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Caminhada das 7 Igrejas


2018 – CAMINHADA DAS 7 IGREJAS – CAMPINAS/SP 


A fé que tenho em Deus alimenta a minha alma e expulsa aquele medo que às vezes insiste em passar perto de mim.” (Santo Agostinho) 




Neste ano de 2018, eu fui um dos muitos participantes da “CAMINHADA DAS SETE IGREJAS”, aproximadamente, 3 mil pessoas, que é realizada, tradicionalmente, na manhã da Sexta-Feira Santa, envolvendo orações e pregações em 7 templos distintos e se encerra na Basílica do Carmo, em Campinas/SP.

Em termos quilométricos o trajeto percorrido é de pequena amplitude, algo em torno de 10 quilômetros, extensão que foi concluída em 5 h 30 min.

Porém, se considerarmos a fé e a devoção externadas durante o percurso pelos partícipes, diria que essa “romaria” é algo que transcende e, ao mesmo tempo, inserta no católico fervoroso sentimentos de júbilo e euforia, pela lembrança da iminente ressurreição de Cristo, a ser comemorada no dia sequente.


A HISTÓRIA

Em 1966, dois amigos, Aldo Morandi e Napoleão Fares, de Campinas, decidiram visitar algumas igrejas na Sexta-feira Santa.

Desejavam agradecer a Deus pelas bênçãos recebidas em suas vidas.

A ideia surgiu a partir de uma Via Sacra na qual um padre, amigo do Sr. Aldo Morandi, participou na Terra Santa.

Com o passar dos anos, a Caminhada foi ganhando adeptos e se tornou uma tradição na cidade.

No começo, os componentes eram todos do sexo masculino e a caminhada se iniciava mais cedo, contudo, hoje o público que participa dessa “procissão” mescla idosos, mães, pais e jovens.

Nasceu assim a Caminhada da Fé que, neste ano de 2018, completa sua 52ª edição.

Os templos a serem visitados são a Igreja de Nossa Senhora de Lourdes (Guanabara), início da caminhada.

Depois ela segue, pela ordem, em direção à Igreja de Nossa Senhora do Rosário (Castelo), Igreja de Nossa Senhora das Graças (Vila Nova), Igreja de Nossa Senhora Auxiliadora (Jardim Nossa Senhora Auxiliadora), Igreja de Nossa Senhora das Dores (Cambuí), Capela da Casa de Saúde (Nossa Senhora do Perpétuo Socorro), encerrando-se na Basílica de Nossa Senhora do Carmo.

Por coincidência, todos os templos visitados pelos participantes da caminhada têm títulos de Nossa Senhora.


A MINHA PARTICIPAÇÃO NA CAMINHADA DESTE ANO DE 2018

São 5 horas da manhã e estou deixando minha residência, pois nesse primeiro trecho seguirei sozinho.

Ruas vazias, escuras e ventosas me acolhem nesse início de outono, por onde sigo professando minhas orações matutinas, augurando um dia maravilhoso e pleno de saúde para minha família e amigos.

Em minhas costas levo uma mochila “de ataque”, onde carrego pequenas comodidades necessárias a um caminhante moderno como, por exemplo: óculos escuros, protetor solar, boné, água e algumas frutas, posto que nem o café da manhã eu ingeri. 


No Balão do Timbó, junto a Avenida Brasil, o pessoal aguarda o início da Caminhada.

Meu relógio marca 5 h 55 min e, depois de percorrer 5 quilômetros em leve ascensão, alcanço o Balão do Timbó, no encontro da Avenida Brasil com a Rua Camargo Paes, no Jardim Guanabara, em Campinas, local de concentração dos participantes.

Rapidamente, dou um breve giro pelas imediações e não reconheço nenhum amigo dentre as, aproximadamente, 200 pessoas que ali já se fazem presentes, expectantes, como eu, pelo início do evento.

A EMDEC - Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas S/A está ativa com quatro motociclistas e duas viaturas, que seguirão à frente, bloqueando o tráfego pelas ruas e avenidas por onde discorrerá o préstito.

Iniciada a solenidade, com o Antônio Morandi à frente, seguimos todos em tranquila marcha.


Seis horas: Com o Antônio Morandi à frente, tem início a Caminhada.

Em tempos de outrora, sempre ao lado de bons amigos, Aldo e Napoleão, em determinado ano, receberam uma cruz de madeira com uma echarpe branca.

Até hoje, a cruz segue à frente de todos, abrindo caminho para uma multidão de fiéis, unidos por um sentimento comum: A Gratidão.

Tornou-se uma tradição, simbolizando Respeito e a Mais Verdadeira Fé.

Duzentos metros adiante, o primeiro templo a ser visitado é sempre a Igreja de Nossa Senhora de Lourdes, quando a procissão para e todos fazem sua oração.


História da Aparição de Nossa Senhora de Lourdes 

No dia 11 de fevereiro de 1858 uma menina de 14 anos, Bernadete Soubirous, simples e humilde, que não sabia ler e escrever direito, foi em companhia de uma irmã e de uma vizinha recolher lenha perto de Massabielle. Deviam passar um riacho descalça. Como Bernadete sofresse de asma hesitava em pôr o pé na água fria.

