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1º dia: SÃO JOÃO DEL REI à SÃO SEBASTIÃO DA VITÓRIA – 26 quilômetros


1º dia: SÃO JOÃO DEL REI à SÃO SEBASTIÃO DA VITÓRIA – 26 quilômetros


"Nada atrás de mim, tudo à minha frente. É sempre assim na estrada." (Jack Kerouac)



Os primeiros 10,5 km deste trecho não possibilitam a passagem de carro. Para quem estiver motorizado, portanto, a dica é começar pelo povoado do Rio das Mortes. Daí até São Sebastião da Vitória é possível passar com veículos. O trecho inicial de trilha 

não apresenta dificuldades. É aberto e com caminho bem demarcado. A exceção é depois do marco 942, que confunde o viajante pela falta de um marco da Estrada Real. Fique atento! Até São Sebastião da Vitória, o trecho passa a ser em estrada de terra em 

bom estado de conservação. Há, no marco 969 a travessia de um rio, onde existe risco de atolamento. É necessário ficar atento. O trecho termina no distrito de São Sebastião da Vitória.” (Fonte: http://www.institutoestradareal.com.br/roteiros/velho/34)



Como todo início de Caminho, tive uma noite um tanto atribulada, povoada por momentos de inquietude.

Na verdade, eu estava apreensivo com esse trajeto, porque no site da ER havia notícias de ausência de marcos entre os totens 942 e 945, preocupação que se mostrou infundada, pois eles já foram recolocados em seus respectivos locais e, graças ao

bom Deus, não tive problemas nesse tramo específico.

Como de praxe, eu pretendia sair bem cedo, como forma de evitar o calor que certamente iria me molestar no meio do dia.


Deixando a Pousada Estação do Trem, em São João del Rei/MG, rumo à trilha.

Assim, levantei às 4 h, ingeri frutas e uma barra de chocolate, fiz alongamentos e, às 5 h 15 min, exatamente como programado, deixei o conforto do local de pernoite e parti rumo ao desconhecido.

Logo estava diante da Estação de Trem, onde está localizado o primeiro marco da Estrada Real.


Igreja de São Francisco de Assis, em São João del Rei/MG

Após fotografar o local, dei início a minha caminhada e, mais abaixo, parei diante da igreja de São Francisco de Assis, famosa pelas obras do Aleijadinho.

Após fotos e orações, ainda que à distância, segui adiante.


Igreja de São José Operário, em São João del Rei/MG

Mais abaixo, por uma ponte, atravessei o córrego que corta a cidade e prossegui indefinidamente pela Avenida General Osório, até o bairro Tijuco, onde passei diante da igreja dedicada a São José Operário.

Mais à frente, eu atravessei uma ponte, venci pequena elevação e logo adentrei num largo caminho de terra que rapidamente se internou em locais vazios e descampados.


Início da estrada de terra; meus pés agradeceram!

A Estrada Real seguia agora em trilha, com subidas sinuosas mas em mata aberta.

Em alguns momentos, por haver diversos caminhos se cruzando, fiquei um pouco confuso em seguir a rota corretamente, muito embora, a sinalização esteja perfeita nesse trecho.

O dia se apresentava frio e ventoso, pois chovera abundantemente na região, naquela semana.

Por conta disso, encontrei sendas úmidas e lamacentas mais à frente.


Trilhas sinuosas, mas em mata aberta...

A civilização estava se distanciando, enquanto eu adentrava em trilhas desertas e matosas, então, resolvi fazer uma pequena pausa para orar, e a fiz dessa maneira:

“Peço a Deus, clemente e misericordioso, que me proteja por esses ermos caminhos em que estou meu metendo. Que Seus anjos, Senhor, acampem em meu redor, e me guardem. Amém!”


A cidade de São João del Rei/MG vai ficando ao fundo, no horizonte..

Em determinado local, parei para fotografar o que ia ficando a minha retaguarda, podendo ainda visualizar pela derradeira vez a fantástica cidade de São João del Rei.

Prosseguindo, podia ver me acompanhando pelo lado direito um rio e a famosa serra do Lenheiro.


