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HISTÓRIA


HISTÓRIA



O Vale do Rio Itajaí foi colonizado por imigrantes europeus, principalmente alemães, que fundaram a cidade de Blumenau, em 1850.

No último quarto de século XIX, os italianos se instalaram nos arredores das povoações germânicas já existentes.

Os descendentes desses povos preservaram os costumes dos antepassados na culinária, arquitetura, folclore, danças e festas.

A natureza privilegiada da região propicia inúmeras alternativas de ecoturismo e turismo de aventura.

O Vale Europeu tem uma população de 1.100.000 habitantes (2010), instalada numa área de 14.367 km2, com renda per capita de R$20.218,00.

Blumenau, a maior cidade, possui 309.000 habitantes, Brusque 105.000, Rio do Sul 61.198, Indaial 54.800, Gaspar 54.500.

Anualmente, em outubro, dezenas de milhares de pessoas chegam a Blumenau para a Oktoberfest, festa movimentada por bandas típicas, muita alegria, danças e, claro, muita cerveja.

Pela sua magnitude ela se tornou a maior festa alemã da América.



Em janeiro, Pomerode promove a Festa Pomerana.

A cultura dos imigrantes italianos é festejada na Anima Italiana, em Rio do Sul, entre maio e junho, na Festitália; em Blumenau, na Festa Trentina; em Rio dos Cedros, em setembro; e na La Salagra, em Rodeio, também em setembro.

Ficam no Vale os dois mais importantes santuários católicos de Santa Catarina: o de Santa Paulina, em Nova Trento, que é o segundo mais visitado do Brasil depois do Santuário de Aparecida.

O outro é o de Nossa Senhora de Azambuja, que fica no Vale do Azambuja, em Brusque.

A herança religiosa dos imigrantes alemães está presente nas igrejas luteranas espalhadas pela região, desde a pacata Agrolândia até a vibrante Blumenau.

O relevo do Vale é um convite ao turismo, oferecendo excelentes condições para o esporte e aventura.

Há uma forte tradição no uso da bicicleta ainda como meio de transporte e possuindo, então, o primeiro roteiro de cicloturismo no Brasil.

Um percurso com aproximadamente 300 quilômetros, que segue sempre por vias secundárias, trilhas ou margens dos rios, passando por nove cidades, a partir de Timbó.

  

CIRCUITO VALE EUROPEU

 


O Vale do Itajaí, também conhecido por Vale Europeu, é a região mais alemã do Brasil.

Sua colonização foi efetuada principalmente no século XIX por imigrantes alemães. 

Os alemães começaram a chegar em 1828 e vieram em grande número após 1850.

Ali, os imigrantes receberam lotes de terra e passaram a se dedicar à agricultura, fundando colônias que se transformaram em urbes importantes, como é o caso de Brusque, Itajaí e Blumenau, as maiores cidades da região.

A influência germânica é sentida em todos os municípios, desde a arquitetura enxaimel, o idioma, a culinária, o artesanato e as festas típicas - com destaque para a Oktoberfest e Fenarreco.


Ponto inicial do Circuito para Mochileiros, localizado em Indaial/SC, junto à Ponte dos Arcos.

A Região do Vale das Águas, distante 30 quilômetros de Blumenau, que compõe o Caminho do Vale Europeu em Santa Catarina, é o resultado da união dos municípios de Apiúna, Ascurra, Benedito Novo, Doutor Pedrinho, Indaial, Pomerode, Rio dos Cedros, Rodeio e Timbó.

Que, com organização, reserva para o praticante de caminhadas ou mochileiros, 200 quilômetros de muita natureza, paz, harmonia, com paisagens e cenários que lembram cidades da Europa.

Este roteiro foi organizado e planejado para atender o mochileiro caminhante, posto que seu trajeto evita passagens por rodovias, priorizando as estradas tranquilas, estreitas, em que o praticante de longas caminhadas possa ficar em contato com a natureza.

As distâncias, o relevo e os atrativos turísticos culturais e ecológicos são a tônica na região do Vale Europeu, e o circuito tem 200 quilômetros, com início na cidade de Indaial e término na cidade de Apiúna.