Ouviu um barulho entre as árvores e levantou os olhos. Viu uma senhora com as faces radiantes, vestida de branco, com uma faixa azul, toda sorridente. Recitou com Bernadete um terço, fazendo uso do rosário que trazia sempre consigo. Foi a irmãzinha de Bernadete que revelou aos pais o segredo. Proibiram a volta à gruta. Como a menina não parasse de chorar deixaram-na retornar. A aparição se repetiu no dia 18 de fevereiro.

A senhora sorriu ao gesto da menina que aspergia a rocha com água benta. Depois disse: “Queres ter a bondade de vir aqui durante quinze dias? Não te prometo a felicidade neste mundo, mas no outro.” Durante as aparições a senhora pediu que se rezasse pelos pecadores e convidou os fiéis à penitência.

No dia 25 de fevereiro convidou-a a beber numa fonte, indicando-lhe o lugar. Bernadete arranhou a superfície da terra e começou a verter água que se tomou a fonte milagrosa. A senhora manifestou o desejo de ter ali uma igreja. O pároco, incrédulo, disse a Bernadete: “Dize a essa senhora que diga o seu nome.” A resposta foi: “Eu sou a Imaculada Conceição.” Havia quatro anos apenas que Pio IX proclamara esse dogma. Primeiro houve proibição da parte das autoridades, mas depois o imperador Napoleão III consentiu o acesso à gruta.

Peregrinos de todas as partes do mundo vão buscar o maior dos milagres de Lourdes que é a paz do espírito. Mas houve também numerosos prodígios físicos nesses mais de cem anos de história de Lourdes.

* Endereço: Paróquia Nossa Senhora de Lourdes – Rua Gonçalves César, 79 - Jardim Guanabara – Campinas/SP;


Igreja de Nossa Senhora de Lourdes, em Campinas/SP.

Foi lida, então, a parte do evangelho que trata da 1ª ESTAÇÃO:

“Crucifica, Crucifica”.

Pilatos lhe disse:

- Então, tu és rei?

Respondeu Jesus:

- Tu o dizes: eu sou rei. Para isto nasci e para isto vim ao mundo; para dar testemunho da verdade. Quem é da verdade, escuta a minha voz.

Jesus foi condenado porque afirmou que era filho de Deus, Cristo dá testemunho de sua divindade.

Foi condenado porque amou e disse a Verdade. E esse amor e essa luz incomodam porque revelam os pensamentos dos corações. Afirmar sua realeza em tais circunstâncias foi um ato de suprema autoridade da Verdade que não necessita de aparatos. Como seria rei tão humilhado e indefeso?

- Até os Apóstolos se decepcionaram. Com certeza esperavam algo de espetacular e impressionante. É preciso ser grande para perceber a grandeza interior, numa aparência tão despojada. As pessoas veem a aparência. Deus vê o coração.

Mas vem a hora, e já é chegada em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e verdade; tais adoradores é que o Pai deseja.

TODOS: Pai Santo, livra-me das aparências enganadoras, da fascinação, das frivolidades. Quero descobrir teus traços nos pobres, doentes, desvalidos, desprezados, em todos os pequeninos e indefesos.


Na sequência, foi lida a ORAÇÃO FINAL:

Ó meu bom Jesus, manso Cordeiro de Deus, apesar de ser uma criatura miserável e pecadora, Vos adoro, e venero a chaga causada pelo peso de Vossa Cruz que, dilacerando Vossas carnes, desnudou os ossos de Vossos ombros sagrados e da qual Vossa Mãe dolorosa tanto se compadeceu. Também eu, ó aflitíssimo Jesus, me compadeço de Vós e do fundo de meu coração Vos louvo, Vos glorifico e Vos agradeço por esta chaga dolorosa de Vosso ombro, em que quisestes carregar Vossa Cruz, para minha salvação.

Ah! Pelos sofrimentos que padecestes e que aumentaram o enorme peso de Vossa Cruz; Vos rogo, com muita humildade, tende piedade de mim, pobre criatura pecadora; perdoai os meus pecados e conduzi-me ao céu pelo caminho da Cruz.

Rezar 7 Ave-Marias e acrescentar:

- Minha Mãe Santíssima, imprimi em meu coração, as chagas de Jesus crucificado!

Ó dulcíssimo Jesus, não sejais para mim Juiz, mas Salvador!


Interior da igreja de Nossa Senhora de Lourdes, em Campinas/SP.

O pároco local, Padre Francisco de Assis Júnior, devidamente paramentado, fez breve alocução à data, onde, também, externou sua admiração e agradecimento pela quantidade de pessoas que compareceram ao espaço sacro que ele preside.

Após suas concisas e profícuas palavras de incentivo, foi dada uma benção especial aos participantes da caminhada e, em seguida, o périplo prosseguiu.

E foi novamente o Sr. Antônio Morandi, carregando nas mãos a cruz de madeira com uma echarpe branca, que reabriu a marcha religiosa.

Seguimos entoando músicas sacras alusivas ao memorável dia e, sequentemente, percorremos as ruas Dona Rosa de Gusmão, Gonçalves César e Albano de Almeida Lima, ponto em que acessamos a avenida Francisco José de Camargo Andrade, e por ela seguimos até a Igreja do Rosário.

