, segui novamente em direção ao Terminal Rodoviário da cidade, com a intenção de verificar atentamente o local por onde eu deixaria a cidade na manhã seguinte.

Infelizmente, o hotel Marbor está localizado a mais de 2 quilômetros do lugar, por isso não o recomendo aos amigos.

Embora a educação e simpatia de seus funcionários seja digna de elogios, entendo que o hotel Íbis, construído a 200 metros, se tanto, da Rodoviária, seria uma opção bem mais viável.

Porém, só me dei conta disso, enquanto transitava em direção ao estabelecimento, onde já havia feito reserva.

Bem, eu não encontrei nenhum marco, portal ou pedestal que atestasse com exatidão onde a Rota da Luz tem início.

Mas, certamente, ele se localiza na praça fronteiriça à Rodoviária local.

Enquanto tentava obter maiores informações sobre o lugar exato de partida, surpreendentemente, conheci a peregrina Sônia, uma paulistana inexperiente que, como eu, também iniciaria o seu caminho na terça-feira.

Como estávamos hospedados em hotéis diferentes, combinamos nos encontrar ali às 6 horas do dia seguinte.

E já que não estávamos cumprindo promessas, pactuamos remeter nossas mochilas diariamente, com custo dividido, como forma de amenizar o trânsito diário.

Ainda, ficou estabelecido que sairíamos sempre juntos nas manhãs sequentes, por ser ela neófita em caminhos, como forma de proteção em conjunto e logística na entrega da equipagem, porém, assim que o dia clareasse, cada um percorreria o roteiro no seu ritmo.


Junto ao obelisco que sinaliza o "Marco Zero" da cidade de Mogi das Cruzes/SP.

Isto posto, quando já retornava ao local de pernoite, passei diante da magnífica catedral de Sant'Ana, localizada na praça onde está fincado o “marco zero” da cidade de Mogi das Cruzes.

Fiz ali uma pausa para fotos e rápida visita ao interior do templo.

Já, no quarto, e antes de me deitar, lembrei-me de pedir bençãos e proteção à Nossa Senhora Aparecida e, para tanto, rezei a seguinte oração:

Ó Incomparável Senhora da Conceição Aparecida, Mãe de Deus, Rainha dos Anjos, Advogada dos Pecadores, Refúgio e Consolação dos Aflitos, livrai-me de tudo o que possa ofender-vos e a vosso Santíssimo Filho, meu Redentor e Querido Jesus Cristo. Virgem bendita dê proteção a mim das doenças, da fome, assalto, raios e outros perigos que possam me atingir. Soberana Senhora dirige-me em todos os negócios Espirituais e Temporais. Livrai-me das tentações do demônio para que trilhando o caminho da virtude, pelos merecimentos de vossa puríssima Virgindade e o preciosíssimo sangue de vosso Filho, vos possamos ver, amar, e gozar da eterna glória, por todos os séculos. Amém!


A ORIGEM DA “ROTA DA LUZ”

Um dia você ainda vai olhar para trás e ver que os problemas eram, na verdade, os degraus que te levaram à vitória.




Inaugurada em 3 de abril de 2016, a Rota da Luz SP é um caminho mais seguro para os peregrinos paulistanos chegarem até Aparecida.

Ela está inserida no Programa Caminha São Paulo, da Secretaria de Turismo do Estado de São Paulo, como proposta de uma jornada de fé, reflexão e meditação.

O trajeto foi concebido para garantir o bem-estar e a segurança dos caminhantes que antes realizavam a peregrinação até Aparecida pelas margens da Via Dutra.

Os turistas conhecerão os municípios naquilo que de mais importante cada um deles guarda em sua história e nas estórias contadas por seus habitantes.

O traçado é formado por estradas secundárias, somando 201 quilômetros, que passam por nove municípios, saindo de Mogi das Cruzes com destino a Guararema, em um percurso de 25,8 quilômetros.

De lá, segue por 23,7 quilômetros em direção à Santa Branca. 




A estrada seguinte tem 36,7 quilômetros e levará até Paraibuna.

Continuando por mais 30,8 quilômetros, chegará em Redenção da Serra, que está a 34,2 quilômetros de Taubaté.

O percurso segue até Pindamonhangaba por mais 28,05 quilômetros.

São 12,75 quilômetros para atingir a próxima cidade, Roseira.

Deste ponto, começa a parte final do trajeto rumo à Aparecida, que está 9 quilômetros adiante.

Ao longo do percurso, não deixe de observar os usos e costumes das cidades: cada uma delas tem sua história e suas lendas, seus habitantes têm mais a nos contar do que imaginamos; a natureza se modifica a cada passo e as paisagens completam o cenário rico de belezas naturais que certamente o levarão a momentos de reflexão.

Fonte: www.rotadaluzsp.com.br