O trecho apresenta diversas altitudes, ora a 60 metros em nível do mar, ora a 700, porém, as dificuldades são aceitáveis a qualquer praticante dessa atividade.

A magia e a energia estarão como acompanhante fiel em todo o percurso.

Observe as paisagens bucólicas e os espetáculos que a natureza oferece através dos cenários encontrados por todo o percurso do circuito.

São trajetos que você irá desfrutar do contato com o povo hospitaleiro e o dia a dia do homem com a lida nos campos.

Cada etapa será uma nova aventura, pois a gastronomia, a arquitetura, as festas, os atrativos naturais como corredeiras, cachoeiras, montes, montanhas, rios e riachos, enfim, a flora e a fauna irão te acompanhar pelos mais diversos cantos e recantos do Circuito de Mochileiros do Vale das Águas nos caminhos do Vale Europeu.

Sem sombra de dúvidas é assim que perceberás as localidades: verdadeiras obras de arte, em que a natureza pródiga levará você a sentir-se bem próximo de paisagens europeias.

(extraído do site http://www.circuitovaleeuropeu.com.br)  

 

MINHA VIAGEM


“Quem empreender longínquas jornadas, verá muitas coisas distantes daquilo que considera a Verdade. E ao relatá-las, chegando à casa, será muitas vezes desacreditado, pois os empedernidos não acreditarão naquilo que não vêm ou sentem distintamente.” (Herman Hesse, Viagem ao Oriente)



Tudo teve início quando embarquei em um avião numa sexta-feira, com destino ao Aeroporto de Navegantes, situado no município de Itajaí/SC.

Após um pouso tranquilo, tomei um ônibus executivo disponibilizado pela Azul Linhas Aéreas Brasileiras que, depois de 50 minutos, me deixou em Blumenau.

Em seguida, eu peguei um táxi e logo aportava em Indaial, ponto inicial do Caminho.

Na sequência, me hospedei no Hotel Fink, um dos primeiros estabelecimentos desse gênero na cidade, mantido pela acolhedora família homônima há décadas.

E foi nesse local que, através da Giovana, eu adquiri por R$10,00 a credencial e um livro guia do circuito.

 

Igreja Matriz de Indaial, cuja padroeira é Santa Inês.

A cidade de Indaial tem cerca de 60 mil habitantes e começou como uma colônia alemã em 1860.

Depois vieram os italianos (1875) e os poloneses (1878), mas sua “cara” é mesmo germânica.

Seu nome tem origem na palavra “Indaiá”, uma palmeira muito comum na região, na época de sua formação.

Elas continuam lá, mas agora dividindo espaço com a cidade e plantações destinadas à colheita do palmito – coisa que a gente vai perceber nos cardápios da cidade. 

Os primeiros habitantes do local foram os índios tapajós e carijós, hoje homenageados como dois grandes bairros dessa localidade.

Com crescimento e potencial muito grandes, Indaial é uma das maiores cidades do Vale do Itajaí, também conhecida por “Cidade das Flores e da Música”.

 

A famosa "Ponte dos Arcos", localizada sobre o rio Itajaí-Açu, em Indaial/SC.

Mais tarde, após breve descanso, segui até o centro da cidade e aproveitei para localizar a “Ponte Emílio Baumgart”, popularmente chamada de “Ponte dos Arcos”, inaugurada em 1926, e onde se localiza o marco inicial do Caminho.

Seu nome homenageia o engenheiro blumenauense Emílio Henrique Baumgart, projetista da obra, que também projetou o Hotel da Glória e o Copacabana Palace, ambos edificados na cidade do Rio de Janeiro.

A construção foi uma verdadeira revolução, pois é a primeira ponte deste porte construída no Brasil utilizando cimento armado, medindo 175 metros de comprimento e 6 metros de largura.

No retorno, fui até a igreja matriz da cidade, cuja padroeira é Santa Inês, onde pude externar minhas orações, pedindo proteção para a aventura que iria encetar.


A simpaticíssima Giovana, proprietária do Hotel Fink, em Indaial/SC.

À noite, o tempo mudou e principiou a chover, de forma que optei por fazer um frugal lanche num bar existente ao lado do hotel.

E logo fui dormir, pois a jornada inicial se afigurava, pelos relatos que havia lido de outros caminhantes, como bastante exigente.