Ali foi feita nova pausa para reflexão.


Chegada à Igreja de Nossa Senhora do Rosário, em Campinas/SP.

Foi lida, então, a parte do evangelho que trata da 2ª ESTAÇÃO:

Simeão abençoou-os e disse a Maria, a mãe:

- “Eis que este Menino foi colocado para a queda e para o soerguimento de muitos em Israel, e como um sinal de contradição, e a ti, uma espada transpassará tua alma! - para que se revelem os pensamentos íntimos de muitos corações!”.

Maria, a Mãe de Jesus foi ao encontro de seu Filho. Sabia para onde O levaram e quis também acompanhá-lo. Não fugiu. Não se escondeu. Não se omitiu, estava presente, solidária. “Verdadeira filha de Sião, Maria suportou em sua própria vida o destino doloroso de seu povo. Juntamente com seu Filho, está no âmago desta contradição pela qual os corações deverão revelar-se, pró ou contra Jesus”.

Antes de conceber seu Filho, Maria disse:

- Eu sou a Serva do Senhor, faça-se em mim segundo Sua Vontade”.

Foi fiel à sua palavra até o fim.

“Ó vós todos que passais no Caminho, olhai e vede se há dor alguma, como esta minha”.

TODOS: Ao teu lado Mãe das Dores, quero imitar teus sentimentos para que Jesus crave também suas chagas no meu coração.


Na sequência, foi lida a ORAÇÃO FINAL: (“.....”)


Breve história da Igreja Nossa Senhora do Rosário – Campinas/SP

A primeira ideia da criação d e uma igreja dedicada a Nossa Senhora do Rosário nasceu logo após Campinas ter sido elevada à condição de Vila, em 1797. A igreja foi construída por iniciativa do padre Antônio Joaquim Teixeira, sobrinho do Frei Antônio de Pádua Teixeira. A igreja foi inaugurada, ainda incompleta, em 1817 com a cerimônia de entronização da imagem de Nossa Senhora do Rosário.

A Igreja foi transformada em matriz provisória de Campinas em 1847, por ocasião de uma visita de Dom Pedro II a Campinas. Cerca de dez mil pessoas foram ao largo em frente a igreja prestigiar o evento. Depois disso, o Largo ou Pátio do Rosário passou a ser considerado o local ideal para acontecimentos que envolvessem multidões.

Em 1870 as autoridades católicas decidiram dividir a paróquia em duas, uma, ao norte, denominada de Santa Cruz de Campinas, com sede na Matriz Velha, e outra, ao sul, com o nome de Nossa Senhora da Conceição, com sede na Igreja do Rosário, enquanto se aguardava o término da Matriz Nova.

Em 1914 após conclusão das últimas obras da igreja, para as pinturas foi contratado o artista austríaco Thomaz Sheutel, que terminou seu trabalho antes de 1930. Suas obras seguiam o chamado estilo Beuron, nome provindo de uma abadia da Alemanha que originou uma escola de arte sacra com estilo próprio. Esse estilo combina elementos das artes egípcia, bizantina e românica gerando, no entanto, um resultado harmonioso e de fulgurante beleza. O mesmo austríaco fez a decoração do Mosteiro de São Bento em São Paulo.

Em 1938, Francisco Prestes Maia elaborou um plano para a região central de Campinas, de modo a tornar as ruas mais largas, para facilitar o tráfego de veículos. Entre as vias a serem alargadas estavam a Campos Salles e a Francisco Glicério, embora isso implicasse no desaparecimento de muitos imóveis, entre eles, grandes casarões e a Igreja do Rosário.

Em Janeiro de 1956, os jornais noticiaram a interdição imediata da Igreja do Rosário. A justificativa dos engenheiros do Departamento de Obras e Viação para tal decisão era a quantidade grande de trincas, constatadas na última vistoria dos mesmos. Diziam também, que a Igreja precisava de reparos imediatos e de vulto. O resultado desse parecer seria confirmado pelos engenheiros nomeados pelo bispo Dom Paulo de Tarso Campos. Diziam ainda, que a madeira, em muitos pontos da igreja, estava completamente atacada por cupins. Uma lei de 1951, estabelecia claramente que: não poderiam ser feitas reformas de vulto, em qualquer imóvel da rua Francisco Glicério. No dia 9 de Maio de 1956, foi assinada a escritura definitiva, entre a Municipalidade e o Bispado de Campinas, para a desapropriação de Igreja do Rosário. Dias depois, mesmo com muitos protestos da população, sua demolição começou.

Logo depois da destruição da referida Igreja, Dom Paulo de Tarso autorizou a construção de outra, no bairro Castelo, com projeto de Olavo Sampaio, aproveitando uma pequena parte do material remanescente do antigo Templo do Rosário. A nova igreja seguiu o mesmo estilo da anterior, tendo todavia, segundo o autor do projeto, uma melhor definição de suas linhas. Em 1979, a nova igreja estava construída. Na foto atual dessa igreja podemos notar que a torre mais alta fica agora à esquerda de quem a olha frontalmente, enquanto que na igreja demolida essa torre ficava à direita

* Endereço: Avenida Francisco José de Camargo Andrade, 535 – Jardim Chapadão – Campinas/SP; 


Interior da igreja de Nossa Senhora do Rosário, em Campinas/SP.