À minha direita, a magnífica serra do Lenheiro.

Na verdade, eu transitava por um vale que era um reservatório nacional de água e lenha, irresponsavelmente extraída e queimada nos fornos e fogões da região.

Daí o nome de serra e córrego do Lenheiro.

Então, pus-me a tergiversar sobre esse Caminho que eu estava percorrendo, e da razão principal de tudo isso existir: o ouro, esse fantástico metal que tanto fascina o homem.

Porquanto, morre-se por ele, mata-se por ele, abrem-se caminhos para ele passar. 


Erosão na trilha, em ambiente bucólico e silencioso.

A autoridade do rei é representada por uma coroa de ouro sobre sua cabeça.

Jesus ao nascer, recebeu de presente ouro, incenso e mirra, mas muito antes, ainda em Gênesis 13, 1-2, já havia a seguinte referência: “Abraão subiu do Egito para o sul, ele e sua mulher e tudo o que tinha, e Ló o acompanhava.

Abraão era muito rico em gado, em prata e em ouro.”

Dá para perceber que tudo parece interligar esse metal com os homens, desde o início do mundo?


A trilha prossegue em campo aberto, com amplas vistas do entorno.

Bem, o caminho plano e arborizado, foi se tornando mais belo e agradável, quanto mais eu me distanciava da cidade, e eu curtia intensamente esses momentos de silêncio e introspecção.

Embora existam várias ramificações de trilhas nesse trecho, não tive problemas em encontrar meu rumo, pois o trajeto prosseguiu muito bem sinalizado.

O dia, que estava fresco e nublado, mostrou o sol por alguns minutos para, em seguida, nublar mais ainda. 


Estrada vazia, de piso socado. Logo à frente, vou entrar à direita em outra trilha.

Eu seguia solitário, conversando com meus botões.

Esses momentos são realmente preciosos.

E uma vaga lembrança da urbanização era suficiente para trazer um pouco de estresse, assim preferia me concentrar na estradinha de terra que estava linda.


Descida íngreme e lisa.

Algum tempo depois, principiei a descender e o fiz com muito cuidado, pois havia muita lama no piso e um escorregão seria fatal.


O primeiro córrego que precisei transpor pela água nesse dia.

Já no plano, precisei transpor um encorpado riacho com água pela canela, visto que no local não havia ponte e seu leito se achava com expressivo volume de água, em face das recentes intempéries.

Prosseguindo, transitei por locais bastante alagados, nos quais tive muito trabalho para atravessar, pelo risco de atolamento.


Trilha matosa e encharcada.

Mais adiante, a estrada passou entre dois imensos lagos, depois caminhei sobre uma trilha empedrada e, mais à frente, superei um trecho onde o mato estava bastante alto.


Nesse trecho o mato está alto e deve-se seguir à esquerda.

Em alguns tramos, a trilha se resumia a uma estreita senda, onde mal cabia uma pessoa.


Trecho matoso, mas com boa sinalização.

Por sorte, mais adiante, acessei uma estrada fartamente arborizada, que culminou com minha passagem pelo local onde nasceu a Beata Nhá Chica, em 26 de abril de 1810.


Estrada úmida e silenciosa, cercada pela mata nativa.

A casa colonial que ali existia foi demolida, e hoje restam apenas os alicerces, ou melhor, uma demarcação em concreto no terreno original. 




Foram construídas, posteriormente, uma capela e uma fonte de água potável logo ao lado, onde aproveitei para matar a minha sede.


Capela e fonte de água, no local onde nasceu Nhá Chica.

Fiz ali uma pausa para descanso, fotos, orações, hidratação e ingestão de uma banana.


Depois voltei a transitar por agradável bosque..

Prosseguindo, desfrutei de uma estrada silenciosa, vazia e extremamente arborizada.


O caminho segue em campo aberto nesse trecho.

Depois, saí em local aberto e descampado, onde existem várias fazendas de criação de gado leiteiro.


Novamente na mata..

Ainda andei um bom tempo por um outro agradável bosque quando, pela primeira vez no caminho, encontrei com uma pessoa, na verdade um roceiro, pilotando sua bicicleta.