Depois, o pároco local, Padre Fernando Garavaglia, fez breve explanação concernente a data, além de exaltar a nossa peregrinação de fé.

Finda suas assertivas e dada uma benção especial a todos os presentes naquela celebração, a procissão prosseguiu pela avenida Imperatriz Leopoldina até a parada na Igreja de Nossa Senhora das Graças. 


Chegada à Igreja de Nossa Senhora da Graças, em Campinas/SP.
Foi lida, então, a parte do evangelho que trata da 3ª ESTAÇÃO:

“Mas foi castigado por nossos crimes e esmagado por nossas iniquidades.

Ele, o único Justo, tomou sobre si os pecados dos homens e intercedeu pelos culpados. Nós preferimos condenar em vez de desculpar. Ainda não aprendemos o que significa: “Misericórdia é o que Eu quero e não sacrifício”. “Não vim chamar os justos mas os pecadores”.

“Quem de nós pode atirar a primeira pedra em seu irmão?”.

Sejamos, pois misericordiosos uns com os outros, como nosso Pai Celeste é misericordioso com todos”.

“Zaqueu, desce depressa, pois hoje devo ficar em tua casa. Ele desceu imediatamente e recebeu Jesus com alegria”.

TODOS: Jesus disse: - “Hoje a salvação entrou nessa casa”. (Eu não sou digno de que entreis em minha morada, mas na alegria de vossa presença, procurarei Ter limpas as minhas mãos, puro o coração e repartir com os mais necessitados”.


Na sequência, foi lida a ORAÇÃO FINAL: (“.....”)


Breve história da devoção a Nossa Senhora das Graças 

A Igreja celebra, no dia 27 de novembro, a Festa de Nossa das Graças, também invocada com os títulos de Nossa Senhora da Medalha Milagrosa e Nossa Senhora Medianeira de Todas as Graças.

A devoção a Nossa Senhora das Graças teve início em 27 de novembro de 1830, na capela das Irmãs Filhas da Caridade de São Vicente de Paulo, em Paris, França, quando a noviça Santa Catarina Labouré teve uma visão de Nossa Senhora.

* Endereço: Paróquia de Nossa Senhora das Graças - Avenida Imperatriz Leopoldina, 02 - Vila Nova – Campinas/SP; 


Interior da igreja de Nossa Senhora da Graças, em Campinas/SP.

Novamente, houve um breve sermão, proferido pelo pároco local, Cônego Pedro Piacente, reflexionando sobre a magna data que vivenciávamos.

Depois da benção especial que recebemos, retomamos a caminhada, e pude perceber que o fluxo de pessoas fora aumentando gradativamente durante o trajeto, porque muitos se juntam à procissão em cada igreja visitada, onde ficam aguardando pelo cortejo.

É, efetivamente, emocionante, observar aquela massa humana caminhando lentamente, alguns rezando, outros cantando, norteados por uma cruz de madeira, que vai à frente de todos, abrindo caminho para uma multidão de fiéis unidos por um sentimento comum: a gratidão! 


Uma multidão segue em direção ao Liceu, pela avenida Monsenhor Jerônimo Baggio.

E esse evento anual tornou-se um legado, simbolizando respeito e a mais verdadeira fé, como bem afirmaram os irmãos Antônio e Marcos Miguel Morandi, organizadores desse importante ato ecumênico, que dá continuidade à tradição iniciada a décadas.

O trecho sequente do percurso incluiu a passagem pela avenida Monsenhor Jerônimo Baggio e rua Baronesa Geraldo de Rezende até a chegada à Igreja de Nossa Senhora Auxiliadora, no Liceu.


Percorridos até o Liceu a extensão de 5 quilômetros em, aproximadamente, 3 horas, adentramos todos à Igreja de Nossa Senhora Auxiliadora. 


Chegada à Igreja de Nossa Senhora Auxiliadora, em Campinas/SP.

Foi lida, então, a parte do evangelho que trata da 4ª ESTAÇÃO:

“Ali o crucificaram e com Ele outros dois, um de cada lado e Jesus no meio”.

Jesus foi pregado numa cruz entre dois ladrões.

Todos caçoavam dizendo:

- “Confiou em Deus, pois que o livre agora, se é que se interessa por ele!”.

Sempre teremos a inclinação de associar os favores do céu com as prosperidades terrenas. Deus não pode incentivar uma fé interesseira que só se rende quando é atendida em suas exigências.

Queremos que Deus nos sirva em vez de servi-lo. No entanto Jesus nos diz: “Buscai em primeiro lugar o reino de Deus e sua justiça e o resto vos será dado por acréscimo”.

O bom ladrão disse:

- “Quanto a nós é de justiça estarmos pagando por nossos atos, mas Ele não fez nenhum mal”. E acrescentou:

- “Jesus, lembra-te de mim quando vierdes com teu reino”. Ele respondeu:

- “Em verdade eu te digo, hoje estarás no Paraíso”.

TODOS: A humanidade se divide em dois grupos: - o que buscam a Verdade o que “sempre” têm razão. O bom ladrão, pecador e crucificado, tinha o senso da justiça, amava a Verdade e foi recompensado.


Na sequência, foi lida a ORAÇÃO FINAL: (“.....”)



Breve história da Igreja Nossa Senhora Auxiliadora, localizada dentro do Liceu Salesiano – Campinas/SP 

A história de dessa Paróquia remete ao final do Século XIX, quando a cidade de Campinas sofria uma grande pandemia de febre amarela, tendo a população local sido devastada por esta doença. Grandes foram os esforços das autoridades, com reformas de saneamento básico, que trouxeram nova configuração urbana para a cidade.

Toda a sociedade se mobilizou para diante dos problemas gerados pela febre amarela. E aqui, destacamos a figura de Maria Umbelina Couto (1848 – 1903), que se compadeceu das crianças e jovens que perderam seus entes vítimas da epidemia. E quis criar uma entidade que os acolhessem. Angariando recursos financeiros junto a parentes e toda a sociedade campineira. Com ajuda de Cônego João Batista Correia Nery, que viria a se tornar o primeiro bispo de Campinas, e os benfeitores Geraldo Ribeiro de Sousa Resende e Maria Amélia Barbosa de Oliveira (Barão e Baronesa Geraldo de Resende), e o casal Francisco Bueno e Miranda e Amélia Alves Bueno de Miranda – doadores do terreno onde foi erguido o colégio e abrigo. 


Altar-mór da Igreja de Nossa Senhora Auxiliadora, em Campinas/SP.

Inaugurado em 1897, foi a Capela do Colégio, no início da década de 60, entregue aos cuidados dos padres salesianos pelo Cônego João Batista Correia Nery, tornando-se Lyceu de Artes e Officios Nossa Senhora Auxiliadora. Mantendo em seu espaço uma Capela, que acolhia a comunidade da Instituição, cristãos da região e catequizava seus alunos.

Desde a chegada a Campinas e por mais de cinquenta anos os salesianos desejavam a construção de um templo dedicado a Nossa Senhora Auxiliadora junto ao Liceu Salesiano Nossa Senhora Auxiliadora. Foram, ao todo, seis pedras fundamentais lançadas, sendo a primeira em 1917, e a última e definitiva, em 24 de Maio de 1964.

A Paróquia Nossa Senhora Auxiliadora foi fruto do desmembramento de outras duas paróquias: Nossa Senhora de Fátima e Nossa Senhora das Graças. Abrangia 30 km2 e uma população de 12 mil fiéis. Ela foi inaugurada oficialmente no dia 22 de Dezembro de 1963, em missa solene cantada por Dom Paulo de Tarso Campos, na qual foi empossado como primeiro Pároco o Padre João Baldan.

A capela se tornaria, em pouco tempo, pequena para abrigar todas as atividades que a paróquia exercia. Fazia-se necessário a construção de um Templo consagrado a Nossa Senhora Auxiliadora. Com grande empenho e vontade Padre Baldan garantiu que dessa vez o projeto sairia do papel, e assim o fez. Os trabalhos de construção do templo teve seu início em 24 de Maio de 1964, dia propício e abençoado, dia de celebração de Nossa Senhora Auxiliadora.

No dia 22 de Fevereiro de 1966 foi realizada a primeira missa no novo templo, ainda inacabado, sem decorações e em chão de terra batida, pelo Padre Salvador de Bonis, então Inspetor Salesiano, que celebrou a missa e benzeu solenemente o novo templo. Em 24 de Maio de 1967, em nova solenidade, foi inaugurada a igreja, assim, a paróquia deixou a capela do colégio e começou a funcionar definitivamente no novo templo, decorado e com piso de granito. Por fim, em 28 de Outubro de 1973, quase 10 anos após seu início, a construção foi finalmente completada, com todos os detalhes decorativos. Nesta data realizou-se a celebração de Dedicação e Sagração da Igreja Nossa Senhora Auxiliadora, celebrada por Dom Antônio Maria Alves de Siqueira (Arcebispo Metropolitano de Campinas) e presenciada por cerca de 5.000 mil pessoas que lotaram o templo.

* Endereço: Rua Baroneza Geraldo de Resende, 330 - Guanabara, Campinas/SP; 


Interior da igreja de Nossa Senhora Auxiliadora, em Campinas/SP.

Novamente, houve uma breve pregação proferida pelo pároco local, Padre Vinícius Ricardo de Paula, reflexionando sobre a magna data que vivenciávamos.

Depois da benção final, fez-se uma pausa de 30 minutos nesse local, para que os caminhantes pudessem fazer uso de banheiros, além da competente hidratação e ingestão de lanches ou frutas. 


A multidão segue rumo ao bairro do Cambuí e atravessa a avenida Orosimbo Maia.

Na sequência, a procissão seguiu pelas ruas Paula Bueno, José Vilagelin, Coronel Quirino e Coronel Silva Teles até aportar à Igreja de Nossa Senhora das Dores, localizada no bairro Cambuí. 


Chegada à Igreja de Nossa Senhora das Dores, em Campinas/SP.