Mas um rio sem ponte, o segundo nesse dia. O jeito foi molhar os pés, meias e botas.

E logo precisei atravessar outro riacho pelo seu expressivo leito, com água pelas canelas, pois ali também não existe ponte.


E mais mata nativa..

Caminhei ainda mais um quilômetro por verdejante bosque, até sair no Povoado do Rio das Mortes, depois de percorrer exatos 11 quilômetros.


Chegando em Rio das Mortes.

Na verdade, trata-se de Santo Antônio do Rio das Mortes Pequeno, um distrito do município de São João del-Rei, Minas Gerais, cujo nome era Rio das Mortes na década de 1930, até o resgate do histórico nome Santo Antônio do Rio das Mortes

Pequeno, em agosto de 2007.

Sua ocupação data do século XVIII, e nesse local teve início a Guerra dos Emboabas, um confronto travado de 1707 a 1709, pelo direito de exploração das recém-descobertas jazidas de ouro na região do atual estado de Minas Gerais.

O conflito contrapôs os desbravadores vicentinos e os forasteiros que vieram depois da descoberta das minas. 


Rio das Mortes: praça central.

O primeiro grupo, formado pelos bandeirantes paulistas, havia descoberto a região das minas e, por esta razão, reclamava a exclusividade de explorá-las.

Já o grupo heterogêneo, composto de portugueses provenientes da Europa e migrantes das demais partes do Brasil, sobretudo da costa leste nordestina, liderado por Manuel Nunes Viana, era pejorativamente apelidado de "emboabas" pelos

paulistas.


Praça central do distrito de Rio das Mortes. Seguindo em frente.

Vagarosamente, curtindo aquele dia de sábado nublado e fresco, eu atravessei a longa e florida praça do pequeno povoado.

O turismo católico religioso gerou no local uma excelente infraestrutura que, caso contrário, penso que não existiria. 


Igreja de Santo Antônio, em Rio das Mortes.

No final da avenida, depois de visitar sua bem cuidada e extensa praça central, fiz uma pausa para fotografar sua igreja matriz, dedicada a Santo Antônio.

Prosseguindo, caminhei um bom tempo por uma estrada asfaltada, depois desaguei em uma larga estrada de terra e, 5 quilômetros adiante, passei pelo pequeno povoado de Goiabeiras.


Caminhando em direção ao povoado de Goiabeiras.

O local é minúsculo, um pequeno aglomerado de casas, onde parei por alguns instantes, apenas para visitar a igreja do povoado, ainda que somente pelo lado de fora, pois ela se encontrava fechada.

É que, na verdade, está distante, uns cem metros, do roteiro da Estrada Real.


Ultrapassando o povoado de Goiabeiras.

Seguindo adiante, depois de 1 quilômetro aproximadamente, encontrei uma bifurcação e obedecendo à sinalização, girei à direita, pois se seguisse à esquerda, 300 metros depois eu acessaria a rodovia que vai em direção à São Sebastião da Vitória, o

que não era minha intenção.


Nessa bifurcação, segui à direita. À esquerda, iria para o rodovia.

Mais à frente eu passei diante de algumas casas, depois principiei a ascender, por uma estrada pedregosa.


Ao fundo e ao longe, a singela igreja do povoado de Goiabeiras.

Foi, talvez, o aclive mais importante dessa etapa e, quase em seu final, olhando à retaguarda, podia avistar, ao longe, e abaixo, o povoado de Goiabeiras e sua igrejinha vestida de azul a se destacarem na paisagem circundante.

Finalmente, após transpirar bastante, acessei o topo do morro e principiei a descender, porém, antes, fiz outra pausa para descanso e hidratação, enquanto observava o horizonte.


Trilha em descenso e integralmente deserta.

Eu me encontrava num local ermo, ladeado por pastagens verdejantes e pequenos capões de mato que eu avistava ao longe, e por onde transitaria em seguida.

Sem dúvida, um local de imorredoura beleza, onde o silêncio apenas era quebrado pela gorjeio das aves.


Ao longe, os trilhos da ferrovia, que passa sobre um viaduto.