Foi lida, então, a parte do evangelho que trata da 5ª ESTAÇÃO:

“Era mais ou menos a hora Sexta quando houve sobre a terra inteira grande tremor até a hora nona, tendo desaparecido o Sol. O Véu do Santuário rasgou-se ao meio e Jesus deu um grande grito:

- Pai, em tuas mãos entrego o meu espírito”.

Dizendo isso, expirou.

O véu do santuário rasgou-se ao meio. A ninguém mais fica vedado o ingresso. O Rei nos convida à Sua Mesa e nos trata com grande deferência. Jesus comprou nossa entrada por um preço muito alto: - Seu sangue derramado por nós. Por que esta hesitação frente aos pórticos divinos?

- “O véu já não foi rasgado? Sim, mas os numerosos véus que cobrem nossos corações ainda não o foram. Sempre restam alguns véus aos quais nos apegamos, mais do que a pele: autossuficiência, desejo de domínio, ânsia de prazeres... Agora é nossa vez de rasgá-los.

“Cristo entrou uma vez por todas no Santuário, não com sangue dos bodes e de novilhos, mas com o próprio sangue, obtendo uma redenção eterna”.

TODOS: Senhor Jesus que dissestes: “eis que Estou à porta e bato”, não permitais que eu fique surdo a Vossa voz e nem endureça meu coração, mas impelido pelo Vosso amor rasgue corajosamente os véus do meu egoísmo que me impedem de ver Vossos traços nos rostos de meus irmãos.


Na sequência, foi lida a ORAÇÃO FINAL: (“.....”) 


Igreja de Nossa Senhora das Dores, em Campinas/SP.

Breve história da Igreja de Nossa Senhora das Dores – Campinas/SP

A Paróquia Nossa Senhora das Dores é o símbolo do bairro onde está edificada, o Cambuí, e foi criada pelo decreto de D. Francisco de Campos Barreto, de 27 de agosto de 1936, tendo sido desmembrada da Paróquia de Nossa Senhora do Carmo.

A Paróquia, originalmente, esteve ligada à fundação de uma primeira comunidade que poderia futuramente tornar-se o ramo masculino da Congregação Religiosa das Missionárias de Jesus Crucificado.

Assim foi composta a primeira comunidade com Pe. Manuel Garcia, o Superior, Pe. Oscar Serra Amaral e Pe.

A igreja matriz teve lançada a sua pedra fundamental no dia oito de agosto de 1937, em terreno que foi comprado pela diocese, inclusive para a abertura da Avenida Silva Teles.

O projeto arquitetônico é do Doutor Hoche Segurado e o projeto da arte final, no acabamento interno do tempo, é obra do Professor Olavo Sampaio, que acompanhou pessoalmente a execução de cada detalhe.

* Endereço: Rua Maria Monteiro, 1212, Cambuí – Campinas/SP; 


Interior da igreja de Nossa Senhora das Dores, em Campinas/SP.

Como nos templos anteriores, houve um breve sermão proferido pelo pároco local, Monsenhor João Luiz Fávero, reflexionando sobre a magna data que vivenciávamos.

Depois da benção final, retomamos a caminhada.

Já quase na reta final do evento, nós prosseguimos pelas ruas Santos Dumont, Coronel Quirino, Riachuelo e Itu, com ponto de parada na Casa de Saúde de Campinas, para visitação da Igreja de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro. 


Os irmãos Marcos (camisa vermelha) e Antônio (camisa verde), caminham à frente do séquito nesse trecho final.

Breve história da Igreja de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro – Campinas/SP 

A capela existe desde janeiro de 1927, quando as religiosas da Congregação das Irmãs Missionárias do Sagrado Coração de Jesus passaram a atuar no hospital.

Elas, por razões superioras, ali permaneceram até metade dos anos 90.

O início da construção da capela se deu em janeiro de 1929 e seu término, em meados de 1933, sendo inaugurada pelo Sr. Bispo dom Francisco de Campos Barreto.

Em 1940, o cav. Pedro Morgantti fez doação dos quadros ornamentais representativos da Via Sacra.

As pinturas das paredes e do teto são de Nicola Zezza, de 1960, e, a partir de março de 2003, deu-se a conclusão da restauração da capela, sob comando do restaurador Marcos Garcia, através do incansável trabalho do Grupo de Voluntários da Casa de Saúde.

Foi igualmente restaurada parte do retábulo, dos painéis e anjos.

Um dos grandes valores artísticos da capela são seus magníficos vitrais, fabricados pelo grande vitralista de São Paulo, Conrad Sorgenicht.

Igualmente, foram reconstituídas as molduras que, originalmente, eram folhadas a ouro.

* Endereço: Praça Dr. Tóffoli, 28 - Centro - Campinas – SP;


História de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro

A devoção a Nossa Senhora do Perpétuo Socorro começou a ser propagada a partir de 1870 e espalhou-se por todo o mundo. Trata-se de uma pintura do século XIII, de estilo bizantino. Segundo a tradição, foi trazida de Creta, Grécia, por um negociante. E, desde 1499, foi honrada na Igreja de São Mateus in Merulana.

Em 1812, o velho Santuário foi demolido. O quadro foi colocado, então, num oratório dos padres agostinianos. Em 1866, os redentoristas obtiveram de Pio IX o quadro da imagem milagrosa. Nossa Senhora do Perpétuo Socorro foi colocada na Igreja de Santo Afonso, em Roma. De semblante grave e melancólico, Nossa Senhora traz no braço esquerdo o Menino Jesus, ao qual o Arcanjo Gabriel apresenta quatro cravos e uma cruz. Ela é a Senhora da morte e a Rainha da Vida, o Auxílio dos cristãos, o Socorro seguro e certo dos que a invocam com amor filial. 


Chegada à Capela de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, em Campinas/SP.

Foi lida, então, a parte do evangelho que trata da 6ª ESTAÇÃO:

“Chegando a Jesus e vendo-o já morto, não lhe quebraram as pernas, mas um dos soldados transpassou-lhe o lado com lança e imediatamente saiu sangue e água. O coração de Jesus foi aberto pela lança. Amou-nos até o fim. Não é fácil ser bom. Às vezes, nos tomam por bobos ou por fracos; mas vale a pena acreditar que o homem é feito à imagem e semelhança por Deus, que possui a chama desse Divino Coração e anseia por amor e felicidade, embora se saia frequentemente tão mal nessa busca, procurando endereços errados. Ansiamos por uma bondade sincera e não só de palavras e gestos exteriores, frequentemente sem alma”.

“Eu te louvo, ó Pai; Senhor do Céu e da terra porque ocultaste estas coisas aos sábios e doutores e as revelastes aos pequeninos”.

TODOS: “O Verbo se fez carne e habitou entre todos nós... levou ao último extremo o amor que tinha pelos seus. Ensina-me a amar assim, Senhor, com generosidade e perseverança.”


Na sequência, foi lida a ORAÇÃO FINAL: (“.....”) 



A multidão, na reta final  da Caminhada.

O último trecho da procissão seguiu pelas ruas Luzitana, César Bierrembach e Barão de Jaguara até aportar à Igreja de Nossa Senhora do Carmo, ponto final desta Caminhada de Fé.


Chegada à Igreja de Nossa Senhora do Carmo, em Campinas/SP.

Na chegada da procissão, foi lida, então, a parte do evangelho que trata da 7ª ESTAÇÃO:

“No lugar em que Ele foi crucificado, havia um jardim e, no jardim, um sepulcro novo em que ninguém ainda fora depositado. Foi ali que depositaram Jesus por causa da preparação dos judeus e da proximidade do túmulo”.

Jesus em tudo semelhante a nós, quis também ser enterrado, envolto em panos e aromas.

Como é penoso para a sensibilidade todo o aparato da morte: caixão, flores, velório.

Tal espetáculo dilacera. Sabemos que todo homem é mortal, mas não nos acostumamos com a ideia da morte. Por que? Algo em nós clama por Vida sem fim, em plenitude. Se temos sede é porque existe uma fonte.

“Mas quem beber da água que Eu lhe darei, nunca mais terá sede. Pois a água que Eu lhe der tornar-se-á nele uma fonte de água jorrando para a vida eterna”.

TODOS: Irmãos, não queremos que ignoreis o que se refere aos mortos para não ficardes tristes, como os outros que não têm esperança. Se cremos em Jesus morreu e ressuscitou, assim também os que morreram em Jesus, Deus há de levá-los em sua companhia. É esta nossa esperança e nossa alegria!


Na sequência, foi lida a ORAÇÃO FINAL:

Ó meu bom Jesus, manso Cordeiro de Deus, apesar de ser uma criatura miserável e pecadora, Vos adoro, e venero a chaga causada pelo peso de Vossa Cruz que, dilacerando Vossas carnes, desnudou os ossos de Vossos ombros sagrados e da qual Vossa Mãe dolorosa tanto se compadeceu. Também eu, ó aflitíssimo Jesus, me compadeço de Vós e do fundo de meu coração Vos louvo, Vos glorifico e Vos agradeço por esta chaga dolorosa de Vosso ombro, em que quisestes carregar Vossa Cruz, para minha salvação.

Ah! Pelos sofrimentos que padecestes e que aumentaram o enorme peso de Vossa Cruz; Vos rogo, com muita humildade, tende piedade de mim, pobre criatura pecadora; perdoai os meus pecados e conduzi-me ao céu pelo caminho da Cruz.

Rezar 7 Ave-Marias e acrescentar:

- Minha Mãe Santíssima, imprimi em meu coração, as chagas de Jesus crucificado!

Ó dulcíssimo Jesus, não sejais para mim Juiz, mas Salvador! 


Interior da Igreja de Nossa Senhora do Carmo, em Campinas/SP.

Breve história da Basílica Nossa Senhora do Carmo / Campinas/SP

O prédio original foi iniciado em 14 de julho de 1774, com a primeira missa, quando da fundação da paróquia e da cidade de Campinas. Era uma matriz provisória, coberta de sapé, localizada onde hoje se encontra o monumento a Carlos Gomes. Essa matriz provisória funcionou desde a fundação da cidade até que estivesse pronta a matriz definitiva, inaugurada em 25 de julho de 1781. Esta igreja foi sede da freguesia (paróquia) de Nossa Senhora da Conceição, durante o período do Brasil-colônia e Império.