Prosseguindo, observando a minha direita, podia avistar, ao longe, um imenso viaduto de concreto, sobre o qual corria a linha férrea.

Mais abaixo, num trecho bastante arborizado, um marco da Estrada Real me avisava que eu deveria adentrar à esquerda, e ele quase me passou desapercebido.


Aqui, de chofre, entrada à esquerda, em direção à Fazenda Celina.

Se isso tivesse ocorrido, certamente eu teria me perdido e precisaria voltar.

Posto que o caminho, nesse local emblemático e decisivo, flete literalmente à esquerda, e acessa o interior da Fazenda Celina, cujo forte é a criação do gado gir ro.


Caminhando pelas pastagens da Fazenda Celina.

Assim, ultrapassei uma porteira e passei a caminhar em franco descenso por um trilho localizado em meio a imensas pastagens, num trecho bastante técnico e preocupante, pois nem sempre é possível visualizar o marco seguinte, em face da distância que os separa.


Ao longe e abaixo, a sede da Fazenda Celina.

Por isso, segui atento e concentrado nesse tramo, embora esse trecho também esteja muito bem sinalizado, conquanto se encontrasse liso e perigoso, por conta das chuvas recentes.


Mais um ribeirão sem ponte, dentro da Fazenda Celina.

Já no plano, eu atravessei outro riacho sem ponte, esse de maior porte e profundidade, onde as águas chegaram a altura de meus joelhos, além de estar com forte correnteza.

Nessas horas o cajado exerce um papel fundamental, pois foi nele que me apoiei para não cair.

Depois, ainda prossegui caminhando por pastagens, e logo passei diante da sede da fazenda Celina.


Caminhando próximo á sede da Fazenda Celina.

No entanto, não vi nenhuma pessoa transitando pelo local, apenas alguns cavalos soltos, além de um bando de gansos que fizeram bastante alarido, ante a minha passagem.

Mais adiante, eu transitei diante do Haras Irian, e logo acessei uma estrada larga e ascendente, ladeada por um imenso bosque de eucaliptos, num local fresco e agradável.

O dia permanecia nublado e fresco, excelente para a caminhada, de forma que pude seguir em ascenso sem maiores dificuldades.


Caminho fresco e arejado, próximo a um bosque de eucaliptos.

Conta-se que o Padre Miguel Afonso, santo e sempre montando um burro, recebeu muitos tiros em algum lugar próximo desse caminho.

Diante do fato, retirou o chapéu e mostrou as balas, depois as devolveu aos seus agressores, que se ajoelharam aos pés do animal.


Capelinha erigida em homenagem à Santo Expedido, ainda dentro da Fazenda Celina.

No topo da elevação, e quase deixando as terras da Fazenda, passei diante de uma graciosa igrejinha dedicada a Santo Expedito, onde fiz uma pausa para fotos e agradecimentos em forma de orações.

Depois, prossegui por um caminho plano, situado em local arejado e envolvido por imensas pastagens, onde avistei inúmeros rebanhos de gado leiteiro.


Caminhando entre pastagens. Ao longe e acima, já é possível visualizar São Sebastião da Vitória.

Próximo desse local, diz uma lenda, situava-se a Vila de Januário, lembrando a Januário Garcia, o “Sete Orelhas”.

Vingou seus mortos, matou os setes assaltantes e as sete orelhas ornavam seu pescoço como um colar.

Código de honra, dizia o delegado A. Lino Souza.


Trecho liso e alagado. O caminho segue à esquerda.

Prosseguindo, em alguns locais encontrei o leito da estrada com bastante barro e poças de água, porém, sem maiores problemas, depois de mais dois quilômetros, acabei por desaguar na rodovia que provém de São João del Rei.

Então, virei à direita e, depois de caminhar por mais dois quilômetros, aportei em São Sebastião da Vitória, minha meta para aquele dia.

O lugarejo está inserido em plena rodovia BR-265, que atravessa toda a localidade.

E toda a sufocante apreensão em relação ao primeiro percurso da caminhada, havia se transformado em excitação, graças ao bom Deus.


Pousada Nova Vitória, onde pernoitei nesse dia.