Em 1870, a Catedral de Nossa Senhora da Conceição (que ainda estava em construção) passou à condição de matriz, mas como a população à época não quis que a antiga matriz perdesse a condição de paróquia, foi feita a divisão do núcleo urbano de Campinas em duas paróquias, a da “Matriz Nova” (a Catedral) e a da “Matriz Velha”.

Esta “Matriz Velha” foi praticamente destruída na década de 1920, com exceção do altar-mor e das torres, para a construção da igreja hoje existente, com inspiração no estilo neogótico. Pretendia-se construir um templo amplo e alto, como as igrejas góticas da Europa mas, com a crise do café e o empobrecimento dos cafeicultores locais, acabou-se concluindo a construção com dimensões muito inferiores às desejadas.

Endereço: Rua Dr. Quirino, s/nº - Centro Campinas - SP;


Os irmãos Antônio e Marcos Morandi agradecem os fiéis pelo comparecimento.

Na sequência, os atuais responsáveis pelo evento, os irmãos Marcos Miguel Morandi e Antônio Morandi, filhos do fundador da Caminhada, utilizaram o microfone para agradecer a participação de todos que compareceram ao evento.

Em verdade, como bem enfatizou o Antônio, o ato é uma caminhada de reflexão e de fé, já que os católicos não celebram missa na data de hoje.

É um evento para agradecer e pedir também coisas boas para a vida de todos nós", afirmou, ainda, o Marcos Morandi.

Então, o pároco atual daquele templo, Padre Jeronymo Antonio Furlan, fez rápido comentário acerca de mais essa Caminhada, já em sua 52ª edição, bem como rememorou os fatos ocorridos naquela data com Nosso Senhor Jesus Cristo, em sua entrega espontânea por nós cristãos.

Depois, abençoou a todos que se encontravam no interior do templo e, em seguida, ocorreu a dispersão dos fiéis.


Igreja de Nossa Senhora do Carmo, em Campinas/SP. Momento da dispersão dos fiéis.

O Compromisso

(Extraído do folheto que é distribuído a cada participante da Caminhada)




Vale lembrar que não se trata de uma procissão, pois não se reza o terço em voz alta.

Cada um faz a sua própria oração e reflexão.

Ao longo do percurso, vários cânticos são entoados.

Muitas outras coisas e curiosidades poderiam ser contadas.

Este é apenas um registro de como tudo começou e do nosso eterno agradecimento a todos que vêm colaborando ao longo desses 50 anos, para a realização desta Caminhada.

Hoje a Caminhada da Fé é conhecida em várias cidades do Brasil e até no exterior, graças à participação e colaboração de todos. 



FINALIZANDO

"Acredite que Deus, o nosso Senhor, não tira nada seu se não for pra lhe dar algo de melhor."

Procissão ou peregrinação religiosa é uma tradição extremamente antiga, porquanto a própria Bíblia cita o povo de Israel como itinerante, Peregrino, que deixou o Egito e caminhou 40 anos pelo deserto em busca da terra prometida.

Afinal, historicamente, esse tipo de evento faz parte da tradição judaico-cristã e assim ficou na cultura, porque o nosso povo gosta de romarias e o principal objetivo de uma caminhada religiosa é lembrar a nós de que todos somos peregrinantes neste mundo, a caminho da Casa do Pai.

Nesse sentido, Sexta-feira Santa é a data em que os cristãos lembram o julgamento, paixão, crucificação, morte e sepultura de Jesus Cristo, através de diversos ritos religiosos.

Assim, todo o culto católico deste dia está em função de Cristo crucificado. 


Mais uma vez tive a honra e o prazer de desfrutar da companhia do amigo Marcos e de sua esposa Ana, em mais essa Caminhada de Fé.

Atinente a isso, a liturgia da Palavra pretende introduzir os fiéis no mistério do sofrimento e da morte de Jesus, que assim aparece como uma ação livre de Cristo em ordem à salvação de toda a humanidade.

Nesse sentido, a Igreja exorta os fiéis para que neste dia observem alguns sinais de penitência, em respeito e veneração pela morte de Cristo e, dessa forma, convida-os à prática do jejum e da abstinência da carne.

Exercícios piedosos, como a Via Sacra e o Rosário, são também recomendados como forma de assinalar esta data especialmente importante para a fé cristã.

Sem dúvida, a Caminhada das 7 Igrejas é um evento que congrega fiéis em procissão e veneração ao Cristo Crucificado, com total inerência a esse magno e Santo dia, conforme exortam as escrituras bíblicas.

E, ainda, como eu mesmo vivenciei durante o cortejo, foi uma excelente oportunidade para agradecer as graças recebidas e pedir proteção para a minha família e a todos nós.

Particularmente, voltei reenergizado na fé e comunhão espiritual, após participar, mais uma vez, dessa tradicional celebração, onde todos demonstravam profundo fervor religioso, concernente à régia data que comemorávamos naquela ocasião especial: a SEXTA-FEIRA DA PAIXÃO!


Bom Caminho a todos! 

Março/2018