Ali pernoitei na Pousada Nova Vitória onde, por R$40,00, pude desfrutar de um apartamento bastante simples, porém limpo e arejado.

Mais tarde, após reconfortante banho, fui almoçar no Restaurante Joãozinho e Maria onde, por R$16,00, pude comer à vontade no Self-Service.


Restaurante onde almocei nesse dia.

São Sebastião da Vitória é de um dos cinco distritos de São João del-Rei.

A origem da devoção e do nome São Sebastião aconteceu a partir da construção da primeira capela, inaugurada em 4 de outubro de 1884, através do Padre José Bonifácio dos Santos.

O local, segundo a tradição oral, devido às comemorações em torno da vitória da Guerra dos Emboabas, já tinha o nome de Vitória e a este foi acrescentado o nome de São Sebastião.

Em 28 de abril de 1880 o Padre José Bonifácio dos Santos solicitou a autorização ao bispo de Mariana, Dom Antônio Maria Correia de Sá Benevides, para edificação de uma capela que foi elevada à categoria de Matriz de São Sebastião através do Decreto

Canônico de D. Helvécio Gomes (arcebispo de Mariana), em 25 de março de 1925; o cônego João Batista da Trindade, então vigário de Conceição da Barra de Minas, foi designado para dar assistência à paróquia recém-criada.

A matriz nova, ampla e confortável, teve sua construção iniciada em 19 de março de 1961, pelo padre Antônio Domingos Batista Lopes, com a ajuda do povo.


Igreja de São Sebastião em São Sebastião da Vitória/MG.

A Pousada Nova Vitória está localizada a 1.000 metros do centro da povoação, de forma que cobri essa distância, ida e volta, em três oportunidades.

Primeiramente, para adquirir água e víveres num supermercado.

Em seguida, retornei ao centro da vila para almoçar.


A BR-265 atravessa toda a localidade.

E à tarde, após um sono reparador, fui conhecer sua igreja matriz dedicada a São Sebastião.

Infelizmente, por se encontrar fechada, só pude fotografá-la pelo lado externo.

Aproveitei a ocasião para localizar o primeiro totem da Estrada Real, onde eu iniciaria o percurso do dia seguinte.


O primeiro totem da etapa seguinte.

Também encontrei ali, junto à praça central, o marco do CRER – Caminho Religioso da Estrada Real, cujo percurso nessa etapa coincide com o da Estrada Real.

Estávamos num sábado e na Pousada existia um grupo hospedado, que fazia turismo pela região.

Preparavam uma refeição comunitária na cozinha do estabelecimento e me intimaram a jantar com eles.

Convite que aceitei com prazer, visto que a confraternização foi regada a muita cerveja.

Mas, como eu partiria cedo na manhã seguinte, logo me despedi dos amigos e me recolhi para dormir.


Caminhando solitário num trecho belo e agreste.

AVALIAÇÃO PESSOAL Uma etapa de média extensão e sem grandes variações altimétricas. Porém, extremamente técnica e complicada em alguns trechos como, por exemplo, os três riachos que precisei superar pela água, por ausência 

de pontes. Ademais, existem trechos bastante matosos, onde é necessário extrema atenção para não se perder. A passagem pelo interior da Fazenda Celina, apesar de agradável, foi também um tanto tensa, porque não encontrei ninguém para, em 

caso de dúvida, me explicar por onde eu deveria seguir. No global um trajeto ermo, silencioso em sua maior parte, com passagem pelos povoados de Rio das Mortes e Goiabeiras, onde existem bares e outros estabelecimentos do gênero, possibilitando, 

se o caso, a compra lanches e água.


RESUMO DO DIA:

Tempo gasto, computado desde a Pousada Estação do Trem, em São João del Rei/MG, até a Pousada Nova Vitória, em São Sebastião da Vitória/MG: 6 h;

Clima: frio e nublado até o final da jornada.

Pernoite na Pousada Nova Vitória: Apartamento individual razoável – Preço: R$40,00, com café da manhã;

Almoço no Restaurante Joãozinho e Maria: Bom! – Preço: R$16,00, pode-se comer à vontade no Self-Service.



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